segunda-feira, 27 de julho de 2015

Daytona Bike Week


Em 2016 vamos a um dos maiores eventos motociclísticos do mundo! O Daytona Bike Week!

Serão 7 dias de Tour, incluindo dois dias em Miami para compras e um final de semana inteiro (3 dias) em Daytona. Não perca esta oportunidade!

Mais detalhes contate-nos pelo email   aek@aekmotos.com





segunda-feira, 6 de julho de 2015

Uma droga? Uma moto? Não... É uma Harley Davidson!

Minha vida com motos "de verdade" começou com uma custom... "Fuleira", digamos, pois se tratava de uma Shadow VTX 600 1999, usada, com sedizentes 4.000km e gravíssimos problemas de motor que só bem mais tarde fui descobrir. Com isso e mais alguns incidentes como pedaleiras avançadas "paralelas" e posicionadas de forma totalmente inapropriada a raspar no chão em curvas mais fechadas, e sem sequer saber  como levar (e o que!) bagagem em uma moto, em menos de 6 meses e mais de 12.000km peguei certa aversão às customs, achando que não andavam como deveriam, tinham suspensão muito curta e mais um monte de motivos que inventei para me afastar dessas "drogas pesadas" por longos 12 anos...



Nesse meio tempo passei a "usuário" de outras coisas, e fui de naked's, trail's, big trail's, sport touring, superesportivas, desde as mais baixas às mais altas cilindradas. Umas boas, outras que ficavam devendo algo, umas melhores que as outras para certos casos - como as big trail's, imbatíveis para longas viagens com bons trechos de "off road" - enquanto outras melhores que as umas para outros (subir a serra numa BMW S1000RR ou "esticar" numa longa reta, é sentimento que não tem definição)!

Em 2013 criamos a A&K Motorcycle Rentals, contando apenas com motos BMW's da linha GS, que tenho como as melhores para longas viagens, sobretudo, como falei acima, onde houver grandes trechos de off road a percorrer. Fizemos excelentes viagens com elas, e nossos clientes, somando quilometragens ultrapassaram centenas de milhares de quilômetros à bordo das diversas GS's.

Enquanto isso as customs e em especial as Harley Davidson's...

Bem! Já havia falado delas em outra oportunidade neste blog, mais precisamente a quase 3 anos atrás (clique aqui para ler).

Contrariando meus gostos particulares, nossos clientes começaram a clamar insistentemente pelas Harley Davidson's. Afinal, porque nós só tínhamos BMW's? Porque não colocávamos algumas Harley's no portfólio? E como estamos sempre trabalhando para agradar a nossos clientes...

Entraram já de saída no catálogo de aluguéis as Harley's Sportster IRON 883 e a Fat Boy Special. Confesso que já fui até a loja "contrariado", me "forçando" a subir nas motos mais vendidas que eram justo as que nossos clientes pediam. E aí tudo começou a mudar... Comecei a perceber que teria de "morder a língua". Mas ainda resisti e saí de lá na base do "veja bem...", com os poucos argumentos que me restavam contra as customs. E à noite sonhei... O óbvio, claro: que estava andando numa custom, ou, mais precisamente, uma Fat Boy.

Mais um par de dias e eu estava indo buscar a Iron 883, e dois mais, a Fat Boy Special. 

Mais um par de dias, e eu ficava olhando o relógio, para ver quantos minutos faltavam para acabar o expediente e ir rodar em uma das Harley's. 

Mais um par de minutos após desligar a moto na garagem, e eu já estava planejando um novo passeio, por mais curto que fosse, para... ... rodar de Harley!!!

Mas em uma coisa prometo que serei inflexível até o fim! Vou continuar dizendo que nem a 883, nem a Fat Boy e nem qualquer uma da marca é uma moto de verdade! E também vou continuar dizendo que são uma grande DROGA!!!

Droga essa que você não vê a hora de pegar para mais uma dose...

E não, não é uma moto de verdade, porque é muito mais do que isso:

É UMA HARLEY DAVIDSON!!!

E você? Vai continuar falando mal das Harley's ou vai arriscar dar uma volta e morder a língua? 

Até breve!


Crédito das Fotos:
1 e 3 - A&K Motorcycle Rentals
2 - Beto "Attive"


Para cotação de sua viagem ou passeio com uma Harley Davidson ou BMW GS, escreva-nos diretamente para o e-mail aek@aekmotos.com

quarta-feira, 17 de junho de 2015

BMW S1000RR - Um teste real com esta Superesportiva

Como nossos leitores já sabem, gostamos muito de apresentar nossas impressões reais sobre as motos que no blog comentamos. Uma das motos que sempre tivemos curiosidade em testar era a S1000RR, sempre dentro daquela máxima de fazermos um teste "real", ou seja, feito por quem gosta de moto mas não é nenhum "piloto pro" das mesmas. 


 
Portanto, aqui em nosso "teste real", vamos falar da condução do dia-a-dia, de pequenas (ou grandes) viagens, no comportamento da moto em estrada e em trajeto urbano, seus pontos positivos e, porque não?, negativos. São basicamente nossas impressões da moto, não sendo verdade absoluta. Apenas nosso sentir.

Primeiras impressões:  

Pegamos esta moto em um negócio. Não. Desde o começo sabíamos que não seria moto para manter e rodar diariamente, tampouco para empreender longas viagens. Era mais para "matar a vontade" mesmo de ouvir o quatro em linha rugindo, pois uma vez que se anda em uma esportiva, não se larga mais o vício de volta e meia querer ouvir esse tipo de motor roncando.

De cara o visual da moto já impressionou positivamente por duas razões. Uma que extremamente bem conservada, pois estamos falando de uma moto de 2010, e outra pelo reduzido tamanho dela. Neste ponto, fiquei imaginando o Sr. que negociou a mesma comigo, com seus mais de 180 frouxo de altura e 60 anos de idade. Como andar encolhido naquela motoca? 

Subi nela e... Cadê as manetes? Foi a primeira coisa que estranhei!

Acostumado com a posição sentado das Big Trails, me vi obrigado a deitar sobre o tanque para encontrar os comandos, o que de princípio já me desgostou um tanto, mais pela questão da falta de hábito do que outra coisa. Era como se eu estivesse a andar pela primeira vez de moto, com o inevitável medo de derrubar a menina que, apesar de baixa, não se mostra nem um tanto leve enquanto seu motor não está a funcionar. Mas essa má impressão só vai até os primeiros metros vencidos. Em verdade, é uma moto que se deve "vestir" para passar a ficar confortável sobre ela, e aí envolve mais um monte de coisas, desde como se posicionar até como pilotá-la, pois é o que vai definir se você vai se adaptar a moto ou não. 

Rodando devagar pelas ruas de Joinville (onde fui buscar a mesma), já de pronto percebi que não é moto para se rodar devagar. Em primeira ela parece já ficar nervosa, ronronando como uma fera que aguarda para dar o bote. Quer correr, isso é inegável. E devagar, a posição de pilotagem se mostra MUITO incômoda. A única maneira da coisa melhorar é você encaixando bem as pernas e fazendo um bom exercício de lombar e abdominal, para não deixar seu peso sobre os punhos, o que certamente lhe levaria a uma boa tendinite. Em verdade você não vê a hora de pegar a estrada!


Dá para viajar com essa moto? 

Claro. Dá para viajar com qualquer moto! Desde CG até (deusnoslivre pro hora, com a buraqueira de nossas estradas!) Gold Wing. Mas o fato é que talvez as superesportivas de verdade não sejam a melhor opção para tanto, a não ser que você possa realmente andar rápido e ter postos de abastecimento à disposição a cada 100km.

E eu tinha mais de 600km pela frente para vencer...

Não demorou para eu perceber que ela só começa realmente a ficar confortável lá pelos 7.000 giros... Porém isso, em sexta marcha, é igual a 160 km/h... Muito? Pode parecer, mas acredite quando lhe afirmo categoricamente que numa BMW S1000RR isso não é nada mais do que um passeio no parque. Daí que você já vê não ser essa moto para qualquer um e nem para qualquer estrada.

É entre 150 e 160km/h que o vento começa efetivamente a fazer o efeito de equilibrar o seu corpo, dando a pressão necessária para que você não fique sofrendo com o peso sobre os punhos. Vai nessa tocada tranquilamente até o tanque entrar na reserva, o que não demora mais do que uma hora e uns minutos. Autonomia, neste quesito, se vê que não é o forte desta BMW. Com 17,5 litros, um tanque mal chega para você rodar 200 quilômetros, sendo que ela já vai estar pedindo reserva bem antes, o que de certa forma é um ponto positivo, obrigando você a uma breve parada para uma água e retomar a atenção para os próximos quilômetros.

Até 120km/h ela gasta pouco, sendo capaz de bater na casa dos 20km/litro. Mas fica óbvio nos primeiros minutos que é impossível andar a esta velocidade. A moto simplesmente não permite isso! Ou, trocando em miúdos, procure uma estrada que lhe permita uma tocada mais rápida, ou pense seriamente em ter outra moto na garagem, deixando esta apenas para eventuais passeios.


Comportamento dinâmico:

A melhor definição para a BMW S1000RR é: estúpida! Dentre outros xingamentos quase sexuais... A moto anda e não é pouco. É muito. É demais. Uma leve torcida no acelerador e você nem vê os 100km/h chegarem. Aliás, chegar aos 100km/h é ridículo. Coisa que se faz em 1a. marcha até.Na mesma toada estão os 200km/h. O que em outra moto demora a chegar, nessa é só esticar a 3a. ou 4a. Nem precisa chegar perto da 5a. ou da 6a. para ver a moto ultrapassar essa "antiga" barreira, que passa a ser perigosamente fútil.

Se não conhece a moto, prepare-se para grandes sustos.

Eu mesmo tomei um quando, a quase 200km/h fui ultrapassado por um mais louco do que eu. "Torci o cabo" e a menina simplesmente levantou a roda da frente, saltando para 245km/h, estável como um trem sobre trilhos. Olhei o painel e, surpresa!, eu ainda estava em 4a. marcha, e sobraaaaannnndoooooo motor. Sentei calmamente a roda da frente e fui tirando a mão até voltar aos meus confortáveis 160km/h. 



E no geral a moto é assim na estrada. A única exigência que ela faz é que você desvie de buracos e quaisquer outros obstáculos, para no mais, ser plenamente feliz!

Outro ponto de notável aplauso é o "quick shift". Basta você chutar o pedal de câmbio para cima que ela passa à marcha seguinte. Nada de perder tempo para debriar na manete esquerda. Nas atuais, o "quick shift" já virou "shift assistant", funcionando tanto para cima quanto para baixo, tornando quase que desnecessária a manete, a não ser para "emergências" em que se tem de liberar o motor, como ao parar no sinal. Com isso, rodar rápido em uma boa freeway é um agradável passeio! 

Mas...

Se em boa estrada ela é ótima, na cidade a história é outra!

A moto se torna no geral um martírio, pois sabidamente não é lugar para se andar rápido como ela exige. Além de não esterçar quase nada, dificultando o zigue-zague necessário por entre os carros, a tranqueira também cobra um alto preço: o motor esquenta! Na mesma proporção talvez que a moto anda: MUITO! Demais... Não se impressione ao ver no painel qualquer coisa em torno de 100, 105ºC. Alguns minutos sobre esse motor diabólico é para se sentir literalmente fritando! E isso que estava com a moto em um dia em que a temperatura do ambiente não ultrapassava os 20ºC. Fiquei imaginando como seria pilotá-la sob um sol escaldante de 35, 40ºC de verão.


Últimas considerações:

BMW S1000RR = ESPETÁCULO! Uma outra boa definição para ela... Tanto estúpida quanto espetacular. Ao contrário de outras motos superesportivas com quase 6 anos de existência, a S1000RR desde sempre é esteticamente perfeita. E isso mostra ser uma verdade pelo simples fato de que não mudou muito em seu look desde que foi posta no mercado. Qualquer coisa que se pense diferente para ela, só tende a ficar pior, pois parece a própria perfeição assim como está, pedindo-se que não mexam muito nas suas características marcantes.

Em verdade, para um observador que não conhece muito desta superesportiva, é difícil diferenciar à primeira vista uma 2010 de uma 2015, a não ser pela cor e detalhes na carenagem característica de cada ano, a exemplo das "barbatanas" que dos três "V's" virado para trás das primeiras em 2012 passaram aos "V's" voltado para frente.

Se você quer uma superesportiva de verdade, pode parar de procurar, pois esta é a sua moto. E não importa nem sequer o ano. São todas irrepreensíveis desde seu lançamento!

Claro, novamente, não é moto para qualquer um. É preciso ser um tanto "piloto" de verdade para extrair um mínimo do que a moto tem de bom. Ou ter sangue frio e se preparar para muitos sustos.

Quanto a minha BMW S1000RR... Estou vendendo.

É definitivamente moto demais para mim!

E você?

Consegue domar essa fera?

Até breve!!!


Crédito das fotos: 
1º, 2º e 5º - A&K Motorcycle Rentals
3º e 4º - Google Images



Aluguel de motos BMW GS no Brasil e Tours pelo Mercosul, Portugal e Estados Unidos. 
Para maiores informações consulte-nos pelo e-mail aek@aekmotos.com


terça-feira, 12 de maio de 2015

BMW S1000XR, um espetáculo de moto!

A BMW Motorrad, que não é boba nem nada e sabe medir bem quais de suas motos são sucesso de vendas, observou que a sua superesportiva sempre teve ótima saída, apesar do valor elevado, além da maioria das existentes no mercado de mesma categoria. 

Desde 2010 que a S1000RR e após sua naked S1000R, vende bem, pelo que a BMW Motorrad deve ter ficado com a pulga atrás da orelha pensando no que mais poderia fazer com o motor elástico de sua superbike. 

 
Nessa linha, viu a aposta da Ducati na Multistrada (sendo que muitos "ducateiros" levantam da poltrona para gritar que a XR é uma cópia descarada da Multistrada) e de outras (como a KTM, que alguns dizem ser concorrente da BMW Motorrad) em motos que são verdadeiras "fun bikes", ou um misto de big trail com superesportiva. 
Em agosto do ano passado, aqui no nosso blog, já falávamos desta moto, à época com nome ainda indefinido. CLIQUE AQUI
Agora, em definitivo, a BMW Motorrad apresenta ao público a S1000XR!
Considerada como uma "crossover", como já falamos há quase um ano, carrega como seu coração o mesmo motor de quatro cilindros que sua superesportiva, de 999 cm³, DOHC, com potência de 160 cavalos a 11.000 rpm e torque de 11,2 kgfm a 9.250 rpm, montado em um quadro de alumínio.

Segundo a BMW a moto tem ao mesmo tempo uma proposta esportiva e aventureira, com o que há de "top" em termos de tecnologia e segurança ativa.
Dispõe ainda dos modos de pilotagem (Rain e Road), controle de estabilidade Automatic Stability Control (ASC), Controle de tração Dynamic Traction Control (DTC) e sistema de freios ABS de última geração, havendo ainda a opção de ESA (Eletronic Suspension Adjustment), velha conhecida da R1200GS Adventure, sistema este que, quem já utilizou, sabe que vale cada centavo. 
 
Confortável como uma GT (Grand Turismo) e ao mesmo tempo com o desempenho de uma moto esportiva, vai bem mesmo dentro da cidade. Enfim, espetacular!

O valor desta máquina? 

Até o momento não foi divulgado e, naturalmente, nem se virá ou não para o Brasil (o que segundo rumores, já se confirmou, pois aqui é um mercado excelente para este tipo de moto, levando em consideração nossas estradas esburacadas...), mas provavelmente vá ficar entre o valor da S1000RR e da S1000R, lá pela casa dos R$ 70.000,00 portanto. 

Caro? Barato? 

Aí vai do gosto - e sobretudo do bolso - de cada um.



Mas que é um espetáculo de moto, isso não se discute mais!

Até breve!

Aluguel de motos BMW GS e Tours pelo Mercosul, Portugal e Estados Unidos. 
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terça-feira, 5 de maio de 2015

Uma moto BMW de 300cc - Jogada de Mestre ou Tiro no Pé?

Para quem está por dentro do mundo das motos, já não é mais novidade: a BMW Motorrad irá lançar em breve no mercado uma moto de 300cc, contrariando todo um histórico anterior, onde sempre primou por motos de alta cilindrada, não tendo nada com menos de 650cc, como a G650GS.



Em princípio, só o que se tem notícias até o momento é da parceria firmada pela BMW com a marca indiana TVS, esta um tanto desconhecida - se não por completo - de nós brasileiros. 

Fato inegável é que a BMW Motorrad ingressa agora na categoria de motos abaixo de 500 cilindradas, o que é visto de saída com maus olhos por muitos adoradores da marca, acostumados com motos "Premium" altamente valorizadas, já que a marca sempre foi sinônimo de status e, portanto, de motos bastante caras. Não faltam nem os mais radicais que digam que vão abandonar a marca por conta desta decisão.

Claro, que o fato de estar sendo lançada inicialmente com e na parceria indiana, não quer dizer - muito pelo contrário - que não virá, ou que virá, para o mercado brasileiro, sempre ávido por novidades, sobretudo no que tange ao nichos de motos de baixa cilindrada, onde até o momento a Honda reina absoluta, com pouca expressividade da Yamaha e praticamente nenhuma por parte das outras marcas que teimam em oferecer motos concorrentes.    

Claro, que o fato de ser uma moto de apenas 300 cilindradas pode ser um "tiro no pé" para a BMW, que sempre primou por produtos e pelo segmento premium, com, naturalmente, clientes exigentes que tem capital suficiente para pagarem por exclusividade. 

Claro, que o fato de estarmos vivendo numa crise global em termos de economia, faz com que as empresas que queiram sobreviver tenham de ser "criativas", ainda que essa criatividade possa ser um tanto temerária se não dosada convenientemente, sendo então a continuidade da firma em tempos tão difíceis verdadeira jogada de mestre, digna dos melhores enxadristas, onde todos os movimentos devem ser friamente pensados e estudados, sob pena de xeque-mate. 

Claro, que olhando só pelo lado do consumidor, em tese concorrência é concorrência!



Mas depende sempre - e isso alguns não enxergam - de que lado você está ou que lado quer ficar, se quer seguir em frente ou dar as costas aos acontecimentos reais que aí estão e são inegáveis...

É bom? É ruim? 

Talvez só o futuro dirá. Porque o presente...

Até breve!

 



Aluguel de motos BMW GS e Tours pelo Mercosul, Portugal e Estados Unidos. 
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