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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

"Nova lei" dos radares? Como assim?

Muito tem se falado da "nova lei" dos radares, depois da "balbúrdia" por conta da malfadada intenção de outra ainda mais esdrúxula, que pretendia a proibição de garupas em motos, no estado de São Paulo.

Sem entrar no mérito da discussão anterior - que feliz e corretamente deu em nada, garantindo os mais básicos direitos do ser humano, entre os quais de não ser julgado por tribunal de excessão e ter respeitado seu direito de ir e vir - não vejo esta atual com os olhos que vira a precedente. Não cheguei a ler minúcias da resolução nova, mas, em síntese, pretende acabar de vez com a "injustificada" prática de "avisar" onde estão os radares.

Agora, o Poder Público não precisará mais dizer o cidadão: "Hei! Aqui tem um radar! Diminua a velocidade para a autorizada na pista!". Ele simplesmente tem de dizer a velocidade que deve ser mantida na pista ou em determinado trecho, se menor.

Mas só um pouco! Porque não há então uma placa em cada esquina me dizendo que eu não posso matar, que não posso roubar, etc.? Onde elas não estão, então eu posso? É isso? Posso me fazer de sonso e dizer: "Ah, seu guarda! Mas a placa indicando velocidade de 80km/h está há 1 km atrás! Aqui não tem... Por isso estou a 130...".

Brasileiro tem o péssimo hábito de se achar injustiçado. Sempre! E tal hábito normalmente vem da dura realidade: normalmente ele É SIM injustiçado! É injustiçado pela carga tributária, é injustiçado pela educação que não tem (e estou falando de ensino básico, acadêmico!), pelo Sistema Único de Saúde - SUS (que de único não tem é nada, pois por conta de sua notória deficiência abre as portas para infinidades de planos de saúde, assistências médicas particulares e todo um mar de "oportunidade" de negócios com a vida), pela corrupção e pela política, por vezes que não merece outro qualificativo do que NOJENTA!

Porém todas essas injustiças não podem servir para lhe dar carta branca ao desrespeito a lei.

O mundo precisa mudar! Não é uma questão de querer ou não. Ele simplesmente precisa. Com ele, nós devemos mudar, devemos nos adaptar. Qual o mal de se andar respeitando o limite de velocidade então?

Eu, particularmente, prefiro isso aos radares maliciosamente escondidos; às "pistolas" medidoras de velocidade das autoridades policiais - normalmente onde sabem que o pessoal passa dos limites; às multas por falta de uso de cinto de segurança (certa feita amigo meu foi multado por não usá-lo... O detalhe que seria cômico se não fosse triste é que estava de moto!); de excesso do uso da buzina quando se usou para advertir motorista que comprou carteira e se atravessou na frente; da falta de coerência de alguns fiscais de trânsito, e, enfim, prefiro tudo isso a que ver algum irmão motociclista perder a vida por excesso de velocidade sua - achando que as estradas são pistas de corrida de um autódromo qualquer onde pode "abusar da sorte" e provar sabe-se lá para quem que sabe pilotar ou pela do que vinha em sentido contrário.

Convenhamos! A lei está aí para ser cumprida! Se a pista diz que você deve manter 110km/h, por que raios você acha que o certo é 130, 150 e que não pode ser "condenado" por isso?

Eu não estou dizendo que sou um santo das estradas! Nunca fui e quiçá, nunca serei... Mas eu tento me manter no razoável. Não quero ser o inquisitor quando sou o que também peca. Porém, quero deixar claro que sei sempre os riscos que estou correndo e os estou sempre assumindo, entre os quais de ser multado. Se acontecer, não vou me achar "injustiçado" e espernear, esbravejando contra a vida, a lei e a ordem.

Sempre acreditamos que a mudança deve vir primeiro dos outros. Nunca de nós mesmos. Se a carga tributária é dura, melhor tentar escapar de todas as formas possíveis, ná é assim? Afinal, 27,5% de imposto de renda é demais!!!

Também acho! Concordo em gênero, número - 27,5% - e grau!

Porém eu sempre digo que preferiria poder pagar no mínimo uns R$ 500.000,00 de imposto de renda por mês... Nem todo mundo entende, ao primeiro "choque", a profundidade "maliciosa" de tal intenção. Um dia chego lá! Estou trabalhando para cada vez pagar mais e mais imposto de renda! E Deus tem me brindado ano a ano com essa possibilidade, por mais descontos que eu consiga fazer na declaração de ajuste anual! Que continue assim! Amém!!!

E vamos vivendo a vida na "Terra Brasilis da República das Bananas". Ainda bem que tem muita! Porque o que há de macaco por aqui, não está no mapa! Está na hora de evoluirmos, ora bolas! De deixarmos de lado nossos insintos primatas para nos tornarmos um pouco mais homens. Pararmos de reclamar de tudo e apreciar a vida, a estrada e quem sabe até os gafanhotos da vida que a atravessam*...


Afinal, no fim das contas, não somos muito mais do que isso.

Respeite primeiro. Depois exija a contrapartida.

*Certa feita critiquei duramente, por meses, anos, foto que o amigo Mazzo tinha tirado na estrada, de gafanhotos que a atravessavam. Achei a foto ridícula, e o critiquei dizendo que não tinha sentido pararem para fotografar tudo! Hoje compreendo que ele tem seu estilo de andar, de pilotar, seu jeito de ver a vida. Se andava mais tranquilo ou mais devagar do que eu, talvez fosse porque simplesmente era menos "macaco" do que eu! Sua "lente" era só diferente da minha, como ainda hoje deve ser. As fotos que tirará, certamente em nada se compararão as que farei. Nem seu modo de pilotar ou ver o mundo...
Mazzo!!! Por favor, me perdoe!!! Hoje, definitivamente, não consigo ver que não com admiração aquela foto que fizeste. Parabéns super atrasado, meu caro!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Motos, capacetes e a "obrigatoriedade" do selo do INMETRO

Motos, capacetes e a “obrigatoriedade” do selos do INMETRO

Precisa mesmo ter selo?

É duro, mas é queijo!


Fiz uma importação direta de um capacete System 6, com sobreviseira, anti-embaçante, etc. e talz, para meu uso. Com impostos, ficou caro... Daria certamente para comprar um Shark novinho e alguns lero-leros de moto à mais.


Vale tanto assim um System 6? Em minha opinião nada humilde, sim. Cada centavo...


Adquiri o direito de me presentear com um após 10 anos usando o mesmo Shark S500, que já estava quase indo pro escritório sozinho ou fugindo pro Chile, de tão rodado. Não me perguntem se teria funcionalidade quando “precisasse” dele, pois tenho minhas dúvidas. Lembrar que um capacete tem “recheio” de isopor, nada além disso.

Nesse meu Shark velinho, nem o selo do maldito INMETRO (aquele órgão, que, segundo um amigo pega criancinhas no parque e manda pro Conselho Tutelar quando não usam o selinho INMETROzístico em seus brinquedinho) no Shark resistiu. Já desmanchou, literalmente, de tanto sol e chuva. Mas, levando em consideração que já tem quase 10 anos de fabricado (é de 2002), tá "legalizado", já que capacete pro órgão fiscalizador – graças à Deus! – não tem validade. Ainda, pois já houve tentativa de lei nesse sentido... Os fabricantes iriam gostar. Mas acho que aí só venderia EBF, Taurus e cascas de ovo do gênero, pois quem iria comprar um capacete bom tendo de trocá-lo dali à um par de anos?

Por isso não deve ter colado: “lobby”.


O System 6, por sua vez, apesar de um excelente capacete, não tem o selo do INMETRO. E nem o selo “DOT” (Departaent Of Transportation), porque ele só segue a ECE (norma de certificação européia), onde testam inclusive a proteção do queixo, coisa que a DOT não faz e nem, por óbvio, o INMETRO, pois capacetes abertos são aprovados pelo INMETRO.


Nem vai ter.


Como comprei prá meu uso, então, teoricamente, o problema é meu! Certo?


Errado.


Se a "fiscalização" me parar, sei que posso ter problemas. “Fiscal” pode até ficar temporariamente com minha moto retida, porque eu não estou com um capacete "homologado" e, portanto, estou conduzindo irregularmente, como se sem cinto de segurança estivesse. Por outro lado, se eu comprar um EBF 7 por 1/40 do valor do meu System 6 (e na minha opinião 1/100 da qualidade), estarei andando em conformidade com o INMETRO e o ignorante se dá por feliz.


Quer saber?


Estou pagando prá ver!


Se amanhã ou depois a fiscalização me parar, pretendo estar com um lixo de aberto (menor), comprado usado por uns R$ 10,00 como "carta na manga". Pode até me multar, mas com minha moto não fica. Coloco o Peels ou Tork e ando as próximas quadras (morrendo de medo) com ele, até sumir dos olhos de abestalhados de plantão.


Óbvio que sei que isso depende do naipe do “autoridade de trânsito”, pois quero crer que a maioria deles tem um mínimo de tutano para saber o que presta e o que não, o que é seguro e o que não é, o que é efetivamente "de lei" e o que não tem normatização, e se não for pedir demais, o que é norma DOT, ECE e SNELL. Ops... Acho que é pedir demais...


Ato seguinte, entraria com uma Ação Declaratória provavelmente em âmbito federal, pois seria a oportunidade para finalmente ouvir do Estado o que é certo e o que é errado, uma vez que eu já não sei como pode um Peels aberto - onde você pode dar literalmente de cara no chão (bate na madeira) – ser aceito e um System 6 não, simplesmente porque falta o selo no meu importado direto, que é idêntico ao System 6 que está na loja (lembrando que os vendidos nas lojas aqui tem o selo!). Já ouvi rumores que existiriam entendimentos jurisprudencias de que importar para uso próprio poderia, ainda mais se o mesmo modelo já está homologado no Brasil, pois quem teria de ter o “selo do INMETRO” seria o vendedor/importador que aufere lucro. O que tenho por mais do que certo é que a obrigatoriedade do selo do INMETRO só é exigível para capacetes fabricados a partir de 01/08/2007, de acordo com a Resolução 270 do CONTRAN.


Então, como a autoridade vai poder afirmar que meu capacete é novo ou antigo – eu posso ter guardado ele por 5 anos sem usar já que não tinha BMW! Porque não??? - , isso eu quero só ver, já que não tem etiqueta interna ou onde o valha com data de fabricação. Ou, quem sabe, me dá a “louca” e entro de uma vez com uma declaratória mesmo, contra DETRAN e INMETRO, só prá saber a verdade, e depois conto aqui. Vamos ver... Vou estudar melhor o caso. Afinal, eu sou um verdadeiro “Adv” e na minha casa, não tem essa de “casa de ferreiro, espeto de pau”. O espeto é de aço mesmo.


A discussão é velha, chata, mas dá muito pano prá manga. Tenho minha posição nada humilde e teimosamente imutável sobre a questão. Assim, de minha parte – embora não esteja recomendando a ninguém agir como eu e longe de estar dizendo que é o mais correto – vou usar meu System 6. Eu estou pagando prá ver, é diferente. Sei dos “riscos” que corro, legalmente falando. Mas eu tenho meu conceito de quanto vale a minha cabeça e onde devo colocá-la. Certo, certo mesmo, legalmente falando, seria, como já disse, usar um homologado, do tipo aberto, Peels, Taurus, Pró Tork, etc. Tá bom...


Por isso que, pelo sim pelo não, passo a levar um saco de lixo amarrado na moto, com uma casca de ovo que tenha o selo do INMETRO qualquer. Se o fiscal de trânsito me parar e eu estiver com paciência, uso de todos meus melhores argumentos. Se ainda assim me multar e na seqüência ingenuamente quiser reter minha moto, se todo o mais falhar, saco minha infalível arma de dentro do lixo e visto um maldito seladinho. Vai ficar querendo. Multa eu até aceito. Estupidez não.


Que meu System é bom, disso não tenham dúvida.


Peels, Taurus, Pro Tork e congêneres que é duro!


“É duro...”, assim como sabão – no âmago da velhinha ingênua que o comia – “...mas é queijo, meu filho!”.


Tanto o sabão quanto o queijo são feitos de gordura. Então deve ser a mesma coisa. Sei lá. nunca comi sabão e não tenho nenhuma vontade de fazê-lo.


E viva o kit de primeiros socorros nos automóveis... Só não sei onde foi parar o meu. O meu automóvel, claro! Sorte que minha moto e a minha cabeça, sei onde está.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O Motoqueiro e a Ambulância



O Motoqueiro e a Ambulância


O que raios tem um a ver com o outro, você deve estar se perguntando, não é mesmo?


Ultimamente tem “me caído os butiás do bolso”, na melhor expressão gaudéria. Fico cada vez mais impressionado com o que tenho visto no trânsito dessa nossa capital sulista, que não varia muito do que ocorre em outras cidades “desenvolvidas”, ainda que eu pense que tal “desenvolvimento” não é bem como se deveria qualificar esse caos urbano (mas isso é outra discussão).


Já é a segunda vez que vejo isso só esta semana. E olha que ela nem acabou ainda...


Embaraçado com a “big trail” no meio dos carros, parado num dos semáforos, vi lá adiante tentando “furar” legalmente o outro semáforo uma ambulância com seus “giroflex” a mil, fazendo a sirene gritar alto. Nitidamente desesperado, o motorista da van tentava enfiá-la onde não cabia. Sim. Aquilo era realmente uma emergência, e das grandes!



Agora o motivo do meu estarrecimento: você acha que alguém deu passagem?


Quando eu andava de carro e não tinha contraído o vírus das duas rodas – e isso já vão lá dez anos, tendo o trânsito mudado muito (para pior, claro) desde então – a gente (os motoristas de carro) costumava à primeira sirene dar passagem de um jeito ou de outro, furando o semáforo, subindo na calçada, buzinando ao da frente que roncava ao volante, xingando os de roda para sair. Era um desespero coletivo, lindo de se ver. Afinal, o que estava em jogo era uma vida...


Ultimamente – e repito, é a segunda vez que vejo essa prática só nesta semana – parece que ninguém mais se importa. A única coisa que parece estar em jogo é a individualidade, o egoísmo, egocentrismo: “O quê? Sair da frente eu e perder meu lugar prá outro que virá atrás da ambulância? Não mesmo!”, “Hein? Passar o sinal fechado e ser multado por um “azulzinho” fdp? Mas nem pensar!!!”, “Lá, lá, lá, lá, lá... Báh! Show essa música de estourar os tímpanos!!! Legal também que eu tenho ar-condicionado e posso ficar tranks com minha música e meus vidros lacrados...”, “Alô? Quem? Mãe? Não... To no trânsito mãe... Agora não posso falar... Hein? Sim... É verdade! A fulana? Foi, foi... Pois é, tu vê! Falando nisso, sabes que...”, “Caceta... Outra ambulância! Vá si...”.


Mas dessa vez o desenrolar foi diferente...


Saiu do meu lado um motoqueiro (motociclista, pros que insistem em achar que há diferença) com sua pequena CG velha, daquelas caindo aos pedaços e sem cor definida, passou o sinal que eu estava parado e foi lá se embretar no meio dos carros. Passou à frente da ambulância e começou a buzinar, acelerar, dar “estourinhos” e só faltou chutar alguns que insistiam em não se mover. Resultado? Saíram do lugar, com medo pela integridade de seus retrovisores - afinal era um motoqueiro que estava “mandando” dar passagem à ambulância, e esses caras, você sabe, né meu amigo motorista? (nesse momento o que estava falando ao telefone percebe o mundo em volta), é tudo louco – e a ambulância pode finalmente seguir seu caminho.


Ele, ao contrário do que alguns poderiam imaginar (claro, que estes não estão lendo esse “blog”), assim que a ambulância se foi, ficou ali, parado, esperando o sinal abrir, a sua vez. Por um momento ele e sua moto me pareceram maiores. Aquela CG era agora maior que a minha big trail. Passei por ele quando o trânsito andou. É... Realmente ele e a moto estavam maiores agora.


Eu não sei quem estava dentro da ambulância. Ele também não sabia. Eu não sei se o paciente “chegou à tempo” ao hospital. Ele, com certeza também não sabe. Mas uma coisa eu e ele sabemos: minutos, segundos - e às vezes até frações desses - fazem grande diferença quando estamos em cima de uma moto. Uma vida estava em jogo... Então ele jogou, deu as cartas, porque ele estava em cima de uma moto. Aqueles segundos que ele alcançou de maneira desinteressada àquela ambulância, àquela vida, pode até não ter sido decisiva, mas, sem dúvida, deve ter feito grande diferença...


Quando sobre a moto - ou não - faça que nem aquele motoqueiro e respeite não só a sua, mas todas as vidas! Você não está só nesse mundo.




terça-feira, 29 de março de 2011

Motociclista ou motoqueiro? O que você é afinal?

Acho que a discussão em questão é querer descobrir o "sexo dos anjos". Pois, afinal, o que somos? Motociclistas ou motoqueiros?

Já me deparei com adesivos e patchs em coletes bradando até que "Motoqueiro é a piiii* que piiiii*..." (olha a censura!), como se o fato de ter tal denominação, em lugar de motociclista, fosse algo ofensivo. Afinal, motoqueiro é o motoboy, é o que anda em CG ou motos de porte menores, ou, ainda como disse outro, "motociclista é o motoqueiro que sobreviveu", como se aquele fosse uma evolução da espécie.


Prá mim isso só tem um nome: DISCRIMINAÇÃO!

E essa palavra não é bonita, de forma alguma, por mais que tentemos "dourar a pílula".

Andar em moto maior, não utilizar a moto com fins lucrativos ou como ferramenta de trabalho, não faz ninguém melhor ou pior. O motoboy - e aí vai outra discriminação - "cachorro louco" não tem essa denominação por conta do animal acometido de raiva, mas por conta de sua loucura, pura e simplesmente. É simplesmente um louco e mais nada. Não importa se é motoboy, advogado, médico, se está em moto grande ou pequena, pois o que se vê de louco sobre R1, GS, CBR e outras, achando que se encontram em autódromo, não está no mapa! E se são loucos, são simplesmente um louco e mais nada. Nenhum mérito tem, tentando se fazer melhor que o pobre trabalhador que entrega na sua casa o remédio urgente para a a febre do filho ou a pizza quentinha, para seu deleite num fim de dia. Pois este, na sua "loucura", ao menos é útil à alguém. E se nem isso é merito - já que a insanidade anula a utilidade - o que sobra para o louco que não serve a ninguém, mas somente à sua própria doença psicopática?

Porque há mais "cachorros loucos" do que "motociclistas loucos"? Porque se vê mais motoboys envolvidos em acidentes do que outros doidos? Estatística!!! Simples assim! Ora, se há mais motoboys circulando sobre as pequenas do que advogados e médicos em suas grandes motos, o que se poderia esperar?

Evoluir é desvincular-se de preconceitos.


Particularmente, acho que todos somos uma mistura de motociclista com motoqueiro. Quiçá nossa melhor denominação fosse MOTOCICLEIRO. Porém, aí estaria inventando mais uma etiqueta, mais um carimbo.

No final das contas somos todos só osso e carne, e, acima de tudo, alma. E bem lá no final das contas mesmo, ao apagar das luzes, restará só a alma. Esta se assim quiser, ou arranjará uma moto em outro plano de existência para pilotar, ou voltará no corpo de outro moto... moto... Moto-o-que-mesmo?

O importante é nossa alma, apaixonada por motos!




sexta-feira, 11 de março de 2011

Prá quem você anda de moto?

A pergunta pode parecer um pouco esquisita, mas é fato que atualmente se vê muita gente "andando de moto para os outros". E olha que não estou falando de motoboy ou mototáxi!

O que quero dizer, é que tenho visto muito sedizente motociclista que faz site, blog, flog , adesivo, camiseta, banner, bandeira e por aí vai mais para "aparecer" e se "autopromover" do que para levar aos amigos a verdadeira essência do motociclismo. Outros, por sua vez, chegam a criar motoclubes, onde o que menos se faz é efetivamente andar de moto. Está certo que um pouco de mídia é sempre bom, ainda mais para este veículo que em geral é tão mal visto, mas esta autopropaganda deve ter um limite, que se encontra entre o andar e o não andar de moto. Também é certo que reunir pessoas de mesmo gostos é ótimo. Mas, até onde se deve ir?

Discussões apaixonadas, defesas quase religiosas de determinada marca, quando não descambando para agressões verbais ou em casos mais graves até mesmo físicas. São o que chamo de motoqueiros "xiitas". Sim, motoqueiros, pois não merecem a autodenominação de motociclistas, rótulo que se impõem querendo distinguir-se dos outros réles mortais que também andam de moto. Claro, isso é matéria para outra discussão, pois ao meu ver, todos somos indistintamente motoqueiros, motociclistas, bikers, etc. Simplesmente andamos de moto. E era isso. Termos uma moto melhor, maior, mais nova, etc., não nos faz melhores, nem piores.

Graças à Deus...

Certa feita já disse conhecido meu que o que se vê de "motoqueiro de boutique" ou "road warrior" de final de semana , não está no mapa! Vão desde "jáspions" em flamantes macacões de couro (que muitas vezes custam mais do que uma boa moto) até "HOGs" com todos penduricalhos prováveis e improváveis sobre suas grandes custons lustradas e cromadas até o último parafuso.

Poderia ser condenado por este próprio fotoblog, no momento que muito falo de moto e pouco tenho desfrutado do veículo, não por falta de vontade, mas sim por pura falta de tempo e/ou excesso de trabalho e de quebra, ter menos ainda para curtir minha esposa e meu filhotim (esse em tenra idade e precisando do pai e da mãe para tudo). O pouco tempo que me sobra então, é para os dois, que vem agora em primeiro, segundo e terceiro lugar, ficando a moto mais lá para o fim da fila...

De moto mesmo, é o ir e voltar para o trabalho e, muito eventualmente, um bate e volta mais longo aos finais de semana.

Talvez seja um pouco de inveja, de querer andar mais de moto e contar também minhas próprias histórias, escrever sobre a realidade de uma viagem real no lugar de ficar apenas no virtual, postar fotos de lugares onde estive, coisas que vi, o que vivenciei na estrada, esta coisa tão tranquilizante e terapêutica que é estar sobre uma moto. Talvez eu esteja precisando levar o "Sem Nome" um pouco mais para passear dentro do baú, ainda que seja da velha XLX 250R.

Mas nada me tira da cabeça que ainda temos muitos que andam de moto para os outros.

E você?

Prá quem você anda de moto?

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Novíssima R1300GS Adventure - Em breve!



As notícias não param de chegar... Os "paparazzi" já andam rondando-na.

Especula-se que para setembro de 2012, teremos o lançamento - ao menos na europa - das novas R1300GS, que virão com um novo motor boxer, agora refrigerado por líquido, ao contrário do "antigo" boxer refrigerado a ar. A primeira vista porém, engana, pois parece o mesmo de outrora.

A nova R1300GS Adventure deve perder um pouco de peso, e ficar ligeiramente mais esbelta. O cardã migra para o lado esquerdo e o escape para o direito, ao contrário do que atualmente ocorre nas R1200Gs (e ao contrário da foto supra, que é apenas uma montagem de como deve ficar). Fica mais com cara das F800GS!


O motor terá oito válulas DOHC, e a cilindrada é de 1270cc, com ums 14,5kgf e potência cercando os 130cv's. O radiador vai camuflado entre asd tampas plásticas.


A frente da moto está totalmente diferente, muito mais esbelta e aerodinâmica, com um novo grupo ótico ainda assimétrico (marca registrada da BMW!) e novo paralamas, muito similar as F800GS.


Telelever e outras características típicas da GS continuarão presentes. É totalmente diferente das atuais R1200GS, embora ainda lembre muito as mesmas.

Como sempre, basta esperar e ver quando vão chegar por aqui... Quem quiser uma, é bom já ir juntando a grana, pois, para variar, o preço dever ser um pouco mais salgado do que o das atuais GS's.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Motocar ou não motocar... Eis a questão!

Meus últimos dias tem sido atribulados... Tirei um mês de férias, e praticamente não as tive. Estou em fase de construir minha casa própria, com arquiteto contratado, empreiteira habilitada, tudo averbado, vistoriado, liberação de fgts, documentação que parece não ter fim, etc. Às vezes me pego pensando se construísse com minhas próprias mãos e "nas coxas", sem as regularidades burrocráticas, a coisa não sairia mais rápido. Sei lá...

De igual forma, às vezes também me pego pensando se não estou querendo demais, se não deveria ser mais "humilde" e viver com menos. Porque não uma casa já pronta? Quiçá, assim, aproveitasse mais e não tivesse de "perder" meu pouco tempo livre com reuniões com arquiteto, idas à prefeitura, capinando terreno e calçada para que o mato não cresça novamente nesse meio tempo, tirando o lixo (até sofá velho já deixaram na frente do terreno!) que alguns fisdégua mal educados me deixam de presente (povo ignorante não pode ver um terreno vazio!), cuidando da meia dúzia de árvores que ficaram por lá, levantando cerca, muretas, etc., num misto de trabalho de pedreiro, lixeiro, jardineiro, carpinteiro e sei lá mais o quê!

Então, de repente, me lembro que os sonhos devem ser construídos passo-a-passo. Que sonho só sonhado, não leva a nada. Deve ser realizado, sendo importante ter sempre presente que só temos uma vida para fazê-los acontecer. É difícil? Claro que é! Demora? Normalmente um pouco. Tudo depende do tamanho e da força empregada para realizar o sonho.

Na busca de um, deixei outro de lado... Por hora!

Depois de muita luta, de quase oito anos de economias para realizar o grande e para mim o "top" do sonho de consumo motociclístico, de ter passado por uma shadow 1999 e vendido para comprar uma GSX750F 1999, de vendê-la pra comprar uma Buell 2006, de comprar uma Lander 2008, trocar por uma Hornet 2009 e vender para comprar a R1200GS Adventure 2008, após ter rodado miseráveis 3.500km com ela, tive de vendê-la, com dor no coração, pois o novo sonho, não era só meu. Era da minha família. E nossos sonhos não esperam. Nunca.

Quero ver meu filho crescer correndo no pátio, e não encerrado dentro de um apartamento! Quero criá-lo desde cedo com a aventura correndo nas veias, quero que ele tenha espaço para fazer a imaginação voar, com os pés firmes na terra olhando o céu, observando o vôo dos pássaros, buscando nas formas das nuvens bichos imaginários, mirando o infinito, tomando um bom banho de chuva no verão. Não o quero em um carpete com os olhos fixos em uma televisão ou teto de gesso. Isso é passado! Quero poder sentar num domingo de sol ou numa noite estrelada na varanda e fumar um narguilé, regado à uma boa cerveja Patrícia de litro com minha lindíssima esposa - ela por si e pela sua história de vida, já é merecedora de muito mais do que este pequeno esforço - enquanto programamos nossos próximos sonhos, os quais, com a graça de Deus, invariavelmente se realizam.

Sim. Claro que doeu vender a moto com a qual sonhei - para levantar a grana do terreno - desde que me lembro por gente e que ainda ìamos nas antigas BMW GS 1100, quando eu achava que uma shadow já era alguma coisa. Pior! O novo dono não gostou tanto assim dela como eu... Aliás, não gostou foi nada! Ao menos agora, depois de quase três meses, me confidenciou à pouco, está "tentando gostar".

Minha companheira inseparável nas horas difíceis "sem moto", a "Nazaré", vulga XLX 250 R (ela sempre esteve lá por mais que eu trocasse de moto e nunca deu bola para a "concorrência"), está na manutenção dos 61.000km e eu, desgraçadamente à pé. Me sinto amarrado, preso, como se estivesse em um pesadelo e não pudesse correr.

Tirar a moto de um motociclista, é a maior tortura que este pode experimentar!

Numa sexta-feira de sol então...

Mas volto agora ao trabalho, sonhando com dias ainda melhores que se aproximam a cada hora em que nossa casa estará enfim concluída, "Kyd" estará correndo com sua motoquinha no pátio e mais adiante, tenho certeza, nós três, Adv, Kyt e Kyd estaremos desbravando esse mundão velho sem fronteira sobre nossas motos!

Motocar sempre! Ainda que não estejamos de moto, por hora. Pois depois de um belo pôr de sol, certo que vem a noite e, na sequência, mais um belo dia pelas estradas da vida.