domingo, 25 de abril de 2021

A terrível e verdadeira história de Cadillac Ranch, em Amarillo, Texas - Route 66

Quem curte a Route 66 com certeza já ouviu falar do Cadillac Ranch, uma inteiração artística, ou ˜escultura˜, como queira o leitor, que se situa às margens da Route 66, mais precisamente na cidade de Amarillo, no Texas (Estados Unidos). 


A criação nasceu graças ao milionário Stanley Marsh 3 (era para ser III, em romanos, mas ele além de não gostar de numerais romanos, achava isso muito pretencioso), tido como um homem verdadeiramente excêntrico (era empresário e artista), e de reputação duvidosa, tendo sido acusado de abuso sexual de garotos menores de idade, do que nunca foi efetivamente condenado por falta de provas concretas, apesar dos fortes boatos na cidade. 

Nascido em 31 de janeiro de 1938, viveu durante toda a sua existência em Amarillo, quando morreu em 17 de junho de 2014, com então 76 anos de idade. 

Mas, ao que interessa, quanto a obra de arte pública, foi criada em 1974, portanto quando Stanley contava com 36 anos de idade, pelos artistas de nome Chip Lord, Hudson Marquez e Doug Michels, que eram membros de um proeminente grupo de arte denominado "Ant Farm", ou, na tradução, formiga de fazenda. 

A escultura foi então confeccionada utilizando-se um total de dez modelos de automóveis da marca Cadillac, e pretendiam representar a evolução do automóvel da marca desde 1949 até 1963, muito embora se especule que o significado da mesma seja algo muito mais profundo e místico... Isso tudo porque, algo que poucos sabem, todos foram posicionados com a frente enterrada em um ângulo idêntico às pirâmides de Quéops, um faraó do Egito Antigo que foi considerado um dos mais cruéis e sem piedade... Populares desde então conjecturaram que seriam também 10 (dez) os meninos molestados por Stanley, e cada um dos carros representariam um destes meninos e, o pior e mais sinistro, o ano de nascimento das vítimas, outros ainda defendendo de que se tratam dos anos em que as mesmas foram molestadas... Fato interessante que poucos se dão conta é que os anos não são sequenciais, embora nunca tenham estes carros deixado de serem fabricados e tampouco se houvesse a época da criação da obra dificuldades para se encontrar carros dos anos faltantes (1951, 1952, 1953, 1955, e 1961...) e, por conta disso, porque 10 (dez) carros e não 15 (quinze) para fechar todos os anos???!!! 



Histórias fúnebres e terríveis à parte, temos que são os seguintes os anos e modelos dos carros:

  • 1949 Cadillac Club Coupe
  • 1950 Cadillac Series 62 Sedan
  • 1954 Cadillac Coupe de Ville
  • 1956 Cadillac Series 62 Sedan
  • 1957 Cadillac Sedan
  • 1958 Cadillac Sedan
  • 1959 Cadillac Coupe
  • 1960 Cadillac Sedan (Flat top)
  • 1962 Cadillac 4 Window Sedan
  • 1963 Cadillac Sedan

No final da vida Stanley estava com graves problemas de saúde, e praticamente sem poder andar... Tendo que na maior parte do tempo ser carregado por parentes em uma espécie de cadeira de rodas. Seus inimigos contumazes costumavam dizer que ele estaria com isso pagando por todos os seus pecados...

Aliás, também é especulação de que os carros passaram a ser grafitados com o passar do tempo pelos visitantes em uma espécie de "vingança" contra Stanley. Não se sabe ao certo quando isso começou a acontecer, mas é fato que atualmente quem visita o local é incentivado a pegar uma lata de tinta spray - e normalmente há várias quase cheias atiradas pelo chão - e deixar a sua marca por lá, que logo em seguida é recoberta por outro "grafitti" do próximo visitante.

Outra coisa que poucos sabem, é que originalmente os carros estavam mais próximos da estrada, mas foram relocados em 1997 para duas milhas adentro do terreno, em vista da cidade de Amarillo que se expandia e a própria estrada que foi alargada.

Pensou-se nesta mesma época inclusive em se "acabar" com o local, mas, no final, a arte venceu o que parecia ser mais razoável (???) para umas quantas pessoas que não gostavam da vinculação do já então famoso local à figura de Stanley...

Fato é que foram desenterrados e novamente colocados em dez buracos no chão, duas milhas mais para dentro do terreno onde até hoje se encontram, lugar que não raro está embarrado e, por alguma razão um tanto desconhecida, aparentemente nada nasce, sequer inço! A qualidade da terra que não prestaria ou mais um sinal da "maldição" que acompanharia o Sr. Stanley?

E você? O que acha disso tudo? Será que realmente Stanley era um senhor que por trás de sua aparente inocência escondia um terrível segredo? Ou tudo não passa de inveja da população local?

O certo é que nossos Tours sempre passam por lá, e tanto nós quanto nossos clientes não podemos deixar de "pixar" aqueles velhos e sombrios Cadillacs...

Vem com a gente em um dos nossos próximos Tours e deixe também sua marca por lá!

Consulte as próximas datas no WhatsApp (13) 99151-1711

E vamos rodar!

 

Texto de Flávio Diehl 

25 de abril de 2021







quarta-feira, 10 de março de 2021

Não deixe que ninguém destrua o seu motosonho!

Falo "motosonho" mas vale pra tudo... Digo motosonho ou sonho de moto, de ter determinada moto, de fazer determinada viagem de moto e por aí vai, porque pra mim a vida gira em duas rodas. Como já falei em posts passados, me parece um eterno equilíbrio (em duas rodas!?), em que você pode percorrer a estrada de sua vida de forma rápida e despretensiosa, sem ver muita coisa, ou apreciando a paisagem, curtindo cada minuto. 

Acontece que no meio do caminho sempre tem os destruidores de sonhos! E eles aparecem das mais diversas formas que você possa imaginar! Podem lhe surgir em pequeníssima escala, quase inexistente ou "inventada" (a conhecida desculpa furada), como um pneu murcho, um dia ruim em que você por algum motivo está se sentindo desconfortável e desmotivado, uma dorzinha de cabeça, enfim, preguiça, quando então você desiste de sair para viajar ou qualquer outro motivo que é de SEU domínio. Mas os destruidores de sonhos podem lhe surgir em escala até global, como uma pandemia, a exemplo do que estamos vivendo, onde tristemente algumas pessoas parecem desistir de viver e de fazer planos. Enfim, desistem de sonhar e se entregam praticamente a uma morte em vida, não se importando com o dia de amanhã, não pensando no que podem fazer HOJE para que quando tudo passar realizem mais rápido do que os demais que ficaram vagando como verdadeiros mortos vivos enquanto esperavam uma solução dos outros.

O que deveria lhe ficar claro é que ao fim e ao cabo só depende de você, e como você encara tudo. Se de um jeito derrotista, ou se um jeito otimista. Se pararmos para pensar friamente, estes destruidores de sonhos sempre estiveram por aí, para quem quer lhes dar bola. 


É desde o "amigo" que lhe diz que não vale a pena, que determinada moto ou determinada viagem está cara demais (como se o fato dele dizer ou dele medir com a régua que ele tem devesse mudar a sua vida e os seus conceitos), que não vai dar certo, que isso, que aquilo e que aquele outro. Ah... Sem esquecer a frase preferida dos destruidores: é perigoso!

Perigoso? Perigoso é ficar em casa! Perigoso é morrer no sofá! Perigoso é ver a vida passar lá fora enquanto você se esconde para todo sempre, como se isso fosse lhe salvar, quando na verdade nada mais faz do que lhe matar dia após dia. E claro, se você resolver ir contra essa maré, você não está enxergando as coisas, você é ingênuo ou até mesmo - a palavra da moda! - é um negacionista!

E fico me perguntando... E quando você assume o fracasso, aí sim você é um positivista? Negacionista para mim não é só aquele que nega, mas que enxerga tudo de forma negativa! E se assim for, podemos ver que temos muita gente assim. Na letra fria, diriam ao me rebater que negacionista é o que nega a realidade, a fim de escapar de uma verdade desconfortável. Já eu prefiro ter a consciência de que toda a realidade existe para ser mudada! 

A vida é uma eterna mudança. Uma eterna "mutação"...

Nada existe sob os céus que aqui não mude. Mesmo o diamante, uma das pedras mais duras e resistentes, está para ser transformado, modificado, mudado. Da pedra bruta ele é encontrado e lapidado, valendo um bom dinheiro. E porquê? Porque alguém, humano, resolveu que assim seria! Até, claro, essa realidade ser mudada e algo venha a lhe substituir. Então o real o deixará de ser. Pela intervenção de alguém. Não de uma "fatalidade" tão somente.

Logo, resumindo tudo, ao final, enquanto vivo, é você quem decide! 

Assim, da próxima vez que alguém lhe disser que tá caro, que não vale a pena, que você não deve fazer aquela viagem, que você não deve sonhar, lembre-se: 

QUEM DECIDE O SEU DESTINO É VOCÊ!

Não deixe que ninguém destrua o seu motosonho!

E vamos nos programar para a próxima viagem!!!

Nós já estamos! E você?

Vem com a gente!

Flávio Diehl

A&K Motorcycle Rentals - Aluguel de motos e mototurismo em especial pela Route 66



segunda-feira, 1 de março de 2021

Alugar uma moto vale a pena? Porque é tão "caro"?

Porque que o aluguel de uma moto custa QUATRO VEZES MAIS que de um carro?

Volta e meia quando algum cliente sem muitas condições financeiras ou conhecimento do mercado de aluguéis de motos nos contacta, questiona de imediato do porquê alugar uma moto sai muito mais caro do que alugar um carro... Hoje vamos esclarecer isto em definitivo para todos os que tem essa dúvida ainda!

 


De saída, há que se frisar que a conta feita pelos clientes mencionados em geral consiste em pegar o valor de um carro intermediário como um Hyundai HB20 Sedan e comparar com o valor de uma moto... Assim, imediata e inadvertidamente ele conclui que o valor do aluguel de uma BMW R1200GS Premium deveria ficar na faixa dos R$ 130,00 (cento e trinta reais) a R$ 150,00 (cento e cinquenta reais), já que um carro que custe coisa de R$ 70.000,00 (setenta mil reais) como é o caso de uma R1200GS Premium, tem tal valor!

Aqui, já parte da primeira premissa errada, pois saibam que um carro para locadoras de moto em geral tem um desconto gigantesco, já que comprados em grande volume, geralmente o fazem diretamente da fábrica/montadora, chegando o valor por conta do desconto a ser 30% (trinta por cento) menor do que você, consumidor "normal", paga ao adquirir um veículo zero quilômetro. Assim, um carro de valor de mercado em R$ 70.000,00 (setenta mil reais) para o consumidor comum, acaba custando para a locadora de veículos aproximados R$ 49.000,00 (quarenta e nove mil reais). Vem pronto (i.e., não necessitam acessórios extras) e ao final de um ano ou de determinada quilometragem são vendidos usados não raro pelo mesmo valor que adquiridos (você já deve ter percebido que TODAS grandes locadoras de automóveis tem uma revenda de usados...). Há também um incentivo fiscal para compra do mesmo, sendo que o IPVA para locadoras de automóveis, por força de lei é a metade do que você paga em seu veículo! Sabia disso? Pois é... Seguro geralmente também não é problema, já que a frota é grande, e não raro as locadoras por deterem volume de caixa fazem o chamado "auto-seguro", ou seja, não tem seguro de seus veículos com seguradoras externas, contratando diretamente serviços de reparos ou assumindo a perda em caso de dano grande no seu veículo ou de terceiros.

Já para a locadora de uma moto, aquela motocicleta BMW que custa R$ 70.000,00 (setenta mil reais) acaba saindo na verdade por coisa de R$ 90.000,00 (noventa mil reais)! E lhe explico porquê desta triste matemática...

Uma moto sai da concessionária completamente "pelada" ao contrário do que ocorre com os carros. É exigência de qualquer cliente que uma big trail, por exemplo, possua protetor de motor, protetor de carenagem, top case e cases laterais, de preferência metálicos, impermeáveis e se possível com "inner bags" (sacolas próprias para bagagem que vão dentro dos cases). Se contar com tomada para carregar o celular e suporte para este, também será apreciado. Tudo isso, logicamente, custa dinheiro... E acredite, não é pouco! Um conjunto de cases metálicos e seus suportes chega facilmente entre R$ 12.000,00 (doze mil reais) e R$ 15.000,00 (quinze mil reais), enquanto um bom protetor de motor e carenagem passa facilmente dos R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais) se realmente tiver qualidade! Junte-se a isso um bom seguro, que custa em torno de 10% do valor da moto, portanto cerca de R$ 7.000,00 (sete mil reais), geralmente com uma franquia cara, sem contar que é um risco que em geral nenhuma seguradora se dispõe a assumir. Ao final de um ou dois anos, quando a locadora vai vender a moto, em geral ninguém quer, ou, quando aceita o negócio, desvaloriza a mesma, pois, afinal, foi moto de locadora, não é mesmo? Como se por isso fosse mal cuidada, o que está longe de ser verdade, uma vez que os clientes de locadoras de motos são selecionados, ao contrário de clientes de locadoras de carros, já que mais em conta, e mais acessíveis a maioria dos condutores! 

Incentivo por parte das montadoras para as locadoras de moto? ZERO! Afinal, na cabeça delas, se você alugar vai perceber que não vale a pena manter uma moto de grande porte e portanto não compra! Isso nos foi dito de forma bem clara e direta em reunião há muitos anos atrás pelo Diretor de uma grande e conhecida marca PREMIUM de motos, que por questões de ética não citaremos. Este entendimento é válido até hoje, e não tem razão para mudar. 

Nem vamos entrar na questão da manutenção, das revisões e outras, pois você que pilota moto já sabe o preço de um conjunto de pneus de uma moto de grande porte ou de uma revisão se comparado com a de um carro, não é mesmo?

O interessante é que essa assertiva se repete em qualquer lugar do mundo, seja no Brasil - onde se contam nos dedos de uma mão o número de locadoras de motos - seja na Europa ou nos Estados Unidos. 

Para analisarmos o exemplo dos Estados Unidos que citamos, na nossa empresa parceira, a Premium Rentals & Tours LLC, você consegue alugar uma BMW R1200GS Premium por cerca de USD 200.00 (duzentos dólares) com suas taxas e seguro, o que convertendo significaria cerca de R$ 1.140,00 (mil, cento e quarenta reais) na data de hoje, enquanto escrevemos esta matéria (01/03/2021). Já para alugar um carro como o Chevrolet Cruze (que nos EUA, pasme, é tido como um carro "popular"), você pagaria coisa de USD 50.00 (cinquenta dólares) com suas taxas e seguro, o que convertendo significaria cerca de R$ 285,00 (duzentos e oitenta e cinco reais). Ou seja, da mesma forma que acontece em solo brasileiro, o custo para a locação de um automóvel em terras gringas acaba sendo igualmente 1/4 (um quarto) do valor que uma moto de valor bastante semelhante (aparentemente, conforme lhe explicamos acima).

Por essas e outras que o mercado de locações de motos é tão restrito, ainda mais no Brasil, onde o cliente tem o hábito de comparar tudo de forma generalizada, sobretudo comparar preços, sem se dar conta de que precisaria analisar não só o "preço" estampado, mas o VALOR que há embutido em um negócio que venha a fazer. E VALOR é sabidamente diferente de preço...

Mas...

Se você entende de VALOR, seja nos Estados Unidos seja no Brasil, quando quiser realmente alugar uma MOTO, saberá que não estará alugando um simples carro! E que portanto justifica-se o VALOR maior a pagar. 


Afinal, rodar de moto por novas estradas é coisa que não tem "preço"! 

Para todo resto... Bom! Aí existem os carros, não é mesmo?

Abraços e nos vemos nas estradas!

Flávio Diehl 

A&K Motorcycle Rentals

Aluguel de motos no Estado de São Paulo; no Rio Grande do Sul e nos Estados Unidos

www.aekmotos.com.br

DESDE 2012 ALUGANDO EXCLUSIVAMENTE MOTOS E REALIZANDO 

TOURS PELOS ESTADOS UNIDOS!


 


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Hi Sahara Oásis, Route 66 - em Essex, Fenner ou Goffs, afinal?

 O Hi Sahara Oásis é mais uma parada obrigatória, ou não - e isso a gente já explica - em nossos Tours pela Route 66, com suas particularidades únicas, a começar quanto a dúvida de sua localização exata... Uns defendem ficar na localidade de Goffs (por estar na Goffs Road), outros em Essex (até por ter um paradouro a menos de milha dali chamado por paradouro de Essex) e finalmente os que afirmam estar em Fenner (pois aparentemente é o que indica no Google Maps).


De certo mesmo temos que é um lugar muito agradável para se parar, e as sombras proporcionadas pelas árvores e palmeiras do local é sempre única e refrescante. A verdade é que lá pelas tantas você fica em dúvidas quanto a entrar e se refrescar no ar condicionado, sob os olhos atentos dos funcionários que lá estão, ávidos para que você consuma algo e não fique só "moscando" além de "gastar" a refrigeração que está à todo vapor. A cada vez que você entra ou sai, um olhar ora fulminante, ora agradável. Nunca se sabe! 

E no mais, a mensagem é bastante clara e nos faz refletir. Em uma tradução rápida, o cartaz diz algo como "Nossos custos são extremamente altos. As entregas são cobradas em dobro neste local. Existe um vasto deserto de quase 100 milhas, sem nenhum serviço. Então por favor, não reclame dos preços. Você tem a escolha de ser um cliente ou não. Nós estamos aqui para sua conveniência. Obrigado por ajudar uma empresa familiar.". E logo abaixo, completa em letras garrafais e gigantes: "Banheiros são apenas para clientes que pagam...". E logo penso:

- Faltou o "por favor não insistir", pois não raro a gente vê por lá algum cliente "sorrateiramente" procurando o banheiro, sem absolutamente nada ter comprado ou consumido. 

Pois sim! Os preços são extremamente altos! Mas... Estão certos! E a gente que é empresário fica pensando porque mesmo cobrando sempre preços justos volta e meia ouvimos reclamações, ainda que em roda de nosso negócio encontremos um verdadeiro "deserto", com ninguém se prestando a oferecer o mesmo serviço que nós, já que, claro, é difícil até mesmo estarmos abertos em tal lugar. E no mais, como dito, o cliente sempre tem a escolha de ser um cliente, ou não! 

Então a gente conclui que reclamar é do ser humano... Nunca nada está bom. Todos querem o melhor, exigindo o menor preço. Como se isso fosse possível! Não enxergam que do outro lado do balcão existem pessoas, a um tentando sobreviver em um ambiente hostil, e a dois que estão ali apenas e tão somente para lhe servir. Porém, como eu sempre defendo, podemos ver o copo meio cheio ou meio vazio. Depende da perspectiva e um tanto do estado de espírito.

Mas para rodar na Route 66 antes de qualquer coisa você tem de ter um espírito livre, para se dizer o mínimo! Livre de preconceitos, livre de "frescuras", livre de exigências infundadas, livre muitas vezes de seu próprio corpo para não sofrer tanto, seja com altas, seja com baixas temperaturas. Seja por vezes por longos trajetos sem muita coisa para se ver, seja de outras paradas a cada 10 minutos de tanto que há para admirar. 

Como costumo também falar, temos quem veja na Route 66 apenas uma velha estrada, com velharias inservíveis, dignas de relicários, coisas e pessoas totalmente antiquadas, que parecem ter parado no tempo e que definitivamente se recusam a aceitar que o mundo mudou. Certamente se questionando: mudou para o quê? Será mesmo que foi para melhor? O que é esse tal de maldito "novo normal" que agora tanto falam? Normal é quando todos nós vivíamos em paz, cada um respeitando a loucura do outro, quando ninguém nos dizia o que deveríamos ou não fazer. Quando cada um decidia quanto a sua própria vida. Ou morte... Quase que consigo tirar uma radiografia dos que ali estão! E para estas pessoas que não entendem a Mother Road há uma solução geralmente ali bem do lado! A Highway 40, ou, via expressa. Onde você corre mais, chega mais rápido, e a sua frente só tem o asfalto negro a lhe desafiar. Mais nada. Simples. 

Estes apressados - que não andam e nem nunca andarão conosco - chegarão ali e só irão enxergar mesmo os altos preços... Enquanto se escondem como ratos pelos cantos procurando onde está o banheiro para fazer o número um...


Eu, geralmente tomando um refrigerante em uma mesa à frente dos freezers gigantescos do local, observo quieto e me divirto, enquanto aguardo nossos clientes se refrescarem antes de seguirmos para nossa próxima parada, em Goffs ou em Needles, onde pernoitamos. 

De tudo, o certo é que a vida passa rápido. Que tudo tem seu preço. E que você sempre pode escolher entre viver a vida ou não. Como bem diz o cartaz, você tem a escolha de ser um cliente. Ou não! 

A escolha, afinal, é sempre sua! 

E você? Escolhe o quê? Conhecer a Route 66 ou não?

 

Flávio Diehl

A&K Motorcycle Rentals

Para Tours pela Route 66, desde USD 500.00 para garupa, solicite o folder no 

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quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Roy's em Amboy, Route 66 - Um lugar incompreendido

 Se tem um lugar na Route 66 que acredito ser totalmente "incompreendido", é o Roy's... Aliás, como TODA a "Mother Road", que apesar de ser a "mãe de todas as estradas", volta e meia é relegada ao esquecimento ou deixada para trás. Poucos ainda querem saber dela, preferindo a Highway ao lado. Sobrevive assim, aos trancos e barrancos, com as migalhas jogadas pelos passantes mais apaixonados, geralmente motociclistas "raiz" que não andam de patinete elétrico. 

 
E já tenho de fazer uma nota aqui, apontando nada ter contra os patinetes elétricos, senão já vem algum política e ambientalmente correto me xingar! Logo, vejam... Nada contra patinetes elétricos, ok? Ops... Mentira! Mas se isso faz você se sentir bem...
Patinetes e motores à combustão beberrões de nossas Harley's ou nossos carros 5.0 que não se medem o consumo mais por litros, mas por galões, à parte, o fato é que o Roy's está lá quase que atirado no meio do nada, com gasolina pra lá de cara - e ninguém consegue entender que ali caminhões de combustível não passam pelo mesmo valor que passam na HWY - e que evaporam os reservatórios quase que a olhos vistos tamanho é o calor no lugar em mais da metade do ano.

É claro que nada disso importa quando você percebe que ao menos a bendita Coca-Cola em garrafa de vidro está barata no lugar, e que o ar condicionado por lá realmente funciona... Tampouco importa se o tanque da sua moto ou carro está quase vazio!

O fato é que o Roy´s fica ao lado da linha do trem, e, além disso, por estar no meio do nada, era um lugar ideal para parada dos antigos viajantes da Route 66. Já teve portanto seus dias de glória. Agora contudo, está lá, parado no tempo, como que esperando o mesmo passar devagar... Fico me perguntando sempre que vou por lá porque raios não reabrem mais da dezena de quartos que tem o local e passam a hospedar os viajantes novamente. E aí já sem muito pensar relembro que quase NINGUÉM pararia no local, pois nada há de um lado, e outro tanto de nada no outro. E as pessoas atualmente não querem nem saber da paz do deserto! Preferem o barulho, a muvuca, restaurantes mil onde possam escolher algo em um cardápio com dezenas de opções... Ainda que acabem por comer quase sempre as mesmas coisas! 

Assim uns poucos ainda se arriscam por lá. Uns poucos visitam o lugar por ser um dos pontos turísticos da Route 66. Outros tantos, aficcionados por aviação, pousam suas pequenas aeronaves na pista de pouso que fica atrás do posto. Aliás, poucos sabem da existência desta pista de pouso...

Muitos fotógrafos conseguem ver ali o lugar ideal para as suas fotos! Outros tantos, amadores, que percorrem a velha estrada, sabem que na frente do Roy's está uma das melhores locações para se tirar aquela foto especial com o "Route 66" pintado no asfalto... Eu suspeito que o dono do lugar mantenha a pintura em dia, regularmente retocando a mesma, pois em nenhum outro da estrada se vê o logo com tanta perfeição e tão pronto para os cliques...

E quanto a história do Roy's e de Amboy? Bem... Eu poderia ficar horas - ou linhas e linhas - falando sobre o lugar e do porquê ele é tão especial... Mas não sei mais se alguém iria me ouvir! E no mais, eu prefiro sempre contar sobre Amboy quando chegamos para o pernoite em Needles, durante nossos Tours Route 66!

Quer saber mais? Entra em contato e vem conosco!

 

Flávio Diehl

Diretor Presidente da A&K Motorcycle Rentals

(51) 99293-4447 / @aekmotos


 

terça-feira, 8 de setembro de 2020

A "Mother Road" e as idas e vindas da vida...

Idas e vindas... Chegadas e partidas... Viagens e... Bom! Em tempos de #ficaemcasa sabe-se lá até quando, em que fronteiras ainda estão fechadas e não tem data para reabrirem, volta e meia eu revisito a Route 66, seja em pensamentos, seja em fotos ou em inúmeros vídeos que já fiz por lá. 

É como uma saudade de um parente distante. Alguém que você conhece, sabe que é seu parente, não está sempre com ele e, vá lá, não é a pessoa mais agradável da face da terra, mas de alguma forma você sente uma necessidade inexplicável de estar cedo ou tarde com tal criatura novamente!

O que eu estou dizendo com isso? Que analogia pretendendo criar? Que a Route 66 não é o lugar mais agradável do planeta para se estar? É isso?

Bem... De certa forma sim. Tenho um "mal" que carrego comigo que é meu compromisso com a verdade. Um compromisso primeiro comigo mesmo, não perante os outros. Eu não posso mentir para mim. Pois tenho que primeiramente a gente tem de tratar das nossas verdades. Não adianta querermos "impor" aquilo em que nem a gente acredita piamente. E sim, eu sei - ao menos para mim - que existem outras estradas mais belas que a Route 66, esta última recheada de desertos, quilômetros de nada sobre nada, algumas paisagens que poderiam passar até por monótonas ao viajante desavisado. Construções velhas, pra lá de antigas, algumas abandonadas de verdade, outras reformadas com esmero ou simplesmente como deu. Então... NÃO! Eu não posso dizer que é a estrada mais agradável ou mais bonita do planeta inteiro, mas...

Ela é a MOTHER ROAD! 

É a mãe de todas as estradas... E como a SUA própria mãe, talvez você não a veja como a melhor de todas. Talvez, quem sabe (?), você preferisse outra. Outra estrada ou... Outra mãe! Mas como dizem, mãe só tem uma, ainda que você tenha uma "mãe postiça"; uma "mãe de criação"; uma "mãe madrasta" (e que nome feio... Madrasta! Me lembra aquelas freiras carrancudas...) ou uma mãe que lhe adotou de mentirinha, lhe chamando carinhosamente de filhinha e que você também se engane e a tenha como a mãe que você não teve... Tipo aquele seu amigo, que é como seu irmão, mas... Só que não! Até porque parentes a gente não escolhe. Porém, o que é a vida se não um tanto de imaginação e criação que começa primeiro em nossa própria mente?

Cada vez que eu vou para lá - e nisso já se vão mais de dez vezes pelas minhas contas - eu vejo algo diferente. Uma montanha que da outra vez não vira e que achava nem estava lá, um detalhe diferente no mesmo hotel que ficara da outra vez (e muito sutil, porque as coisas e as pessoas não parecem mudar muito), o ovo com bacon do café da manhã que mudou com certeza (ou não!), estando um pouco mais mole esse porco frito do que o anterior crocante. Mas o café... Ah, o velho café americano! Continua ruim e aguado, como sempre (penso eu em meio a um sorriso que mal eu mesmo noto, de tão sutil)! Um dia quem sabe eu me acostumo com essa "água suja" que chamam de café e tomam como se água mesmo fosse, não raro na temperatura ambiente, e tão ralo que se é capaz de enxergar o fundo da xícara ou dos copos de papel típicos dos "breakfasts" em hotéis...

Em tempo! Não vá achando que o Starbucks lhe salvará, porque não muda muito não! Continua sendo uma água com algum gosto de café que parece ter passado voando por ali... A não ser que você peça um "one shot" (algo como nosso expresso); "doble shot" (duplo) ou quiçá um "double expresso machiatto", para ter a chance de tomar algo parecido com o café que você toma por aqui no Brasil. 

Pode parecer bem louco, mas sabe o que eu faço sempre que vou para lá? Levo meu próprio café, alguns filtros de papel da Melitta ou qualquer coisa similar, e um desses funis de passar café. E quando não o próprio café (prefira os embalados à vácuo, e leve a nota junto, para qualquer dúvida dos fiscais da aduana acharem que são drogas - até porque não deixa de ser para muitos! - e não fique chateado se quiserem abrir e testar seu café)! Água quente tem em qualquer hotel. E você mata a vontade de um bom café pela manhã! 

Mas nosso papo nem era sobre café! Era sobre a Route 66... Ir ou não ir; amar ou odiar. Como a um parente distante. Eis a questão! 

E aí mais uma vez eu lembro que os parentes a gente não escolhe...

Assim como a gente não escolheu a Route 66 como a Mother Road. A mãe de todas as estradas. Mas ela simplesmente é. E ponto final!

Flávio Diehl - 07/09/2020


sábado, 25 de janeiro de 2020

A verdadeira história de HackBerry! - Route 66

A verdadeira história de Hackberry! 

Já ouviu falar de Hackberry? Bem... Ela não consta dos registros no Condado de Mohave, Arizona, Estados Unidos. Localizada na velha Route 66, dista a 37 km a nordeste de Kingman, com uma população estimada de cerca de 5500 pessoas segundo o senso de 2010. E é claro que da "General Store" o ponto de parada de nosso Tour Route 66, se você não atravessar a estrada e olhar para frente, você vai deixar a cidadezinha passar despercebida! 
Na verdade Hackberry, que é o nome de uma árvore, era um antiga cidade mineira, onde
se prospectava a prata e alguns outros metais por vota de 1875. Porém algumas decadas após, em 1919, quando o minério começava a se esgotar, a mina acabou fechando, e Hackberry se transformou em mais uma das tantas cidades fantasmas da região.

Das várias estações de serviço na cidade que atendoam sobretudo aos viajantes da Rota 66 dos EUA depois que a rodovia chegou à cidade em 1926, revitalizando a cidade, acabaram todas fechadas de´pois que a HWY 40, passou muito ao largo da cidade, deixando-a a dezesseis quilômetros da nova rodovia. Assim, a Northside Grocery (fundada em 1934) e sua estação de Conoco foram as últimas a fechar em 1978. 
Hackberry depois disso quase se tornou efetivamente uma cidade fantasma novamente, mas membros da família Grigg moram lá desde a década de 1890 e continuam morando lá depois de seis gerações! Em 1992, o artista itinerante Bob Waldmire reabriu a Hackberry General Store como posto de informações turísticas e loja de lembranças da Route 66 no antigo site Northside Grocery. Waldmire vendeu a loja para John e Kerry Pritchard em 1998 devido a disputas locais sobre o impacto ambiental e estético das pedreiras, que na época estavam se estabelecendo na área para remover pedras locais para uso em paisagismo. A loja permanece em operação com uma coleção de carros antigos do auge da Rota 66 dos EUA no Arizona. 

E aí? Preparado para conhecer Hackberry ao vivo? Venha conosco em um de nossos Tour pela Route 66!

Informações sobre nossos Tour:
(51) 99293-4447 (Celular/WhatsApp/Telegram)
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Alugue uma moto conosco ou venha para um de nossos Tours de Harley Davidson pela Route 66!