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terça-feira, 10 de junho de 2014

Comprando moto usada? Dicas para não cair numa fria! Parte 02 - Final

Como falamos no POST ANTERIOR, ao se pretender comprar uma moto usada, diversos questionamentos devem ser feitos, sendo os principais se a moto foi bem cuidada, fez revisões, não teve queda, está com motor bom e componentes em funcionamento regular, se não foi lavada com produtos químicos, se não foi "maquiada", se está com tudo original com relação e pneus bons e se não tem pendências financeiras ou de trânsito.



Começando pelas pendências financeiras ou de trânsito, o procedimento é bastante simples, bastando com o número do renavam e placa do veículo que você irá adquirir, lançar os mesmos no site do DETRAN de seu Estado. Lá constará se o veículo não tem multas e quem o real proprietário do mesmo, bem como se está alienada à financeira ou algo do tipo. Logicamente, é de bom tom pedir cópia do documento da moto apenas DEPOIS que você for ver a moto. Certifique-se antes com o proprietário se há pendências e, apenas SE FOR FECHAR NEGÓCIO veja a regularidade da documentação.

Verificar a relação e pneus é um item importante porque irá denunciar qual o cuidado que o proprietário tinha com sua moto. Pneus carecas, nesse ponto, depõem totalmente contra o proprietário. No mínimo está a economizar alguns trocos até mesmo na hora da troca/venda e mostra que o piloto em questão não se preocupa sequer com a própria segurança. Porque se preocuparia com a moto? Idem quanto a relação/corrente. Se está seca, com dentes "pontudos", se falta lubrificação, enferrujada e/ou no limite de esticada, um ponto a menos. Pode oferecer algumas centenas de reais a menos, pois você terá de trocar também a mesma. Neste ponto, relações não originais ou de qualidade, sobretudo em motos grandes, é motivo de igual preocupação. Correntes DID ou REGINA em motos de alta cilindrada e performance vão bem enquanto "paralelas". Outras, nem pensar! Idem quanto ao pinhão e correia. Tire o excesso de graxa se precisar e veja a inscrição na mesma. Se a moto tem cavalete central, já aproveite, coloque a moto sobre o mesmo e gire a roda traseira. É a melhor forma de se ver o estado real do conjunto de relação.

A originalidade das peças você verifica também visulamente, valendo para tudo. Desconfie de guidons, ponteiras, piscas, manetes, faróis e outras "personalizações" que não fazem parte da moto enquanto original. Claro, existem certos equipamentos que VALORIZAM a moto, como uma Akrapovik em uma superesportiva, manetes Pazzo, retrovisores Orion, em uma S1000RR, etc., desde que o proprietário tenha apenas trocado e tenha as peças originais. Se não tiver as peças originais, não compre a moto! É um forte indicativo de que a moto sofreu queda. É preferível que lhe mostre um manete um pouco ralado, uma ponteira riscada, do que diga que "vendeu" a mesma ou algo do tipo, escondendo, talvez, um acidente feio que pode ter comprometido a moto como um todo. 

Motos "maquiadas" na hora de vender, são outro grande problema! Podem esconder defeitos graves das mesmas, como peças (plásticos) ressecadas, arranhadas, quebradas, muito velhas, etc. Claro, nada contra uma moto bem lavada, limpa, pois isso demontra a preocupação do proprietário com sua máquina. Serão raros aqueles que, tendo uma moto em boas condições, não irão se preocupar com a limpeza das sujidades da mesma na hora de vender. Mas "pinturas", excesso de "brilho" e ou produtos químicos, como silicone que chega a deixar as peças plásticas da moto escorregadia, são ponto de atenção. Aliás, com tanta química assim, será que não é hábito a lavagem da mesma com produtos químicos? 

É da limpeza em demasia da mesma que você poderá ver se utilizava-se produtos químicos demais na hora da lavagem. Estes, quando não bem retirados, mais prejuízo trazem do que benefício. É preferível alguma sujeira, uma mancha de barro mal tirada do que usar química que fatalmente irá enferrujar a moto mais cedo ou mais tarde. Verifique sobretudo os raios das rodas (aproveite para ver como estão as pastilhas de freio), assim como pontos de "juntas", estado geral de todo cano de escapamento, parafusos de suporte de placa (podem indicar a ferrugem precoce), ponto de fixação das pedaleiras e do frame trazeiro, partes baixas do motor e "engates" das suspensões entre outros pontos normalmente mais "sensíveis" a ferrugem. Se esta não condiz com o ano e quilometragem da moto, desconfie. Pode ser um indício de que a moto era lavada com muito produto químico, do tipo "solupan", que, apesar de limpar bem em um primeiro momento, num segundo é altamente "destrutivo" das partes metálicas da moto, sobretudo aquelas que você não vê! A melhor lavagem - por pior que seja - é sempre a feita pelo proprietário. Se é ele que comprovadamente lava sua moto (e na garagem vc vai ver esponja, balde, xampu de carro, etc., ponto para ele!!!

Ao verificar isso, também veja o funcionamento correto dos componentes em geral, como freios, suspensões, rolamentos, etc. Se puder levantar as rodas da moto do chão e girá-las, tanto melhor. Veja se os rolamentos estão firmes, se os cabos estão funcionando bem, se os freios estão freiando, luzes (alta, baixa, de freio, etc.), piscas, painel, etc., tudo deve estar absolutamente em ordem por mais "velha" que seja a moto. Aliás, ponto de atenção para você sempre lembrar ao ir ver uma moto usada para compra:  moto antiga é uma coisa... Velha é outra completamente diferente! 

O motor é talvez um dos pontos mais críticos e que, pela mesma razão, requer atenção redobrada.
Qualquer barulho esquisito, qualquer fumaça saindo pelo escapamento, batidas metálicas do tipo "tic-tic-tic", fuja!!! É claro que alguns motores não funcionam tão redondos quanto outros. Num boxer da BMW por exemplo, principalmente enquanto este frio, você pode ouvir algum som metálico. Mas se esquentar e continuar, bom sinal não é. Já um "4 em linha" de uma superesportiva, tem de ronronar em lenta, e ao torcer o cabo (torça rápido e solte de onde está), deve responder na subida e não "pipocar" na descida, também não soltando nenhuma fumaça (fumaça é sinal de que o motor está queimando óleo, e, portanto, desgastado, precisando retífica, o que em geral é bem caro!). Motores monocilíndricos em geral são mais barulhentos, mas nada que não seja "normal". Se desconfiar de qualquer som, diga "muito obrigado" e caia fora. Nada justifica uma "batida de pino" e nem um motor "embrulhando" ou fazendo a bateria de uma escola de samba.

Outro ponto que preocupa 11 em cada 10 compradores de motos usadas é saber se a moto teve queda. Aqui, também bastante atenção. Uma moto "tombar" é algo completamente normal de acontecer dentro de uma garagem, na rua, ao lavar, por "faltar pé", etc. e isso, se não houverem danos maiores à moto, não deve assustar. Agora, cair, acidente mesmo, aí sim é diferente! Verificar a não ocorrência de quedas é a principal razão para o proprietário aquele que falamos antes, que "personalizou" sua moto, manter originais de ponteiras de escape, manetes, pedaleiras, piscas e outros acessórios eventualmente trocados/personalizados. São estas partes das motos as que primeiro entram em contato com o solo em caso de quedas. Em geral, arranhões leves indicam tombamento. Arranhões profundos, queda. Aproveite para verificar o estado das bengalas, se não estão muito marcadas, "pontilhadas". Nem pense em adquirir uma moto com bengalas pintadas! Podem ter empenado e ter sido endireitadas... A moto nunca mais será a mesma!

Quanto as revisões, estão no manual da moto. Verifique se este está carimbado pela concessionária da marca. Mas e se a moto é muito antiga e não tem mais manual? Como saber se foi feita alguma revisão? Simples... Pergunte QUEM faz a manutenção da moto do proprietário! Até porque, no caso de motos antigas, o melhor é que você continue levando no mesmo mecânico, que já conhece a moto. Aliás, este mesmo, poderá lhe dar alguma referência melhor da moto, o que fez nela, se já retificou o motor, o que já trocou e inúmeros outros detalhes, desde que, lógico, não esteja de combinação com o proprietário e/ou não seja o próprio mecânico quem está intermediando o negócio. Nesse ponto, inclusive, tanto melhor dispensar intermediários. Se vai comprar moto usada, procure nas concessionárias pelas mesmas, ainda que sejam um pouco mais caras. Preferível pagar um pouquinho a mais do que gastar ali adiante muito a mais!


Depois de todas estas avaliações, você já pode concluir se a moto foi bem cuidada. Cuidado para não ficar somente na primeira impressão! Cuidado com o "amor à primeira vista". Cuidado com pontos de ferrugem, pendências, e maquiagens em excesso. Cuidado com arranhados e "personalizações". Na dúvida, não compre. Pesquise mais e aguarde a próxima.

Mas não deixe, nunca, de ter sua moto!


Nova ou usada, sua ou alugada, o importante sempre é motocar!

E você? Vai de nova ou usada?

Até breve!

Crédito das fotos: 
1 a 6 - google images
7 - Louisville Pitaluga (em primeiro plano Jesus Hatae com uma das motos da A&K Motorctlce Rentals. Em segundo, Jens Ficker com moto própria e outra da A&K ao fundo).






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