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terça-feira, 31 de agosto de 2010

Enfim, de R1200GS Adventure!!!

Em “post” passado defendi com unhas e dentes a compra de uma R1200GS Adventure nova, por razões muito óbvias. Você tem de saber a procedência da moto. Como em geral de uma usada não sabe, então é perigoso você comprar uma usada! Como o ex-proprietário tratava a moto? Por onde ele andava? Será que a moto se acidentou e foi recuperada? Será que era bem cuidada? Com que tipo de produto a moto era lavada? O motor foi corretamente amaciado?

Finalizei aquele post dizendo que estava na contagem regressiva para a compra em 2013, “Ou quem sabe, se Deus quiser, até um pouco antes.”. Fechei-o dizendo que o importante era a paixão, e que uma vida sem ela era como uma estrada sem curvas: completamente sem graça...

Não sei então se Deus quis ou se foi pura paixão. Acredito, lá no íntimo, ter sido uma combinação das duas coisas, mais um empurrãozinho de leve por parte de minha esposa, que ao ver minha dor ao me despedir da Hornet (vendi-a há poucos dias), sugeriu – ou me fez abrir os olhos – que eu deveria comprar a Adventure.

Oportunidades não surgem todos os dias...

Coincidência ou não, amigo estava vendendo a R1200GS Adventure 2008 dele. Preço? Bom... Bem na realidade do mercado. E a moto vinha completinha, com os 3 cases mais alguns acessórios. Coincidência ou não, quase da mesma cor que a primeira moto que tive. Não acredito muito em coincidências... Aquela moto era a minha cara. Não poderia perder a oportunidade!

Outrora faltavam mais de 1200 dias para eu comprar minha R1200GS Adventure... Agora, como num passe de mágica, faltavam pouco mais de 1200 quilômetros, quando cheguei no aeroporto de Campinas/SP, para tê-la em minha garagem.

Deus quis...

Ou foi pura paixão...

O vendedor me aguardava com olhos de dúvida e já com cara de quem fizera uma grande bobagem. Eram 9h da manhã de sábado. "Talvez seja a cara dele que é assim...", pensei eu com meus botões.
Fomos até o estacionamento, e quando ele parou em frente a moto, entendi que aquela cara esquisita não era a dele. Lá estava ela, outrora apelidada carinhosamente de "Airbus", agora "Magda Cara di Pêxi", por decisão familiar da AeK.


Reluzente, penei em encontrar alguma marquinha, algum defeitinho qualquer. Sabem como é... Como todo bom advogado, sempre tem de se descobrir algum porém.
Mas a maldita não tinha poréns!!! Talvez uma manchinha aqui e um tiquizinho ali, mas nada que pudesse ser percebido se o vendedor não tivesse apontado e mostrado com lupa. Ainda passou o dedo em uma pequena titica de passarinho sobre o cardã, como se aquilo fosse grave ofensa.

De tanque cheio, mil e uma explicações do agora ex-dono que parecia querer postergar a despedida, passa manual no envelope original, notas fiscais, cartão, DUAS chaves reservas, docs. da garantia extendida dentro de uma pastinha, enfim... Que cara mais organizado!!! Acho que nem na concessionária teria um atendimento e explicações tão detalhadas!

Bem me disse ao final: "Olha Adv... O problema é que você vai rodar e por uma semana vai ficar pensando: será que não enfiei muito dinheiro em cima de uma moto?".

Eram 10h da manhã, sol a mil, tempo frio... O cara levou a moto até fora do estacionamento (creio que sou mau... Fui muito cruel...). Deixei ele se despedir como num último beijo para me entregar sua amada, sem chance de simplesmente lhe virar as costas e partir.

Subi na moto e, engatando a primeira, pelo retrovisor ainda pude vê-lo lá parado, desolado vendo-a ir. Sei bem o que sentia. Há poucos dias me despedira da Hornet – moto da qual nem gostava tanto – e a sensação de um misto de perda e tristeza igualmente não foi boa. Só o que me consolara era saber que mais cedo ou mais tarde eu estaria com outra moto. Pior das hipóteses em 2013, se Deus quisesse... Ótimo indicativo para quem pensa em comprar usadas. Se o vendedor demonstrar carinho pela motoca e parecer relutar (com sentimento do fundo d’alma, não por “teatro” ou veia artísitca) para se desfazer, já sabe: provavelmente é “mosca branca”.

Desculpe amigo... Mas tenho de seguir em frente... Sei que em breve estarás com outra moto, até melhor do que esta, embora ache isso difícil. Mais nova, diferente, pode ser. Mas melhor, tenho dúvidas, pensei enquanto fazia a primeira curva e já me surpreendia com a “leveza” da máquina de mais de 340 quilos com cases, tanque cheio, carga e eu.
Roda, roda, roda... Abasteci somente 2 vezes. Ponto para a autonomia de um tanque de 33 litros! Em outra moto teria abastecido umas quatro. Só fui parei em Torres/RS. 12,5 horas depois. 1040km depois... Impressões sobre a moto?
Não sei... Ainda não caiu a ficha. Mas de tudo, pareceu que era a primeira vez que eu estava andando de moto. Todo o passado, as frustrações com outra sedizente “big trail” que tive, pareceu ter ficado no passado, em alguma das curvas fechadas que a GSA traçou com perfeição, apoiada no ASC, ABS, ESA, telelever, etc...

Agora, existe, para mim, a vida antes da BMW e COM a BMW. Minha garagem ficou pequena. As distâncias encurtaram proporcionalmente ao tamanho da moto.
Um dia, quem sabe, falo um pouco mais sobre ela e seus atributos.
Mas primeiro, com licença, que preciso rodar mais uns 99.000 quilômetros.


PS.: Agradecimentos

A minha esposa Kyt, a Gatinha: sou grato a cada dia pela força que me dás em cada sonho, por mais louco que possa parecer e que acabamos sempre realizando juntos! Se chegamos longe e se vamos ainda além, é porque te tenho junto a mim. Vamos rodar muiiiiitooooo com essa motoca!!! Te amooooo!

Ao Marcelo Resende: Obrigado por tudo! Foste "show" antes, durante e depois da negociação. Comprar moto de amigo é sempre uma satisfação, não puro negócio.


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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Porque comprar - ou não - uma R1200GS ou GSA usada?

Sou fã incondicional da R1200GSA. Estou reunindo economias para em 2013, mais tardar, adquirir a minha zero, à vista.


Muitos me questionam basicamente quanto as seguintes condições:
- Porque a GSA?
- Porque só em 2013?
- Porque à vista?
- Porque zero e não usada?

Inicialmente, tenho a GSA como "top of the cream" nao só entre as BMWs, mas entre tudo que conheco que pode ser chamado de moto (já vou excluindo, portanto, as custons, inservíveis para nossas estradas...). Para mim uma moto deve ser apta a transitar tanto no "off road" leve quanto no "on road". E apta, para mim, é sinônimo de conforto em ambas situações, entre outras características.

É claro que também tenho apreço pela marca bávara, e dentre as motos da mesma, talvez só considerasse ainda a F800GS. Porque, no meu caso, não a 800 em lugar da GSA? Em meu raciocínio, se estou no inferno, abraço o capeta... O que quero dizer é que a diferença de preço entre uma F800GS completa e uma GSA Premium é relativamente pequena, ainda mais se você considerar o que a GSA tem que a 800 não tem. Além disso, gosto de ter minha esposa na garupa, pelo que mais espaço no banco e nas malas é item fundamental.

Comprar em 2013 é mera questão de planejamento. E para por aí. Na vida, em se tratando de dinheiro - e o que se paga por uma GSA não é pouco dinheiro - tenho que tudo deve ser feito com planejamento, sob pena de endividamento. Prefiro, portanto, sempre as compras à vista*. Durmo tranquilo, sem contas quilométricas para pagar e com a moto no meu nome, e não de uma financeira. Pelos meus cálculos, juntando mensalmente valor fixo até tal data (como se fosse um financiamento ou consórcio de 30 meses, mas infinitamente mais barato, pois só me auto-contemplo ao final do plano), vou poder realizar meu intento.

E aí entra a última pergunta. Mas porque zero e não usada?

Aqui, quiçá seja mais uma questão de gosto e crença do que outra coisa. Ou de cultura. Ou o simples fetiche de sentir o cheiro de uma moto novinha em folha... Uma moto usada, por mais que você verifique ponto a ponto, nunca vai lhe dizer por onde ela efetivamente esteve. Nem com quem. Será que acidentou-se e foi recuperada? Será que não tem "tendências suicidas" (puxa para um lado, ondula nas curvas) e "vícios de pilotagem"? Será que era bem cuidada? Qual a qualidade da gasolina utilizada? Com que tipo de produto a moto é lavada?

Além disso, sempre há o risco de você precisar acionar a garantia da moto. Uma peça qualquer pode ter um vício de fabricação. E na GSA, qualquer peça maior pode ser um prejuízo sem precedentes. Um amortecedor ou um conjunto de cardã, não sai por menos de alguns milhares de reais. Dentro da garantia (de 2 anos para motos novas, com possibilidade de adesão a planos de extensão de garantia), a BMW provavelmente lhe atenderá sem custos. Mas fora da garantia, esqueça. É caso perdido, salvo se vc tiver bons argumentos.

Como se não bastasse, sigo os ensinamentos de meu pai, que sempre refere que a melhor marca de veículo é a nova.

Por fim, amaciar corretamente o motor de uma GSA (ou de qualquer outra moto) é coisa que entendo personalíssima. Só quem faz sabe o quanto lhe é caro ter um motor bem amaciado. Ou não. Tudo uma questão de apego. Ou loucura... Talvez esse meu caso, que até nome dou às minhas motos, como a Nazaré, a Pretuska, a falecida Pretarada, a ex Pretazona.

Óbvio que existem certos cuidados que podem ser tomados por aqueles que não coadunam com minha loucura e que preferem comprar uma GSA usada. Mas este já é o assunto do próximo "post".

Por hora, vou na contagem regressiva até 2013. Ou quem sabe, se Deus quiser, até um pouco antes.

O importante de tudo? A paixão... Seja antes do encontro iminente ou no disparar do coração no primeiro toque da manete.

Afinal, uma vida sem paixão, é como uma estrada sem curvas: completamente sem graça.
* Para os que querem entender melhor porque comprar sempre à vista, recomendo meu livro: "Você, Investidor!" - http://www.novateceditora.com.br/livros/voceinvestidor/