Mostrando postagens com marcador Ushuaia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ushuaia. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Route 66 ou Mercosul? Quanto custa cada

Desde a primeira vez que fui para os Estados Unidos, em especial para a Route 66 de moto, algo mais forte do que eu acabou me chamando para lá mais uma, outra e mais outra vez. E lá se vão alguns anos que levamos grupos para a "Mother Road"... 



E o Mercosul? E a Patagônia? E o Chile, Bariloche, Osorno, Ushuaia e tantos outros destinos "aqui" do lado? Bem... Eles estão aqui do lado. Então em qualquer feriado chego lá. Tanto que já fui uma, duas, três vezes. Sou "vizinho" do Mercosul? Sim! Então melhor das hipóteses se nos "confins" do norte de nosso continental país, basta alugar uma moto conosco e em 4 ou 5 dias estás desfrutando o friozinho de Ushuaia, que persiste ainda sendo verão. 

Mas a Route 66... Fui o primeiro a achar que era caro. Afinal, antes de mais nada a Route 66 era um "mito", era a "Mother Road", mãe de todas as estradas. Sempre foi, sempre será. A "meca" de todo motociclista. Tem de fazer ao menos uma vez na vida! Quase regra! E nada vai mudar isso, por mais que eu queira.

Eu era daqueles que também dizia que preferia ir para Ushuaia, que não via motivo para visitar os Estados Unidos, já que tinha muito para ver no Brasil, na América do Sul, que não tinha visto americano e que nem sabia como tirar, que não gostava de americano já que são muito "frios" (essa desculpa era espetacular e totalmente e sem noção!, pois dizia isto sem nunca ter ido para lá!!!) e, por fim, que lá é tudo muito caro. 

E hoje reconheço: eu estava redondamente enganado. Ou o que era pior... Tentando me enganar.

Hoje em dia viajar pelo Mercosul está tão caro (ou tão barato) quanto viajar pelos Estados Unidos. Não vou entrar no mérito e na discussão interminável do que vale o que, embora possa com propriedade pincelar que um hotel mediano por estas bandas daqui fica em torno de USD 100.00 por casal, enquanto nos Estados Unidos, no entorno da Route 66... Bom! Surpresa! Também não passa disso! Acredita? Eu não acreditava, mas vi com meus próprios olhos (ou meu próprio bolso). Gasolina? Em geral mais barata do que aqui, e com cerca de USD 250.00 você roda tanto ou mais do que aqui. Alimentação? De 30 a 50 dólares ao dia pagam boa alimentação para um casal. Em miúdos, USD 200 no máximo será o suficiente para um casal "passar bem" um dia nos EUA, rodando (gasolina, alimentação, estadia). 

Ok... Mas e a moto? E o visto? E a passagem aérea? 

Do final para o começo, uma passagem você pode usar suas milhas (ou comprar milhas), ou se for comprar, tendo paciência (e porque não, um tanto de sorte), paga em torno de USD 1500.00 para um casal (ida e volta, via Los Angeles, Las Vegas ou Chicago).

Já o visto, você tira uma vez só e vale por 10 anos (isso mesmo! DEZ anos!!!), depois só renova. Valor? USD 160.00 por pessoa. 

Por fim, a moto você consegue a depender da época do ano, por uns USD 120.00 ao dia uma excelente Harley Davidson. 

Então, para 15 dias, mais ou menos (o que é suficiente para fazer a Route 66 "de cabo a rabo"), teríamos: 

USD 320.00 (dois vistos) + USD 1800.00 (moto) + 1500.00 (passagens aéreas) + 3000.00 (hotel e alimentação = USD 6,620.00

Tudo isso para os EUA!

Vamos a Ushuaia para quem vem de SP? 

Em torno de 10.000km, 15km por litro, 670 litros, temos uns 2500 reais SÓ de combustível, hoje USD 735. Hotel não paga menos de USD 100.00 ao dia, ida e volta sem parar muito em Ushuaia, correndo bastante sem se deter em nada, 20 dias, por baixo, mais USD 2000.00 portanto. Um jogo de pneus (retas intermináveis), outros R$ 1.500,00 por baixo e outros R$ 700,00 no mínimo de manutenção da moto. Temos outros USD 650.00, portanto, e já somamos aqui USD 4085.00. Ao dia, alimentação, conte com mais USD 100.00 por dia para comer de maneira no mínimo decente. São 6,085.00. Carta Verde, USD 100.00. SOAP EX, USD 15.00. Temos USD 6,200.00, sem contar algum pneu furado e nenhum problema, o que depende de muita sorte...

Uauh... Por fim cheguei a uma "economia" de USD 400.00 e não conheci os Estados Unidos, não rodei pela Route 66, não experimentei o desafio de um novo clima, nova cultura, nova língua e... Ah... Esqueci! Desgastei a moto e tá na hora de trocar a relação dela. Xi... Foi-se embora minha economia de USD 400.00.


E então rodei pela Route 66. E voltei. Uma, duas, três vezes. Mais do que isso. E me apaixonei... Que país! Que povo! Que estrada... Nenhuma outra se compara a Route 66. Não adianta!

Você pode ter seus motivos. Você pode querer ir para Ushuaia, para o Chile, para Bariloche com SUA moto. Pode descer lá do nordeste e achar que está no lucro, afinal você rodou quase 20.000km e chegou em Ushuaia, correndo mil e um riscos por nossas estradas brasileiras, aventura, "coisital". Legal. 

Mas...

Vamos combinar o seguinte? 

Cada um faz e vai para onde quer. Mas nunca mais digo que é caro viajar para os Estados Unidos, porque não é. Vejo que não é certo inventar desculpas para o que não queremos, não pretendemos ou mesmo temos medo de fazer. Admitir nossos medos, nosso não querer ou não pretensões. Ou... Melhor de tudo e que não tem preço, encararmos nossos medos se for o caso!

Inegável é que a Route 66 é um sonho de muitos, como era o meu. Assim como Ushuaia de outros tantos motociclistas. 

E no final, não importa o preço... 

O que importa é vencermos nossos medos, desafios, desbravar novas fronteiras e realizar o sonho!

E você? Vai para onde? Ushuaia ou Route 66?

Até breve!


Crédito das fotos: 
A&K Motorcycle Rentals

PS.: Este post é uma homenagem para os amigos que irão conosco pela primeira vez para a Route 66, com coragem ímpar encarar seus maiores medos e com humanidade realizar seus maiores sonhos.


A&K Motorcycle Rentals
Aluguel de motos no Brasil e no exterior
Tour Route 66, desde 10 x USD 199.50 com aéreo*
Para cotações, consulte-nos por email.
aek@aekmotos.com 
*válido até 01/01/2017. Após, consultar valores.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Você conhece a Ruta 40? Fotos, roteiros e um pouco mais sobre a estrada da Patagônia Argentina


Assim como a "Route 66" é um ícone na América do Norte, a Ruta 40 tem importância na América do Sul, não havendo um motociclista que não tenha ouvido falar nela, passado por ao menos um trecho dela e/ou percorrido-a por inteiro. 



Tão ou mais importante do que ir ao Atacama ou Ushuaia ao motociclista aventureiro que se preze, percorrer a Ruta 40 é viagem quase que obrigatória para aqueles que querem desfrutar de belas paisagens, sem muito compromisso com "correrias" e o ter de chegar logo, como ocorre com os que vão pela Ruta 03 até os extremos sul do continente.

Mapa de Ruta Nacional 40Sendo a Rodovia mais extensa da Argentina, com um total de 5224 quilômetros, iniciaram sua construção em 1935, sendo que até hoje ela não é dada como acabada, haja vista existirem ainda muitos trechos de rípio, que aos poucos - infelizmente para os mais aventureiros - vai sendo totalmente asfaltada. Com o asfalto, o temor de que o "charme" da Ruta 40 se perca aos poucos, assim como suas belas paisagens à dar lugar ao tal sedizente "progresso". 

Ao todo são nada menos do que 11 (ONZE!) províncias (o equivalente a nossos Estados), passando por 18 (dezoito) rios, conectando-se a 27 (vinte e sete!) "pasos andinos" da cordilheira e atravessando nada menos do que 20 (vinte!) parques nacionais. 

É atração que não acaba mais, prá ninguém - nem os mais chatos - colocar defeito!

Pode-se dizer que - à exceção de Ushuaia e Peninsula Valdez - a Ruta 40 percorre as principais atrações turísiticas em termos de paisagens da Argentina, desde a fronteira com a Bolívia, já de cara passando por Salta e seu trajeto mais alto a 5000 metros de altura em Abra del Acay, o que exige do piloto um tanto de preparo físico para enfrentar o mal de altitude e manter-se alerta (leia-se, em cima da moto) apesar da falta inevitável de oxigênio. Por conta desta altitude não é raro alguns levarem garrafas de oxigênio, para uma respiradinha melhor volta e meia. Mal não faz. Portanto, algo a se pensar seriamente, muito embora eu seja radicalmente contra levar até páraquedas na bagagem para qualquer eventualidade.

Cafayate é o seguinte ponto alto, já que em seu entorno está o parque das pedras pomes, algo que talvez só se encontre nesta magnitude e beleza no norte da Argentina mesmo. Belezas estas que muitos desconhecem, achando que por lá o mais bonito que existe é o deserto do Atacama, o que não é uma verdade absoluta, como pode se ver, da mesma forma que não se pode dizer que Ushuaia é a região mais bonita que há na Argentina. Em se tratando de belezas naturais, tudo é muito subjetivo, e quanto mais lugares você visita, mais pode emitir uma opinião pessoal, sem se prender ao que revistas e sites de turismo, ou até eu mesmo por este blog lhes digo. 

No parque, inúmeras formações rochosas de pedra pomes, oriundas de erupções vulcânicas de um passado não muito distante, colaborando para um visual digno de filme de ficção. E dos melhores! Ali é possível mais uma vez alcançar o que motociclistas, escritores, músicos e apaixonados pela vida em geral, enfim, estes loucos de plantão tanto buscam incansavelmente: a paz necessária para se perder dentro de si mesmo. 

Nem que seja por uns minutos apenas, já que a longa estrada deixa a alma do motociclista aventureiro sempre irriquieta, lhe puxando da pele como que em um beliscão de morsa, arrancando-lhe sempre do torpor tão característico de outros seres que ele conhece muito de longe ou por ouvir falar, os quais se aboletam no sofá para assistir algum programa ridículo e emburrecedor de auditório ou de "brothers" que nunca o foram nem serão. Porque, aliás, os únicos "brothers" que um motociclista conhece, afinal, são seus companheiros de estrada, estes loucos ainda sãos neste mundo cada vez mais doente.

Mais adiante, pulando várias províncias - até mesmo porque falar da Ruta 40 e suas atrações daria um livro de algumas centenas de páginas - dizer que Mendoza é imperdível seria o mesmo que chover no molhado. Mendonza é imperdível! Pronto! Falei!

Só o passeio pelas vinícolas e fábricas de azeite de oliva extravirgem - com direito a uma rápida aulinha básica de enologia onde você aprende a diferenciar um bom vinho dos demais - bem como a própria visão dos andes ao longe no horizonte, já vale alguns dias por lá. E não se resume a isso! Mendonza tem muita coisa para se fazer, entre elas, belíssimos parques para se passear ou tomar um mate. A cidade, igualmente, é em geral bastante limpa e acolhedora. Vale tomar alguns chopes e comer bons lomos pela "calle" San Martin (aliás, onde originalmente era o marco zero da Ruta 40 sul - a confluência entre as "calles" San Martin e Garibaldi), movimentadíssima em qualquer dia da semana, com suas mesas em frente aos cafés, num estilo bem europeu.

Malargue, cidade bastante turística principalmente no inverno, que fica próxima da conhecidíssima estação de esqui e cidade de Las Leñas, é outra boa pedida no trajeto da Ruta 40.  Aliás, para os que tem mais tempo, vale um pulinho até a estação de esqui de Las Leñas. Mesmo fora de temporada, é possível subir a encosta da estação e desfrutar da bela paisagem lá de cima. Até no verão, não é raro de haver neve depois do "segundo lance" da subida, que é feita pelo teleférico nas típicas cadeirinhas.

Não tem como não se encantar com a cidade! Por essa região, tudo faz você acreditar que está na europa, pois em geral as ruas - e fachadas - são bem cuidadas. Procure pelo "El Bodegon de Maria" para almoços ou mesmo para o final de noite. Serve pratos convidativos no sabor e no preço!

Atenção na estrada para Las Leñas! Muitas curvas e rípio espalhado pelo asfalto, que não é dos mais bem conservados! Também não é raro rebanhos imensos de cabras e ovelhas no meio da pista ou até mesmo manadas de cavalos que você quase jura serem selvagens, não fosse o peão tocando-os sem muito compromisso, sabendo que quem deve ficar atento e desviar é você.

De Marague para baixo, longas retas ainda podem tirar o seu foco. Não "relaxe" demais. A pista é simples e tem rípio no acostamento. Fortes ventos, com rajadas de mais de 100km/h - também podem começar a se fazerem presentes.


Não muito distante, a região de Bariloche, onde a Patagônia realmente começa. A mudança de paisagem aliás, é gritante! De regiões quase desérticas você passa de um quilômetro para outro a uma paisagem deslumbrante e selvagem, com altos pinheiros, carvalhos e outras árvores centenárias nas encostas. Neve é o que não falta, muitas vezes em qualquer época do ano, sobretudo nas regiões mais altas ou lado dos morros mais protegidos do sol. Bom lembrar de se cuidar o acúmulo de gelo (black ice) na pista, sobretudo quando a temperatura cai e o sol não está tão à pino.


Bariloche fica na chamada "região dos lagos". Talvez por isso seja a paisagem tão deslumbrante, haja vista que o índice pluviométrico contribui com deixar a umidade alta e as plantas satisfeitas.


Mais abaixo, Esquel segue a linha da região. Se não degustou, procure uma boa "bodega" para comer um legítimo cordero fueguino. Para quem gosta de carnes, talvez um dos melhores pratos. Não se impressione se a temperatura cair bastante, principalmente à noite, em Esquel. Até mesmo fora de época alguma neve pode se fazer presente, pois é um vale cercado de montanhas. A floresta vai ficando cada vez mais fechada, cada vez mais curvas na estrada, embora ainda se passe por algumas regiões desérticas. Não fique sem combustível e nem ande no limite. Mão leve no acelerador, pois os postos vão se distanciando e alguns bons trechos de rípio já são notados. É bom começar a pensar em um galãozinho de combustível de reserva para qualquer eventualidade.


Perito Moreno deve ser sua próxima parada. Não tem muitos atrativos, mas é quase obrigatório ficar por lá uma noite e buscar alguma pizzaria ou mesmo comer um simples "estofado de polo" no hotel para repor as energias. O dia seguinte é meio "pauleira", pois a partir daí o rípio continua de verdade. As condições do mesmo, só indo e na hora para saber. Se a patrola recém passou, pode estar muito ruim, por conta dos "montinhos" que ela deixa na beira da pista. A dica é andar sempre "no trilho" dos demais carros, e nunca abusar da velocidade, por mais que você ache que ele está bom e bem compactado. Aqui pode estar, lá adiante já não. E trocar de uma faixa para outra, ou sair de um "trilho" pode significar uma coisa só: tombo. Os carros que vem na direção contrária parecem não estar muito preocupados se estão na sua pista. Portanto toda atenção - e velocidade comedida - é recomendável.

"Cueva de Las Manos" é a atração da região, um sítio arqueológico com pinturas rupestres estimadas a terem algumas mais de 9000 anos, declarado patrimônio histórico pela Unesco. Um "desvio" de cerca de 50 km (25 de ida, idem de retorno), que a estas alturas, talvez não chame tanto a atenção, tudo a depender do tempo que você tem disponível. Isto porque para esta visitação, conte com umas 3 horas a mais na ruta. Afinal, 25 quilômetros no rípio não se faz assim, tão fácil quanto parece.

Vale a pena ir? Bom... Aí é de cada um! Eu particularmente sou do entendimento que se você já está na chuva...

Saindo dali, considere dormir na cidade de Bajo Caracoles ou Gobernador Gregores. Nem pense em andar muito mais do que isso, porque o trajeto de rípio e a atenção necessária não recomenda. Além do que é região para se fazer com calma. Você está entrando na chamada "região dos três lagos", onde tem destaque o lago cardiel. Vale perder uma tarde por suas praias.

E falando em lagos, o Viedma também é um bom lugar à visitação, de onde você pode avistar o monte Fritz Roy. Já está aí chegando a um dos pontos altos do trajeto da Ruta 40, ao mesmo tempo que se aproxima do fim - ou do começo - da mesma.

Sim... Estamos falando dos glaciares do Parque Nacional Los Glaciares, no Lago Argentino. El Calafate é a cidade base para visitação ao glaciar Perito Moreno e outros. Pode programar, inclusive, um Tour - mini cruzeiro - de um dia inteiro pelo lago argentino. Não muito barato, mas nada de assustar também. Reserve a grana, pois é passeio único, que talvez você não tenha outra oportunidade de fazer. 

El Calafate é por si só uma atração à parte, tendo quem pegue um vôo de qualquer lugar do mundo só para ir até lá e apreciar a beleza do glaciar de Perito Moreno, que é apenas um dos vários do parque. 


Aqui até o final da Ruta 40 - ou início, em Cabo Virgenes - são pouco mais de 400km.  E Ushuaia já é logo ali também.

É claro que isso tudo é só um breve resumo do que há na Ruta 40. Há muito mais para se ver por lá! Vale muito programar a sua viagem para a região! Com uma boa logística, é claro.

E você? Já se agendou? Nós da A&K estaremos desbravando a Ruta 40 em novembro!

Que tal? Vamos junto?

Até breve!

Crédito das fotos: 
Carlos Alberto Kampffe - fotos 1 e 3
A&K Motorcycle Rentals - fotos 4 a 7
Jesus Massao Hatae - foto 9
Google Images - foto 2 e 8




A A&K Motorcycle Rentals está em novembro promovendo um Tour exploratório pela Ruta 40.

Restam pouquíssimas vagas. Mais detalhes nos posts anteriores e contate-nos pelo e-mail   aek@aekmotos.com

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Desmanche de motos, agora "legalizado". Solução ou piada?

Preocupadas com o crescente número de assaltos à mão armada de motociclistas sobretudo em São Paulo, muitas vezes com consequências funestas, as autoridades resolveram tomar uma Providência...

Na verdade, talvez a imagem ao lado, do bom aguardente mineiro, seja a única coisa que explica a tal "Lei do Desmanche", aprovada às pressas nas vésperas do período de eleições para, quiçá, garantir alguns votos a um governo cada vez mais desacreditado em terras tupiniquins. 

Com todo respeito às autoridades e aos que votaram na risível lei, aprovando-a, isso é o mesmo que tomar um bom porre para pretender se curar de enxaqueca ou de uma crise de cirrose, de ataque do fígado. O mesmo que querer - como se fez - dificultar o porte de arma ao cidadão de bem para ver se a criminalidade, a bandidagem e os latrocínios com o uso de arma de fogo diminuem. 

Isto sem querer defender ou entrar no mérito da igualmente malfadada "lei do desarmamento".

Uma verdadeira piada, de péssimo gosto, que em nada é capaz de beneficiar o cidadão, o contribuinte, no máximo só auxiliando uma outra categoria de ladrões, estes talvez ainda piores do que aqueles que lhe tomam um bem sob a ameaça de uma pistola. Mais uma lei num país onde alguns poucos pensam que uma nova lei - como se não bastasse as milhares de outras já existentes -  é capaz de resolver problemas sociais, entre os quais o de segurança pública. 

Foi nesse cenário de bandalheira, enquanto uma Copa do Mundo rolava desviando a atenção de muitos, que a Lei Estadual 15.276/14 com início de vigência no dia 1º desse mês chegou muda, quase calada, para desespero de quem entende um pingo sobre leis - e como elas são feitas - nesta terra devassada pela corrupção, onde o funk ostentação ganha notas de celebridade diante da impunidade à apologia ao crime e leva delinquentes sem futuro a quererem também ostentar de maneira rápida e fácil, para se dizer o mínimo e manter a educação em nosso blog. 
 

Enquanto você dormia, eles te...

Bom. Deixa prá lá. Para bom entendedor uma frase incompleta já vale. Os que precisam de maiores explicações, mais detalhes, não vão entender de qualquer forma. Nem eu teria condições de explicar, porque a raiva não permitiria fazê-lo de maneira tranquila.

Prevendo do "desmanchador" o cumprimento de uma série de obrigações, como possuir contrato social; inscrição como contribuinte no CNPJ; atestado de antecedentes criminais e certidão de distribuições criminais dos sócios proprietários; alvará de funcionamento; etc., conseguirá no máximo regularizar desmanches voltados à seguradoras.

Como? 

Sim! Porque, caso você não tenha se dado conta ou não entendeu direito ainda, estando as peças oriundas de tais desmanches disponibilizadas "legalmente" no mercado, a seguradora terá todo o direito - como já faz - de indicar ONDE você irá reparar sua moto sinistrada e que peças irá utilizar, sem direito a escolher peças novas, salvo se, claro, além da franquia, você quiser arcar integralmente com o valor de tais peças novas.

Imagine uma porrada, um tombo que lhe arrebenta o garfo dianteiro de sua BMW. Ou uma queda boba qualquer ao sair da garagem, mas que leva embora toda carenagem de sua superesportiva de mais de R$ 70.000,00, zero quilômetro. Pronto! Agora a seguradora já pode lhe "dar" no conserto um garfo novinho de moto até mais antiga, ou o pedaço daquela outra carenagem que sobrou naquele acidente feio que deu "PT" (perda total) e o piloto morreu esfacelado. Legal, né? Sim! Legal nos termos estritos da lei, e só. Afinal, está dentro da LEGALIDADE.

Pega aí a rabeta da moto do "de cujus", fica quieto e dê-se por muito satisfeito, se não quiser que a gente te atoche no valor do seguro ano que vem. Não. Não adianta mudar de seguradora não, porque a gente tem o sistema todo integrado, e sabe se você já teve sinistro, a monta do acidente e, agora claro, se você aceitou os pedaços da moto do morto ou não. Enfim, se você é um bom cliente ou se é do tipo que gosta de complicar as coisas.

Depois disso tudo, de ver o que está por trás da letra fria da lei, você acha ainda que pode dormir finalmente tranquilo agora em São Paulo? 

Ah...

Mas você não mora em São Paulo, então não tem com o que se preocupar... Ahnrãm! Tá bom. Qual parte que você não entendeu que podem desmanchar as motos lá e entregar as partes para o conserto de sua moto em qualquer outro Estado desse país? Qual parte que você não entendendeu que, não é só porque não é paulista, que a lei não vai lhe atingir? E, fundamentalmente, qual parte você não entende de como se fazem as leis e as salsichas? 

E nem vamos entrar no mérito que a lei vale para veículos, não é só moto não!
É por isso que a gente se preocupa com àqueles que andam de moto, com a viagem de nossos amigos e clientes, com eles chegarem em seu destino, realizarem seus sonhos, aproveitarem uma boa estrada, despreocuparem-se das mazelas do dia-a-dia e guardar só belas imagens de bonitas paisagens na mente...
  

Porque de triste e sem destino à vista, já chega este país e suas leis que são verdadeira piada pronta.
E olha que não sou paulista!!!

Até breve!


Crédito das fotos: 
1 a 3 - google images
4 - autoria de A&K Motorcycle Rentals


Na A&K Motorcycle Rentals nossa preocupação precípua é com o sucesso da viagem de nossos clientes. Temos sempre uma maneira de viabilizar uma viagem, por mais distante que o destino possa parecer. 
Para aluguel de motos com ou sem transporte das mesmas de entrega ou devolução em Bariloche, Ushuaia, Santiago do Chile ou outros destinos, e mesmo para viagens mais curtas como um Tour Autoguiado pelas Serras Gaúchas e Catarinense, consulte-nos pelo e-mail aek@aekmotos.com 
A&K Motorcycle Rentals. Aluguel de motos BMW para motoaventureiros. 

terça-feira, 10 de junho de 2014

Comprando moto usada? Dicas para não cair numa fria! Parte 02 - Final

Como falamos no POST ANTERIOR, ao se pretender comprar uma moto usada, diversos questionamentos devem ser feitos, sendo os principais se a moto foi bem cuidada, fez revisões, não teve queda, está com motor bom e componentes em funcionamento regular, se não foi lavada com produtos químicos, se não foi "maquiada", se está com tudo original com relação e pneus bons e se não tem pendências financeiras ou de trânsito.



Começando pelas pendências financeiras ou de trânsito, o procedimento é bastante simples, bastando com o número do renavam e placa do veículo que você irá adquirir, lançar os mesmos no site do DETRAN de seu Estado. Lá constará se o veículo não tem multas e quem o real proprietário do mesmo, bem como se está alienada à financeira ou algo do tipo. Logicamente, é de bom tom pedir cópia do documento da moto apenas DEPOIS que você for ver a moto. Certifique-se antes com o proprietário se há pendências e, apenas SE FOR FECHAR NEGÓCIO veja a regularidade da documentação.

Verificar a relação e pneus é um item importante porque irá denunciar qual o cuidado que o proprietário tinha com sua moto. Pneus carecas, nesse ponto, depõem totalmente contra o proprietário. No mínimo está a economizar alguns trocos até mesmo na hora da troca/venda e mostra que o piloto em questão não se preocupa sequer com a própria segurança. Porque se preocuparia com a moto? Idem quanto a relação/corrente. Se está seca, com dentes "pontudos", se falta lubrificação, enferrujada e/ou no limite de esticada, um ponto a menos. Pode oferecer algumas centenas de reais a menos, pois você terá de trocar também a mesma. Neste ponto, relações não originais ou de qualidade, sobretudo em motos grandes, é motivo de igual preocupação. Correntes DID ou REGINA em motos de alta cilindrada e performance vão bem enquanto "paralelas". Outras, nem pensar! Idem quanto ao pinhão e correia. Tire o excesso de graxa se precisar e veja a inscrição na mesma. Se a moto tem cavalete central, já aproveite, coloque a moto sobre o mesmo e gire a roda traseira. É a melhor forma de se ver o estado real do conjunto de relação.

A originalidade das peças você verifica também visulamente, valendo para tudo. Desconfie de guidons, ponteiras, piscas, manetes, faróis e outras "personalizações" que não fazem parte da moto enquanto original. Claro, existem certos equipamentos que VALORIZAM a moto, como uma Akrapovik em uma superesportiva, manetes Pazzo, retrovisores Orion, em uma S1000RR, etc., desde que o proprietário tenha apenas trocado e tenha as peças originais. Se não tiver as peças originais, não compre a moto! É um forte indicativo de que a moto sofreu queda. É preferível que lhe mostre um manete um pouco ralado, uma ponteira riscada, do que diga que "vendeu" a mesma ou algo do tipo, escondendo, talvez, um acidente feio que pode ter comprometido a moto como um todo. 

Motos "maquiadas" na hora de vender, são outro grande problema! Podem esconder defeitos graves das mesmas, como peças (plásticos) ressecadas, arranhadas, quebradas, muito velhas, etc. Claro, nada contra uma moto bem lavada, limpa, pois isso demontra a preocupação do proprietário com sua máquina. Serão raros aqueles que, tendo uma moto em boas condições, não irão se preocupar com a limpeza das sujidades da mesma na hora de vender. Mas "pinturas", excesso de "brilho" e ou produtos químicos, como silicone que chega a deixar as peças plásticas da moto escorregadia, são ponto de atenção. Aliás, com tanta química assim, será que não é hábito a lavagem da mesma com produtos químicos? 

É da limpeza em demasia da mesma que você poderá ver se utilizava-se produtos químicos demais na hora da lavagem. Estes, quando não bem retirados, mais prejuízo trazem do que benefício. É preferível alguma sujeira, uma mancha de barro mal tirada do que usar química que fatalmente irá enferrujar a moto mais cedo ou mais tarde. Verifique sobretudo os raios das rodas (aproveite para ver como estão as pastilhas de freio), assim como pontos de "juntas", estado geral de todo cano de escapamento, parafusos de suporte de placa (podem indicar a ferrugem precoce), ponto de fixação das pedaleiras e do frame trazeiro, partes baixas do motor e "engates" das suspensões entre outros pontos normalmente mais "sensíveis" a ferrugem. Se esta não condiz com o ano e quilometragem da moto, desconfie. Pode ser um indício de que a moto era lavada com muito produto químico, do tipo "solupan", que, apesar de limpar bem em um primeiro momento, num segundo é altamente "destrutivo" das partes metálicas da moto, sobretudo aquelas que você não vê! A melhor lavagem - por pior que seja - é sempre a feita pelo proprietário. Se é ele que comprovadamente lava sua moto (e na garagem vc vai ver esponja, balde, xampu de carro, etc., ponto para ele!!!

Ao verificar isso, também veja o funcionamento correto dos componentes em geral, como freios, suspensões, rolamentos, etc. Se puder levantar as rodas da moto do chão e girá-las, tanto melhor. Veja se os rolamentos estão firmes, se os cabos estão funcionando bem, se os freios estão freiando, luzes (alta, baixa, de freio, etc.), piscas, painel, etc., tudo deve estar absolutamente em ordem por mais "velha" que seja a moto. Aliás, ponto de atenção para você sempre lembrar ao ir ver uma moto usada para compra:  moto antiga é uma coisa... Velha é outra completamente diferente! 

O motor é talvez um dos pontos mais críticos e que, pela mesma razão, requer atenção redobrada.
Qualquer barulho esquisito, qualquer fumaça saindo pelo escapamento, batidas metálicas do tipo "tic-tic-tic", fuja!!! É claro que alguns motores não funcionam tão redondos quanto outros. Num boxer da BMW por exemplo, principalmente enquanto este frio, você pode ouvir algum som metálico. Mas se esquentar e continuar, bom sinal não é. Já um "4 em linha" de uma superesportiva, tem de ronronar em lenta, e ao torcer o cabo (torça rápido e solte de onde está), deve responder na subida e não "pipocar" na descida, também não soltando nenhuma fumaça (fumaça é sinal de que o motor está queimando óleo, e, portanto, desgastado, precisando retífica, o que em geral é bem caro!). Motores monocilíndricos em geral são mais barulhentos, mas nada que não seja "normal". Se desconfiar de qualquer som, diga "muito obrigado" e caia fora. Nada justifica uma "batida de pino" e nem um motor "embrulhando" ou fazendo a bateria de uma escola de samba.

Outro ponto que preocupa 11 em cada 10 compradores de motos usadas é saber se a moto teve queda. Aqui, também bastante atenção. Uma moto "tombar" é algo completamente normal de acontecer dentro de uma garagem, na rua, ao lavar, por "faltar pé", etc. e isso, se não houverem danos maiores à moto, não deve assustar. Agora, cair, acidente mesmo, aí sim é diferente! Verificar a não ocorrência de quedas é a principal razão para o proprietário aquele que falamos antes, que "personalizou" sua moto, manter originais de ponteiras de escape, manetes, pedaleiras, piscas e outros acessórios eventualmente trocados/personalizados. São estas partes das motos as que primeiro entram em contato com o solo em caso de quedas. Em geral, arranhões leves indicam tombamento. Arranhões profundos, queda. Aproveite para verificar o estado das bengalas, se não estão muito marcadas, "pontilhadas". Nem pense em adquirir uma moto com bengalas pintadas! Podem ter empenado e ter sido endireitadas... A moto nunca mais será a mesma!

Quanto as revisões, estão no manual da moto. Verifique se este está carimbado pela concessionária da marca. Mas e se a moto é muito antiga e não tem mais manual? Como saber se foi feita alguma revisão? Simples... Pergunte QUEM faz a manutenção da moto do proprietário! Até porque, no caso de motos antigas, o melhor é que você continue levando no mesmo mecânico, que já conhece a moto. Aliás, este mesmo, poderá lhe dar alguma referência melhor da moto, o que fez nela, se já retificou o motor, o que já trocou e inúmeros outros detalhes, desde que, lógico, não esteja de combinação com o proprietário e/ou não seja o próprio mecânico quem está intermediando o negócio. Nesse ponto, inclusive, tanto melhor dispensar intermediários. Se vai comprar moto usada, procure nas concessionárias pelas mesmas, ainda que sejam um pouco mais caras. Preferível pagar um pouquinho a mais do que gastar ali adiante muito a mais!


Depois de todas estas avaliações, você já pode concluir se a moto foi bem cuidada. Cuidado para não ficar somente na primeira impressão! Cuidado com o "amor à primeira vista". Cuidado com pontos de ferrugem, pendências, e maquiagens em excesso. Cuidado com arranhados e "personalizações". Na dúvida, não compre. Pesquise mais e aguarde a próxima.

Mas não deixe, nunca, de ter sua moto!


Nova ou usada, sua ou alugada, o importante sempre é motocar!

E você? Vai de nova ou usada?

Até breve!

Crédito das fotos: 
1 a 6 - google images
7 - Louisville Pitaluga (em primeiro plano Jesus Hatae com uma das motos da A&K Motorctlce Rentals. Em segundo, Jens Ficker com moto própria e outra da A&K ao fundo).






Aluguel de motos BMW GS para motoaventureiros. Consulte cotações em nosso  SITE , pelo FACEBOOK (curta nossa página e acompanhe as novidades!) ou nos escreva diretamente para nosso E-MAIL. Valores especiais para viagens programadas (roteirizadas) e em grupos/mais de uma locação.
Conte conosco na sua próxima viagem!


 


 




terça-feira, 20 de maio de 2014

Ushuaia de motos e em fotos!

Nosso post de hoje é um "tira-gosto" para quem vem sonhando com Ushuaia! Obviamente estar lá não pode ser traduzido em imagens em uma tela de computador.

Pincelaremos só alguns tópicos, dicas que achamos de grande valia, e deixar a maioria das descobertas para aqueles que empreenderem esta viagem obrigatória ao todo motoaventureiro.

Pronto? Então vamos lá: 


O primeiro que se tem a dizer é que você precisa de um mínimo de planejamento para ir a Ushuaia. Tipo... Uma semana antes pensar: vou ir!


Se antes você tinha de ficar fazendo mil e uma elocubrações mentais de como ir, como chegar, por onde ir, hoje não precisa mais. Pela Ruta 03 é praticamente só uma reta até lá, com um tramo de rípio de apenas 120km, coisa tão leve que até de superesportiva, com calma, você faz. Claro, se a idéia é ir pela Ruta 40, aí a coisa muda um pouco de figura, e é bom ter um planejamento melhor, sobretudo no que toca à como resolver a questão da autonomia, pois há trechos de 400km ou mais sem abastecimento. Mas como estamos falando do "basicão", do apenas chegar em Ushuaia, vamos pela 03 desta feita. Em post futuro, para depois do inverno (ou quiçá durante, a fim de empolgar para a época de final de ano) fica combinado de falarmos da Ruta 40, ok?

Bem... Fato. Se você não vai ficar no mínimo um ou dois dias em Buenos Aires, entrar em Puerto San
Julian para visitar com calma a Península Valdez e visitar as pinguineiras com calma, a viagem pode se tornar um verdadeiro martírio,  porque a paisagem a partir de Buenos Aires é de uns 2000 e poucos quilômetros com pouco mais do que nada para se ver, com a sobremesa de mais uns 1000km de retas que não findam pelo deserto. Bonito? Sim. Cansativo? Demais!!! Assim, ir a Ushuaia "rápido" simplesmente para chegar lá, prá dizer que foi, não é muito bom negócio, salvo se sua idéia for voltar com calma. Eu particularmente, se de moto, prefiro ir devagar (pegando um trecho da 40, passando pela região dos lagos, Bariloche, etc.) e aí sim voltar rápido ou mandar a moto de volta via serviços da A&K Motorcycle Rentals (empresa que além de alugar motos BMW para sua aventura tem a possibilidade de trazer de volta entre 5 e 8 motos de lá, sejam da A&K, sejam de terceiros), o que é uma grande sacada!

Claro, ir e voltar com calma de moto é que é o "mundo ideal", mas para isso, como já falamos em post passado, você precisa de 30, 40 dias para fazer uma viagem decente. E quem tem esse tempo todo hoje em dia? Eu não tenho... Tendo, vale a ida pela 03 mas passando em Punta del Este, Montevideo, Colônia del Sacramento, Bahia Blanca, Península Valdez, etc.  

Fora isso, é a Ruta 03, dormir em qualquer lugar que aparecer, abastecer onde der e parar mesmo só em Rio Gallegos antes da última perna, coisa que - aí sim - é quase mandatório, ainda que se possa também ficar, antes de chegar finalmente a Ushuaia, em Rio Grande, dentro da própria "ilha" onde está o "fim do mundo".Aí é tomar uma Quilmes de noite, comer um bom "cordero fueguino" em um dos diversos e bons restaurantes que há por lá (antes de Rio Gallegos não vale a pena procurar por um cordeiro fueguino decente. Não encontra, e se encontra, é caro demais da conta. Em Rio Gallegos já é "de babar" - para quem gosta, claro - e muito acessível de valor...). E, aliás, já que estamos recomendando, sugiro o hotel Avellaneda (Avellaneda, 928), que é tocado por um simpático casal de meia idade, os quais lhe tratam como "de casa" (se estiver disponível, peça a suíte com a Jacuzzi... Não é caro e vale o "investimento", ainda mais se acompanhado da esposa, namorada...). Relaxe um pouco em Rio Gallegos e se prepare para a perna final no dia seguinte. Sim... Você já está chegando em Ushuaia!!!

Mas é bom avisar desde já: saia CEDO de Rio Gallegos. Você tem 4 (quatro!) fronteiras para fazer, com todos os trâmites burocráticos e demora "normal" que se tem direito!!!

De Rio Gallegos a Ushuaia você tem duas alternativas de travessia do Estreito de Magalhães. Ou sai por Puerto Natales, ou sai por Punta Delgada. Eu particularmente sempre prefiro a travessia de Punta Delgada, até porque ali o ferryboat parte a cada 30 minutos. Só não sai quando o mar está muito, mas muito ruim! Enquanto espera o farry, um bom chocolate quente no café ao lado da "fila" é uma excelente pedida e momento para um "brinde" com suco ou refrigerante. Afinal, você está onde estudava nos livros de geografia no colégio! Cara! Você está agora no Estreito de Magalhães, um dos pontos mais "famosos" de todo o globo terrestre. Relembre da história, do caminho para as índias, etc...

Passado o estreito, são os 120km de rípio logo em seguida (cuidado com os caminhões atirando rípio em você e com os abestalhados guanacos, que cruzam a estrada quando bem entendem, sem aviso algum e sem razão nenhuma quando você menos espera). Vá com calma e sem pressa, portanto.

Depois diss, a "subida da serra", ou melhor, a travessia dos andes que leva à Ushuaia, é talvez um dos pontos mais bonitos (embora eu ache toda e qualquer travessia dos andes deslumbrante) de toda a viagem, valendo não ter pressa para se chegar lá. É no meio desta que você poderá - com sorte! - ver e fotografar a "Laguna Escondida". Sorte porque a mínima neblina (normalmente existente até as 10h da manhã, no mínimo, e reiniciando à tardinha) já encobre toda a mesma, daí advindo o seu nome. 


Mas uns quilômetros de descida e pronto! Você chegou em Ushuaia!

Não se preocupe se à primeira vista a cidade lhe parecer um tanto "decepcionante". Infelizmente, sobretudo no que tange à entrada da cidade, observa-se que falta é MUITO investimento por parte da municipalidade. Quase não se compreende como que uma cidade que atrai tantos turistas do mundo inteiro se mostra praticamente incapaz de melhorar coisas básicas, como ruas, calçamentos, paisagismo. A verdade é que talvez a "expectativa" seja maior do que a realidade. Mas calma!!! Ushuaia não se restringe - e muito pouco tem a ver - com a cidade!

Se o "centro" da cidade não é lá charmoso, os arredores são simplesmente de tirar o fôlego! A dica que damos para quem vai, principalmente de moto, se não tem "preguiça" de ficar rodando com ela por lá, ou caminhar outro tanto (o que no frio, de noite, pode não ser muito agradável, já que congelante!) é ficar um pouco mais afastado do centro. Em verdade, há poucos metros da rua principal San Martin, você já encontra excelentes pousadas e hotéis a preços bem mais convidativos e com instalações excepcionais.

Quando lá estivemos, ficamos hospedados no hotel "Los Naranjos" (os laranjas???), o qual não recomendo e nem desrecomendo... É bem central, os quartos são limpos, quentes, a cama e o banho é bom, mas... Não se pode dizer que o preço é bom, não tem maiores atrativos, o café da manhã é fraco (como aliás, em praticamente TODOS hotéis da Argentina, que normalmente só servem croissant - "media luna" - e torradas - "tostadas", com doce de leite e manteiga) e não tem garagem. Claro, em Ushuaia todo mundo deixa os carros na rua mesmo, e dizem que não há problema! Mas se você conseguir deixar sua moto em frente ao hotel, aí sim, tanto melhor. Ainda que você certamente não vá deixá-la muito tempo parada... Tem muito a se ver nos arredores. Ficar menos de 3 dias por lá, pode ser desperdício e mais do que isso, talvez também seja.  


A primeira visita obrigatória depois de instalado em Ushuaia é ao Parque Lapataia... Vá devagar e com tempo! Dentro do parque tem infinidades de paisagens a se ver. Um dia inteiro não é lá exagero, ainda que tudo possa ser visto em meio turno. Pela parte da manhã pulula de gente. 

À tarde, um pouco mais tranquilo. Não alimente as raposas, e tire muitas fotos delas! Com sorte você encontrará também castores no Arroio Castor, que corta o parque. Patos selvagens são muito comuns igualmente. Faça uma ou duas trilhas rápidas. E, claro, a famosa foto em frente a placa do final da Ruta 03! Tem gente que deixa o carro na entrada do parque e vai à pé pelas trilhas. Se você tem tempo, ótimo. Se não tem... E fora que se for à pé, se por um lado aproveita mais a paisagem, por outro não consegue tirar a foto na placa de ushuaia com sua moto. Aliás, é proibido chegar com a moto junto à placa, mas... Você sabe como é, né? A idéia é não rodar pelas trilhas. Empurrar a moto até ali, não tem muito mal, desde que você respeite os pedestres e dê toda a preferência aos mesmos (que talvez lhe olhem de cara torta, talvez não).


Dependendo da época - e principalmente da grana que você se dispõe a gastar - tem muita, mas muitaaaaa coisa mesmo para fazer pela região de Ushuaia. Desde o econômico passeio pelo Parque Nacional (coisa de 10 reais por pessoa a entrada, se não me engano), até um chique sobrevôo de helicóptero (uns USD 320.00 , a depender da época do ano - alta ou baixa temporada) onde você tem a oportunidade de pousar em cima de um monte cheio de neve (ainda que seja pleno verão). Há também passeios de catamarã ou de barco pelas redondezas (em torno de USD 40.00 e você também pode ir até o Cerro castor, principalmente se for temporada de esqui, pois lá é uma das melhores estações para a prática do esporte da América do Sul. Tenho que a pista ganha até da de Bariloche (a de Bari é um tanto perigosa, com muitas pedras...). 

Mas se você é apenas um fotógrafo de mão cheia (o que não é meu caso), tem muito MESMO o que fotografrar por lá. Diria que dá prá passar tranquilo uma semana por lá fotografando locações diversas sem repetir nenhuma foto. Cada lugar é especial, e dependendo da hora do dia, as cores se apresentam diferentes. Sem dúvida alguma, uma das paisagens mais deslumbrantes que já conheci nesta minha vida até agora. 


Chegou a hora de voltar...

Quer saber o ideal? Partir de avião e deixar que tragam sua moto. Ou então voltar com bastante calma pela Ruta 40, passando em El Calafate, Perito Moreno, Puerto Mont, etc. Ou, finalmente, se não mais houverem alternativas, encarar a "tortura" novamente da Ruta 03. 

No fim das contas, só uma coisa é certa sobre Ushuaia e motocicletas. 

Você PRECISA ir! De moto, lógico!

E você? Já programou sua viagem até Ushuaia? 

Nós já...
Até breve!!!


Crédito das fotos:
- todas próprias da A&K Motorcycle Rentals, exceto da do helicóptero de autoria de Jesus Massao Hatae



Está sem moto? Não quer vir da região central ou norte do país, rodar mais de uma semana até o extremo sul e a partir dali ter de rodar mais 4300km e depois rodar tudo de volta? Você vem de Portugal com um grupo? Alugue uma moto com a A&K Motorcycle Rentals e economize vários quilômetros, ganhando muitos dias e tranquilidade em sua aventura. Contamos com motos BMW GS novas, revisadas e seguradas, além de serviço de "drop off" para grupos e equipe especializada para levar ou trazer sua moto e de seus amigos de Ushuaia ou outro lugar da América do Sul. Valores a combinar, reduzidos para grupos em que haja transporte e locação. 


 






quinta-feira, 24 de abril de 2014

Nova R1200GS ADVENTURE!!! A moto que muitos esperavam, por um preço inesperado!!!

Oficialmente a BMW anunciou nesta quinta-feira (24) o valor da R 1200 GS Adventure para o mercado brasileiro, na casa dos R$ 87.900,00. Para desânimo de alguns consumidores que já haviam apostado na versão anterior, a nova Adventure apresenta queda no preço, já que antes eram R$ 91.200 cobrados pela geração "antiga".
 


 

Como tudo, claro, desânimo de uns e regojizo de outros, ainda que hajam proprietários que digam que não trocariam suas "antigas" BMW R1200GS refrigeradas a ar pelas nosvas refrigeradas a água. Entre outras alegações, defendem que quanto menos "traquitanas eletrônicas embarcadas" menos coisa para quebrar, além de que um radiador é sempre um risco de furo no mesmo, vazamento do líquido de arrefecimento e deixar o piloto na mão, talvez relembrando os velhos carros com seus radiadores antigos e nada confiáveis (época em que o "durepox" era item obrigatório na mala do carro, junto com o barbante, velas novas e um pedaço de arame...).

Considerada a versão mais "off road" da categoria - apesar de seu grande peso - a Adventure, como suas "irmãs" da nova linha R1200GS LC, passa a contar com o novo motor boxer de 1.170 cc e 125 cavalos de potência, que utiliza o controvertido (para os saudosistas) sistema de refrigeração líquida.
De diferente a Adventure tem um tanque de maior capacidade (30 litros, contra 20 da GS normal), pneus com maior capacidade off-road, protetor de tanque e motor e um visual mais encorpado, parecendo bem maior que a R1200Gs "normal", quicá por conta de, entre outros itens, carenagens mais largas, protetores de cárter e de carenagens, bolha maior e suspensões 20 mm maiores, em ambos os eixos. Para uma moto assim, faltou vir de fábrica um protetor de cárter mais efetivo, item que só é vendido pela BMW no "after market", como acessório, que, repito, ao nosso ver deveria ser peça obrigatória, assim como top case e cases laterais, já que a moto sem tais complementos não tem lá muita valia para longas viagens à maioria dos motoaventureiros (ainda que eu pessoalmente defenda a utilização de top case e dry bag, no máximo, para grandes viagens).

Como pacote eletrônico, a Adventure possui ABS, controle de estabilidade e modos de potência. As suspensões dinâmicas trazem a novidade, já vista na R 1200 GS, de fazer ajustes de comportamento automaticamente, dependendo de informações capitadas por central eletrônica sobre o estado do piso. Aqui, somente na versão "Premium", com toda eletrônica disponível. De acordo com a marca, a R 1200 GS Adventure faz de 0 a 100 km/h em 3,75 segundos e sua velocidade máxima é superior a 200 km/h. Um canhão! Seu consumo médio divulgado na Europa a 90 km/h é de 23,25 km/l, enquanto a média a 120 km/h atinge 16,94 km/l, bodendo então, na teoria, levar a moto a uma autonomia de quase 700km!!! Mas aí é preciso piso muito bom, ausência de vento e sobretudo uma mão muito leve no acelerador, coisa quase impossível para uma moto que pede velocidade em boas estradas.
R$ 87.900,00 é o preço da moto, SEM os cases laterais ou top case. Considerando o valor dos mesmos e mais alguns acessórios quase obrigatórios, como GPS, extensor da base do descanso, protetor de cárter "enduro" e outros, é moto que chega facilmente aos R$ 100.000,00 (cem mil reais), valor próximo de um pequeno imóvel em grande cidade ou grande imóvel em cidades interioranas. E a BMW avisa com rufar de tambores que este ano serão só 450 unidades disponíveis... Alguém duvida que vende tudo rapidinho? Eu não... Ou seja, nem adianta chorar para o gerente melhorar um pouquinho que seja o preço, ao menos não por enquanto, já que a perspectiva da BMW do Brasil é vender esta moto como pão quentinho em começo de manhã fria.
Nos bastidores e redes sociais, há muito burburinho e comentários de que a BMW do Brasil estaria pensando em montar a R1200GS LC e também a top Adventure no Brasil, via CKD, pela já velha conhecida da marca "Dafra", a qual vem fazendo isto com as F800GS e G650GS a algum tempo, tendo, portanto, expertise com as BMW's.
Claro, a BMW "jura de pé junto" que isso são meras especulações, e que não adianta querer pensar agora que vai ter a moto a preço menor.

Quem lembra do que aconteceu com o preço da Triumph Tiger Explorer, da Super Ténéré e da própria BMW, talvez tenha razões suficientes para não acreditar nas afirmações categóricas da marca em terras tupis.   


Com a concorrência que anda colocando motos a melhores preços do que a BMW, não seria de se admirar em nada. E ainda que a BMW diga que não fará isso - por hora! - reconhece que é um "caminho natural" em vista do mercado brasileiro ávido por estas máquinas.
Se essa tese se confirmar, podemos esperar uma queda de 30% nos preços! Aí sim, na casa dos 60 e poucos mil reais, começaria a ficar bem interessante, quase irrecusável.
E você? Vai esperar - e torcer com fé! - para os preços baixarem ou encarar agora a nova R1200GS Adventure?
Até breve!

Crédito das fotos:
BMW
Na A&K Motorcycle Rentals estamos aguardando o reajuste de preços à menor, no qual acreditamos para breve - ou quem sabe a BMW do Brasil, à exemplo da de outros países, despertar para o mercado de locações de motos e necessidade de praticar menores valores às empresas do ramo, que acabam divulgando a marca e seus produtos - para oferecer a oportunidade a nossos clientes de experimentarem a nova R1200GS Adventure!

Para locações consulte:   aek@aekmotos.com



terça-feira, 1 de abril de 2014

Como transportar uma moto - dicas - 2a. parte - final

No post anterior tratamos das diversas formas que se pode transportar uma moto, desde as mais seguras até as que trazem maiores riscos de danos a motocicleta, bem como falamos um pouco sobre engates de reboques, o que você deve cuidar ao comprar um engate e cuidados com o veículo que irá rebocar uma moto. VEJA O POST COMPLETO AQUI!

Neste post vamos tratar um pouco mais de reboques e a amarração das motos nestes, caminhonetes e caminhões plataforma, esclarecendo ainda uma grande dúvida que aflige muitos proprietários de caminhonete: afinal, ao colocar a moto na caçamba, é legal ou não perante o Código de Trânsito conduzir uma caminhonete com a tampa traseira aberta? É preciso fazer alguma modificação na mesma para tanto? Há que se fazer alguma regularização no DETRAN neste ponto?

Primeiramente, ao optar por um reboque para motos, como já falamos, procure aquele específico para a quantidade de motos que você pretende transportar, sem fazer modificações. Em segundo lugar, procure adquirir um reboque de qualidade, de fornecedor com certa tradição no mercado, preferencialmente que também fabrique reboques para ANIMAIS. Sim! Isso mesmo! 

Os fabricantes de reboques para cavalos, por exemplo, são a melhor opção em termos de fabricantes de reboques, porque os riscos envolvidos são enormes. Não raro um cavalo de raça chega a custar algumas vezes mais do que uma moto top de linha, pelo que, sabedores disto, os fabricantes de reboque para tais animais sabem que precisam construí-los de forma bastante reforçada, com suspensões boas o suficiente para suportar o peso, não estressar o animal e de modo a além de tudo aguentar a corrosão por conta da urina e fezes ácida destes.  Certo é que em termos de reboques vale o mesmo do que para engates. Quanto mais complexos e reforçados, mais caros serão, existindo, logicamente, variações exdrúxulas. Como não há tabela de preços a exemplo de carros ou motos, cada fabricante cobra o que bem entende independente de seu reboque valer aquilo que pede ou não. Ao optar por um reboque então, pesquise bem antes!   

Quando você procurar por reboques, vai se deparar com ofertas e modelos de todos os tipos, desde aqueles que abaixam, até os que são apenas um trilho e duas rodinhaspouco maiores do que de carrinho de mão, com todas as variações possíveis entre os mesmos. Existem até - e aqui talvez uma das piores opções - um tipo de engate onde você fixa a roda dianteira da moto junto ao carro e literalmente passa a arrastar a moto atrás. Com o perdão do fabricante, considero o tipo de coisa que pode ser utilizado apenas por que não gosta de sua moto... Infelizmente, a um não temos estradas propícias para tanto. 

Com a buraqueira que reina nas vias, imagine a roda traseira absorvendo todos os impactos... Em um trajeto pouco mais longo, a possibilidade de você chegar ao destino num "reboque" destes com a roda da sua moto torta, suspensão e balança comprometida, é enorme! A dois, devemos lembrar que é terminantemente proibido pela legislação de trânsito tapar de que forma for a placa do veículo - salvo se o próprio reboque tiver placa própria - que é justamente o que uma moto rebocada desta maneira faz. Por mais que o fabricante do equipamento diga que é permitido, existem poucas chances do guarda que irá lhe multar compreender as alegações do mesmo.

Aproveitando que ingressamos no tema, vejamos o que o a legislação de trânsito brasileira fala sobre transportar motos na caçamba e/ou dirigir com esta aberta....

O que regulamenta o transporte de tais cargas, é a resolução 349 do CONTRAN, em seus artigos 3 e 4, que mencionam expressamente:

"Art. 3º - A carga ou a bicicleta deverá estar acondicionada e afixada de modo que:
I- ...
...

VIII- não se sobressaiam ou se projetem além do veículo pela frente."

Veja que a resolução fala que a carga não pode se projetar para além do veículo pela FRENTE, mas nada fala pela trazeira. Assim, se isolarmos este artigo, então se concluiria de plano que se poderia transportar uma moto com a tampa traseira aberta. Mas será que é só isto? Não... Falta mais um detalhe:


"Art. 4º Será obrigatório o uso de segunda placa traseira de identificação nos veículos na
hipótese do transporte eventual de carga ou de bicicleta resultar no encobrimento, total ou parcial, da
placa traseira.
§1° A segunda placa de identificação será aposta em local visível, ao lado direito da traseira
do veículo, podendo ser instalada no pára-choque ou na carroceria, admitida a utilização de suportes
adaptadores.
§2° A segunda placa de identificação será lacrada na parte estrutural do veículo em que estiver
instalada (pára-choque ou carroceria)."

Disso se vê a possibilidade de se carregar a moto com a tampa aberta, cuidando-se para que ou a placa não esteja coberta (leia-se, na maioria das vezes retirando a tampa traseira), ou melhor, instalando-se uma segunda placa. Tal procedimento é normal perante o DETRAN, bastanto que você ao ir emplacar seu veícolo requeira a expedição da "terceira placa". Explique para o atendente que ele saberá lhe orientar como melhor proceder, onde poderás comprar o suporte (já deixo a dica: lojas de autopeças!), como fazer a instalação elétrica (o melhor é procurar uma boa auto-elétrica, embora a instalação seja bem simples...), etc.

Finalmente, algumas considerações sobre a amarração da moto no reboque, caçamba ou plataforma. 

Esqueça cordas, ao menos em se tratando da amarração "inicial". O ideal são cintas com catracas, que suportem uma boa tração. Desconsidere qualquer catraca com capacidade menor do que 500kg de carga, ou 800kg de ruptura. Neste item, você não deve economizar... Lembre-se, que deste simples acessório também depende a integridade de sua moto.

Se for transportar moto(s) sobre reboque, o ideal é utilizar SEIS catracas POR moto! Isso mesmo! Duas para a parte da frente da moto, duas para a parte de trás e finalmente uma para cada roda, a fim de fixar a mesma na rampa, impedindo desta forma que a moto fique pulando sobre o reboque e possa ser lançada para fora do trilho, desequilibrando o conjunto e podendo levar o reboque a emborcar.

Para verificar os pontos de fixação das cintas nas motos, o ideal é você consultar o manual da moto. Talvez você nunca tenha visto, mas ele tem uma sessão específica sobre transporte da moto! Lá ensina direitinho como amarrar a moto, dá a dica de utilizar panos onde a fita irá pegar, etc. De forma geral, pode-se dizer que a grande maioria dos manuais recomendam você a fixar as cintas no frame traseiro e ou suporte da pedaleira, e, na frente, passando por entre a canela, entre a base superior e inferior da mesa de direção. É totalmente ERRADA a prática usual de se fixar as cintas frontais no guidon, pois isto além de forçar indevidamente o guidon - podendo quebrá-lo, entortá-lo ou fissurá-lo - ainda pode machucar a carenagem ou tanque da moto, coisa que não acontece quando você fixa as mesmas em lugar correto.



Enfim... Quando se trata de transportar uma moto, em princípio a grande maioria de proprietários ACHA que sabem fazê-lo e como amarrá-la, e transportadores sedizentes profissionais tem CERTEZA que sabem fazê-lo, mas o que se vê é a grande maioria utilizando cordas velhas, embalando a moto em panos e fixando no caminhão ou à plataforma, amarrando a pobre pelo guidon, pelo suporte de malas, e outros pontos que causam arrepios. Já vi até uma BMW R1200GS amarrada pelo cardã (e depois reclamam que quebrou misteriosamente o cardã, no meio do nada!) e Harley Davison amarrada pelo protetor de motor (vulgo "mata-cachorro") e suporte do sissy bar!!! E isso que não era nenhum "amador" a transportar as moto! Pode uma coisa dessas?

Quer economizar alguns trocados e colocar a moto sobre uma "cegonheira"? Ok... Mas depois não chore o prejuízo! Ainda mais agora que você já sabe como deve ser transportada sua moto: com todo respeito que ela merece.

Afinal, é a sua companheira de viagens! 

Até breve!


Crédito das fotos:
Google images e foto particular





Na A&K Motorcycle Rentals contamos com equipe, veículos e equipamentos especiais para transporte de até 8 motos grandes à pontos distantes da América do Sul, como Santiago do Chile, Ushuaia e outras localidades, com a máxima segurança e cuidado que sua moto merece. Consulte-nos diretamente no e-mail aek@aekmotos.com , via "whatsapp" no número (51) 9198-4264 ou ainda mensagem pelo facebook de Flávio Diehl. Reserve já o transporte das motos de seu grupo!