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sábado, 5 de fevereiro de 2022

Williams, Tusayan ou Flagstaff? Onde pernoitar na Route 66 próximo ao Grand Canyon

Quando se roda pela Route 66, desde Los Angeles ou Chicago, ou mesmo na versão "Experience" como são alguns dos Tours da A&K Motorcycle Rentals (Instagram @aekmotos), muitos ficam na dúvida de onde parar para no dia seguinte visitar o Grand Canyon ou simplesmente descansar após muitas fotos no local. 


Neste ponto, basicamente, temos três lugares de parada, sendo eles Tusayan (ao lado ou praticamente dentro do Parque Nacional do Grand Canyon), Williams (a cerca de 1h de distância da entrada do parque) ou Flagstaff (a cerca de 1h30min da entrada do Parque). Todos tem suas vantagens e desvantagens... Nós geralmente escolhemos parar em Williams, pelas razões que logo mais explicamos. 

Começando por Tusayan, embora seja uma cidade praticamente DENTRO do parque e muito bem cuidada em termos de ruas, limpeza, trânsito e tudo mais que se espera de uma cidadezinha nos Estados Unidos, é um tanto - ou muito! - complicada de logística. A um, justamente por estar em uma região de preservação permanente, tem pouquíssimos estabelecimentos comerciais, sejam restaurantes, mercados ou mesmo hotéis. A dois, que com poucas opções, além de tudo ser muito mais caro (desde o combustível), tudo está em geral muito distante, lhe obrigando a pegar o carro ou moto para qualquer lugar que queira ir fora do hotel. Alguns hotéis, inclusive, ficam "no meio do nada", ou da floresta de pinheiros típicas da região. Para quem gosta do isolamento e do contato direto com a natureza contudo, pode ser uma boa pedida!

Já Flagstaff, embora seja uma belíssima e aprazível cidade, está um tanto distante do Grand Canyon. Acredite, rodar meia hora a mais no frio da manhã que geralmente se apresenta, faz MUITA diferença. Assim, salvo se você estiver vindo de Chicago (rumo a Los Angeles), fazendo portanto toda Route 66, para entrar no parque via Grand Canyon Junction, não vale a pena parar em Flagstaff para ter de "voltar pra trás". No mais, fora esse fator, recomendamos a cidade!

Por fim, Williams, nos parece sempre ser a melhor opção! Além de cortar a Route 66 ao meio, está "na cara do gol". De Williams, por uma bela estrada rodeada de florestas em grande parte, você acessa o portal do Parque. Como se não bastasse, Williams é uma típica cidadezinha do "velho oeste", ou, típica do interior dos Estados Unidos! Bares escondidos com frequentadores locais aqui e ali, hotéis às dezenas para que você escolha o que melhor se encaixa em seu orçamento, restaurantes quase todos ao lado de seu hotel (e com variedade para tudo que é gosto), lojinhas de souveniers e muito mais! Eu, particularmente, posso dizer que sou apaixonado por Williams! Se ficar por lá, minha dica é pegar inclusive um hotel SEM café da manhã, para aproveitar um dos cafés tipicamente americanos servidos nos estabelecimentos do entorno! 


Dito isso tudo, o que não se pode deixar de pontuar é que a Route 66 de qualquer maneira lhe deixa apaixonado. 

Se você é motociclista, é quase um crime não conhecer a "Mãe de Todas as Estradas". Se você é um apaixonado por viagens, de igual forma!

E você? 

Está esperando o quê para vir rodar pela Route 66? 

Get your kick´s on Route 66!

(Para folder completo dos próximos Tours, solicite sem compromisso no WhatsApp (13) 99151-1711)



quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Kingman, imperdível! Mais um lugar inesquecível da Route 66

Você ouve falar de Kingman já em Oatman ou mesmo ainda em Needles, pois sabe que depois de Cool Springs saindo das montanhas negras (já no Arizona agora), é ponto de parada obrigatória. King... Uma palavra que por si só já faz você imaginar algum lugar onde o Rei (King) esteve! Será? 

 7 Fun Things to do in Kingman AZ | Mr D'z Route 66 Diner #simplywander #kingman #arizona #route66

Kingman foi criada em 1880, em homenagem ao engenheiro Lewis Kingman. Nada tem a ver com algum antepassado que por lá reinou portanto, mas sim apenas o sobrenome de um dos pioneiros da região. Era tido como o "Coração da Route 66", sendo que antes disto era uma das principais cidades por onde se escoava na estrada de ferro a produção de ouro e prata como de Oatman e Calico. 

Heavy bombers awaiting disassembly at Kingman Air Force base in Arizona.  1947 . : r/aviation 

Mais tarde, após o final da 2a.  grande guerra mundial, seu aeroporto acabou virando "depósito" de milhares de aeronaves militares, para venda, desmanche ou simplesmente sucateamento.

Atualmente Kingman conta com maravilhosos restaurantes e muitas atrações turísticas, sendo a "Power House" uma destas, onde se pode encontrar um pequeno museu com várias curiosidades e artefatos da "Mother Road". Até mesmo a réplica de uma carroça utilizada pelos pioneiros na corrida do ouro você vê por lá, assim como também um belo Studbaker do período pós guerra, quando uma das paixões do americano em suas férias era cruzar o país de ponta a ponta, no verdadeiro "espírito de liberdade" e aproveitando as riquezas que a guerra trouxe ao país vencedor. 

Quanto a restaurantes, o Mr. DZ´s é o mais imperdível dos lugares! Seu milkshake de morango é algo simplesmente inesquecível! O mais legal que sempre acho é o fato de deixarem o pote com o restante para você, pois dá um copão e tanto! Claro que seu amigo, namorada ou companheira/o, sempre irá roubar a rapa de você. Faz parte! E não é exagero dizer que vale um pulo até lá só por conta da delícia com pedaços inteiros de morango. O que no calor do deserto de Mojave, vamos combinar, é pra lá de aprazível. 

 Milk shake da forma tradicional

E um dos fatos interessantes é que a Route 66 corta a cidade ao meio, assim como a linha férrea. Pare sua moto ou seu carro no pátio da Power House e fique embaixo de uma árvore admirando as composições sem fim passarem logo ao seu lado. 

Depois disso, se não for dormir em Kingman, então é hora de seguir viagem rumo a Williams ou mesmo Flagstaff...

Claro que isso já é outra história. 

Bora rodar pela Route 66? 

Solicite seu folder completo no WhatsApp (13) 99151-1711




sábado, 2 de outubro de 2021

Reabertura da fronteira dos Estados Unidos e o Passaporte Sanitário

Nas últimas semanas tem havido grande expectativa com relação a reabertura das fronteiras dos Estados Unidos para o turismo, o que causa grande ansiedade principalmente naqueles que, como nós, são simplesmente apaixonados pela Route 66 dentre outros destinos naquele país. Rumores apontam que os Estados Unidos só deixarão entrar estrangeiros totalmente vacinados, a exemplo do que vem ocorrendo na Europa. 

E tudo isso porque, em princípio, há grande pressão da Comunidade Européia para cima do Presidente dos Estados Unidos, o Sr. Joe Biden.  Outros, por sua vez, mais conservadores, questionam onde estaria a tão defendida "liberdade", que é quiçá a coisa mais importante para os americanos...

E fica a grande pergunta: a exigência de vacinação para ingressar no país não seria uma verdadeira "ameaça" a liberdade dos cidadãos americanos? Sim, porque há de se pensar sempre na tal de reciprocidade diplomática. Se você exige que eu esteja vacinado, então poderei exigir o mesmo de você, não é mesmo? E mais, estaria ainda se limitando o direito de ir e vir do turista ou "discriminando" vacinados de não vacinados? E aqueles que, por alguma razão, não podem tomar vacinas diversas por conta de prováveis reações alérgicas ou outras, como ficam? E quem tomou a Coronavac, que, sussurram, não tem validade para a Europa e não deverá ter igualmente para os Estados Unidos? Como ficam estes? Devem procurar tomar doses de qualquer outra coisa que seja "aceitável" por lá? Ah... Mas como se não se pode escolher vacina? E nem tente, ou será tido como um "sommelier de vacina", seja lá o que isso queira dizer, transferindo-se a "culpa" para a pessoa que pretende viajar de que a "x" ou "y" não é tida como eficaz em determinado lugar! 

O certo é que hoje, dia 03 de outubro de 2021, Biden ainda não se pronunciou, nem confirma que vai e nem que não vai exigir a vacinação. As fronteiras simplesmente continuam fechadas para o turismo, enquanto operadoras e agências de turismo impulsionadas pelos mais diversos setores da mídia batem o pé de que não tem volta, choro ou vela: ou você se vacina, ou você não entra. E ponto final! Quem disse isso? Biden que não! Ao menos não por enquanto... Amanhã, claro, tudo pode mudar e se definir. Por enquanto, para Biden pouco importa se você está imunizado ou não. Não entra. Fim!  

Quem estará com a razão? A mídia ou Biden? Aliás, porque Biden não se pronuncia de uma vez e acaba com o mistério? 

Do nosso ponto de vista, a coisa é muito mais profunda do que nossa vã filosofia apolítica imagina. O silêncio de Biden existe justamente pela tal liberdade. Tem de pesar e decidir. O que é justo? O que não é justo? A imunização pode ser exigida e cobrada mesmo daqueles que com isso não concordem, em vista de um bem maior? Porquê? Pois se pensar e olhar ao redor, veremos que sustentam alguns com suas razões que não deixam de ter uma certa lógica (ao menos para eles e não se vê debate sustentável que não passe inevitavelmente e infelizmente por árduos posicionamentos políticos, ainda que não seja momento para isso), que se a vacina lhe deixa imune, porque o "medo" com os não imunizados, como se estes fossem verdadeiros leprosos ou portadores de peste negra? 

E como uma legítima lepra ou peste negra dos tempos antigos, em pleno século 21 vivemos novamente algo que nunca mais imaginamos poderíamos estar vivendo! Naquela  época, leprosos e estrangeiros eram tidos como os principais culpados pela doença mortal... Ervas aromáticas e "fumacê" eram tidos como bloqueadores da praga, que acreditavam, se propagava pelo ar. 

E as tulipas? Ahhhhh, as tulipas! Sinônimo de beleza e de ambiente limpo (?) ainda que não se animassem as pessoas a ao menos tomarem banho ou limparem suas casas e assim afastar as malditas pulgas dos ratos e os próprios roedores, reais causadores de tantas mortes. Pelo contrário, acreditava-se que o banho abria os poros e assim permitia a doença entrar com mais facilidade no corpo! 

Atualmente substituímos as máscaras em forma de bico de pássaro - receptáculo onde se colocavam as tais ervas aromáticas para os médicos respirarem um ar mais puro (?) - por máscaras meio sem graça de tecido. Que, dizem, são capazes de bloquear o vírus, ou ao menos evitar sua propagação. Acredito. 

Na melhor das hipóteses não temos de suportar a chuva de gotículas de quem tosse por perto. Isso ninguém merece! Independente de vírus! Assim como proximidade excessiva... 

Distanciamento social, aliás, é uma questão básica de saúde e de direito pessoal. Sim. De individualidade. Quem, afinal, em sã consciência, gosta de gente que nem se conhece espremida tentando ocupar o mesmo espaço onde só um cabe (você), seja no ônibus, no metrô ou na fila do banco? Quem gosta de sentar tão perto do colega de aula ou de trabalho a ponto de invadir o seu "espaço pessoal", aquele considerado por cientistas à décadas como sendo aquele em que você pode alcançar ou agarrar o pescoço alheio extendendo seus braços?  

Trocamos as ervas pelo álcool gel... Não mais são chagas, as manchas escuras na pele. Agora é a falta de ar e... E ai daquele que ousar espirrar ou tossir na rua! Tente não engasgar com o suco, com o café ou com a própria saliva, pois o medo, em maior ou menor grau, está no ar, e não há máscara ou erva aromática que o contenha! 

 O medo... Ah o medo! Este continua o mesmo.



Uns tem mais, outros tem menos. Uns negam a existência do próprio vírus, outros acreditam que é castigo divino. Como acreditavam as pessoas em 1348, no período conhecido por "Baixa Idade Média". 

Tulipas não mais temos, mas sobraram as tais bitcoins e no que mais possamos ver valor. Formando quem sabe mais uma bolha financeira, como ocorreu na era da "tulipomania", onde um único bulbo da planta valia tanto ou mais dinheiro do que um imóvel. 

E Biden... Biden faz o quê? 

Pobre Biden! Tem de escolher entre a liberdade e o medo. 

Força Biden! E sabedoria em sua decisão! Que Deus lhe ilumine e guie. 

Porque a gente... Olha... A gente só quer esquecer tudo isso andando de moto pela Route 66...


texto de Flávio Diehl

Diretor Presidente da A&K Motorcycle Rentals



quarta-feira, 26 de maio de 2021

O QUE ACONTECE EM VEGAS... - A VERDADE SOBRE LAS VEGAS E O QUE REALMENTE ACONTECE LÁ!

 Você sabe de onde surgiu a frase "O que acontece em Vegas, fica em Vegas!"? Dizem as más línguas que a frase original foi atribuída ex-Primeira Dama Laura Bush, esposa do ex-Presidente George Bush, nos idos de 2004 quando entrevistada no "The Tonight Show" do icônico apresentador Jay Leno, depois de uma "noitada", onde teria bebido, festejado e apostado. A frase original teria sido " What happens here, stays here!", mas logo foi em um grande golpe publicitário adaptada para "O que acontece em Vegas, fica em Vegas!". E em seguida filmes como "What Happens in Vegas" (O que acontece em Vegas) e "The Hangover (Se beber, não case!), de 2009, dentre outros, fizeram com que a fama da frase se espalhasse como rastilho de pólvora...

 

Mas a verdade sobre Vegas é bem mais antiga, e remonta quase à sua criação no século retrasado, quando os gangster tocavam o terror pelo Estado de Nevada...

Las Vegas desde sua criação foi um lugar onde a lei dura dos Estados Unidos sempre se mostrou mais branda ou flexível... Em Las Vegas, ou simplesmente Vegas, como gostamos de chamar, pode-se andar por exemplo com uma garrafa de cerveja na mão, sem ser minimamente importunado. Já em outros lugares, você será PRESO pelo simples fato de beber na rua! Estranho? Não! É a Lei! Você pode ainda comprar um "baseado", "marijuana", "fininho", "erva" ou "cigarrinho do diabo", como queira chamar, até mesmo já enrolado e pronto para o consumo, já que a utilização da droga de forma "recreativa" como dizem, é tolerado. Claro, que ao contrário da cerveja e bebidas alcoólicas em geral, não se pode consumir ao ar livre, mas não estranhe se você estiver em andares onde é permitido fumar ou então em alguns hotéis mais "fuleiros" e sentir um cheiro esquisito no ar...

Quando a Lei Seca imperava nos Estados Unidos - que vigorou de 17 de janeiro de 1920 a 05 de dezembro de 1933 - Vegas experimentou um de seus maiores crescimentos, tendo os Gangster se mudado para lá e investido grandes quantidades de dinheiro, dentre eles o famoso Benjamin "Bugsy" Siegel (o Grande Bugsy), pois viram nos jogos de azar um bom meio de lavar dinheiro, assim como a construção de cassinos cada vez mais luxuosos com a mesma finalidade. E não só estes mas também milionários começaram a investir pesado por lá (vide Howard Huges, ou o filme "O Aviador"), já que Las Vegas se mostrou um bom lugar para tornar lícito o dinheiro oriundo de fontes suspeitas.

Além de tudo isso, Las Vegas foi construído em meio ao deserto de Mojave, onde não havia nada para um lado e nada para o outro... 

Você precisaria se deslocar algumas centenas de milhas para chegar lá, naturalmente, "mal intencionado", para beber à rodo, para usar drogas ou simplesmente para jogar, atividades não permitidas em outros lugares dos Estados Unidos. Com bebidas, drogas, jogatina e dinheiro fácil, é meio evidente que a prostituição por lá também se instalou, muito embora seja proibida mesmo em Vegas. E daí para dívidas de jogo serem criadas, não serem pagas, surgirem os agiotas e com estes alguns corpos serem enterrados no deserto, foi um passo! Especula-se, inclusive, que hajam MILHARES de corpos enterrados de ex-jogadores - ou ex-devedores - por todo deserto! Pelo sim, pelo não, eu aconselharia não mexer nem com empréstimos e nem com nada ilegal em Las Vegas, bem como controlar a sede, já que alguns podem fazer bobagem quando perdem a linha! Como por exemplo, casar em Vegas por impulso! O que também é permitido ser feito por lá de forma bem rápida.

Enfim, a verdade é que muito do que se conta sobre Vegas não passa de lenda. E muita coisa que realmente acontece... Bom! Aí nesse caso, você sempre poderá como última alternativa, dizer: "O que acontece em Vegas, fica em Vegas!"

Curtiu saber mais sobre Las Vegas? Se gostou, vai lá no nosso canal do YouTube que tem a história completa neste link: Las Vegas - Mitos e Verdades

 

E se informe de nossos próximos Tours para ver com seus próprios olhos e experimentar com seus sentidos o que realmente acontece em Las Vegas! Sem dúvida, uma "vibe" inesquecível!!!

Vem conosco!

Para consultar as próximas datas, entre em contato pelo WhatsApp (13) 99151-1711 ou e-mail aek@aekmotos.com

E nos vemos em Vegas!!!

 

texto de Flávio Diehl 

26/05/2021



segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Hi Sahara Oásis, Route 66 - em Essex, Fenner ou Goffs, afinal?

 O Hi Sahara Oásis é mais uma parada obrigatória, ou não - e isso a gente já explica - em nossos Tours pela Route 66, com suas particularidades únicas, a começar quanto a dúvida de sua localização exata... Uns defendem ficar na localidade de Goffs (por estar na Goffs Road), outros em Essex (até por ter um paradouro a menos de milha dali chamado por paradouro de Essex) e finalmente os que afirmam estar em Fenner (pois aparentemente é o que indica no Google Maps).


De certo mesmo temos que é um lugar muito agradável para se parar, e as sombras proporcionadas pelas árvores e palmeiras do local é sempre única e refrescante. A verdade é que lá pelas tantas você fica em dúvidas quanto a entrar e se refrescar no ar condicionado, sob os olhos atentos dos funcionários que lá estão, ávidos para que você consuma algo e não fique só "moscando" além de "gastar" a refrigeração que está à todo vapor. A cada vez que você entra ou sai, um olhar ora fulminante, ora agradável. Nunca se sabe! 

E no mais, a mensagem é bastante clara e nos faz refletir. Em uma tradução rápida, o cartaz diz algo como "Nossos custos são extremamente altos. As entregas são cobradas em dobro neste local. Existe um vasto deserto de quase 100 milhas, sem nenhum serviço. Então por favor, não reclame dos preços. Você tem a escolha de ser um cliente ou não. Nós estamos aqui para sua conveniência. Obrigado por ajudar uma empresa familiar.". E logo abaixo, completa em letras garrafais e gigantes: "Banheiros são apenas para clientes que pagam...". E logo penso:

- Faltou o "por favor não insistir", pois não raro a gente vê por lá algum cliente "sorrateiramente" procurando o banheiro, sem absolutamente nada ter comprado ou consumido. 

Pois sim! Os preços são extremamente altos! Mas... Estão certos! E a gente que é empresário fica pensando porque mesmo cobrando sempre preços justos volta e meia ouvimos reclamações, ainda que em roda de nosso negócio encontremos um verdadeiro "deserto", com ninguém se prestando a oferecer o mesmo serviço que nós, já que, claro, é difícil até mesmo estarmos abertos em tal lugar. E no mais, como dito, o cliente sempre tem a escolha de ser um cliente, ou não! 

Então a gente conclui que reclamar é do ser humano... Nunca nada está bom. Todos querem o melhor, exigindo o menor preço. Como se isso fosse possível! Não enxergam que do outro lado do balcão existem pessoas, a um tentando sobreviver em um ambiente hostil, e a dois que estão ali apenas e tão somente para lhe servir. Porém, como eu sempre defendo, podemos ver o copo meio cheio ou meio vazio. Depende da perspectiva e um tanto do estado de espírito.

Mas para rodar na Route 66 antes de qualquer coisa você tem de ter um espírito livre, para se dizer o mínimo! Livre de preconceitos, livre de "frescuras", livre de exigências infundadas, livre muitas vezes de seu próprio corpo para não sofrer tanto, seja com altas, seja com baixas temperaturas. Seja por vezes por longos trajetos sem muita coisa para se ver, seja de outras paradas a cada 10 minutos de tanto que há para admirar. 

Como costumo também falar, temos quem veja na Route 66 apenas uma velha estrada, com velharias inservíveis, dignas de relicários, coisas e pessoas totalmente antiquadas, que parecem ter parado no tempo e que definitivamente se recusam a aceitar que o mundo mudou. Certamente se questionando: mudou para o quê? Será mesmo que foi para melhor? O que é esse tal de maldito "novo normal" que agora tanto falam? Normal é quando todos nós vivíamos em paz, cada um respeitando a loucura do outro, quando ninguém nos dizia o que deveríamos ou não fazer. Quando cada um decidia quanto a sua própria vida. Ou morte... Quase que consigo tirar uma radiografia dos que ali estão! E para estas pessoas que não entendem a Mother Road há uma solução geralmente ali bem do lado! A Highway 40, ou, via expressa. Onde você corre mais, chega mais rápido, e a sua frente só tem o asfalto negro a lhe desafiar. Mais nada. Simples. 

Estes apressados - que não andam e nem nunca andarão conosco - chegarão ali e só irão enxergar mesmo os altos preços... Enquanto se escondem como ratos pelos cantos procurando onde está o banheiro para fazer o número um...


Eu, geralmente tomando um refrigerante em uma mesa à frente dos freezers gigantescos do local, observo quieto e me divirto, enquanto aguardo nossos clientes se refrescarem antes de seguirmos para nossa próxima parada, em Goffs ou em Needles, onde pernoitamos. 

De tudo, o certo é que a vida passa rápido. Que tudo tem seu preço. E que você sempre pode escolher entre viver a vida ou não. Como bem diz o cartaz, você tem a escolha de ser um cliente. Ou não! 

A escolha, afinal, é sempre sua! 

E você? Escolhe o quê? Conhecer a Route 66 ou não?

 

Flávio Diehl

A&K Motorcycle Rentals

Para Tours pela Route 66, desde USD 500.00 para garupa, solicite o folder no 

Celular/WhatsApp (51) 99293-4447 ou direct do Instagram @aekmotos

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Roy's em Amboy, Route 66 - Um lugar incompreendido

 Se tem um lugar na Route 66 que acredito ser totalmente "incompreendido", é o Roy's... Aliás, como TODA a "Mother Road", que apesar de ser a "mãe de todas as estradas", volta e meia é relegada ao esquecimento ou deixada para trás. Poucos ainda querem saber dela, preferindo a Highway ao lado. Sobrevive assim, aos trancos e barrancos, com as migalhas jogadas pelos passantes mais apaixonados, geralmente motociclistas "raiz" que não andam de patinete elétrico. 

 
E já tenho de fazer uma nota aqui, apontando nada ter contra os patinetes elétricos, senão já vem algum política e ambientalmente correto me xingar! Logo, vejam... Nada contra patinetes elétricos, ok? Ops... Mentira! Mas se isso faz você se sentir bem...
Patinetes e motores à combustão beberrões de nossas Harley's ou nossos carros 5.0 que não se medem o consumo mais por litros, mas por galões, à parte, o fato é que o Roy's está lá quase que atirado no meio do nada, com gasolina pra lá de cara - e ninguém consegue entender que ali caminhões de combustível não passam pelo mesmo valor que passam na HWY - e que evaporam os reservatórios quase que a olhos vistos tamanho é o calor no lugar em mais da metade do ano.

É claro que nada disso importa quando você percebe que ao menos a bendita Coca-Cola em garrafa de vidro está barata no lugar, e que o ar condicionado por lá realmente funciona... Tampouco importa se o tanque da sua moto ou carro está quase vazio!

O fato é que o Roy´s fica ao lado da linha do trem, e, além disso, por estar no meio do nada, era um lugar ideal para parada dos antigos viajantes da Route 66. Já teve portanto seus dias de glória. Agora contudo, está lá, parado no tempo, como que esperando o mesmo passar devagar... Fico me perguntando sempre que vou por lá porque raios não reabrem mais da dezena de quartos que tem o local e passam a hospedar os viajantes novamente. E aí já sem muito pensar relembro que quase NINGUÉM pararia no local, pois nada há de um lado, e outro tanto de nada no outro. E as pessoas atualmente não querem nem saber da paz do deserto! Preferem o barulho, a muvuca, restaurantes mil onde possam escolher algo em um cardápio com dezenas de opções... Ainda que acabem por comer quase sempre as mesmas coisas! 

Assim uns poucos ainda se arriscam por lá. Uns poucos visitam o lugar por ser um dos pontos turísticos da Route 66. Outros tantos, aficcionados por aviação, pousam suas pequenas aeronaves na pista de pouso que fica atrás do posto. Aliás, poucos sabem da existência desta pista de pouso...

Muitos fotógrafos conseguem ver ali o lugar ideal para as suas fotos! Outros tantos, amadores, que percorrem a velha estrada, sabem que na frente do Roy's está uma das melhores locações para se tirar aquela foto especial com o "Route 66" pintado no asfalto... Eu suspeito que o dono do lugar mantenha a pintura em dia, regularmente retocando a mesma, pois em nenhum outro da estrada se vê o logo com tanta perfeição e tão pronto para os cliques...

E quanto a história do Roy's e de Amboy? Bem... Eu poderia ficar horas - ou linhas e linhas - falando sobre o lugar e do porquê ele é tão especial... Mas não sei mais se alguém iria me ouvir! E no mais, eu prefiro sempre contar sobre Amboy quando chegamos para o pernoite em Needles, durante nossos Tours Route 66!

Quer saber mais? Entra em contato e vem conosco!

 

Flávio Diehl

Diretor Presidente da A&K Motorcycle Rentals

(51) 99293-4447 / @aekmotos


 

terça-feira, 20 de maio de 2014

Ushuaia de motos e em fotos!

Nosso post de hoje é um "tira-gosto" para quem vem sonhando com Ushuaia! Obviamente estar lá não pode ser traduzido em imagens em uma tela de computador.

Pincelaremos só alguns tópicos, dicas que achamos de grande valia, e deixar a maioria das descobertas para aqueles que empreenderem esta viagem obrigatória ao todo motoaventureiro.

Pronto? Então vamos lá: 


O primeiro que se tem a dizer é que você precisa de um mínimo de planejamento para ir a Ushuaia. Tipo... Uma semana antes pensar: vou ir!


Se antes você tinha de ficar fazendo mil e uma elocubrações mentais de como ir, como chegar, por onde ir, hoje não precisa mais. Pela Ruta 03 é praticamente só uma reta até lá, com um tramo de rípio de apenas 120km, coisa tão leve que até de superesportiva, com calma, você faz. Claro, se a idéia é ir pela Ruta 40, aí a coisa muda um pouco de figura, e é bom ter um planejamento melhor, sobretudo no que toca à como resolver a questão da autonomia, pois há trechos de 400km ou mais sem abastecimento. Mas como estamos falando do "basicão", do apenas chegar em Ushuaia, vamos pela 03 desta feita. Em post futuro, para depois do inverno (ou quiçá durante, a fim de empolgar para a época de final de ano) fica combinado de falarmos da Ruta 40, ok?

Bem... Fato. Se você não vai ficar no mínimo um ou dois dias em Buenos Aires, entrar em Puerto San
Julian para visitar com calma a Península Valdez e visitar as pinguineiras com calma, a viagem pode se tornar um verdadeiro martírio,  porque a paisagem a partir de Buenos Aires é de uns 2000 e poucos quilômetros com pouco mais do que nada para se ver, com a sobremesa de mais uns 1000km de retas que não findam pelo deserto. Bonito? Sim. Cansativo? Demais!!! Assim, ir a Ushuaia "rápido" simplesmente para chegar lá, prá dizer que foi, não é muito bom negócio, salvo se sua idéia for voltar com calma. Eu particularmente, se de moto, prefiro ir devagar (pegando um trecho da 40, passando pela região dos lagos, Bariloche, etc.) e aí sim voltar rápido ou mandar a moto de volta via serviços da A&K Motorcycle Rentals (empresa que além de alugar motos BMW para sua aventura tem a possibilidade de trazer de volta entre 5 e 8 motos de lá, sejam da A&K, sejam de terceiros), o que é uma grande sacada!

Claro, ir e voltar com calma de moto é que é o "mundo ideal", mas para isso, como já falamos em post passado, você precisa de 30, 40 dias para fazer uma viagem decente. E quem tem esse tempo todo hoje em dia? Eu não tenho... Tendo, vale a ida pela 03 mas passando em Punta del Este, Montevideo, Colônia del Sacramento, Bahia Blanca, Península Valdez, etc.  

Fora isso, é a Ruta 03, dormir em qualquer lugar que aparecer, abastecer onde der e parar mesmo só em Rio Gallegos antes da última perna, coisa que - aí sim - é quase mandatório, ainda que se possa também ficar, antes de chegar finalmente a Ushuaia, em Rio Grande, dentro da própria "ilha" onde está o "fim do mundo".Aí é tomar uma Quilmes de noite, comer um bom "cordero fueguino" em um dos diversos e bons restaurantes que há por lá (antes de Rio Gallegos não vale a pena procurar por um cordeiro fueguino decente. Não encontra, e se encontra, é caro demais da conta. Em Rio Gallegos já é "de babar" - para quem gosta, claro - e muito acessível de valor...). E, aliás, já que estamos recomendando, sugiro o hotel Avellaneda (Avellaneda, 928), que é tocado por um simpático casal de meia idade, os quais lhe tratam como "de casa" (se estiver disponível, peça a suíte com a Jacuzzi... Não é caro e vale o "investimento", ainda mais se acompanhado da esposa, namorada...). Relaxe um pouco em Rio Gallegos e se prepare para a perna final no dia seguinte. Sim... Você já está chegando em Ushuaia!!!

Mas é bom avisar desde já: saia CEDO de Rio Gallegos. Você tem 4 (quatro!) fronteiras para fazer, com todos os trâmites burocráticos e demora "normal" que se tem direito!!!

De Rio Gallegos a Ushuaia você tem duas alternativas de travessia do Estreito de Magalhães. Ou sai por Puerto Natales, ou sai por Punta Delgada. Eu particularmente sempre prefiro a travessia de Punta Delgada, até porque ali o ferryboat parte a cada 30 minutos. Só não sai quando o mar está muito, mas muito ruim! Enquanto espera o farry, um bom chocolate quente no café ao lado da "fila" é uma excelente pedida e momento para um "brinde" com suco ou refrigerante. Afinal, você está onde estudava nos livros de geografia no colégio! Cara! Você está agora no Estreito de Magalhães, um dos pontos mais "famosos" de todo o globo terrestre. Relembre da história, do caminho para as índias, etc...

Passado o estreito, são os 120km de rípio logo em seguida (cuidado com os caminhões atirando rípio em você e com os abestalhados guanacos, que cruzam a estrada quando bem entendem, sem aviso algum e sem razão nenhuma quando você menos espera). Vá com calma e sem pressa, portanto.

Depois diss, a "subida da serra", ou melhor, a travessia dos andes que leva à Ushuaia, é talvez um dos pontos mais bonitos (embora eu ache toda e qualquer travessia dos andes deslumbrante) de toda a viagem, valendo não ter pressa para se chegar lá. É no meio desta que você poderá - com sorte! - ver e fotografar a "Laguna Escondida". Sorte porque a mínima neblina (normalmente existente até as 10h da manhã, no mínimo, e reiniciando à tardinha) já encobre toda a mesma, daí advindo o seu nome. 


Mas uns quilômetros de descida e pronto! Você chegou em Ushuaia!

Não se preocupe se à primeira vista a cidade lhe parecer um tanto "decepcionante". Infelizmente, sobretudo no que tange à entrada da cidade, observa-se que falta é MUITO investimento por parte da municipalidade. Quase não se compreende como que uma cidade que atrai tantos turistas do mundo inteiro se mostra praticamente incapaz de melhorar coisas básicas, como ruas, calçamentos, paisagismo. A verdade é que talvez a "expectativa" seja maior do que a realidade. Mas calma!!! Ushuaia não se restringe - e muito pouco tem a ver - com a cidade!

Se o "centro" da cidade não é lá charmoso, os arredores são simplesmente de tirar o fôlego! A dica que damos para quem vai, principalmente de moto, se não tem "preguiça" de ficar rodando com ela por lá, ou caminhar outro tanto (o que no frio, de noite, pode não ser muito agradável, já que congelante!) é ficar um pouco mais afastado do centro. Em verdade, há poucos metros da rua principal San Martin, você já encontra excelentes pousadas e hotéis a preços bem mais convidativos e com instalações excepcionais.

Quando lá estivemos, ficamos hospedados no hotel "Los Naranjos" (os laranjas???), o qual não recomendo e nem desrecomendo... É bem central, os quartos são limpos, quentes, a cama e o banho é bom, mas... Não se pode dizer que o preço é bom, não tem maiores atrativos, o café da manhã é fraco (como aliás, em praticamente TODOS hotéis da Argentina, que normalmente só servem croissant - "media luna" - e torradas - "tostadas", com doce de leite e manteiga) e não tem garagem. Claro, em Ushuaia todo mundo deixa os carros na rua mesmo, e dizem que não há problema! Mas se você conseguir deixar sua moto em frente ao hotel, aí sim, tanto melhor. Ainda que você certamente não vá deixá-la muito tempo parada... Tem muito a se ver nos arredores. Ficar menos de 3 dias por lá, pode ser desperdício e mais do que isso, talvez também seja.  


A primeira visita obrigatória depois de instalado em Ushuaia é ao Parque Lapataia... Vá devagar e com tempo! Dentro do parque tem infinidades de paisagens a se ver. Um dia inteiro não é lá exagero, ainda que tudo possa ser visto em meio turno. Pela parte da manhã pulula de gente. 

À tarde, um pouco mais tranquilo. Não alimente as raposas, e tire muitas fotos delas! Com sorte você encontrará também castores no Arroio Castor, que corta o parque. Patos selvagens são muito comuns igualmente. Faça uma ou duas trilhas rápidas. E, claro, a famosa foto em frente a placa do final da Ruta 03! Tem gente que deixa o carro na entrada do parque e vai à pé pelas trilhas. Se você tem tempo, ótimo. Se não tem... E fora que se for à pé, se por um lado aproveita mais a paisagem, por outro não consegue tirar a foto na placa de ushuaia com sua moto. Aliás, é proibido chegar com a moto junto à placa, mas... Você sabe como é, né? A idéia é não rodar pelas trilhas. Empurrar a moto até ali, não tem muito mal, desde que você respeite os pedestres e dê toda a preferência aos mesmos (que talvez lhe olhem de cara torta, talvez não).


Dependendo da época - e principalmente da grana que você se dispõe a gastar - tem muita, mas muitaaaaa coisa mesmo para fazer pela região de Ushuaia. Desde o econômico passeio pelo Parque Nacional (coisa de 10 reais por pessoa a entrada, se não me engano), até um chique sobrevôo de helicóptero (uns USD 320.00 , a depender da época do ano - alta ou baixa temporada) onde você tem a oportunidade de pousar em cima de um monte cheio de neve (ainda que seja pleno verão). Há também passeios de catamarã ou de barco pelas redondezas (em torno de USD 40.00 e você também pode ir até o Cerro castor, principalmente se for temporada de esqui, pois lá é uma das melhores estações para a prática do esporte da América do Sul. Tenho que a pista ganha até da de Bariloche (a de Bari é um tanto perigosa, com muitas pedras...). 

Mas se você é apenas um fotógrafo de mão cheia (o que não é meu caso), tem muito MESMO o que fotografrar por lá. Diria que dá prá passar tranquilo uma semana por lá fotografando locações diversas sem repetir nenhuma foto. Cada lugar é especial, e dependendo da hora do dia, as cores se apresentam diferentes. Sem dúvida alguma, uma das paisagens mais deslumbrantes que já conheci nesta minha vida até agora. 


Chegou a hora de voltar...

Quer saber o ideal? Partir de avião e deixar que tragam sua moto. Ou então voltar com bastante calma pela Ruta 40, passando em El Calafate, Perito Moreno, Puerto Mont, etc. Ou, finalmente, se não mais houverem alternativas, encarar a "tortura" novamente da Ruta 03. 

No fim das contas, só uma coisa é certa sobre Ushuaia e motocicletas. 

Você PRECISA ir! De moto, lógico!

E você? Já programou sua viagem até Ushuaia? 

Nós já...
Até breve!!!


Crédito das fotos:
- todas próprias da A&K Motorcycle Rentals, exceto da do helicóptero de autoria de Jesus Massao Hatae



Está sem moto? Não quer vir da região central ou norte do país, rodar mais de uma semana até o extremo sul e a partir dali ter de rodar mais 4300km e depois rodar tudo de volta? Você vem de Portugal com um grupo? Alugue uma moto com a A&K Motorcycle Rentals e economize vários quilômetros, ganhando muitos dias e tranquilidade em sua aventura. Contamos com motos BMW GS novas, revisadas e seguradas, além de serviço de "drop off" para grupos e equipe especializada para levar ou trazer sua moto e de seus amigos de Ushuaia ou outro lugar da América do Sul. Valores a combinar, reduzidos para grupos em que haja transporte e locação. 


 






segunda-feira, 16 de abril de 2012

Longas viagens de moto. Você está pronto? - parte 01

Já fiz inúmeras viagens de moto, sem e com minha esposa "Kyt" na garupa, e hoje, depois de mais de 100.000km em cima dos mais diversos estilos de motocicletas (big trail, maxi trail, pequenas trails, custom, sport touring, naked e street), posso repassar aos potenciais motoaventureiros algumas impressões pessoais sobre este ponto que tanto aflige a muitos motocilcistas, principalmente aqueles menos experimentados em longas viagens de moto. O que levar, com que moto ir, por onde começar, etc.

De plano, quero deixar claro que quando estou falando de longas viagens de moto, há que se considerar aquelas com distância superior há, no mínimo, 5.000km. Não é a viagem de final de semana ou de feriado mais prolongado, mas sim aquela de algumas semanas, mês ou até mais do que isso. Igualmente, não quero dar "aulas" ou "ensinar padre a rezar missa", pelo que o post certamente será mais útil àqueles dispostos a aprender e trocar experiências. Nada do que eu entendo por bom é, portanto, verdade absoluta.

Vou procurar dividir o tema em vários tópicos, várias partes, começando com a escolha da moto em si, passando pelo equipamento necessário tanto a ser agregado à moto como o que deve ser "incorporado" ao piloto, indo na sequência para a bagagem, itens essenciais, itens úteis e itens completamente desnecessários, questão de distribuição de peso, viagem com e sem garupa, planejamento prévio de roteiro, hotéis, camping, documentação, etc.

Então, sem mais delongas, vamos lá!!!


A escolha da moto ideal

Você já deve saber qual é a moto ideal para percorrer longas distâncias, certo? Pois é... A sua!

Por anos à fio me debati querendo encontrar a moto ideal para longas distâncias, longas viagens. Procurava aquela moto que fosse "indestrutível", consumisse pouco e tivesse boa autonomia (leia-se um tanque grande), fosse leve o suficiente e ao mesmo tempo tivesse motor de sobra, andasse bem no asfalto mas não fizesse feio na terra, enfim, procurava o que inexistia.

Depois de um tempo, após ler tantos relatos de gente indo de norte à sul da América montado em uma Biz, e outros não chegarem nem até 2.000 ou 3.000km longe do ponto de partida montados em grandes motos, comecei a perceber que não é muito o tipo de moto que diferencia o sucesso do fracasso de uma grande viagem de moto, mas uma série de outros fatores. É lógico que escolher uma moto com graves problemas de mecânica, projeto e de manutenção, a qual apresentou tantos defeitos que você não confia mais nela, já é estar fadado ao insucesso. Igualmente, optar por uma grande e pesada moto custom quando se sabe que a maior parte do caminho que se pretende seguir é de estradas de terra e rípio, é igual loucura. Não que não hajam loucos de plantão que encarem tais roteiros, mas isso é no mínimo dor de cabeça premeditada. É "procurar sarna para se coçar".

Por outro lado, se você vive diariamente montado na sua XT 660, F800GS, Twister, Lander, CG ou outra qualquer, e já conhece a mesma de cabo à rabo, trocar a sua parceira por outra novinha achando que pode ser melhor para viajar, é igual loucura. Vale a máxima, como gostam de dizer os do futebol: "Em time que está ganhando, não se mexe!".

Claro que tenho minhas opções de tipo de moto para viajar, as quais se alguém perguntasse recomendaria: big trails. E estou falando de Big, não de Maxi! Isso, é claro, por conta do meu porte físico: 174cm de altura, 74kg e beirando os 40 anos, nunca tendo sido nenhum magricelo mas longe de ter tido porte de "Hulk" para tirar do chão uma R1200GS Adventure lotada até as tampas. Aliás, tenho essa a primeira premissa na escolha da moto. Se ela tombar e você não conseguir levantá-la com certa facilidade SOZINHO, então ela não serve para você.

Por conta disso tudo, ando de "amores" com as BMW F800GS, não descartando as G650GS Sertão que logo mais aportam por aí.

Tenho foco nas big trails porque para mim essas não são "limitadoras". Quando com a GSX750F, por inúmeras vezes queria ir por um caminho mais tortuoso, subir a trilha de terra para ver a paisagem de cima do morro e, simplesmente tive de desistir da empreitada, porque a moto não se prestava muito para isso. Não que, repito, não seja possível você usar uma esportiva ou custom para o off road, mas isso é o mesmo que querer usar um Porsche Carrera para andar na terra. No mínimo, você vai estar maltratando o veículo, independente de sua capacidade enquanto piloto. Além do mais, a GSXF contava com uma grande carenagem, difícil e cara de arrumar. Depois de você gastar por duas vezes centenas de reais consertando a mesma, você meio que desiste do off... Por outro lado, se seu forte é tão só o asfalto, não há porque não adquirir uma Custom (apesar de eu nem assim gostar delas por achar desconfortáveis para meu estilo de pilotagem, por serem pesadas demais e terem amortecedores geralmente de curto curso) rezando para nunca ter de encarar sequer um desvio por terra ou saibro por conta de reformas na estrada.

Outro ponto primordial a considerar é quanto a autonomia. Nesse quesito, hoje para mim qualquer coisa que não consiga rodar ao menos 300Km com um tanque, está fora de cogitação. Daí outro motivo para eu afastar da mente as customs em geral. Claro que você aqui, novamente, tem de pensar que rotas quer seguir. Geralmente por asfalto, é raríssimo não encontrar um posto de abastecimento a cada 200km no máximo, salvo problemas locais de abastecimento, como greves, comoções sociais, etc. Há os que defendem sempre ser possível levar uma garrafa pet, galãozinho de óleo vazio ou outro recipiente para "carregar mais alguns quilômetros de autonomia", mas a idéia de ter gasolina fora do tanque, simplesmente não me agrada fora que, ao menos para a nossa legislação brasileira, é considerado infração, sujeitando o piloto à pesadas multas e até mesmo à apreensão do veículo. É claro que existem casos, principalmente fora do país (por exemplo, você vai encarar a parte árdua da belíssima Ruta 40) que você tem de superar essa questão e encontrar alguma forma segura de transportar mais combustível, preferencialmente em recipiente próprio para tanto. Até hoje não vi nenhum melhor que os rotopax (www.rotopax.com), mas não é porque são relativamente seguros que são liberados, legalmente falando.

Enfim, o melhor é não ter de carregar combustível extra e, quando na estrada, abastecer sempre que chegar à pouco menos da metade do tanque, para não correr maiores riscos de uma pane seca.

Com a moto certa - aquela que você conhece, que já "faz parte de você" - e uma boa autonomia, já temos meio caminho andado para o sucesso de uma longa viagem de moto, onde o importante não é só partir, mas também chegar/voltar.

Na próxima parte, vamos nos aprofundar um pouco mais na equipagem da moto, em termos de proteções necessárias para a mesma, banco, bolhas, pneus, amortecedores, etc. Você vai perceber que "montar" a moto ideal para sua grande viagem, por si só já é uma grande aventura e diversão!

Até lá!!!


A&K Motorcycle Rentals
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