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sábado, 25 de janeiro de 2020

A verdadeira história de HackBerry! - Route 66

A verdadeira história de Hackberry! 

Já ouviu falar de Hackberry? Bem... Ela não consta dos registros no Condado de Mohave, Arizona, Estados Unidos. Localizada na velha Route 66, dista a 37 km a nordeste de Kingman, com uma população estimada de cerca de 5500 pessoas segundo o senso de 2010. E é claro que da "General Store" o ponto de parada de nosso Tour Route 66, se você não atravessar a estrada e olhar para frente, você vai deixar a cidadezinha passar despercebida! 
Na verdade Hackberry, que é o nome de uma árvore, era um antiga cidade mineira, onde
se prospectava a prata e alguns outros metais por vota de 1875. Porém algumas decadas após, em 1919, quando o minério começava a se esgotar, a mina acabou fechando, e Hackberry se transformou em mais uma das tantas cidades fantasmas da região.

Das várias estações de serviço na cidade que atendoam sobretudo aos viajantes da Rota 66 dos EUA depois que a rodovia chegou à cidade em 1926, revitalizando a cidade, acabaram todas fechadas de´pois que a HWY 40, passou muito ao largo da cidade, deixando-a a dezesseis quilômetros da nova rodovia. Assim, a Northside Grocery (fundada em 1934) e sua estação de Conoco foram as últimas a fechar em 1978. 
Hackberry depois disso quase se tornou efetivamente uma cidade fantasma novamente, mas membros da família Grigg moram lá desde a década de 1890 e continuam morando lá depois de seis gerações! Em 1992, o artista itinerante Bob Waldmire reabriu a Hackberry General Store como posto de informações turísticas e loja de lembranças da Route 66 no antigo site Northside Grocery. Waldmire vendeu a loja para John e Kerry Pritchard em 1998 devido a disputas locais sobre o impacto ambiental e estético das pedreiras, que na época estavam se estabelecendo na área para remover pedras locais para uso em paisagismo. A loja permanece em operação com uma coleção de carros antigos do auge da Rota 66 dos EUA no Arizona. 

E aí? Preparado para conhecer Hackberry ao vivo? Venha conosco em um de nossos Tour pela Route 66!

Informações sobre nossos Tour:
(51) 99293-4447 (Celular/WhatsApp/Telegram)
aek@aekmotos.com (E-mail)
aekmotos.com (site)
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sexta-feira, 22 de julho de 2016

Acidentes de moto em viagens - como minimizar

O próprio nome já diz "quase" tudo: acidente. Então, sendo acidente e teoricamente inevitável, há como minimizar sua ocorrência ou reduzir a probabilidade?



Em tese, felizmente a resposta é sim! 

Primeiramente lembrar da regra de ouro, de sempre pilotar equipado, literalmente da cabeça aos pés. Claro que muitos dirão que é difícil vestir uma grossa jaqueta com todas proteções necessárias no verão, bem como calças de cordura quentes e luvas que prejudicam a circulação do ar pelo corpo, sem contar com o capacete fechado.

Para estes nosso conselho é viajar em épocas de temperaturas mais amenas, como de agosto a outubro se for para o sul (quando também não é muito frio), ou mesmo inverno se for para o norte. Outra alternativa, porque não, é escolher outros destinos, como por exemplo, ir ao Canadá, Portugal ou Estados Unidos, já que quando aqui é primavera, lá é outono, e vice-versa. E ao contrário do que muitos pensam, viajar para fora do país tem custos bem em conta. 

Quanto aos cuidados em si a tomar, lembre-se das regras básicas de segurança, dentre elas evitar pilotar a noite e horários do "lusco-fusco", quando além de prejuízo para visão, também é normal animais invadirem a pista em busca do calor do asfalto. Evite também longas distâncias em um mesmo dia, evitando pilotar quando bater o cansaço.

Muito cuidado igualmente tanto da partida quanto da chegada em cada destino. É fato que a maioria dos acidentes acontecem durante os primeiros dez minutos que precedem a saída de cada lugar e os dez minutos que antecedem a chegada. Portanto muita atenção nestes momentos. 

Durante a viagem, não exagere na velocidade, não queira chegar antes ao seu destino e nem percorrer uma infinidade de quilômetros. 

Ao viajar em grupo, se desgarrar do mesmo, não tente alcançar o bonde abusando da velocidade. Lembre-se que uma hora eles irão parar. Combine sempre as paradas de forma antecipada e conheça o local de destino do dia, para na pior das hipóteses se dirigir para lá de forma autônoma. 

Respeite as regras de trânsito, cuidando para não se distrair demais na estrada com a paisagem. Se por acaso você quiser fazer isto, pare. Mas NUNCA NO ACOSTAMENTO! Este é um dos lugares mais perigosos da estrada, você sabia? 

Por fim, sempre olhe para ONDE você quer que a moto vá. Nunca visualize um alvo que você não quer atingir, como um buraco, um animal ou mesmo um veículo. Se ver uma situação que poderá bater, olhe para o ponto de fuga. Onde você olha, a moto vai. Assim, se um carro freia bruscamente na sua frente, não olhe para a traseira do mesmo. Olhe para onde você quer que a moto passe. Esta é uma dica preciosa que já salvou a vida de muitos motociclistas. Inclusive eu!!!

E falando em dicas de pilotagem, nunca é demais pensar em fazer um bom curso de pilotagem defensiva, pois ao contrário do que você pode crer, existe muito que você ainda pode aprender!

E você? Tem alguma dica para evitar acidentes de moto em viagens?

Até logo!


Crédito das fotos
A&K Motorcycle Rentals


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Consulte-nos para sua viagem!

quinta-feira, 2 de junho de 2016

BMW G310R - uma boa moto ou um "tiro no pé"?

Não demorará muito e teremos à disposição do motociclista brasileiro mais uma moto da BMW Motorrad: a BMW G310R. Será ela uma jogada de mestre da BMW Motorrad ou um verdadeiro "tiro no pé"? 



É tentando responder esta pergunta que vamos seguir no blog hoje, além de lhes repassar mais informações importantes sobre a moto, aliás, vamos começar por elas!

Com um motor monocilíndrico alimentado por injeção eletrônica, de 4 tempos, duplo comando de 4 válvulas e refrigerada a ar, vem anunciando 34hps, potência mais do que suficiente para seu tamanho compacto e peso leve (são apenas 158,5kg, em ordem de marcha). Uma caixa de 6 marchas transmite por corrente a potência para a roda traseira. 

Já as suspensões vem com garfos invertidos na frente (curso de 140mm) e braços oscilante atrás (curso de 131mm). Rodas de alumínio de 17 polegadas, atrás calçadas com pneus 150/60 e na frente 110/70, freios à pistão e disco simples tanto na frente quanto atrás. O ABS igualmente está presente, como em todas as demais motos da marca. 

Banco com altura de apenas 785cm atrairão certamente pilotos menores! Também muitas mulheres que tem receio (muitas vezes infundado) de pilotar motos grandes e potentes poderão ser atraídas pela nova BMW. Claro quer as proporções reduzidas por outro lado a torna  moto que não se encaixará para pilotos maiores e de pernas mais longas, já que não haverá muito espaço entre o guidon e os joelhos do piloto. Lembrar porém que para tais pilotos a BMW Motorrad tem diversas outras motos, não com mesma proposta e peso ou potência, mas certamente que em termos de ergonomia melhor se encaixarão para os pilotos mais altos e mais pesados, que demandam motos de proporções igualmente maiores, sob pena de ficarem parecendo com gorilas em cima de triciclos de um circo qualquer. 
 
Complementa o conjunto um tanque de 11 litros, com 1 litro de reserva, o que certamente leva a moto a uma autonomia mínima além dos 250 km, numa tocada leve. Daí que bem equipada poderia até mesmo se pensar em empreender aventuras mais ousadas com tal moto, embora particularmente (ou pessoalmente melhor falando) não recomende isto, já que um motor monocilíndrico sempre torna longas viagens mais "sofridas", como já falamos em outro post.

Já quanto ao preço estipula-se algo em torno de R$ 20.000,00 a R$ 25.000,00, girando na órbita dos valores de motos do mesmo segmento das concorrentes (ex.: Honda CB 300 R, Duke 390, Kawasaki Z300, etc.). Bem ou mal, a concorrência é sempre boa!

Mas e quanto a nossa pergunta? Foi uma boa saída da BMW Motorrad ou um "tiro no pé"? 

Fato é que tudo tem sempre os dois lados, e podemos sempre "ver o copo meio cheio ou meio vazio"... Invariavelmente isto sempre dependerá do ponto de vista do observador, de sua história de vida, suas pretensões, sua positividade ou sua negatividade diante das novidades que - se espera! - sempre surjam ao longo de nossa existência. 

Nós da A&K Motorcycle Rentals estamos ansiosos pela chegada da nova G310R, e tão logo tenhamos acesso à mesma postaremos nossas impressões aqui no blog. 
 
Aqui na empresa procuramos ver sempre tudo como uma OPORTUNIDADE para levarmos a nossos clientes mais uma moto, dar-lhe o poder de escolha entre vários modelos e valores de diárias de locação. Pois ao final, achamos que entre uma vida boa ou ruim, uma viagem boa ou ruim, quem escolhe é você!
 
 
Isto é apenas mais uma oportunidade que Deus nos dá. 
 
E você? Já escolheu a sua? 

Até breve!!!


Crédito das fotos: 
Google Images

 
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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Longas viagens de moto. Você está pronto? - parte 02

No último post, falamos um pouco sobre a escolha da "moto ideal", chegando à algumas conclusões... Vejam elas no link:
http://aekmotoadventures.blogspot.com.br/2012/04/longas-viagens-de-moto-voce-esta-pronto.html

Hoje vamos pincelar a questão da equipagem da moto, em termos de proteções para as mesmas, banco, bolhas, pneus, amortecedores, etc.



O banco ideal

Quando falamos de banco de moto, de plano se pensa no mais confortável possível. Afinal, estamos falando em ficar sentados durante várias horas, muitas vezes sem grandes movimentos em cima da moto. Pensamos em algo que não deixe literalmente "a bunda quadrada", em bom português, com o perdão da expressão.

Fora as customs (as quais já referi particularmente não gostar para longas viagens, por razões pessoais), a R1200GS (legítima Maxi Trail) e algumas Sport Tourings (também não vejo como ideais para longas viagens, mas para mim já são melhores do que as custons por "n" motivos pessoais), a verdade é que a grande maioria das motos não contam com os melhores dos bancos. de fábrica. E porque isso? Normalmente porque não é a "proposta" de uma moto que você fique permanentemente colado ao banco por vários quilômetros! E isso tem inúmeras razões, que vão desde estabilidade cinética da moto, dirigibilidade, movimentação do centro de gravidade, passando por estética, aerodinâmica e outros itens. "Simples" assim.

Vejamos a minha "paixão". A F800GS. Porque raios o fabricante colocou na mesma aquele banco estreito e duro, quando poderia ter feito algo mais confortável?

Ora, a F800GS foi feita tabém - ou principalmente - para o off road. Em tal tipo de pilotagem, o que menos importa é um banco confortável, já que por longos períodos é recomendável que você permaneça em pé sobre as pedaleiras. Além disso, bancos muito confortáveis do tipo "sela", acabam impedindo seu deslizar necessário sobre o banco para mudar o centro de gravidade da moto, seja de um lado ao outro, seja de trás prá frente e vice-versa. E para não ir mais longe, vamos agora imaginar como ficaria a F800GS com um grande banco de Harley ou coisa semelhante... Pro meu gosto, simplesmente seria algo horripilante!

Uma boa alternativa então, é "reformar" o banco em um estofador, solicitando que não altere o formato do mesmo, mas complete o mesmo com mais espuma. Não é um serviço caro e nem muito complicado, sendo que com espuma automotiva, um grampeador de estofador e um pouco de boa vontade (e tempo!) você mesmo poderia executar a faina. Claro que como a maioria se arrepia só de pensar em desmanchar um banco e inutilizá-lo, tem quem faça o trabalho cobrando bom preço por isso. Vide Erê, Kendy e tantos outros. O porém de reformar um banco é que fatalmente este ficará mais alto (mais conforto = mais espuma) e você poderá perder o contato do pé com o chão, ainda que parcialmente. Não existe fórmula mágica (alguns utilizam no lugar de espuma "gel" próprio. Discutível... Se não for um gel de muito boa qualidade, será um grande e melequento problema!).

Outras alternativas são os bancos estilo "confort" do próprio fabricante (a BMW tem um banco excelente em tal estilo para a F800GS, embora limite movimentos, por ser do tipo "sela"), almofadas "Airwalk" ( http://www.airhawk.net/) que acho um tanto caras, e outras duas boas opções mais em conta, como almofadas ortopédicas (procure por almofadas para hérnia ou cadeirantes, encontráveis em boas lojas de ortopedia) ou a que adoro e costumo utilizar: pelego de ovelha! Essa opção é muito utilizada pelos europeus há anos e é item essencial na sela do cavalo de um gaúcho, daí que facilmente encontrável na região sul por preço bastante em conta (se lhe cobrarem mais de R$ 100,00 por um bom pelego, você está sendo roubado!), nas cores branca, bege clara ou preta (sim! As mesmas cores das falecidas ovinas...). O bom do pelego é que, ao contrário do que se pensa, no verão não esquenta tanto e no inverno esquenta. O pior é a chuva, mas um pelego legítimo tem a capacidade física de secar rapidíssimo. Sem dúvida alguma, é por conta disso é que ovelhas não usam secador de cabelos, entendeu? Outra coisa boa é que você pode usar o pelego como tapetinho no hotel, colocar no pé da cama nos dias mais frios e lavar de forma simples (utilizar shampoo), dando-lhe uma boa escovada depois (com escova de aço, encontráveis em qualquer ferragem).


A bolha efetiva

Bolhas, "windshields" - ou "párabrisas" como alguns costumam chamar - de fábrica das motos em 90% dos casos, assim como ocorre com os bancos, costumam oferecer pouca ou nenhuma proteção contra o vento, chuva e sujeira, seja por conta da proposta ou estilo da moto, seja por questões de custo do fabricante.

É por causa disso que você nunca vai ver uma "naked" com uma bolha de fábrica, ou uma moto voltada também para o off road com tal equipamento. Quando esta última vem com alguma minúscula bolha - caso da F800GS - já tem de ser dar vivas.

O que a maioria dos pilotos não percebe é que, quando se quer uma boa bolha, não basta simplesmente instalar uma maior e pronto, porque toda bolha maior irá trazer uma série de implicações, deste um aumento no consumo se mal dimensionada até instabilidades graves direcionais da moto, sobretudo com ventos fortes laterais e frontais. Além disso, há que se considerar que se você está numa moto, não está para "se esconder" dos elementos da natureza, como chuva, vento, detritos, insetos.

Outro grande perigo e geralmente não considerado são as malditas bolhas de acrílico. Há os que se gabam dizendo ter instalado uma bolha maior na moto por um preço excelente, não percebendo - ou nem sabendo a diferença - que acabaram de adquirir uma porcaria de uma bolha de acrílico... E qual pode ser o real preço final disso? Ora, bolhas mais baratas e que normalmente são confeccionadas em acrílico se tornam extremamente perigosas quando quebram, já que apresentarão pontas e fios altamente cortantes, como uma navalha.

O ideal, portanto, é pagar um pouco mais e partir para as bolhas de "plexiglass". São normalmente as bolhas do próprio fabricante. A diferença é que quando o plexiglass quebra, não apresentará fios e nem pontas, como ocorre com o acrílico. É mais ou menos a diferença entre o vidro comum e o vidro temperado.

Uma boa alternativa, se a bolha alta do fabricante ainda não é o bastante para você ( a F800GS tem da própria BMW a modelo "touring") é a utilização de "spoilers", que ajudam a jogar o vento mais para cima ainda, a fim de passar sobre o capacete, o que é o ideal. Os melhores spoilers são os da Touratech e da Wunderlich, mas os da Trail Moto Parts ( www.trailmotoparts.com.br) não deixam absolutamente nada a desejar para estes, sendo uma opção nacional e portanto muito mais em conta.


Pneus

A questão dos pneus também é bastante crítica. Quando você pensar numa moto para longas viagens, não pode deixar de pensar nos pneus. Mas em que sentido?

Vivi problema que considero gravíssimo em se tratando de pneus, pelo que aprendi bem a lição: nunca compre uma moto com pneus que não sejam "padrão".

Tenho uma Buell Ulysses que utiliza pneus de aro 17 tanto na frente quanto atrás. À frente são 120mm de largura, enquanto atrás impressionantes 180mm, 70mm de "altura" à frente e 55mm atrás. Atualmente o único pneu servível é um tal de Scorpion Sync da Pirelli. Ocorre que esse tipo de pneu você não encontra em lugar nenhum, e quando eventualmente o consegue, tem de pagar uma verdadeira fortuna. Isso enquanto a Pirelli não acabar com esse modelo, já que praticamente só serve às Buells, uma marca que nem existe mais... Conclusão, estou atualmente utilizando pneus de "speed" numa sedizente "big trail", limitando a utilização da mesma ao asfalto e eventual off muito do leve (estradas de terra/"chão batido").

Enfim, em se tratando de big trails, procure por uma moto que possa compartilhar pneus com outras motos. Raios "normais" de 19 ou 21 polegadas à frente e 17 atrás, com nada que ultrapasse os 150mm de largura na traseira irão lhe trazer pouca ou nenhuma dor de cabeça.

Veja ainda a utilização que você vai ter para o pneu, o chão que vai rodar. Se nos seus planos estão menos de 10% do trajeto de rípio ou "off road", não há porque calçar a moto em pneus "biscoito", sendo melhor opção um "dual purpose".

Mas com ou sem câmara de ar?

Inegavelmente pneus SEM câmara de ar são infinitamente mais fáceis de serem consertados no lugar que você estiver. Duas ou três ferramentas de bolso, mais um "espaguete" (massa "química" própria para vedar furos de pneus sem câmara) e uma boa bomba manual de bicicleta são suficientes para um rápido reparo e continuar rodando ao menos até o próximo posto para calibragem correta. Existem ainda outros produtos, tipo injeções anti-furo de "gel" para inserir dentro de tais pneus, cuja eficiência acho discutível, embora tais tenham ferrenhos defensores. No mínimo tenho que há um risco de desbalanceamento do conjunto, trazendo "shimmy" à moto e outros efeitos indesejados na boa pilotagem.

Os que defendem os pneus COM câmara de ar - principalmente os fabricantes, eis que rodas para os mesmos são geralmente infinitamente mais baratas do que para pneus sem câmara - sustentam que os mesmos são mais resistentes ao off road. Sinceramente, acho isso uma defesa falha. Ora! Se uma câmara de ar é tão boa assim, basta colocá-la na roda e dentro do pneu sem câmara, sem problema algum! Assim você tem a "proteção" da câmara e ainda conta com a facilidade de manutenção do pneu sem câmara.

Mas porque isso tudo tem tanta importância assim?

Simples. Trocar um pneu e/ou consertar uma câmara de ar no meio de nada, com pouco ferramental, é tarefa bastante árdua e que demanda tempo considerável. Tempo esse que muitas vezes por conta da "lei maior de Murphy" você não tem, quando o melhor é chegar à civilização antes que a noite caia (salvo se você está preparado para acampar, não sendo, logicamente, qualquer lugar deserto recomendável para o campismo).

De qualquer forma, se você vai empreender uma longa viagem de moto, é bastante recomendável que você saiba consertar um furo de pneu, seja este sem ou com câmara de ar. Treine, portanto, antes de sair.


Protetores de motor e de cárter

Se existe um item importante numa moto, sobretudo naquelas que irão enfrentar o off road, sem dúvida este item são os protetores de motor e de cárter. Uma campana de embreagem rompida ou um cárter rachado, acaba fácil com qualquer aventura.

Há ainda quem confunda estes dois itens até porque existem protetores de cárter que são efetivamente verdadeiros protetores de motor. Ou vice-versa.

Em se tratando de protetores de motor, existem inúmeros modelos disponíveis no mercado, dos mais baratos aos mais caros, dos mais efetivos aos mais ineficazes. Cuidado! Muitos protetores de motor mais baratos são verdadeiros vilões, e, ainda que esteticamente pareçam bonitos, podem trazer mais prejuízo do que proteção ao motor. De nada adianta um ultra-rígido protetor de motor que vá fixado ao motor e que "na hora do vamos ver" transmita todo o impacto ao mesmo, rachando o bloco e tornando praticamente toda moto imprestável, uma vez que tal peça comprada de forma apartada facilmente aproxima-se do valor da moto.

Ao contrário do que se pensa - e que alguns fabricantes e lojistas inescrupulosos empurram à clientes - protetores de motor não são simplesmente grossos tubos de ferro dobrados. Há toda uma engenharia envolvida em tais "ferros retorcidos", apta a fazer com que o protetor possa absorver o impacto de uma queda, deformando-se quando e onde projetado e necessário. Isso por si só explica a gritante diferença de preço de protetores de motor, à exemplo do que ocorre com bolhas de acrílico versus plexiglass. Bons protetores de motor não são, por conta disso, encontrados em qualquer lojinha de esquina.

O ideal é você optar por protetores dos próprios fabricantes da moto. Tem uma BMW? Procure pelo protetor de motor da BMW e/ou marca que este utilizar (ex.: a R1200GS utiliza protetores Hepco & Becker). Se não encontrar protetor próprio para sua moto, veja os grupos de discussões internacionais, ou lance no "google" "crash bar protector" ou "engine protector" e veja o que o pessoal ao redor do mundo mais utiliza. Entre em diversos sites e fóruns de discussão, sobretudo "gringos", para ver os comentários sobre determinado produto. Sugiro sempre o que o "velho mundo", como Europa e sobretudo Inglaterra, anda aprovando. A unanimidade nem sempre é burra, ao contrário do ditado popular, ainda mais em se tratando de motoaventura, área que conta com muita gente altamente qualificada com centenas de milhares de milhas nas costas.

Para a que está na minha mira atualmente - a F800GS - tirante os Touratech, tenho que o melhor protetor de motor é o da G-It (Guard It Technology), ainda que os SWMotec (www.sw-motec.com) não façam feio.

Igualmente, protetores de cárter não são meras chapas de aço ou ligas de alumínio dobradas. De plano, diga-se que os protetores de cárter originais de fábrica que vem nas motos, normalmente de material plástico, pouco ou nada irão proteger o cárter quando mais necessário. Uma pedra maior facilmente irá destruir ou arrancar do lugar tal protetor.



Também os protetores de cárter devem proteger efetivamente o cárter, deformando-se quando necessário e absorvendo impactos. Devem ter tamanho e peso compatíveis com a moto, sendo fáceis de instalar e retirar a fim de darem acesso ao bujão de óleo para a devida troca periódica.

Neste item, procure també o melhor protetor de cárter, ainda que tenha de pagar um pouco mais por isso. A F800GS conta com um protetor de cárter alternativo, modelo Enduro, que pode ser adquirido junto ao fabricante BMW. Tal protetor de cárter aliás, equipa a F800GS Trophy. No meu sentir, deveria equipar TODAS as F800GS indistintamente, assim como deveriam ser indistintos os protetores de manoplas de tais motos.


Outros protetores, acessórios e amortecedores, serão objeto do próximo tópico, da próxima semana. Existem muitas boas e necessárias considerações básicas acerca desses itens.

Até lá!



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segunda-feira, 17 de maio de 2010

O mal da vida é não andar de moto


Hoje estou me sentindo um pouco mal... Certamente algo que comi (ou bebi) demais ou de menos.

A primeira coisa que pensei, com uma dor de cabeça desgraçada, que me acompanhou durante toda a noite, foi: e se eu hoje estivesse com minha família, em hotel meio fuleiro, lá pelo meio da América Central, e não tivesse outra escolha a não ser ir deste para hotel um pouco melhor, alguns quilômetros adiante? Levantaria e seguiria assim, meio mal como estou, para seguir sobre a moto? Ou ficaria ali até melhorar?


É este o meu projeto para o futuro. Pegar a esposa, o filhote e rodar o mundo em duas rodas. Ele comigo? Minha esposa em outra moto? Eu com minha esposa em uma moto? Ele em outra? Cada um em sua própria moto? O que importa? O importante é irmos todos de moto!


De imediato, ao pensar sobre isto, tive uma leve melhora. Certamente eu subiria na moto, um pouco mais contente, e iria atrás do tal de hotel, da nova cidade, como em busca de nova vida.


Há dias em que o trabalho deveria ser facultativo. Há dias que, mesmo sem atestado médico, o ser humano deveria ter a alternativa de ir ou não laborar as 8 horas diárias. Pois não é raro que uma simples andada de moto melhore bastante o seu dia.


A cabeça e os olhos ainda pesam, o estômago ainda está meio revirado... Minha casa fica há 5 minutos a pé do meu trabalho. Mas quer saber? De tarde dou uma volta maior, só para fazer de conta que moro mais longe, e venho trabalhar de moto! Se isso não me fizer melhorar, então mais nada irá.


O mal da vida, é não andar de moto.