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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Motocar ou não motocar... Eis a questão!

Meus últimos dias tem sido atribulados... Tirei um mês de férias, e praticamente não as tive. Estou em fase de construir minha casa própria, com arquiteto contratado, empreiteira habilitada, tudo averbado, vistoriado, liberação de fgts, documentação que parece não ter fim, etc. Às vezes me pego pensando se construísse com minhas próprias mãos e "nas coxas", sem as regularidades burrocráticas, a coisa não sairia mais rápido. Sei lá...

De igual forma, às vezes também me pego pensando se não estou querendo demais, se não deveria ser mais "humilde" e viver com menos. Porque não uma casa já pronta? Quiçá, assim, aproveitasse mais e não tivesse de "perder" meu pouco tempo livre com reuniões com arquiteto, idas à prefeitura, capinando terreno e calçada para que o mato não cresça novamente nesse meio tempo, tirando o lixo (até sofá velho já deixaram na frente do terreno!) que alguns fisdégua mal educados me deixam de presente (povo ignorante não pode ver um terreno vazio!), cuidando da meia dúzia de árvores que ficaram por lá, levantando cerca, muretas, etc., num misto de trabalho de pedreiro, lixeiro, jardineiro, carpinteiro e sei lá mais o quê!

Então, de repente, me lembro que os sonhos devem ser construídos passo-a-passo. Que sonho só sonhado, não leva a nada. Deve ser realizado, sendo importante ter sempre presente que só temos uma vida para fazê-los acontecer. É difícil? Claro que é! Demora? Normalmente um pouco. Tudo depende do tamanho e da força empregada para realizar o sonho.

Na busca de um, deixei outro de lado... Por hora!

Depois de muita luta, de quase oito anos de economias para realizar o grande e para mim o "top" do sonho de consumo motociclístico, de ter passado por uma shadow 1999 e vendido para comprar uma GSX750F 1999, de vendê-la pra comprar uma Buell 2006, de comprar uma Lander 2008, trocar por uma Hornet 2009 e vender para comprar a R1200GS Adventure 2008, após ter rodado miseráveis 3.500km com ela, tive de vendê-la, com dor no coração, pois o novo sonho, não era só meu. Era da minha família. E nossos sonhos não esperam. Nunca.

Quero ver meu filho crescer correndo no pátio, e não encerrado dentro de um apartamento! Quero criá-lo desde cedo com a aventura correndo nas veias, quero que ele tenha espaço para fazer a imaginação voar, com os pés firmes na terra olhando o céu, observando o vôo dos pássaros, buscando nas formas das nuvens bichos imaginários, mirando o infinito, tomando um bom banho de chuva no verão. Não o quero em um carpete com os olhos fixos em uma televisão ou teto de gesso. Isso é passado! Quero poder sentar num domingo de sol ou numa noite estrelada na varanda e fumar um narguilé, regado à uma boa cerveja Patrícia de litro com minha lindíssima esposa - ela por si e pela sua história de vida, já é merecedora de muito mais do que este pequeno esforço - enquanto programamos nossos próximos sonhos, os quais, com a graça de Deus, invariavelmente se realizam.

Sim. Claro que doeu vender a moto com a qual sonhei - para levantar a grana do terreno - desde que me lembro por gente e que ainda ìamos nas antigas BMW GS 1100, quando eu achava que uma shadow já era alguma coisa. Pior! O novo dono não gostou tanto assim dela como eu... Aliás, não gostou foi nada! Ao menos agora, depois de quase três meses, me confidenciou à pouco, está "tentando gostar".

Minha companheira inseparável nas horas difíceis "sem moto", a "Nazaré", vulga XLX 250 R (ela sempre esteve lá por mais que eu trocasse de moto e nunca deu bola para a "concorrência"), está na manutenção dos 61.000km e eu, desgraçadamente à pé. Me sinto amarrado, preso, como se estivesse em um pesadelo e não pudesse correr.

Tirar a moto de um motociclista, é a maior tortura que este pode experimentar!

Numa sexta-feira de sol então...

Mas volto agora ao trabalho, sonhando com dias ainda melhores que se aproximam a cada hora em que nossa casa estará enfim concluída, "Kyd" estará correndo com sua motoquinha no pátio e mais adiante, tenho certeza, nós três, Adv, Kyt e Kyd estaremos desbravando esse mundão velho sem fronteira sobre nossas motos!

Motocar sempre! Ainda que não estejamos de moto, por hora. Pois depois de um belo pôr de sol, certo que vem a noite e, na sequência, mais um belo dia pelas estradas da vida.



3 comentários:

  1. "Que sonho só sonhado, não leva a nada. Deve ser realizado, sendo importante ter sempre presente que só temos uma vida para fazê-los acontecer. É difícil? Claro que é! Demora? Normalmente um pouco. Tudo depende do tamanho e da força empregada para realizar o sonho."

    Logo terá outra GSA...:D

    E sobre o seu filho...acredito que tenha tomado a melhor de todas as escolhas...a idéia de uma criança presa, vendo TV e jogando video-game o dia todo me da arrepios...criança precisa de espaço, de vida, de contato...e não é só elas...todos precisamos.

    Boa construção para você Adv!!! E boas motocadas com a XLX.

    abraço,
    Thiago (agora, sem moto)...mas a Mochila de Pano continua viajando :D

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  2. ADV , meus parabens que Deus abençoe vc e sua familia que vcs sejam felizes no novo Lar a motoca virá com certeza.
    abços

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  3. Vc está tomando a atitude correta , só sinto lhe dizer que hoje em dia é praticamente impossivel que seu filho se encante com tal situação ! Infelizmente ele vai passar a maior parte do tempo que poderia estar usufruindo tal espaço , estabacado na frente de um computador ! Experiencia de pai moderno , sorry !!!

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