Mostrando postagens com marcador Ruta 40. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ruta 40. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Mítica Ruta 40 - Tour Exploratório

Estamos lançando o Tour Exploratório Mítica Ruta 40!


Será um Tour ímpar, sendo que neste formato e valores ocorrerá uma única vez, já que se trata de planilhamento para entrar no portfólio da A&K Motorcycle Rentals. 

Partiremos de Mendoza chegando após 9 dias de viagem em El Calafate, onde visitaremos o glaciar Perito Moreno e teremos o jantar de encerramento, num total de 10 dias de viagem e aproximadamente 2700 km.

O grupo será de no máximo 9 motos, e haverá caminhonete de apoio para levar bagagem e combustível extra.

Grande parte do trajeto será por rípio, pelo que se recomenda do piloto noções de condução off road. Não é necessário ser "expert", bastam noções, pois em geral o trânsito por rípio não exige expertise maior quando com motos próprias. 

Teremos à disposição 7 F800GS, que partirão totalmente equipadas com todos protetores necessários (motor, farol, carenagens, etc) e pneus próprios para os trechos de rípio que enfrentaremos.

Está aberto, ainda, aqueles que querem ir com suas motos, mas estas devem ser obrigatoriamente BMW's GS (G650GS, G650GS Sertão, F800GS, F800GS Adventure, R1200GS e R1200GS Adventure).

Para aqueles que vem de outras regiões e querem utilizar suas motos mas partir dia 10/11 com o comboio de Mendoza, haverá a possibilidade de transporte das motos até Mendoza e de El Calafate à cidade de origem do piloto, limitado a SP (qualquer lugar de São Paulo, capital, para baixo).

Iniciaremos o Tour em 13 de novembro em Mendoza - uma quinta-feira (13/11/2014), na parte da manhã, finalizando dia 22 de novembro - um sábado (22/11/2014) em El Calafate. Recomenda-se programar a chegada em Mendoza mais tardar na parte manhã do dia 12 de novembro, e a partida de El Calafate no dia 23 a partir da tarde.

Importante! Passagens aéreas devem ser providenciadas pelo piloto. 

Recomenda-se noções de off road. 

Como se trata de Tour Exploratório e a época ainda não é de alta temporada, os valores são promocionais (basicamente o custo) e assim mais em conta do que em qualquer Tour normal. 

Maiores informações pelo e-mail aek@aekmotos.com

Acelere! Vagas limitadas! Aguardamos vocês! 

Até breve!!!

terça-feira, 20 de maio de 2014

Ushuaia de motos e em fotos!

Nosso post de hoje é um "tira-gosto" para quem vem sonhando com Ushuaia! Obviamente estar lá não pode ser traduzido em imagens em uma tela de computador.

Pincelaremos só alguns tópicos, dicas que achamos de grande valia, e deixar a maioria das descobertas para aqueles que empreenderem esta viagem obrigatória ao todo motoaventureiro.

Pronto? Então vamos lá: 


O primeiro que se tem a dizer é que você precisa de um mínimo de planejamento para ir a Ushuaia. Tipo... Uma semana antes pensar: vou ir!


Se antes você tinha de ficar fazendo mil e uma elocubrações mentais de como ir, como chegar, por onde ir, hoje não precisa mais. Pela Ruta 03 é praticamente só uma reta até lá, com um tramo de rípio de apenas 120km, coisa tão leve que até de superesportiva, com calma, você faz. Claro, se a idéia é ir pela Ruta 40, aí a coisa muda um pouco de figura, e é bom ter um planejamento melhor, sobretudo no que toca à como resolver a questão da autonomia, pois há trechos de 400km ou mais sem abastecimento. Mas como estamos falando do "basicão", do apenas chegar em Ushuaia, vamos pela 03 desta feita. Em post futuro, para depois do inverno (ou quiçá durante, a fim de empolgar para a época de final de ano) fica combinado de falarmos da Ruta 40, ok?

Bem... Fato. Se você não vai ficar no mínimo um ou dois dias em Buenos Aires, entrar em Puerto San
Julian para visitar com calma a Península Valdez e visitar as pinguineiras com calma, a viagem pode se tornar um verdadeiro martírio,  porque a paisagem a partir de Buenos Aires é de uns 2000 e poucos quilômetros com pouco mais do que nada para se ver, com a sobremesa de mais uns 1000km de retas que não findam pelo deserto. Bonito? Sim. Cansativo? Demais!!! Assim, ir a Ushuaia "rápido" simplesmente para chegar lá, prá dizer que foi, não é muito bom negócio, salvo se sua idéia for voltar com calma. Eu particularmente, se de moto, prefiro ir devagar (pegando um trecho da 40, passando pela região dos lagos, Bariloche, etc.) e aí sim voltar rápido ou mandar a moto de volta via serviços da A&K Motorcycle Rentals (empresa que além de alugar motos BMW para sua aventura tem a possibilidade de trazer de volta entre 5 e 8 motos de lá, sejam da A&K, sejam de terceiros), o que é uma grande sacada!

Claro, ir e voltar com calma de moto é que é o "mundo ideal", mas para isso, como já falamos em post passado, você precisa de 30, 40 dias para fazer uma viagem decente. E quem tem esse tempo todo hoje em dia? Eu não tenho... Tendo, vale a ida pela 03 mas passando em Punta del Este, Montevideo, Colônia del Sacramento, Bahia Blanca, Península Valdez, etc.  

Fora isso, é a Ruta 03, dormir em qualquer lugar que aparecer, abastecer onde der e parar mesmo só em Rio Gallegos antes da última perna, coisa que - aí sim - é quase mandatório, ainda que se possa também ficar, antes de chegar finalmente a Ushuaia, em Rio Grande, dentro da própria "ilha" onde está o "fim do mundo".Aí é tomar uma Quilmes de noite, comer um bom "cordero fueguino" em um dos diversos e bons restaurantes que há por lá (antes de Rio Gallegos não vale a pena procurar por um cordeiro fueguino decente. Não encontra, e se encontra, é caro demais da conta. Em Rio Gallegos já é "de babar" - para quem gosta, claro - e muito acessível de valor...). E, aliás, já que estamos recomendando, sugiro o hotel Avellaneda (Avellaneda, 928), que é tocado por um simpático casal de meia idade, os quais lhe tratam como "de casa" (se estiver disponível, peça a suíte com a Jacuzzi... Não é caro e vale o "investimento", ainda mais se acompanhado da esposa, namorada...). Relaxe um pouco em Rio Gallegos e se prepare para a perna final no dia seguinte. Sim... Você já está chegando em Ushuaia!!!

Mas é bom avisar desde já: saia CEDO de Rio Gallegos. Você tem 4 (quatro!) fronteiras para fazer, com todos os trâmites burocráticos e demora "normal" que se tem direito!!!

De Rio Gallegos a Ushuaia você tem duas alternativas de travessia do Estreito de Magalhães. Ou sai por Puerto Natales, ou sai por Punta Delgada. Eu particularmente sempre prefiro a travessia de Punta Delgada, até porque ali o ferryboat parte a cada 30 minutos. Só não sai quando o mar está muito, mas muito ruim! Enquanto espera o farry, um bom chocolate quente no café ao lado da "fila" é uma excelente pedida e momento para um "brinde" com suco ou refrigerante. Afinal, você está onde estudava nos livros de geografia no colégio! Cara! Você está agora no Estreito de Magalhães, um dos pontos mais "famosos" de todo o globo terrestre. Relembre da história, do caminho para as índias, etc...

Passado o estreito, são os 120km de rípio logo em seguida (cuidado com os caminhões atirando rípio em você e com os abestalhados guanacos, que cruzam a estrada quando bem entendem, sem aviso algum e sem razão nenhuma quando você menos espera). Vá com calma e sem pressa, portanto.

Depois diss, a "subida da serra", ou melhor, a travessia dos andes que leva à Ushuaia, é talvez um dos pontos mais bonitos (embora eu ache toda e qualquer travessia dos andes deslumbrante) de toda a viagem, valendo não ter pressa para se chegar lá. É no meio desta que você poderá - com sorte! - ver e fotografar a "Laguna Escondida". Sorte porque a mínima neblina (normalmente existente até as 10h da manhã, no mínimo, e reiniciando à tardinha) já encobre toda a mesma, daí advindo o seu nome. 


Mas uns quilômetros de descida e pronto! Você chegou em Ushuaia!

Não se preocupe se à primeira vista a cidade lhe parecer um tanto "decepcionante". Infelizmente, sobretudo no que tange à entrada da cidade, observa-se que falta é MUITO investimento por parte da municipalidade. Quase não se compreende como que uma cidade que atrai tantos turistas do mundo inteiro se mostra praticamente incapaz de melhorar coisas básicas, como ruas, calçamentos, paisagismo. A verdade é que talvez a "expectativa" seja maior do que a realidade. Mas calma!!! Ushuaia não se restringe - e muito pouco tem a ver - com a cidade!

Se o "centro" da cidade não é lá charmoso, os arredores são simplesmente de tirar o fôlego! A dica que damos para quem vai, principalmente de moto, se não tem "preguiça" de ficar rodando com ela por lá, ou caminhar outro tanto (o que no frio, de noite, pode não ser muito agradável, já que congelante!) é ficar um pouco mais afastado do centro. Em verdade, há poucos metros da rua principal San Martin, você já encontra excelentes pousadas e hotéis a preços bem mais convidativos e com instalações excepcionais.

Quando lá estivemos, ficamos hospedados no hotel "Los Naranjos" (os laranjas???), o qual não recomendo e nem desrecomendo... É bem central, os quartos são limpos, quentes, a cama e o banho é bom, mas... Não se pode dizer que o preço é bom, não tem maiores atrativos, o café da manhã é fraco (como aliás, em praticamente TODOS hotéis da Argentina, que normalmente só servem croissant - "media luna" - e torradas - "tostadas", com doce de leite e manteiga) e não tem garagem. Claro, em Ushuaia todo mundo deixa os carros na rua mesmo, e dizem que não há problema! Mas se você conseguir deixar sua moto em frente ao hotel, aí sim, tanto melhor. Ainda que você certamente não vá deixá-la muito tempo parada... Tem muito a se ver nos arredores. Ficar menos de 3 dias por lá, pode ser desperdício e mais do que isso, talvez também seja.  


A primeira visita obrigatória depois de instalado em Ushuaia é ao Parque Lapataia... Vá devagar e com tempo! Dentro do parque tem infinidades de paisagens a se ver. Um dia inteiro não é lá exagero, ainda que tudo possa ser visto em meio turno. Pela parte da manhã pulula de gente. 

À tarde, um pouco mais tranquilo. Não alimente as raposas, e tire muitas fotos delas! Com sorte você encontrará também castores no Arroio Castor, que corta o parque. Patos selvagens são muito comuns igualmente. Faça uma ou duas trilhas rápidas. E, claro, a famosa foto em frente a placa do final da Ruta 03! Tem gente que deixa o carro na entrada do parque e vai à pé pelas trilhas. Se você tem tempo, ótimo. Se não tem... E fora que se for à pé, se por um lado aproveita mais a paisagem, por outro não consegue tirar a foto na placa de ushuaia com sua moto. Aliás, é proibido chegar com a moto junto à placa, mas... Você sabe como é, né? A idéia é não rodar pelas trilhas. Empurrar a moto até ali, não tem muito mal, desde que você respeite os pedestres e dê toda a preferência aos mesmos (que talvez lhe olhem de cara torta, talvez não).


Dependendo da época - e principalmente da grana que você se dispõe a gastar - tem muita, mas muitaaaaa coisa mesmo para fazer pela região de Ushuaia. Desde o econômico passeio pelo Parque Nacional (coisa de 10 reais por pessoa a entrada, se não me engano), até um chique sobrevôo de helicóptero (uns USD 320.00 , a depender da época do ano - alta ou baixa temporada) onde você tem a oportunidade de pousar em cima de um monte cheio de neve (ainda que seja pleno verão). Há também passeios de catamarã ou de barco pelas redondezas (em torno de USD 40.00 e você também pode ir até o Cerro castor, principalmente se for temporada de esqui, pois lá é uma das melhores estações para a prática do esporte da América do Sul. Tenho que a pista ganha até da de Bariloche (a de Bari é um tanto perigosa, com muitas pedras...). 

Mas se você é apenas um fotógrafo de mão cheia (o que não é meu caso), tem muito MESMO o que fotografrar por lá. Diria que dá prá passar tranquilo uma semana por lá fotografando locações diversas sem repetir nenhuma foto. Cada lugar é especial, e dependendo da hora do dia, as cores se apresentam diferentes. Sem dúvida alguma, uma das paisagens mais deslumbrantes que já conheci nesta minha vida até agora. 


Chegou a hora de voltar...

Quer saber o ideal? Partir de avião e deixar que tragam sua moto. Ou então voltar com bastante calma pela Ruta 40, passando em El Calafate, Perito Moreno, Puerto Mont, etc. Ou, finalmente, se não mais houverem alternativas, encarar a "tortura" novamente da Ruta 03. 

No fim das contas, só uma coisa é certa sobre Ushuaia e motocicletas. 

Você PRECISA ir! De moto, lógico!

E você? Já programou sua viagem até Ushuaia? 

Nós já...
Até breve!!!


Crédito das fotos:
- todas próprias da A&K Motorcycle Rentals, exceto da do helicóptero de autoria de Jesus Massao Hatae



Está sem moto? Não quer vir da região central ou norte do país, rodar mais de uma semana até o extremo sul e a partir dali ter de rodar mais 4300km e depois rodar tudo de volta? Você vem de Portugal com um grupo? Alugue uma moto com a A&K Motorcycle Rentals e economize vários quilômetros, ganhando muitos dias e tranquilidade em sua aventura. Contamos com motos BMW GS novas, revisadas e seguradas, além de serviço de "drop off" para grupos e equipe especializada para levar ou trazer sua moto e de seus amigos de Ushuaia ou outro lugar da América do Sul. Valores a combinar, reduzidos para grupos em que haja transporte e locação. 


 






terça-feira, 25 de março de 2014

Como transportar uma moto - dicas - 1a. parte

Quando se pensa em transporte de moto, sobretudo por longas distâncias, a primeira coisa que se pensa é ONDE transportá-la, sendo a segunda, como a mesma irá fixada.
Muitas pessoas que precisam transportar suas motos, acabam optando por transportadoras não especializadas - na melhor das hipóteses, empresas de mudança - na ânsia de economizar alguns trocados ou por pura ignorância quanto a forma correta de se transportar uma moto. Não é difícil ver as mesmas sobre "caminhões cegonha", sem preparo algum para efetuar este tipo de transporte (de plano, basta lembrar que caminhões cegonas foram projetados para transporte de carros, não de motos, e a partir disto raciocinar um pouco), o que, invariavelmente, acaba por acarretar estragos na moto, muitas vezes não perceptíveis à primeira vista, como, por exemplo, rachaduras na estrutura da moto (frame), rompimento ou estouro de retentores de bengala, comprometimento do amortecedor traseiro, trincas imperceptíveis em rodas, balanças, mesa de direção e guidon, entre outros danos. Também não é raro ver motos sendo transportadas "embaladas" em cobertores velhos, dentro de baús de empresas de mudança que amarram depois o conjunto "firmemente" com cordas de resistência duvidosa entre a parede do baú e uma geladeira... Pior! Alardeiam os que contrataram o serviço depois que conseguiram uma "barbada" para transportar suas motos.   

Claro que muitas vezes, quando no meio do nada, não há outra alternativa no transporte da moto se não simplesmente colocá-la sobre um caminhão plataforma, e torcer pelo melhor. Mesmo nessa situação, se o piloto acompanhar o transporte e tiver um mínimo de noção de como a moto deve ser transportada a fim de orientar o caminhoneiro, melhor.

Começando pela "perfeição", talvez a melhor forma de se trasportar uma moto seja encaixotando-a, sem rodas e sem bateria. Logicamente, esta opção quase sempre está longe do possível, haja vista que nem sempre se consegue ferramental adequado para retirar as rodas e colocálas ao lado da moto com segurança, quanto mais construir uma caixa adequada ao transporte. Claro, se estamos tratando de levar uma moto de um continente até outro, talvez não haja outra maneira apropriada de fazê-lo.

Ficando nas viagens intermunicipais, interestaduais e/ou aos países vizinhos, pode-se perfeitamente utilizar pequenos e médios reboques, que tem capacidade desde para uma moto pequena até quatro ou mais motos grandes. E aqui já começam as outras variáveis... 

Em primeiro lugar, nunca se deve ultrapassar a capacidade de carga mencionada por um fabricante de um reboque, o que, em princípio, tem a ver com o número de motos que ele pode trasportar. Assim, se o reboque foi projetado para uma moto, por mais que você ache que ele aguenta, não invente de transformá-lo, colocando, por exemplo mais um trilho para que "adquira" a capacidade de tansportar duas motos. Se é para duas motos, não é para três, e assim sucessivamente. 

Fabricantes de reboque tem ainda o péssimo hábito de utilizar rodas recondicionadas e o pior de tudo, pneus "remold". Quanto as rodas, se não houverem trincas e/ou soldas, não existe maiores problemas, mas quando aos pneus, é preciso prestar máxima atenção. Ocorre que malditos pneus "remold" nada mais são do que pneus "remoldados", ou "recapados". Em bom português, recauchutados. E tudo isso para economizar meia dúzia de reais, e fazer com que o custo final fique mais em conta. O detalhe é que um excelente pneu Bridgestone ou Pirelli para reboque, NOVO, como deve ser, não custa mais do que R$ 190,00, quando muito. Mas um recauchutado custa a metade do preço, você pode defender... Ok! Ponha um recauchutado então no seu reboque que carregará sua moto de mais de R$ 50.000,00 em cima para economizar R$ 100,00. Quando o remoldado estourar e a moto for jogada de cima do reboque, talvez você perceba que a economia saiu caríssimo.

Assim, de pronto, se você acabou de adquirir um reboque e os pneus parecem ainda estar em boas condições de rodar ou mesmo se estão novos, ainda que o vendedor tenha lhe garantido que não são remoldados... Troque os pneus e fim de papo! Deixe os pneus - e quiçá mesmo rodas - de lado e coloque tudo novo, sem dó. Se houver lugar no carro/caminhonete que puxará o reboque, deixe o que agora virou estepe por lá sempre que carregar o reboque, ou fixe o mesmo convenientemente sobre o reboque, amarrando-o firmemente ao lado da moto preferencialmente com cintas de catraca e/ou, melhor ainda, além de amarrá-lo acorrente-o, de forma que não mexa um centímetro sequer. É preferível você ter muito trabalho para tirá-lo do lugar caso precise, que vê-lo pelo retrovisor voando enquanto dirige...   

E aqui, falando no carro que irá puxá-lo, observe sempre a capacidade de carga e de reboque do mesmo, bem como acessórios de engate. Qualquer manual de carro tem em um de seus capítulos a capacidade de reboque do carro. A exemplo, um Cobalt 1.8, tem aproximadamente capacidade de reboque de 1200kg, enquanto uma S10, dependendo da motorização, se aproxima dos 3000kg. JAMAIS coloque um carro para puxar mais do que o indicado no manual, por mais que você ache que ele aguenta ou que seu vizinho tem um igual e puxa até arado. Isso é um prato cheio para detonar motor, caixa de embreagem e outros componentes do seu veículo.

Igualmente não se deve descuidar dos "acessórios". No mercado você encontra desde cambões de reboque (as famosas "bolas de reboque") baratinhos de uma ou duas centenas de reais até os que podem chegar próximos aos R$ 1.000,00 ou mais. Entenda de uma vez por todas: engates mais baratos não são mais baratos porque o fabricante resolveu cobrar menos, mas sim porque normalmente são ou de qualidade inferior, ou com capacidade de carga pequena. Não raro vemos engates que não ultrapassam capacidade de carga de 400 ou 500kg, e que normalmente não servem é para nada, salvo enfeite. Isto porque um bom reboque irá pesar no mínimo entre 300 e 400kg, e só aí você já estoura a capacidade de carga.  

Ao rebocar qualquer coisa, você tem de considerar basicamente a capacidade de reboque do veículo, a capacidade de carga do reboque e a capacidade de carga do engate. Para verificar se está dentro do permitido, você deve somar o peso da moto a transportar mais o peso do reboque. É este valor final que deve estar dentro da capacidade de reboque do veículo E do engate. para que você não tenha surpresas desagradáveis no caminho.

ATENÇÃO! Após engatar o reboque certifique-se de que:
1 - o engate está firme, com pino colocado e travado, preferencialmente com cadeado;
2 - o reboque está acorrentado ao suporte do engate, no carro (por baixo ou nos olhais próprios);
3 - a trava do reboque está engatada e travada com o pino devido;
4 - a tomada está ligada ao reboque;
5 - as luzes de placa, piscas, freios estão em perfeito funcionamento.

Outra regra de ouro ao transportar uma moto é nunca deixá-la apoiada no pezinho ou cavalete central. Embora à primeira vista isso possa parecer uma posição "natural" para carregar a moto, a prática força todo o conjunto de maneira desequilibrada, sobretudo o pezinho ou o cavalete central que, cedo ou tarde, irá quebrar por todo esforço que fez durante a viagem. Triste é constatar que 9 entre 10 transportadores adotam esta prática, e que 11 entre 10 pilotos/proprietários desconhecem totalmente da prejudicialidade de tal forma de transporte para a estrutura da moto como um todo.   


Na próxima parte - CLIQUE AQUI PARA LER! - faremos as considerações devidas sobre como subir a moto em um reboque, carreta, caçamba de caminhonete, como amarrá-la e como retirá-la com máxima segurança. 

Até breve!

Crédito das fotos:
Google images. 


A&K Motorcycle Rentals
Aluguel de motos BMW e Harley Davidson Brasil e no mundo
Tours pelo Mercosul; Route 66 - Estados Unidos; Portugal; Canadá; África e outros diversos destinos
Consulte nossos pacotes para grupos:  aek@aekmotos.com

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Ushuaia de moto - É o fim do mundo!

Ushuaia é conhecida como a cidade do fim do mundo. Uma das mais austrais cidades do planeta, Ushuaia chama a atenção da maioria dos motociclistas, não havendo aquele que não queira - mais cedo ou mais tarde - empreender uma viagem de moto até lá.


Considerada viagem-desafio por conta das distâncias a cobrir, tem ainda dificuldades relacionadas aos fortes ventos perto do Estreito de Magalhães, que, até algum tempo atrás, ainda contava com trechos longos de rípio, o que deixava o motociclista ainda mais sujeito aos elementos da natureza e/ou quebra na moto, devido aos esforços da máquina e do piloto. Agora, contudo, praticamente todo o trajeto até Ushuaia pode ser feito por estradas asfaltadas, em excelentes condições de conservação, como costumam ser as rutas argentinas e chilenas, não havendo moto - de que estilo for - que não possa chegar lá.

Com tudo isso, apenas uma última dificuldade parece separar o sonhado destino dos motoaventureiros: as distâncias absurdas a serem percorridas...

Para um motociclista experimentado, os quase 9000 quilômetros da viagem de ida e volta partindo de Porto Alegre/RS, não representam maiores problemas, podendo ser preenchidos em até 10 dias pelos que gostam de sentar na moto e rodar, rodar, rodar, hora após hora, dia após dia. Contudo, o grande problema deste tipo de viagem - que costumo chamar de "corrida maluca" - é o fato de que o motociclista pouco vai ver, quase nada vai aproveitar. E veja que estamos nos limitando a Porto Alegre/RS, a capital mais ao sul do Brasil! Se partir de São Paulo são mais de 11000km, do Rio aproximados 12000km, do Nordeste distâncias superiores a 13500km e assim vamos aumentando cada vez mais quanto mais ao norte estiver o motociclista.

Por mais que se rode, fazer mais de 1200km ao dia, um depois do outro, é quase uma impossibilidade, sem falarmos nos riscos envolvidos por conta do fatal cansaço que irá tomar conta do piloto dali a um par de dias, derrubando sua atenção para níveis prá lá de perigosos. E, como se sabe, o interessante de se andar de moto é ter a possibilidade de poder andar de moto no dia seguinte, e no outro, e no outro, coisa que você dificilmente fará em caso de acidente, seja por danos a moto, seja por danos em você mesmo. Então, para quê se arriscar? É claro que riscos fazem parte de uma aventura, mas dar margem a maiores riscos além dos que já existem, no mínimo não é atitude inteligente. É como querer escalar uma alta montanha sem se aclimatar e na pior estação do ano possível, contando com o êxito. Isso definitivamente não é mais aventura. É suicídio... 

Alguns podem dizer que basta um pouco de planejamento e... 30 dias de férias! Ok... Mas e quem não tem ou não pode tirar 30 dias de férias, como acontece com empresários, autônomos e outros que não podem abandonar suas empresas e negócios por tanto tempo assim? Como ficam? "Perdem" o direito de ir para Ushuaia? 

Antes sim... Agora não. Salvo se com "visão limitada" ou desculpas ilimitadas.

Tenho um lema de que para tudo na vida sempre há um jeito. Tudo tem solução (salvo quanto a morte e os impostos!).

Ontem mesmo tive uma reunião, onde quem coordenava a mesma, enchendo o peito com orgulho, disse algo parecido alegando que sempre se tem duas saídas. Mostrando a sala onde estávamos, foi enfático em dizer: "Quando se está numa sala destas, se tem ao menos duas "saídas". Uma é ficar dentro da sala. Outra é sair pela porta...".

Imaginei a sala pegando fogo...

E enquanto ele falava isso, por razão que bem conheço oriunda de meu ancestral "espírito inquieto", imediatamente olhei a janela basculante, imaginando até onde ela abriria e como eu faria para transpô-la, chegando rapidamente do lado de fora daquela sala. Não, meu caro! Você está enganado! Não existe só uma maneira de se sair, de ir. A alternativa não é ir ou não ir por falta de tempo, oportunidade, modo. A alternativa não é ir só por ali, só daquele jeito. Não é ficar ou sair. 

Nunca é. 

Para mim, a coisa sempre é porque ficar, como, quando ir, por onde, etc. Mas nada nunca me impediu de buscar meus sonhos. De uma maneira ou de outra.

E você? 

Ainda arrumando desculpa de falta de tempo para não ir a Ushuaia?    

Nós estamos indo... Vamos nessa? Nos vemos lá!

Até breve!

Crédito das fotos:
Júlio Cezar Lima, Maurício Pena e Vicente


* A A&K Motorcycle Rentals trará sua moto de Ushuaia no dia 25 de abril. É sua oportunidade para ir até lá em espaço de tempo menor! Vá com sua moto, volte confortavelmente de avião. Programe-se! Ainda temos 5 vagas em nosso reboque (reforçado, rodado duplo, com sistema de freios). Contate-nos no email aek@aekmotos.com para maiores detalhes.