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segunda-feira, 2 de maio de 2016

NOVA BMW F800GS? Ou a mesma boa e "velha" de sempre?

A verdade é que a BMW F 800 GS continua quase a mesma... O que a BMW Motorrad fez este ano foi mais do mesmo: basicamente um "facelift", uma mera plástica, com uma "puxadinha" aqui e outra ali. 
 
No mais, troca-se as cores (branco com quadro 'Racing red'; 'Black storm' com quadro 'Agate Grey' e
'Racing blue' com quadro 'Agate Grey'), um pouco da carenagem e conta também com novo pacote de opcionais - isto bem interessante! - com ESA (ajuste eletrônico de suspensão), o que como sempre digo desde priscas eras transforma a moto em "outra moto" (você ajusta pelo toque de um botão a pré-carga do amortecedor traseiro). Também ganha protetor de mãos (mais do que bem vindo em uma moto apta ao "off" e ainda para os mais "folgados" o banco comfort.
 
O preço fica, claro, um pouquinho mais salgado, em R$ 45.900,00.
 
E para finalizar, tudo do mesmo: manoplas aquecidas, computador de bordo, cavalete central, indicador de direção em LED, três tipos de assentos opcionais (além do banco comfort) e os assentos de duas cores recém-projetados, motor de 2 cilindros e quatro válvulas, 798 cm³, injeção de combustível, caixa de marchas com seis velocidades, bem como freios ABS e controle de tração.
 
A grande verdade é que, como sempre, a F800GS continua sendo sempre uma boa escolha, pois é moto que lhe leva desde Ushuaia até a padaria da esquina. Muito "maleável" ao contrário das outras grandes GS, nãos sendo nem tão pequena quanto a G650GS e nem tão mostruosa quanto a R1200GS Adventure. Assim, talvez a escolha ideal para o biotipo do brasileiro em geral. 
 
 
Uma pena, claro, que pelo visto a BMW do Brasil insiste em não trazer a F700GS, que aqui certamente teria grande público, já que é moto sensivelmente mais baixa que a 800, dando tanto conta do recado como aquela. 
 
Quem sabe mais para frente a empresa abra os olhos! Vá saber...
 
E você? Já pediu sua F800GS 2016? 
 
Até breve!!!
 
 
Aluguel de motos BMW GS e Harley Davidson
Para locações ou Tours de Moto pelo Brasil e Route 66, consulte-nos pelo e-mail aek@aekmotos.com
 
 

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

BMW F800GG Adventure e F800GS "normal" - um teste real com ambas motos

Muitos tem nos questionado se a F800GS Adventure vale os R$ 4.550,00 de diferença que são cobrados considerando os valores de tabela da mesma de R$ 47.900,00 conta os R$ 43.350,00 para a F800GS "normal". 


 
Claro que, na prática, estas contas podem não fechar, pois as F800GS muitas vezes podem ser encontradas em promoções zero km por R$ 39.900,00 à vista e a F800GS Adventure a R$ 46.000,00 à vista, o que já começa a deixar a diferença de valores ainda mais discutível.

Afinal, quais as principais diferenças da F800GS normal para a F800GS Adventure? E em que uma e outra diferem em termos de pilotagem no "on" e no "off road"? Enfim, valeria a pena comprar uma F800GS Adventure em detrimento da F800GS normal? Se sim, porque? E se não, porque? Quais os prós e contras de cada modelo? 

Fizemos mais um "teste real" (mesmo piloto pilotou uma e outra moto, para perceber os prós e contras de cada). Como nos consideramos pilotos "medianos", acreditamos que estamos dentro da realidade da maioria dos pilotos que se podem dizer "normais", e, ainda, afastados daqueles "testes de revista" feitos por pilotos profissionais, repórteres ou com matéria paga. Acreditamos termos, assim, a maior isenção possível, auxiliando desta forma na escolha final do futuro cliente da F800GS.  


Como a maioria das coisas na vida, tudo é uma questão de escolha e sobretudo de ponto de vista. Assim como há quem não abra mão de uma R1200GS Premium em detrimento de uma R1200GS Adventure, o mesmo acontece com estas duas irmãs - ou primas - menores do segmento GS das motos BMW. Quem opta pelo modelo "normal", tanto da F800GS quanto da R1200GS costuma defender que as "não adventures" são menores e, por tal razão, mais maleáveis, mais aptas ao off road e se encaixando melhor aos pilotos menores, sustentando que as da categoria Adventure são verdadeiros "elefantes" perto das versões mais, digamos, básicas. 

Alguma razão tais pilotos tem, muito embora chamar as maiores de "elefantes" ou adjetivos do gênero seja um tanto "xiita". 

Já tendo andado em uma e outra moto, tanto com relação as R1200GS Adventure x R1200GS "normais" quanto com relação a F800GS Adventure x F800GS "normal", posso afirmar categoricamente que a principal diferença entre uma e outra está no porte, sendo as Adventure's sensivelmente maiores do que as versões normais. Justamente isso que pode assustar os pilotos menores ou fazer com que um mais alto sinta-se bem mais confortável na versão Adventure de cada moto. 

Na prática, na pilotagem, observei que não se pode dizer ser uma efetivamente mais "ágil" do que a outra. O que verifiquei é que fundamentalmente essa diferença é sentida no psicológico do piloto. Sim! No psicológico, por mais estranho que isso possa soar.  Apenas pilotando-se uma e outra moto, preferencialmente no mesmo dia, que se pode afirmar isto, contrariando a maioria das outras assertivas.

O que ocorre é que as sensações transmitidas ao pilotar uma e outra moto nos fazem considerar que uma é mais "esperta" do que a outra, sobretudo em se tratando do off road, onde as versões menores parecem sempre levar grande vantagem.

Não é, contudo, uma verdade absoluta ou indiscutível. Como falamos, depende muito do ponto de vista de cada piloto. Pode até haver alguma diferença - também não há de se negar isto! - mas esta é bastante ínfima e tem seus lados positivos e outros MUITO negativos... O fato de você estar com uma moto "menor", sem uma grande carenagem a lhe proteger as pernas e uma grande bolha a lhe proteger o peito, faz com que o vento lhe chegue de forma mais direta, e, com isso, as sensações de pilotagem - o famoso "vento na cara" - se tornam bem mais evidentes. 

Se por um lado a F800GS Adventure (assim como a R1200GS Adventure) lhe leva a desfrutar de maior conforto (a F800GS Adventure tem banco mais alto e mais macio, bolha maior, protetores de mão, de motor, é um pouco mais pesada, mais larga, etc.) por outro lado o "desconforto" da F800GS normal lhe leva a ter mais vontade de subir nas pedaleiras e equilibrar a moto no off, como deve ser. Se por um lado a F800GS Adventure tem a opção de selecionar o modo "Enduro" justamente para o off road, a F800GS normal não tem, e lhe leva a desligar o ABS (e consequentemente o controle de tração) e aplicar as técnicas de off road, como deve ser.

Mas, como acontece na grande maioria das motos, as vantagens que uma leva no off road, desaparecem por completo rodando no asfalto, onde, bem ou mal, a grande maioria dos pilotos passará durante 90% do tempo de uma longa viagem. 

De saída, a falta de proteção aerodinâmica começa a ser sentida literalmente na pele, pois a pequena
bolha da versão normal da F800GS serve para quase nada, enquanto na F800GS Adventure, proporciona para pilotos de até boa estatura, conforto considerável, fazendo o vento passar por cima do capacete. Na modelo normal lhe empurra a cabeça e o peito para trás, exigindo mais esforço físico durante a pilotagem sobretudo em velocidades mais altas. 

Igualmente, se comparada a Adventure, a versão normal deixa suas pernas bem mais expostas ao vento, gelando-as em um dia frio. Já a Adventure parece ser moldada de forma a lhe encaixar na mesma, jogando o vento para longe do piloto. No meio da neblina, ou na subida de uma serra cheia de curvas e embaixo de árvores que fazem a temperatura cair uns quantos graus, o corpo agradece. Nesse mesmo quesito, também os protetores de mãos - apesar de pequenos na F800GS Adventure, item que verificamos poderia a BMW ter se esmerado para oferecer estes um tanto maiores - fazem com que o vento aparente e consequentemente o frio não seja tão perceptível quanto na F800GS normal. 

Some isso a autonomia de 200km a mais na F800GS Adventure, e você terá uma moto bem mais apta a percorrer longas distâncias de forma bem mais confortável do que na F800GS normal, onde enquanto nesta última a reserva já está sendo pedida na casa dos 250km rodados, na Adventure só vai acender a luz da reserva lá por volta dos 450 e muitos quilômetros rodados, quando o cansaço e o bom senso já lhe mandam parar.

Desta maneira, com esforço e pilotando sem se exceder no acelerador e mantendo uma velocidade de cruzeiro entre 110 e 130km/h, a F800GS normal com seu tanque de apenas 16 litros lhe dará uma autonomia de não mais do que 300 quilômetros - o que não é de todo ruim - enquanto que com a Adventure e seu tanque de 24 litros, lhe dará uma autonomia bem próxima a 500 quilômetros. Apesar de mais pesada/encorpada a Adventure não só parece como é mais econômica, ainda que viajando com os 3 cases (ao menos constatamos isto na prática nas motos que pilotamos, o que pode ser simplesmente uma questão de diferenças sutis na afinação dos motores, na gasolina, no estado das estradas rodadas, na tocada que nunca é idêntica de um dia para outro, temperatura, pressão do ar e diversas outras variáveis), talvez pela aerodinâmica sensivelmente melhor nesta por conta justamente das carenagens que fazem o vento contornar mais facilmente a moto ou, como dissemos, apenas regulagens e outros fatores externos. O certo é que a autonomia extra na Adventure pode ser fundamental quando se planeja uma viagem para localidades como o Atacama, Ushuaia ou a imperdível Ruta 40 de Bariloche para baixo. 

Além disso tudo, o banco mais confortável da F800GS Adventure, lhe permite rodar bem mais tempo durante o dia, ao contrário do da F800GS normal, onde você tem a nítida impressão de que falta espuma. Falta mesmo, porque ela é mais voltada ao off, a fazer com que você suba nas pedaleiras, como falamos antes.

Outro item que faz TODA diferença são os faróis de milha na F800GS Adventure. Para condução à noite, diria que são fundamentais. Depois de utilizá-los uma vez apenas, você começa a se perguntar como viveu tanto tempo sem os mesmos, os quais são igualmente bastante úteis nas ultrapassagens, impondo respeito a uma moto que resta efetivamente vista pelos motoristas. E, claro, dentro de neblina, nada melhor do que os mesmos a iluminarem um pouco mais o caminho ou ao menos tornar sua moto mais perceptível.  


Depois de todas estas constatações, começamos a perceber que a diferença de preços de agora apenas 5 ou 6 mil reais tem razão de ser e não é de forma alguma "pesada". 

Ou seja, resumindo à poucas palavras, se o que o piloto procura é maior conforto, quer mais autonomia e não lhe apraz tanto o off road ou o vento na cara, se é de maior estatura e sente que uma moto mais "encorpada" lhe veste melhor, então a F800GS Adventure é a melhor opção. 

Caso contrário, a F800GS estará mais do que de bom tamanho para encarar muito chão, de todo tipo.

De F800GS Adventure ou de F800GS "normal", o importante é sempre uma coisa só: rodar de moto!

E você? Vai de F800GS ou de F800GS Adventure? 

Até breve!


Crédito das fotos: 
A&K Motorcycle Rentals


 
Na A&K Motorcycle Rentals dispomos de ambos os modelos de F800GS, tanto a versão normal quanto a versão Adventure, para que você tenha a oportunidade de optar pela que melhor lhe convém.

Para cotações e locações a fim de realizar uma viagem ou mesmo para um test rider mais prolongado e efetivo, entre em contato conosco pelo e-mail aek@aekmotos.com 



terça-feira, 17 de junho de 2014

Motos BMW's e Recall's - porque tantos, afinal?

Volta e meia a BMW Motorrad vem emitindo chamados de "recall's" de diversas de suas motos. Com isso, tenho visto muitas reclamações de proprietários, potenciais compradores e sobretudo de antipáticos à marca bávara apontando que a BMW "não respeita seus consumidores", sob alegação - dentre outras - de que é inadmissível colocar no mercado uma moto tão cara com tantos "bugs" que vão na sequência requerer "recall". Perguntam-se também por que, com tantos recall's, insisto em ter somente BMW's, em vez de partir para as concorrentes, que, além de tudo, são "muito mais baratas", dizem.


Tenho bons motivos, respondo... E questionam-me não se dando por vencidos: mas o que é e porque tantos "recall's" nas motos BMW's?

"Recall", numa tradução simples, seria "chamar de volta". Em se tratando de veículos, é o "chamar de volta" para efetuar algum conserto ou troca de peça específica, sempre que se descubra potencial probabilidade de problema que possa comprometer a segurança.

E o que compromete a segurança em uma moto? Praticamente TUDO! Um simples parafuso pode gerar um potencial problema de segurança. Imagine um parafuso que sustenta o motor soltando-se ou quebrando por defeito de fabricação, um parafuso da pinça de freios sem a devida fixação, um parafuso da mesa de direção que... Bem! Acho que você já entendeu!

Sendo composta de milhares de peças, fica evidente que uma destas pode ter defeito de fabricação, seja em uma unidade e/ou em um lote. Imagine uma máquina automatizada produzindo parafusos ou juntas e, lá pelas tantas, sofre desregulagem por ação externa ou desgaste da própria máquina e começa a produzir uma junta "mordida", com falha ou micrômetros menor ou maior do que deveria. Imagine agora que tais juntas passaram batidas pelo controle de qualidade e acabaram sendo montadas em eixos cardãs de BMW's R1200GS ou então na vedação do sensor do cavalete lateral... Quando é que a BMW poderá descobrir a falha? Talvez nunca. Talvez assim que dois ou mais proprietários reclamarem do mesmo problema! 

Pronto! Foi acesso o estopim para um recall, procedimento dispendioso para a marca, pois além de fazer o chamamento de inúmeros proprietários, tem de colocar mecânicos, agendadores de serviços e outros à postos para atenderem a demanda de troca de peça que PODE (isso não é uma certeza), vir a, quem sabe, um dia, sob condições X, Y ou Z, apresentar defeito.

É claro que nenhuma montadora faz "recall" pura e simplesmente de "boazinha". Dentre outros motivos, procura se preservar de futuros processos judicial de responsabilização/indenização por conta de eventual acidente ocasionado por falha de determinada peça. 

Aí você pensa... Mas no Brasil isso "cola"?

Enquanto advogado, deixe-me lhe dizer a realidade no Brasil... Quando muito, depois de longa batalha judicial que por vezes leva dez anos ou mais, você consegue uma indenização que se pagar as custas iniciais do processo e honorários de seu advogado, já é muito. Com efeito, já vi indenizações por danos morais GRAVES não passando de R$ 10.000,00 e indenizações por MORTE na justiça do trabalho em cifras não maiores do que R$ 5.000,00. Isso mesmo! Você leu direito! Cinco mil reais! A vida humana aqui não vale muito mais do que isso... Indenizações milionárias como se vê em filmes americanos, só lá acontece. No Brasil, está muito longe de ocorrer!

Assim, fora a preocupação com a imagem da marca e com o cliente, pode ter absoluta certeza que outra razão não teria a BMW ou qualquer outra marca para replicar recall's em solo brasileiro.

Por fim, deixe-me falar de um caso particular envolvendo recall's e uma moto Buell que tenho. Enquanto "lá fora" pelos idos de 2002 a 2006 houveram recall's desta marca de a) suporte do pezinho (podia quebrar. A minha quebrou. trocado...); b) rolamento de rodas (podiam quebrar. O da roda traseira da minha quebrou. Trocados todos rolamentos); c) ventoinha (podia trancar por quebra de rolamento. A minha travou. Troquei o conjunto); d) retentores das bengalas (podiam vazar. A minha... Bom. Troquei) e outros que não me lembro mais, sabem quantos anunciaram aqui? NENHUM! Isso mesmo! Procedi as trocas ou de meu próprio bolso, ou levando à concessionária o informativo estrangeiro exigindo o serviço, feito com muita má-vontade, como se fosse um favor... 

E não se engane que isso aconteceu somente comigo e minha moto! Tenho ouvido INÚMEROS relatos de diversos outros proprietários de motos das mais diversas marcas, com problemas IDÊNTICOS para determinado modelo que simplesmente não são chamados à recall, como se tais problemas fossem meras coincidências. Coincidências de falhas mecânicas? Hein?

Quanto a BMW, entre no site  BMW Motorrad e vá até a aba "Pós-Vendas". Pois é. Está tudo ali. Preto no branco.

E aí você não fica se perguntando PORQUÊ as outras marcas não fazem recall's? Será que você é ingênuo a tal ponto que acredita piamente que somente as motos BMW sofrem recall's ou tem defeitos em peças?

Digite "recall Triumph", "recall Yamaha", recall a marca da sua moto, e vais ver que não só a BMW sofre de "problemas" de recall's mas todas as marcas de motos que se prezem. Umas mais, outras menos, o importante é chamarem ao recall. 

Num suspiro final, talvez alguém ainda vá murmurar: "Mas antes não tinha tanto disso..."


De minha parte, prefiro 100 recall's do que o descaso com o consumidor. 

E você? Continua preferindo a inexistência de um recall?    

Pense nisso, enquanto lhes digo...

Até breve!!!



Crédito das fotos:
Google images

A A&K Motorcycle Rentals está sempre atenta a eventuais recall's de suas motocicletas BMW GS's, assim como solicita a clientes que reportem qualquer problema que porventura verifiquem, ainda que ínfimos. Além disso, mantém as mesmas com revisões estritamente em dia, realizando também um check up completo de cada moto depois e antes de cada nova locação.


terça-feira, 10 de junho de 2014

Cases plásticos originais ou metálicos? Qual a melhor opção?

Na hora de equipar a moto com cases laterais e top case, sobretudo em se tratando de big trails, sempre surgem dúvidas sobre quais utilizar. Cases originais da moto, normalmente plásticos, ou cases metálicos? E no caso dos últimos, quais escolher e o que considerar na escolha? Quais os prós e contras de cada um?


Estética. Talvez seja a única palavra que defina a opção por cases originais plásticos, como são, por exemplo, os da BMW F800GS e das R1200GS. Qualquer outra coisa que se diga pode ser duvidoso.  Ah... Mas a F800GS Adventure e a R1200GS Adventure tem cases metálicos... Porque será? Será que é só a questão preço envolvida, já que os metálicos são infinitamente mais caros? Você nunca se perguntou isso? Já não seria um indício que "há algo errado" com cases plásticos?

Apesar de esteticamente melhores (o que também discutível, pois tudo depende de gosto, algo totalmente subjetivo em se tratando de acessórios de motos), de nosso ponto de vista - se é que vamos considerá-los bonitos - para aí o benefício de se utilizar cases plásticos, por melhores que estes sejam. Se a estética é o maior ponto ao seu favor, é igualmente o maior em seu desfavor. Isso porque com qualquer arranhão nos mesmos nunca mais terão a mesma cara, por mais que você tente poli-los ou remendá-los. E com conhecimento de causa, lhes digo: como arranham fácil! Um verdadeiro inferno! Qualquer encostão em uma parede, pimba! Seu case estará para todo sempre cheio de marcas, desvalorizado. Uma queda então, torça para não ter o case arrancado da moto e quebrado em seu suporte, inviabilizando recolocá-lo na moto, o que lhe dará uma grande dor de cabeça.

"Mecanicamente" falando, infinitamente mais frágeis do que qualquer metálico, nem pense em fazer um "off road" com os cases laterais montados e tampouco com top case, por mais vazios que estejam e mais leve que seja o off. A probabilidade do top case sair voando é enorme. Basta uma rápida pesquisada no google para comprovar a assertiva.

Ok! Mas... Se é "tão ruim" assim, porque muitos optam ainda por cases plásticos? Só estética?

Negativo!

O ponto fundamental talvez seja: preço! E não por outra que as motos BMW F800GS Adventure e R1200GS Adventure só aceitam, em tese, cases metálicos, já vindo inclusive com o suporte para os mesmos, quase que "obrigando" sua colocação, pois originais plásticos (os Vario da imagem acima) da F800GS "normal" ou R1200GS versão "normal" (sport, sport plus ou premium) não encaixam nelas. O fabricante destas motos partem do pressuposto que se o comprador pode pagar mais pela versão "top" delas, pode igualmente pagar mais por acessórios para a mesma. Mas e quem sabe utilizar cases plásticos paralelos, como, por exemplo, os Givi? Gosto, como já disse, é discutível. Para o meu gosto, ficam horrorosos!!! Além de deixar a moto para lá de larga, transformando-a em um verdadeiro transtorno no trânsito travado das grandes cidades, pelas quais invariavelmente você terá, de um jeito ou de outro, passar. Só que daí você esbarra no problema que já falamos... O preço! Um conjunto de cases metálicos laterais e top case originais BMW passam fácil, fácil dos R$ 8.000,00 para a F800GS Adventure e chegam aos R$ 10.000,00 ou mais na concessionária para a R1200GS Adventure nova. Não sei o que você pensa disso, mas eu acho um verdadeiro e desmedido absurdo!

E o contraponto? No que os cases metálicos ganham? E porque, afinal, são tão caros?

Quanto ao preço, muito simples... Primeiro que cases plásticos são injetados, feitos praticamente 100% por máquinas. Os metálicos, ao contrário, são praticamente "artesanais", envolvendo muito do trabalho braçal em sua montagem. Não raro, são dobrados e soldados com considerável esforço físico, um a um, perdendo-se, volta e meia, algumas peças que acabam por questão de milímetros no erro da dobragem, não encaixando. Viram lixo, e tudo isso tem um custo. Segundo, que plástico é muito mais barato que alumínio, este metal de fabricação dispendiosa. Veja quanto custa um quilo de alumínio e um quilo de plástico. E, finalmente, porque são de qualidade melhor em termos de resistência. Ora, um tanque de guerra é muito mais caro do que um carro popular!

Ainda não vi vantagem, fora não arranharem, serem mais resistentes...

Quer mais ainda?

A questão da praticidade e da troca, utilização em mais de uma moto! Com um conjunto bom de cases metálicos, você troca de moto e não troca de cases. No máximo trocará o suporte! E só isso já vale o investimento. Porque não se engane! Na hora de vender a moto ninguém vai lhe pagar nem a metade do que você pagou por um case plástico ou qualquer outro acessório que tenha colocado na moto. Nessa toada, se você tem mais de uma moto, e um case metálico bom que não o original da moto, é um paraíso! Tire o case de uma, coloque em outra e pronto! Vá de BMW F800GS ou Triumph Tiger, mesmo case. Só muda o suporte. O que melhor? O outrora gasto, passa a ser economia das grandes!

Como se não bastasse, você ainda pode comprar bolsas para cases metálicos e facilitar o transporte de sua bagagem. É só tirar as mesmas dos cases e subir para o hotel. Acabou a preocupação de levar pesados cases, ainda que plásticos (não pense que são leves, porque não são! São tão ou mais pesados que metálicos, sabe-se lá porque cargas d´água!), para dentro do quarto. Mais um ponto a favor dos cases metálicos.

Estas, apenas algumas das razões pelas quais nós, particularmente, preferimos cases metálicos, e substituímos todos os plásticos originais que estavam em nossa frota de motos pelos metálicos da Idea-Pro, depois de muito pesquisar. Além de muito parecidos com os da BMW, são soldados (e não rebitados como os BMW), o que faz com que mesmo em caso de queda feia, não se "abram", ao contrário do que pode ocorrer com os da BMW, que, no mínimo, vai fazer com que não mais sejam impermeáveis (a água vai entrar pelo espaço do amassado que ficou entre os rebites, se não forem arrancados).

Existem outras opções mais em conta? Claro que existem! Assim como existe BMW e existe Shineray...

Fora a qualidade, os cases da Idea-Pro são MAIS acessíveis que muitos cases plásticos! Pode conferir diretamente com o fabricante e se surpreender com o orçamento!

E você? Vai optar por quais cases?

Até breve!


Crédito das fotos:
1 e 5 - Idea-Pro
2,3 e 4 - google images



Na  A&K Motorcycle Rentals equipamos nossas motos exclusivamente com cases metálicos da Idea Pro. Além de serem esteticamente muito bonitos, são extremamente robustos e resistentes, encaixando-se com perfeição em nossas BMWs GSs.
E como nossos clientes sabem bem, nossa preocupação primordial é entregar produtos com máxima excelência nas motos a serem locadas, sem nenhum custo adicional para os mesmos.