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domingo, 6 de agosto de 2017

BMW G310R finalmente no Brasil! Vale a pena?

Depois de muita espera, a BMW G310R, finalmente, chega ao Brasil, para ser usada no dia-a-dia, marcada de saída pelo seu monocilíndro, que de cara encanta a muitos, sobretudo aqueles ávidos por uma boa moto econômica e disposta a tudo. 



Inegavelmente bonita, difere bastante de outras motos já existentes no mercado, tendo um valor justo para a cilindrada que apresenta, ainda mais por ser de marca Premium, que por si só já vende. 

Leve, com apenas 159kg em ordem de marcha, é bastante maleável, apta às ruas da cidade, e encara trajetos curtos de estradas sem maiores problemas, quando não se exige maiores velocidades. 

Claro que, como toda monocilíndrica, pode fazer falta um motor mais agressivo para aqueles pilotos acostumados com motos de grandes cilindradas e vários pistões, ainda mais quando utilizada na estrada por longos trajetos. O que parece não ser exatamente a "praia" deste modelo, ao contrário de suas irmãs um pouco maiores como a F800GS, F800R ou mesmo uma S1000R, o que, por óbvio, é comparação que nem deve ser feita. 

O fato é que a G310R proporciona exatamente o que interessa. Nem mais, nem menos. Boa velocidade de cruzeiro, assento ótimo para o tamanho e comandos sempre à mão. Uma moto ideal para quem não tem grade estatura, o que deve agradar bastante ao público feminino e aos pilotos de pernas não muito compridas. Se vira muito bem no trânsito urbano, e dá a franca impressão de que se está a pilotar uma "125" qualquer, mas com muito mais arrancada e força para deixar para trás todos os carro e motos quando o sinal abre. 

Notavelmente bonita, lembra um pouco motos maiores como a "batida" Hornet da Honda. Já se sabe que no mundo das motos tudo se transforma, e no caso das motos da BMW sempre para melhor. A fórmula que funciona jamais deve ser radicalmente mudada! 

Traseira levemente elevada, remete às motos esportivas, complementada pelos plásticos da lateral com linhas que dão a impressão de movimento e também de cortar o ar. Ângulo de cáster curto, é garantia de alta manobrabilidade. 

O centro de gravidade foi jogado bem para o meio das duas rodas da moto, favorecendo ainda mais a agilidade. E a segurança se complementa com ABS e freios excelentes, sendo o disco de 300mm de diâmetro, calçado por 4 potentes pistões, mais do que suficientes para parar a máquina em curto espaço, principalmente quando o piloto sabe utilizar também do freio traseiro à disco (240mm de diâmetro), desta feita mordido por dois pistões contrapostos.

Por fim, um painel de LCD com todas as informações necessárias complementa com maestria a BMW G310R, que instiga o piloto a acelerar só para ver os números mudarem rapidamente. Alguns mais saudosistas podem até estranhar, de saída, a falta do tacômetro analógico, o que logo se esquece nos primeiros quilômetros, já que a linha de rotações está bastante visível, além do próprio motor já dar o tom de a quantas anda, como todo monocilíndrico com sua vibração característica, que faz bons pilotos saberem exatamente a hora de trocar de marcha para fazer a mesma rodar redonda. 

Ainda não tivemos oportunidade de conferir dados como a autonomia da moto, mas pelo que ela propõe, certamente deve fazer algo entre 25 e 30km/litro, a depender da tocada do piloto. O que com seu tanque de 11 litros a leva a uma autonomia de mais de 300Km, excelente!

Enfim, para quem quer pagar preço justo e ter uma moto para o dia-a-dia e viagens curtas, ainda não foi criada moto melhor. Não temos dúvida alguma que a G310R veio para incomodar as concorrentes e surpreender. E muito!!!



Preço? Cerca de R$ 21.900,00. Simplesmente um preço justo. 

E você? Vai de BMW G310R?

Nós vamos!!!


Crédito das fotos:
Google Images - BMW Motorrad



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Aniversário de 115 anos da Harley Davidson

segunda-feira, 6 de junho de 2016

A BMW F700GS finalmente está chegando!

Finalmente nos chegou a excelente notícia do lançamento no Brasil da já há muito conhecida em outros países BMW F700GS!



Porém, como tudo tem um lado bom e o ruim...

Com a chegada da F700GS a G650GS será descontinuada, para tristeza de alguns. Isso significa que agora o consumidor terá de optar ou pela G310R ou depois desta somente a F700GS. Assim, a G310R fica como única monocilíndrica da marca. 

Tudo  porque apesar de ser chamada de "700", em nada muda seu motor para a F800GS, contando com o mesmo motor e mecânica da F 800 GS, com seu motor bicilíndrico, 798 cc,  câmbio de seis marchas mas "amansado" em 10 cv a menos. Na F700GS são 75 cv a 7.300 rpm, com um torque declarado de 7,85 kgfm a 5.300 contra 5 cv e 8,46 kgfm na F800GS. O que pensando frieamente tem um lado bom, já que deve levar a moto para uma maior autonomia, ainda que pequena. 

Tanque de combustível, painel, conjunto de escapamento, manoplas, espelhos, banco e diversos outros itens continuam idênticos ao da F800GS, como se pode ver das próprias fotos. Freios também são os mesmos, enquanto que o amortecedor dianteiro é mais "simples", não sendo invertido como em sua irmã mais velha, provavelmente por questões de economia.  

A F 700 GS tem ainda o diferencial o fato de ser bem mais baixa que sua irmã maior, pois conta com uma roda dianteira de liga com 19 polegadas (contra 21 na F800), o que por si só já a abaixa em duas polegadas ou 5 centímetros, além de contar com uma posição de pilotagem mais baixa, sem risers no guidon, o que auxilia pilotos menores. Lógico, por conta justamente disto desagradará aqueles pilotos de maiores proporções, que então verão na F800GS a melhor saída por alguns milhares de reais a mais a bancar na 800. 

Este lançamento deve ocorrer junto da G310R, logo após a inauguração da fábrica da BMW em Manaus (AM).

E o preço?


Algo em torno de 35 e 37 mil reais, já que está a um patamar acima da G650GS e um abaixo da F800GS. 

E aí? Vai encarar a baixinha?

Até breve!


Crédito das fotos
Google Images

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segunda-feira, 2 de maio de 2016

NOVA BMW F800GS? Ou a mesma boa e "velha" de sempre?

A verdade é que a BMW F 800 GS continua quase a mesma... O que a BMW Motorrad fez este ano foi mais do mesmo: basicamente um "facelift", uma mera plástica, com uma "puxadinha" aqui e outra ali. 
 
No mais, troca-se as cores (branco com quadro 'Racing red'; 'Black storm' com quadro 'Agate Grey' e
'Racing blue' com quadro 'Agate Grey'), um pouco da carenagem e conta também com novo pacote de opcionais - isto bem interessante! - com ESA (ajuste eletrônico de suspensão), o que como sempre digo desde priscas eras transforma a moto em "outra moto" (você ajusta pelo toque de um botão a pré-carga do amortecedor traseiro). Também ganha protetor de mãos (mais do que bem vindo em uma moto apta ao "off" e ainda para os mais "folgados" o banco comfort.
 
O preço fica, claro, um pouquinho mais salgado, em R$ 45.900,00.
 
E para finalizar, tudo do mesmo: manoplas aquecidas, computador de bordo, cavalete central, indicador de direção em LED, três tipos de assentos opcionais (além do banco comfort) e os assentos de duas cores recém-projetados, motor de 2 cilindros e quatro válvulas, 798 cm³, injeção de combustível, caixa de marchas com seis velocidades, bem como freios ABS e controle de tração.
 
A grande verdade é que, como sempre, a F800GS continua sendo sempre uma boa escolha, pois é moto que lhe leva desde Ushuaia até a padaria da esquina. Muito "maleável" ao contrário das outras grandes GS, nãos sendo nem tão pequena quanto a G650GS e nem tão mostruosa quanto a R1200GS Adventure. Assim, talvez a escolha ideal para o biotipo do brasileiro em geral. 
 
 
Uma pena, claro, que pelo visto a BMW do Brasil insiste em não trazer a F700GS, que aqui certamente teria grande público, já que é moto sensivelmente mais baixa que a 800, dando tanto conta do recado como aquela. 
 
Quem sabe mais para frente a empresa abra os olhos! Vá saber...
 
E você? Já pediu sua F800GS 2016? 
 
Até breve!!!
 
 
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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Mendoza, Bariloche, Buenos Aires - Um passeio bem legal!

Muita gente me pergunta sobre roteiros e dicas, querendo informações sobre bons trajetos para os lados do Mercosul. E quando se fala em Mercosul, não dá para deixar de fora Bariloche e Mendoza, entre outros destinos, logicamente!



De todas as dicas que sempre dou para viajantes de moto, além da revisão da moto, sair com pneus novos, etc., etc. e etc., é traçar um roteiro antes de iniciar a viagem. Tem muito motociclista "malvadão" que é contra isso, que prefere ir "para onde o vento levar", no melhor estilo "easy rider". Certo? Errado? Não discuto... Até porque quem for nesse estilo nem lerá este post, considerando tudo uma grande bobagem, já que o verdadeiro espírito para estes está em subir na moto e rodar... Pena não estarmos neste patamar e termos responsabilidades, inclusive de horários, períodos, dias de férias/folga.

Um roteiro relativamente rápido (apressadinhos fazem em 7 dias, mas recomendo 14 dias) e com bastante coisa para se ver é o de Porto Alegre/Santa Fé/Mendonza/Bariloche/Santa Rosa/Buenos Aires/Colônia del Sacramento/Porto Alegre. 

Seguem algumas dicas sobre o trajeto em si...

O trecho de Porto Alegre a Uruguaiana é relativamente rápido, com pista simples. São pouco mais de 600km até lá, mas há pouco trânsito a partir de São Gabriel. Dormir em Uruguaiana antes de atravessar a fronteira é uma boa dica! 

Aproveite para comer um feijão com arroz, pois é a última vez que você terá esta oportunidade nos próximos dias... Na Argentina não se acha esse prato ímpar, e pode ter certeza que você vai sentir saudades! Ao acordar tenha um bom café da manhã, aproveitando sobretudo as frutas e pães, algo que também fará bastante falta nos próximos dias. Por melhor que seja o hotel que venha a ficar, nada se comparará ao desjejum de qualquer hotelzinho do Brasil. Sim! Nesse ponto ainda somos bons. Na Argentina ou Uruguai não conte com nada muito diferente de croissants ("media luna") e com muita boa vontade do hotel uma "espremida de naranja" (suco de laranja). 

Ao cruzar a fronteira, um grande problema... Você entrou na Argentina e estará na província/departamento de "Entre Rios", lugar com a polícia mais corrupta que já vi em toda a América do Sul. É difícil passar por lá sem a mesma inventar alguma "infração" que você teoricamente tenha cometido, exigindo pagamento no ato e em dinheiro (algo no mínimo esquisito) da multa para liberar. A primeira coisa que farão é dar de mão na sua carteira de motorista, e não vão lhe devolver até você pagar a dita multa, que, estranhamente, SEMPRE pode ser negociada. Estranho, não? E nem adianta argumentar! 9 entre 10 motociclistas que conheço foram parados e "multados" na região de entre Rios. 

O pior de tudo é que praticamente NÃO HÁ outro trajeto a fazer, SALVO pegar o "buque bus" via Colônia del Sacramento, que é o trajeto a se fazer na volta. Eu como não gosto de ir e voltar pelo mesmo caminho, recomendo você "abrir a mão" e desestressar, aproveitando a viagem... Uma dica que pode funcionar com a polícia de Entre Rios é você já chegar chegando, com um sorriso no rosto como se os conhecesse, levar umas camisetas de brinde, bonés e coisas do tipo. Pode colar. Ou não...

Passado o perrengue em Entre Rios, vá dormir em Santa Fé ou Rosário e de lá cedinho no dia seguinte pode tocar até Mendoza se tiver disposição. Vai ser uma perna comprida, mas valerá a pena, pois em Mendoza terás bons hotéis e bastante cordialidade por parte do povo. 

Em Mendoza vale perder um par de dias. No seguinte, programe uma ida às vinícolas. Você tanto pode ir sozinho em sua moto quanto - a opção mais recomendável - contratar alguma agência de viagens locais para um Tour. É melhor, pois há almoço e degustação de vinhos. E não é pouco vinho, o que não recomenda a pilotagem posterior. 

Aproveite a tardinha e noite do retorno para ir até a rua "Paseo Sarmiento", onde se come um ótimo "lomo de chorizo" (bife de filé mignon) em um dos inúmeros restaurantes dali. Se tiver tempo, não deixe de conhecer o "Cerro de La Gloria" e o "Parque General San Martin".

Se não tiver muita pressa, ou melhor, mais dias para o roteiro, sua próxima parada é Malargue. Cidadezinha prá lá de acolhedora, ao lado de Las Leñas, onde mesmo em época que não há neve vale a visita rápida, pela interessante estradinha que lhe leva até lá. Quem gosta e está com moto apta ao off road pode se surpreender com as estradinhas vicinais do entorno. Claro, nada recomendável ir sozinho, pois há muitas pedras e a região é bastante deserta. Um tombo ali pode não ser nada bom!Procure pelo "El Quincho de Maria" à noite, com boas comidinhas de boteco.

No dia seguinte rume para Bariloche. Ali, muita coisa para ver na região. Faça o "Circuito Chico" de moto mesmo, subindo em um ou dos cerros, como o "Campanário" de onde se tem uma excelente vista de toda região. Neste circuito, pare nos mirantes para boas fotos. À noite, imperdível o "Cordero Fueguino". Mas atenção, pois existem muitos restaurantes que cobram caro e não são lá essas coisas! Entre e observe as mesas, as porções servidas, o menu, etc., antes de se decidir por onde ficar. Bariloche é em geral uma cidade bem cara, pelo que o ideal é você pesquisar um pouco antes de ir "se atirando" em qualquer coisa que lhe encha os olhos, pois nem todos restaurantes bonitos são bons. Alguns são só bonitos. 

Bariloche também vale uns dois dias, e uma visita a San Martin de Los Andes também é uma excelente pedida. Aqui, de novo, quem tem alguma aptidão com o off road, recomendadíssimo ir via Ruta 40, passando por dentro do Parque Nahuel Huapi. Estrada de terra em quase todo trajeto. Nada que não dê para se fazer até com uma pesada custom, mas vai sofrer bem mais, não tenha dúvidas! 


Em San Martin de Los Andes, procure por uma sorveteria na beira do Rio. Tem um sorvete de babar, assim como excelente café ou mesmo uma das inúmeras tortas para quem tem mais fome. 

De Bariloche, já de retorno, a dica é seguir até Choele Choel, cidadezinha sem graça mas para o pernoite o suficiente. Você pode ficar atraído em seguir até Bahia Blanca e ali pernoitar. Como é uma cidade portuária e de mais movimento, não recomendo. Preços maiores e a segurança ali não é lá essas coisas. Se parar a sua moto na rua, ao contrário de Choele Choel (muito mais pacífica), nada está a garantir que ali ela estará no dia seguinte. 

E de Choele Choel acorde cedo (nem vale ficar para a "media luna" e o café, coisa que você pode comer no primeiro posto ao abastecer a moto) e siga até Buenos Aires, onde vale também perder um par de dias. 

Na cidade de Buenos Aires quase obrigatório ir até o bairro "Caminito" e ali experimentar algum "estofado de polo" (tipo de canja de galinha), bem acessível e muito bom. À noite vá ao Puerto Madero para mais um último "lomo de chorizo". "Siga La Vaca" é restaurante que costumava ser um bom lugar para esta pedida. Como o tempo passa rápido, podem ter surgido outras opções melhores, já que o "Siga" estava se tornando bastante dispendioso e as porções diminuindo cada vez mais. Ande no Puerto Madero e procure boas opções. A região é relativamente segura mesmo à noite. Um olho aberto, claro, nunca faz mal. 

Dali no dia seguinte bem cedo pegue o Buque Bus para atravessar até Colônia del Sacramento, cidadezinha muito agradável. Se tiver tempo, um pernoite não faz mal. Se não tiver, um café em um dos inúmeros existentes e toque até Montevideo ou com mais disposição até Punta del Este. 

E dali quase na A&K Motorcycle Rentals novamente. Pode aproveitar os Free Shops no Chuí para comprar perfumes ou bebidas, sendo o que está valendo mais a pena ultimamente. Pesquise. E tente à noite uma boa pizza Uruguaia! 

Para quem tem mais tempo a dica é vir pela região de "Treinta y Tres", com estradas muito bonitas, passando por cânions, pradarias e várias fazendas. Por aqui também o trânsito é bem mais tranquilo, mas não vale a pena voltar rápido. Dê uma de uruguaio e separe um tempinho para um pique-nique embaixo de algumas árvores à beira da estrada, uma tradição deles. Venha devagar até Aceguá e dali via Bagé até chegar de retorno. 

De tudo, a melhor dica sempre é: 

Nunca deixe de viajar o quanto antes, sobretudo de moto! Lembrando que "amanhã" pode ser muito tarde...



E você? Já programou sua viagem? 

Até breve!



Crédito das fotos: 
Google maps
Arquivo A&K Motorcycle Rentals


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quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Devaneios de motocicleta - Parabéns prá VOCÊ!

Hoje, depois do anúncio da chegada de mais uma moto para nossa empresa para atender a crescente demanda, peguei-me em devaneios... Devaneios estes, para variar, sobre motos. Devaneios sobre os "test drives" que faço a cada nova que vem (esta entra na fila!).


Lembrei-me de como tudo começou, da moto-escola (aquele chato acelerar e frear sem fim, ao lado do Maracanã, quando morava no Rio), dos primeiros passeios pelas serras cariocas, a primeira "longa" viagem a Penedo de pouco mais que uma centena de quilômetros... Por alguma razão, lembrei-me também de certo outrora amigo meu, que, um tanto sarcástico - demais até pro meu gosto que não lhe aguentou numa fase da vida que eu era ranzinza (digo, mais que hoje sou ainda...) - comentou que eu não poderia pensar tanto sobre motos, falar tanto sobre motos, enfim, respirar moto no meu dia-a-dia, referindo que isso era "doença" ou qualquer coisa do gênero. 

Minha resposta, em tom de pergunta, foi incisiva:

- E porque não? 

Dali prá frente os sintomas só pioraram. Comecei a pensar em moto e viagens de moto não só para mim, mas para os outros também. Colocava minha então namorada (hoje esposa), nas maiores "furadas" imagináveis, nas quais nem eu embarcaria hoje em dia. Era como se eu quisesse "contaminar" aos demais com minha "doença", quisesse que os demais curtissem o "meu barato", pudessem experimentar da minha droga da felicidade e ficar como consequência também "doentes" como disse aquele outro. Ainda que sabendo de todos os riscos envolvidos nesse compartilhamento de motos, que poderia espalhar o tal "vírus motomaníaco"... Então, expandindo os horizontes, em vez de pensar menos em moto como sugerido, passei a pensar mais, mais e mais, não só na dose de uma vez ao dia mas durante uma vez por hora. No mínimo. Era uma "fissura" só. Acordava e dormia pensando em moto, em como faria para ter mais gente curtindo a "nóia" sem fim que eu vivia. 

Meu sonho sempre foi trabalhar com motos. E com gente. Deixar as pessoas felizes por conta das motos, pois pouco ainda sei de pessoas (muito a aprender, uma existência não me bastará), mas algo sei sobre motos... Nada a ver com ser motoboy e entregar uma pizza a quem estivesse com fome - pensamento que deveria passar na cabecinha oca de meu ex-amigo sarcástico quando dizia que gostaria de trabalhar com motos - o que, de certa forma, não seria de todo errado, já que não deixa de ter a ver com moto e com felicidade, ainda que temporária, de matar a fome ou saciar a gula. Enfim, toda e qualquer fome que se mate é digna de aplausos, desde que dentro da moralidade e licitude, ainda mais se envolver motos. Pelo que nem o mototáxi, tão criticado por muitos, acho que não tenha seu valor social efetivo. Aplaudo-o também, eis que de moto ele faz o que gosta, ganha dinheiro e presta um bom serviço à comunidade na qual vive. Motos, sempre! Um mundo perfeito para mim seria aquele onde existissem mais motos e menos carro... Ou, se isso não fosse possível, ao menos lugares para se andar - vá lá - de bicicleta que fosse, com segurança. Ambos, mundos distantes daqui...


Era porém, um pouco mais do que isso. Algo um pouco mais direto, que atingisse o alvo em precisão cirúrgica...

Oficialmente hoje a A&K Motorcycle Rentals completa seu segundo ano de vida, quando a exatos dois anos atrás anunciamos publicamente sua criação (claro, depois de anos e diversos processos para dar o "start" com tudo).

SOBREVIVEMOS!

Sobrevivemos graças a muitos amigos dando força, clientes maravilhosos e fornecedores de primeira linha! E sobrevivemos assim à primeira das tristes estatísticas, que apontam que no Brasil a METADE das empresas novas fecham em seu primeiro ano de existência. E outras tantas no segundo...

Sobrevivemos a 2015, um ano em que a economia, o governo e o país como um todo, foi de mal a pior. Ano de Impeachment, de corrupção quase que generalizada, em que nem o Presidente da Câmara está a salvo. 

Não sei se vai ter bolinho com velas nem se, havendo este, vai estar com o número de anos da empresa, de anos de minha existência - exatos 40 a mais do que a empresa! - ou só com um parabéns para nós.

Eu só sei que, em meio a meus devaneios, posso dizer que - até aqui - consegui realizar todos sonhos, quiçá por força de vontade, quiçá por paixão. E, com isso, só sei que Deus escolheu para mim as pessoas certas, seja para conviverem diariamente comigo - como minha esposa e meu filhote - seja para clientes que invariavelmente viram amigos: todas pessoas maravilhosas e sobretudo apaixonadas pela estrada (de asfalto ou da vida), por motos, por esta viagem que diariamente percorremos.

Quer algo melhor do que isso? Uma esposa perfeita e um trabalho com o qual se sonhou? 

E desta forma que os parabéns não serão para mim, já que nada mais sou do que quem sabe o fósforo que acendeu a vela do bolo. A A&K Motorcycle Rentals não existe simplesmente pelo que EU sou, mas pelo que VOCÊS todos são!

Assim, os parabéns vão primeiro para minha Gatinha, que sempre me deu força em cada nova "empreitada maluca". Vão segundo para todos os amigos/clientes. É por vocês dois que estamos hoje aqui! 

Também por terceiro, permitam-me!, pois mais importante que todos nós, por Ele, Deus - ou no que você acreditar - que a A&K Motorcycle Rentals existe! Então por vocês todos, por honra ao que entendemos até mesmo como uma missão Dele, que pretendemos fazer muitos outros aniversários e cada vez mais crescermos e nos consolidarmos no mercado! Amém!

E quanto ao meu ex-amigo... Bom... Deve continuar lá, pensando que eu não posso divagar só sobre motos, uma vez que a vida é muito mais do que isso.

Meu caro! Claro que a vida é mais do que isso! A vida não é só moto não, nisso você tinha razão. Aliás, nestes anos todos aprendi que ninguém deixa de ter razão, não cabe ficar criando brigas, criticando, querendo fazer a todo custo valer a sua opinião em detrimento da do outro... Pois a razão que o outro tem, nem sempre precisa ser razoável para você, já que cada um tem seus sonhos, seus interesses, suas paixões. 

E no mais, ao menos para mim e para todos os que passam por nossa empresa, sabem que sobre uma moto a vida pode ficar beeeeeem mais interessante. É o que vemos quando invariavelmente nossos clientes retornam com um sorriso estampado no rosto... Pois junte a moto novas estradas e a vida se torna INCRÍVEL!

Certeza! 


 E você? Acha que a vida vale a pena sobre uma moto, ou vai querer se curar desse "mal"?


Até breve!!!


Crédito das fotos: 
A&K Motorcycle Rentals



A&K Motorcycle Rentals - locações de motos BMW e Harley Davidson, no Brasil e no exterior. Tours nacionais e internacionais com Daytona, Sturgis e Route 66. 

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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Daytona Bike Week 2016!

ÚLTIMA CHAMADA!!! GRUPO RESTRITO, POUCAS VAGAS RESTANTES!



Para maiores informações contate-nos via e-mail   aek@aekmotos.com

Site: www.aekmotos.com
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Fones: (51) 9293-4447 (também por whatsapp) / 3922-4546

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

INDIAN desembarca no Brasil - Conheça os preços

Como já adiantamos em nosso blog em fevereiro (CLIQUE AQUI PARA VER), está chegando o final do ano e, com ele, conforme prometido, as motocicletas Indian, eternas rivais da Harley Davidson. 


Antes de falarmos em preços, é importante mais uma vez lembrar que as Indian's desde SEMPRE foram mais caras do que as Harley's, embora estejam e disputem o mesmo nicho de mercado, com motocicletas apresentando características muito semelhantes. Há quem compare modelos inclusive, mencionando que a Scout seria a concorrente direta da Sportster 1200 ou da Custom; a Chief Classic concorrente da Fat Boy e a Chief Vintage uma concorrente da Street Glide.

No brasileiro, talvez o que não falte (ou faltasse) é esperança. Mas não dá para embarcar em um mundo de Peter Pan, deixando a realidade distanciada da fantasia. Ou vice-versa. 

É preciso encarar o fato de que a Harley Davidson está com preços no Brasil extremamente defasados com relação ao exterior (melhor nem falar muito alto!), pois lá fora a Ultra Glide, por exemplo, já custa USD 23,220.00 (equivalente a R$ 92.800,00 aqui), enquanto pagamos R$ 5.000,00 a menos. E todas seguem neste mesmo caminho. Comenta-se, inclusive, que para os modelos de 2016 a Harley Davidson já prepara um pacote com reajustes na faixa dos 20% (vinte por cento!), o que vai deixar suas motos um tanto salgadas. Nada que assuste muito o consumidor brazuca, eternamente acostumado a pagar altíssimos preços por tudo o que é tipo de produto. 

Vamos aos valores? 

- Indian Scout: R$ 49.990,00

- Indian Chief Classic: R$ 79.990,00

- Indian Chief Vintage: R$ 89.990,00

Confesso que fiquei um tanto triste... Triste por ainda ter esperança nessa terra chamada Brasil? A&K Motorcycle Rentals as motos Indian's. Mas... A esse preço não dá. Não agora. Teria de obviamente repassar estes valores ao cliente e com isso teríamos diárias muito caras. E essa não é a idéia da nossa loja, ainda que seja esta a realidade do país, com comerciantes cobrando o que não deixa de ser justo diante de nossa absurda carga tributária, burocracias escorchantes, produtos/insumos caríssimos na origem e outras mazelas. 


Bom... ERA minha idéia colocar à locação na empresa

Valem o que se pede? 

Aí é de cada um e de cada bolso. De cada gosto. 

Vamos ver como a Indian se posiciona no mercado. Esperamos que tenha fôlego suficiente para a briga titânica que vem pela frente!

Pois concorrência é sempre bom. E a Indian concorre com classe. 

Inegável: belíssima motos! Incomparáveis!


Crédito das fotos: 
Site oficial da Indian - www.indianmotorcycle.com/pt-br



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quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Mais motos BMW nacionalizadas e mais em conta! R1200GS, F800R e S1000RR (?)

Quem pensa que a BMW Motorrad vai parar de surpreender ou brigar com forças de campeã por sua fatia no mercado, está redondamente enganado!

Agora a pouco a BMW Motorrad anunciou o "lançamento" (ou o retorno...) de suas versões básicas, tanto da imbatível bigtrail R1200GS como da naked F800R. Para baixar o preço das mesmas, basicamente se tira um tanto de tecnologia embarcada destes modelos básicos, que contam somente  com sistema de freios ABS. Moto ideal para quem não gosta de firulas ou para os que acreditam que quanto mais tecnologia, mais coisa há para estragar e deixar o piloto na mão...


 Bom mesmo, para falar a verdade nua e crua, é que agora a BMW R1200GS Sport ainda traz as  manoplas aquecidas, o controle de pressão dos pneus (RDC) e freios ABS mas perde o providencial controle de tração e os diversos modos de pilotagem. Também as suspensões ajustadas eletronicamente - ESA - do pacote Premium desaparecem na versão básica. Além de, claro, as rodas raiadas, que voltam para a versão de liga no modelo básico. Motor, torque, potência, etc., continua tudo igual: boxer de 2 cilindros com potência de 126 cv e torque de 12,74 kgfm.

Nada que afete a performance da moto, ao menos não na mão de um bom piloto. Claro, particularmente eu até abriria mão do RDC e das manoplas aquecidas (que pouco se usam neste país tropical) em troca do controle de tração, que "salva" muito a vida do piloto. Só quem já sentiu o controle de tração trabalhando de verdade sabe do que estamos falando.
O preço de tabela cai em R$ 9.000,00, ou seja, agora é de R$ 60.900,00 para a versão "Sport" contra  R$ 69.900,00 da versão Premium. 


Já a naked F800R, moto que tem agradado muito o público feminino e os pilotos de estatura mais baixa e/ou que usam a moto em seu dia-a-dia, apresenta-se com um novo pacote básico, agora chamado de “Ride”. A motinho mantém suas características principais, como o motor bicilíndrico em linha e 91 cv, com torque em 8,76 kgfm, seis marchas, rodas em alumínio 17 polegadas, freios ABS e piscas em LED. Nesta versão básica também perde o controle de tração. 

O preço da versão básica fica R$ 4.000,00 mais em conta: R$ 33.900,00 ao invés dos R$ 37.900,00 da versão Premium.

Por fim, especula-se ainda na nacionalização da S1000RR, que teria seu preço abaixado em aproximadamente 4 a 5 mil reais. Até o momento mero boato; não tivemos nenhuma informação oficial da BMW Motorrad. Para a S1000RR é uma matemática da qual duvidamos muito. A um porque não tem suficiente volume de vendas no Brasil a justificar sua montagem aqui, ao contrário da R1200Gs e F800R. E a dois porque não se tem o que tirar de tecnologia da S1000RR para reduzir o preço da mesma. Qualquer coisa que se tire da moto, simplesmente "estraga" a mesma, colocando-a no lugar comum de outras superesportivas, posto que a S1000RR não pretende jamais ocupar. Ela sempre foi muito além do lugar comum, deixando as outras reles mortais em sua maioria nipônicas para trás.

E você? Já escolheu sua BMW? 

Até breve!


Crédito das fotos: 
Google images


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quarta-feira, 17 de junho de 2015

BMW S1000RR - Um teste real com esta Superesportiva

Como nossos leitores já sabem, gostamos muito de apresentar nossas impressões reais sobre as motos que no blog comentamos. Uma das motos que sempre tivemos curiosidade em testar era a S1000RR, sempre dentro daquela máxima de fazermos um teste "real", ou seja, feito por quem gosta de moto mas não é nenhum "piloto pro" das mesmas. 


 
Portanto, aqui em nosso "teste real", vamos falar da condução do dia-a-dia, de pequenas (ou grandes) viagens, no comportamento da moto em estrada e em trajeto urbano, seus pontos positivos e, porque não?, negativos. São basicamente nossas impressões da moto, não sendo verdade absoluta. Apenas nosso sentir.

Primeiras impressões:  

Pegamos esta moto em um negócio. Não. Desde o começo sabíamos que não seria moto para manter e rodar diariamente, tampouco para empreender longas viagens. Era mais para "matar a vontade" mesmo de ouvir o quatro em linha rugindo, pois uma vez que se anda em uma esportiva, não se larga mais o vício de volta e meia querer ouvir esse tipo de motor roncando.

De cara o visual da moto já impressionou positivamente por duas razões. Uma que extremamente bem conservada, pois estamos falando de uma moto de 2010, e outra pelo reduzido tamanho dela. Neste ponto, fiquei imaginando o Sr. que negociou a mesma comigo, com seus mais de 180 frouxo de altura e 60 anos de idade. Como andar encolhido naquela motoca? 

Subi nela e... Cadê as manetes? Foi a primeira coisa que estranhei!

Acostumado com a posição sentado das Big Trails, me vi obrigado a deitar sobre o tanque para encontrar os comandos, o que de princípio já me desgostou um tanto, mais pela questão da falta de hábito do que outra coisa. Era como se eu estivesse a andar pela primeira vez de moto, com o inevitável medo de derrubar a menina que, apesar de baixa, não se mostra nem um tanto leve enquanto seu motor não está a funcionar. Mas essa má impressão só vai até os primeiros metros vencidos. Em verdade, é uma moto que se deve "vestir" para passar a ficar confortável sobre ela, e aí envolve mais um monte de coisas, desde como se posicionar até como pilotá-la, pois é o que vai definir se você vai se adaptar a moto ou não. 

Rodando devagar pelas ruas de Joinville (onde fui buscar a mesma), já de pronto percebi que não é moto para se rodar devagar. Em primeira ela parece já ficar nervosa, ronronando como uma fera que aguarda para dar o bote. Quer correr, isso é inegável. E devagar, a posição de pilotagem se mostra MUITO incômoda. A única maneira da coisa melhorar é você encaixando bem as pernas e fazendo um bom exercício de lombar e abdominal, para não deixar seu peso sobre os punhos, o que certamente lhe levaria a uma boa tendinite. Em verdade você não vê a hora de pegar a estrada!


Dá para viajar com essa moto? 

Claro. Dá para viajar com qualquer moto! Desde CG até (deusnoslivre pro hora, com a buraqueira de nossas estradas!) Gold Wing. Mas o fato é que talvez as superesportivas de verdade não sejam a melhor opção para tanto, a não ser que você possa realmente andar rápido e ter postos de abastecimento à disposição a cada 100km.

E eu tinha mais de 600km pela frente para vencer...

Não demorou para eu perceber que ela só começa realmente a ficar confortável lá pelos 7.000 giros... Porém isso, em sexta marcha, é igual a 160 km/h... Muito? Pode parecer, mas acredite quando lhe afirmo categoricamente que numa BMW S1000RR isso não é nada mais do que um passeio no parque. Daí que você já vê não ser essa moto para qualquer um e nem para qualquer estrada.

É entre 150 e 160km/h que o vento começa efetivamente a fazer o efeito de equilibrar o seu corpo, dando a pressão necessária para que você não fique sofrendo com o peso sobre os punhos. Vai nessa tocada tranquilamente até o tanque entrar na reserva, o que não demora mais do que uma hora e uns minutos. Autonomia, neste quesito, se vê que não é o forte desta BMW. Com 17,5 litros, um tanque mal chega para você rodar 200 quilômetros, sendo que ela já vai estar pedindo reserva bem antes, o que de certa forma é um ponto positivo, obrigando você a uma breve parada para uma água e retomar a atenção para os próximos quilômetros.

Até 120km/h ela gasta pouco, sendo capaz de bater na casa dos 20km/litro. Mas fica óbvio nos primeiros minutos que é impossível andar a esta velocidade. A moto simplesmente não permite isso! Ou, trocando em miúdos, procure uma estrada que lhe permita uma tocada mais rápida, ou pense seriamente em ter outra moto na garagem, deixando esta apenas para eventuais passeios.


Comportamento dinâmico:

A melhor definição para a BMW S1000RR é: estúpida! Dentre outros xingamentos quase sexuais... A moto anda e não é pouco. É muito. É demais. Uma leve torcida no acelerador e você nem vê os 100km/h chegarem. Aliás, chegar aos 100km/h é ridículo. Coisa que se faz em 1a. marcha até.Na mesma toada estão os 200km/h. O que em outra moto demora a chegar, nessa é só esticar a 3a. ou 4a. Nem precisa chegar perto da 5a. ou da 6a. para ver a moto ultrapassar essa "antiga" barreira, que passa a ser perigosamente fútil.

Se não conhece a moto, prepare-se para grandes sustos.

Eu mesmo tomei um quando, a quase 200km/h fui ultrapassado por um mais louco do que eu. "Torci o cabo" e a menina simplesmente levantou a roda da frente, saltando para 245km/h, estável como um trem sobre trilhos. Olhei o painel e, surpresa!, eu ainda estava em 4a. marcha, e sobraaaaannnndoooooo motor. Sentei calmamente a roda da frente e fui tirando a mão até voltar aos meus confortáveis 160km/h. 



E no geral a moto é assim na estrada. A única exigência que ela faz é que você desvie de buracos e quaisquer outros obstáculos, para no mais, ser plenamente feliz!

Outro ponto de notável aplauso é o "quick shift". Basta você chutar o pedal de câmbio para cima que ela passa à marcha seguinte. Nada de perder tempo para debriar na manete esquerda. Nas atuais, o "quick shift" já virou "shift assistant", funcionando tanto para cima quanto para baixo, tornando quase que desnecessária a manete, a não ser para "emergências" em que se tem de liberar o motor, como ao parar no sinal. Com isso, rodar rápido em uma boa freeway é um agradável passeio! 

Mas...

Se em boa estrada ela é ótima, na cidade a história é outra!

A moto se torna no geral um martírio, pois sabidamente não é lugar para se andar rápido como ela exige. Além de não esterçar quase nada, dificultando o zigue-zague necessário por entre os carros, a tranqueira também cobra um alto preço: o motor esquenta! Na mesma proporção talvez que a moto anda: MUITO! Demais... Não se impressione ao ver no painel qualquer coisa em torno de 100, 105ºC. Alguns minutos sobre esse motor diabólico é para se sentir literalmente fritando! E isso que estava com a moto em um dia em que a temperatura do ambiente não ultrapassava os 20ºC. Fiquei imaginando como seria pilotá-la sob um sol escaldante de 35, 40ºC de verão.


Últimas considerações:

BMW S1000RR = ESPETÁCULO! Uma outra boa definição para ela... Tanto estúpida quanto espetacular. Ao contrário de outras motos superesportivas com quase 6 anos de existência, a S1000RR desde sempre é esteticamente perfeita. E isso mostra ser uma verdade pelo simples fato de que não mudou muito em seu look desde que foi posta no mercado. Qualquer coisa que se pense diferente para ela, só tende a ficar pior, pois parece a própria perfeição assim como está, pedindo-se que não mexam muito nas suas características marcantes.

Em verdade, para um observador que não conhece muito desta superesportiva, é difícil diferenciar à primeira vista uma 2010 de uma 2015, a não ser pela cor e detalhes na carenagem característica de cada ano, a exemplo das "barbatanas" que dos três "V's" virado para trás das primeiras em 2012 passaram aos "V's" voltado para frente.

Se você quer uma superesportiva de verdade, pode parar de procurar, pois esta é a sua moto. E não importa nem sequer o ano. São todas irrepreensíveis desde seu lançamento!

Claro, novamente, não é moto para qualquer um. É preciso ser um tanto "piloto" de verdade para extrair um mínimo do que a moto tem de bom. Ou ter sangue frio e se preparar para muitos sustos.

Quanto a minha BMW S1000RR... Estou vendendo.

É definitivamente moto demais para mim!

E você?

Consegue domar essa fera?

Até breve!!!


Crédito das fotos: 
1º, 2º e 5º - A&K Motorcycle Rentals
3º e 4º - Google Images



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