terça-feira, 25 de março de 2014

Como transportar uma moto - dicas - 1a. parte

Quando se pensa em transporte de moto, sobretudo por longas distâncias, a primeira coisa que se pensa é ONDE transportá-la, sendo a segunda, como a mesma irá fixada.
Muitas pessoas que precisam transportar suas motos, acabam optando por transportadoras não especializadas - na melhor das hipóteses, empresas de mudança - na ânsia de economizar alguns trocados ou por pura ignorância quanto a forma correta de se transportar uma moto. Não é difícil ver as mesmas sobre "caminhões cegonha", sem preparo algum para efetuar este tipo de transporte (de plano, basta lembrar que caminhões cegonas foram projetados para transporte de carros, não de motos, e a partir disto raciocinar um pouco), o que, invariavelmente, acaba por acarretar estragos na moto, muitas vezes não perceptíveis à primeira vista, como, por exemplo, rachaduras na estrutura da moto (frame), rompimento ou estouro de retentores de bengala, comprometimento do amortecedor traseiro, trincas imperceptíveis em rodas, balanças, mesa de direção e guidon, entre outros danos. Também não é raro ver motos sendo transportadas "embaladas" em cobertores velhos, dentro de baús de empresas de mudança que amarram depois o conjunto "firmemente" com cordas de resistência duvidosa entre a parede do baú e uma geladeira... Pior! Alardeiam os que contrataram o serviço depois que conseguiram uma "barbada" para transportar suas motos.   

Claro que muitas vezes, quando no meio do nada, não há outra alternativa no transporte da moto se não simplesmente colocá-la sobre um caminhão plataforma, e torcer pelo melhor. Mesmo nessa situação, se o piloto acompanhar o transporte e tiver um mínimo de noção de como a moto deve ser transportada a fim de orientar o caminhoneiro, melhor.

Começando pela "perfeição", talvez a melhor forma de se trasportar uma moto seja encaixotando-a, sem rodas e sem bateria. Logicamente, esta opção quase sempre está longe do possível, haja vista que nem sempre se consegue ferramental adequado para retirar as rodas e colocálas ao lado da moto com segurança, quanto mais construir uma caixa adequada ao transporte. Claro, se estamos tratando de levar uma moto de um continente até outro, talvez não haja outra maneira apropriada de fazê-lo.

Ficando nas viagens intermunicipais, interestaduais e/ou aos países vizinhos, pode-se perfeitamente utilizar pequenos e médios reboques, que tem capacidade desde para uma moto pequena até quatro ou mais motos grandes. E aqui já começam as outras variáveis... 

Em primeiro lugar, nunca se deve ultrapassar a capacidade de carga mencionada por um fabricante de um reboque, o que, em princípio, tem a ver com o número de motos que ele pode trasportar. Assim, se o reboque foi projetado para uma moto, por mais que você ache que ele aguenta, não invente de transformá-lo, colocando, por exemplo mais um trilho para que "adquira" a capacidade de tansportar duas motos. Se é para duas motos, não é para três, e assim sucessivamente. 

Fabricantes de reboque tem ainda o péssimo hábito de utilizar rodas recondicionadas e o pior de tudo, pneus "remold". Quanto as rodas, se não houverem trincas e/ou soldas, não existe maiores problemas, mas quando aos pneus, é preciso prestar máxima atenção. Ocorre que malditos pneus "remold" nada mais são do que pneus "remoldados", ou "recapados". Em bom português, recauchutados. E tudo isso para economizar meia dúzia de reais, e fazer com que o custo final fique mais em conta. O detalhe é que um excelente pneu Bridgestone ou Pirelli para reboque, NOVO, como deve ser, não custa mais do que R$ 190,00, quando muito. Mas um recauchutado custa a metade do preço, você pode defender... Ok! Ponha um recauchutado então no seu reboque que carregará sua moto de mais de R$ 50.000,00 em cima para economizar R$ 100,00. Quando o remoldado estourar e a moto for jogada de cima do reboque, talvez você perceba que a economia saiu caríssimo.

Assim, de pronto, se você acabou de adquirir um reboque e os pneus parecem ainda estar em boas condições de rodar ou mesmo se estão novos, ainda que o vendedor tenha lhe garantido que não são remoldados... Troque os pneus e fim de papo! Deixe os pneus - e quiçá mesmo rodas - de lado e coloque tudo novo, sem dó. Se houver lugar no carro/caminhonete que puxará o reboque, deixe o que agora virou estepe por lá sempre que carregar o reboque, ou fixe o mesmo convenientemente sobre o reboque, amarrando-o firmemente ao lado da moto preferencialmente com cintas de catraca e/ou, melhor ainda, além de amarrá-lo acorrente-o, de forma que não mexa um centímetro sequer. É preferível você ter muito trabalho para tirá-lo do lugar caso precise, que vê-lo pelo retrovisor voando enquanto dirige...   

E aqui, falando no carro que irá puxá-lo, observe sempre a capacidade de carga e de reboque do mesmo, bem como acessórios de engate. Qualquer manual de carro tem em um de seus capítulos a capacidade de reboque do carro. A exemplo, um Cobalt 1.8, tem aproximadamente capacidade de reboque de 1200kg, enquanto uma S10, dependendo da motorização, se aproxima dos 3000kg. JAMAIS coloque um carro para puxar mais do que o indicado no manual, por mais que você ache que ele aguenta ou que seu vizinho tem um igual e puxa até arado. Isso é um prato cheio para detonar motor, caixa de embreagem e outros componentes do seu veículo.

Igualmente não se deve descuidar dos "acessórios". No mercado você encontra desde cambões de reboque (as famosas "bolas de reboque") baratinhos de uma ou duas centenas de reais até os que podem chegar próximos aos R$ 1.000,00 ou mais. Entenda de uma vez por todas: engates mais baratos não são mais baratos porque o fabricante resolveu cobrar menos, mas sim porque normalmente são ou de qualidade inferior, ou com capacidade de carga pequena. Não raro vemos engates que não ultrapassam capacidade de carga de 400 ou 500kg, e que normalmente não servem é para nada, salvo enfeite. Isto porque um bom reboque irá pesar no mínimo entre 300 e 400kg, e só aí você já estoura a capacidade de carga.  

Ao rebocar qualquer coisa, você tem de considerar basicamente a capacidade de reboque do veículo, a capacidade de carga do reboque e a capacidade de carga do engate. Para verificar se está dentro do permitido, você deve somar o peso da moto a transportar mais o peso do reboque. É este valor final que deve estar dentro da capacidade de reboque do veículo E do engate. para que você não tenha surpresas desagradáveis no caminho.

ATENÇÃO! Após engatar o reboque certifique-se de que:
1 - o engate está firme, com pino colocado e travado, preferencialmente com cadeado;
2 - o reboque está acorrentado ao suporte do engate, no carro (por baixo ou nos olhais próprios);
3 - a trava do reboque está engatada e travada com o pino devido;
4 - a tomada está ligada ao reboque;
5 - as luzes de placa, piscas, freios estão em perfeito funcionamento.

Outra regra de ouro ao transportar uma moto é nunca deixá-la apoiada no pezinho ou cavalete central. Embora à primeira vista isso possa parecer uma posição "natural" para carregar a moto, a prática força todo o conjunto de maneira desequilibrada, sobretudo o pezinho ou o cavalete central que, cedo ou tarde, irá quebrar por todo esforço que fez durante a viagem. Triste é constatar que 9 entre 10 transportadores adotam esta prática, e que 11 entre 10 pilotos/proprietários desconhecem totalmente da prejudicialidade de tal forma de transporte para a estrutura da moto como um todo.   


Na próxima parte - CLIQUE AQUI PARA LER! - faremos as considerações devidas sobre como subir a moto em um reboque, carreta, caçamba de caminhonete, como amarrá-la e como retirá-la com máxima segurança. 

Até breve!

Crédito das fotos:
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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

A concorrência de preços entre as motos. Até onde chegaremos?

Volta e meia me sinto ludibriado. E garanto que um monte de gente comigo também. 

Isso porque você vai na concessionária, compra uma moto por valor "x" (e o x é bastante caro!) e na semana seguinte - ou às vezes até no dia seguinte - pimba! Lhe chega por e-mail um anúncio dando conta de que a moto que você acabou de comprar caiu sensivelmente de preço, e agora custa 10%, 15% menos do que você pagou. 



Você esbraveja, tem ganas de ligar prá concessionária e perguntar se eles acham que você é trouxa - porque, afinal, lhe venderam a moto por tal preço quando poderiam ter lhe feito aquele outro - exige seu dinheiro de volta, diz que vai devolver a moto, ameaça-os de processo, quer lhes jogar à cara o Código de Defesa do Consumidor (que depois, mais calmo, você se dá conta não haver uma linha que diga que o vendedor não pode baixar seu preço quando bem entender), enfim, só falta tocar fogo na moto na frente da loja como ato insandescido de protesto. Que, diga-se de passagem, não vai ter efeito algum, porque, ainda que você pense de forma contrária, você não tem razão alguma. Deveria, isso sim, ficar feliz...

- Como??? Estás louco? Pirou de vez, né? - agora você grita xingando-me...

Digamos que você não teve a (in)felicidade de comrpar uma moto nova. Digamos que a sua já é usada. Pouco rodada, vá lá, não chegou nem a revisão dos 10.000km, porque não faz nem um ano que tirou a moto... Assim, a notícia não lhe abala tanto.

Será? 

Errado. 

Se as novas caem de preço, a sua usada então, vão para o chinelo. Aliás, vai para baixo do chinelo! A moto que você comprou por dezenas de milhares de reais, agora, de um dia para o outro vale dezenas de milhares a menos. Você entra no "moto.com" e parece que os proprietários estão querendo se livrar à qualquer preço das suas máquinas! Indignado, novamente, você tem vontade de ligar para um por um e oferecer "dérreau" pela moto dele. Afinal de contas, ele já está torrando-a mesmo! Não está nem aí se vai ofender, porque o valor que ele pede para a moto é ofensivo para você que tem uma igual e, sim, já estava pensando em vendê-la para trocar por um modelo mais novo, ainda mais agora que cairam tanto de preço... Só não quer, é claro, entregá-la por tão pouco que é o que está na tabela Fipe, sendo que é melhor pensar em apenas 90% daquele valor se quiser vender rápido para pegar a "promoção" da zero km.

Bem ou mal, mais cedo ou mais tarde, você acaba se dando conta que todos estamos no mesmo barco, e que, a concorrência de preços é invariavelmente prá lá de saudável. E que quanto mais barato as motos ficarem, melhor para todo mundo no médio/longo prazo!

Seja Triumph Tiger, Suzuki V-Strom, Yamaha Super Ténéré, BMW R1200GS LC ou F800GS, entre outras, todas cairam radicalemente de preço, e agora estão muito mais em conta. Tudo fruto da saudável concorrência e da imutável "lei do mercado", que agora finalmente parece comecar a se aplicar em "terra brazilis".

Lembrando que ainda tem bastante espaço para cair mais, e o que hoje parece "barato", será caro amanhã. Claro, não é por isso que você vai ficar esperando para comprar a sua indefinidamente, já que vai cair de preço. O que você deve sempre fazer é pedir um descontinho a mais, ou colocar aquele acessório que você tanto quer por um preço melhor ou mesmo "de brinde". Porque não? Você quer comprar, o vendedor quer vender. Você tem a grana na mão, o vendedor precisa desta sua grana para "sobreviver" neste mercado insano. Se ele não vende, quebra, e aí é que entra a sua capacidade de negociação. Simples assim, lei de mercado. É uma assertiva da qual você sempre deve lembrar quando negocia uma moto...

E você, no fim das contas, sai ganhando ou perdendo?

Como sempre digo, tudo depende de como você vê o copo. Se meio cheio, ou meio vazio...

De minha parte, hoje em dia, prefiro ver sempre meu copo meio cheio.

Nunca se perde, quando no fim se ganha. 

E você? Como prefere ver seu copo? 

Até breve!!!


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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Ushuaia de moto - É o fim do mundo!

Ushuaia é conhecida como a cidade do fim do mundo. Uma das mais austrais cidades do planeta, Ushuaia chama a atenção da maioria dos motociclistas, não havendo aquele que não queira - mais cedo ou mais tarde - empreender uma viagem de moto até lá.


Considerada viagem-desafio por conta das distâncias a cobrir, tem ainda dificuldades relacionadas aos fortes ventos perto do Estreito de Magalhães, que, até algum tempo atrás, ainda contava com trechos longos de rípio, o que deixava o motociclista ainda mais sujeito aos elementos da natureza e/ou quebra na moto, devido aos esforços da máquina e do piloto. Agora, contudo, praticamente todo o trajeto até Ushuaia pode ser feito por estradas asfaltadas, em excelentes condições de conservação, como costumam ser as rutas argentinas e chilenas, não havendo moto - de que estilo for - que não possa chegar lá.

Com tudo isso, apenas uma última dificuldade parece separar o sonhado destino dos motoaventureiros: as distâncias absurdas a serem percorridas...

Para um motociclista experimentado, os quase 9000 quilômetros da viagem de ida e volta partindo de Porto Alegre/RS, não representam maiores problemas, podendo ser preenchidos em até 10 dias pelos que gostam de sentar na moto e rodar, rodar, rodar, hora após hora, dia após dia. Contudo, o grande problema deste tipo de viagem - que costumo chamar de "corrida maluca" - é o fato de que o motociclista pouco vai ver, quase nada vai aproveitar. E veja que estamos nos limitando a Porto Alegre/RS, a capital mais ao sul do Brasil! Se partir de São Paulo são mais de 11000km, do Rio aproximados 12000km, do Nordeste distâncias superiores a 13500km e assim vamos aumentando cada vez mais quanto mais ao norte estiver o motociclista.

Por mais que se rode, fazer mais de 1200km ao dia, um depois do outro, é quase uma impossibilidade, sem falarmos nos riscos envolvidos por conta do fatal cansaço que irá tomar conta do piloto dali a um par de dias, derrubando sua atenção para níveis prá lá de perigosos. E, como se sabe, o interessante de se andar de moto é ter a possibilidade de poder andar de moto no dia seguinte, e no outro, e no outro, coisa que você dificilmente fará em caso de acidente, seja por danos a moto, seja por danos em você mesmo. Então, para quê se arriscar? É claro que riscos fazem parte de uma aventura, mas dar margem a maiores riscos além dos que já existem, no mínimo não é atitude inteligente. É como querer escalar uma alta montanha sem se aclimatar e na pior estação do ano possível, contando com o êxito. Isso definitivamente não é mais aventura. É suicídio... 

Alguns podem dizer que basta um pouco de planejamento e... 30 dias de férias! Ok... Mas e quem não tem ou não pode tirar 30 dias de férias, como acontece com empresários, autônomos e outros que não podem abandonar suas empresas e negócios por tanto tempo assim? Como ficam? "Perdem" o direito de ir para Ushuaia? 

Antes sim... Agora não. Salvo se com "visão limitada" ou desculpas ilimitadas.

Tenho um lema de que para tudo na vida sempre há um jeito. Tudo tem solução (salvo quanto a morte e os impostos!).

Ontem mesmo tive uma reunião, onde quem coordenava a mesma, enchendo o peito com orgulho, disse algo parecido alegando que sempre se tem duas saídas. Mostrando a sala onde estávamos, foi enfático em dizer: "Quando se está numa sala destas, se tem ao menos duas "saídas". Uma é ficar dentro da sala. Outra é sair pela porta...".

Imaginei a sala pegando fogo...

E enquanto ele falava isso, por razão que bem conheço oriunda de meu ancestral "espírito inquieto", imediatamente olhei a janela basculante, imaginando até onde ela abriria e como eu faria para transpô-la, chegando rapidamente do lado de fora daquela sala. Não, meu caro! Você está enganado! Não existe só uma maneira de se sair, de ir. A alternativa não é ir ou não ir por falta de tempo, oportunidade, modo. A alternativa não é ir só por ali, só daquele jeito. Não é ficar ou sair. 

Nunca é. 

Para mim, a coisa sempre é porque ficar, como, quando ir, por onde, etc. Mas nada nunca me impediu de buscar meus sonhos. De uma maneira ou de outra.

E você? 

Ainda arrumando desculpa de falta de tempo para não ir a Ushuaia?    

Nós estamos indo... Vamos nessa? Nos vemos lá!

Até breve!

Crédito das fotos:
Júlio Cezar Lima, Maurício Pena e Vicente


* A A&K Motorcycle Rentals trará sua moto de Ushuaia no dia 25 de abril. É sua oportunidade para ir até lá em espaço de tempo menor! Vá com sua moto, volte confortavelmente de avião. Programe-se! Ainda temos 5 vagas em nosso reboque (reforçado, rodado duplo, com sistema de freios). Contate-nos no email aek@aekmotos.com para maiores detalhes.

  


sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Atenção! Gelo na Pista! Black Ice - Como evitar um tombo. Técnicas de pilotagem

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Pode parecer bobagem, redundância ou falta de solução melhor, mas é fato que a melhor forma de evitar um acidente por conta de gelo na pista é uma só: evitar ao máximo esta condição. 


O gelo na pista, ou mais conhecido como "black ice", é uma circunstância que pode ser mais comumente encontrada pelo motociclista do que ele imagina, sobretudo em estradas de regiões serranas e/ou muito sombreadas, como, por exemplo, túneis ou abaixo de árvores. 

Quem já passou de moto sobre uma mancha de "black ice" e não caiu, além de poder se considerar um bom piloto, já poderá dizer que é motociclista de muita sorte, uma vez que a pista com gelo se torna tanto ou até mais escorregadia do que se tivesse grande sujidade de óleo. 
 
Logicamente que, por se tratar de nada mais do que água congelada, o "black ice" precisa antes de mais nada simplesmente congelar, ou seja, a água precisa ser levada à ponto de congelamento, o que em condições normais ocorre a 0º centígrados. Assim, quando se está a enfrentar temperaturas abaixo de 10ºC, já se mostra possível a formação de gelo, sobretudo nas áreas mais úmidas (ex.: ao lado de cachoeiras; após chuva; após sol forte sobre neve derretendo-a e logo em seguida congelando-a; etc.) que estão a experimentar estes "níveis de calor", fisicamente falando. 

É preciso lembrar que o vento também pode levar o asfalto - e consequentemente eventual água sobre ele - a alguns graus centígrados abaixo da temperatura ambiente, pelo que o fato de estarmos com temperaturas de até pouco mais de 10ºC em locais ensolarados, não significa que não tenhamos condições abaixo de zero graus em outros locais próximos ou ao lado de. 

Em condições propícias de formação de gelo na pista, procure sempre seguir outro veículo (preferencialmente de 4 rodas, leve),cuidando se o mesmo não dá volta e meia uma "rabeteada". Se isto acontecer, pode ser sinal de que passou sobre uma mancha de black ice. Em temperaturas baixas, de qualquer forma, procure ficar atrás de automóveis, jamais mantendo a dianteira deste. Se o motorista se aproximar por trás e tentar lhe ultrapassar, facilite ao máximo isto ao mesmo, cuidando, contudo, para não se aproximar do acostamento, pois é justo rente ao acostamento que mais se encontram manchas de black ice. E aí será um tiro no pé: facilmente você poderá ver sua moto repousar ali adiante sobre a neve fofa que se acumula na lateral da estrada. Cair sobre tal nem é o maior problema. Problema - e dos grandes! - você terá será para tirá-la de lá. Se já é pesada em condições que você tem apoio suficiente, imagine quando não consegue firmar suficientemente o pé no solo.  

Nas motos que possuem controle de tração, como a grande maioria das BMW a partir de 800cc, há também no painel o aviso de gelo ("ice"), que normalmente aparece antes do gelo, momento em que reduzindo a velocidade se pode reduzir a probabilidade de queda. O controle de tração em tal situação trabalha fazendo pequenos ajustes por "deslizamentos" praticamente imperceptiveis da roda. Já em uma moto sem controle de tração, a probabilidade de se manter "em pé" se reduz drasticamente, e é preciso muito esforço, técnica, sangue frio e um tanto de sorte para não "comprar um belo terreno". 

Segundo um de nossos amigos, típico "viramundo" que costuma rodar por tudo quanto é lugar do planeta, o grande problema é o gelo "...amanhecido da noite anterior, notadamente onde o sol não bateu ainda.". Segundo o mesmo, é muito difícil distinguir o gelo propriamente dito da neve misturada com sujeira. Como o mesmo é endurecido e puxando para o branco, pode-se fazer confusão, ainda mais ao se vir rodando. Daí que, nestas situações, o melhor é não abusar da velocidade, mantendo ao máximo a de uma pessoa correndo. Igualmente, quando há notícias de formações de gelo na pista, o melhor é procurar sair perto do meio dia, pois o sol à pino derrete mais facilmente o gelo. 


Claro que ainda assim não é momento para despreocupação total, pois onde a montanha ou árvores bloqueiam o sol pode haver gelo. Além disso, se há aparência de "molhado" na pista, isso pode ser sinal de que o gelo está derretendo. E estar derretendo significa que ainda pode haver gelo.  

Resumindo: 
- mancha esbranquiçada na pista = gelo ou neve com sujeira;
- mancha molhada na pista = gelo derretendo ou já totalmente derretido

Assim, mesmo que sua moto possua controle de tração, procure evitar manchas esbranquiçadas e manchas molhadas. Ao perceber a existência das mesmas, dimunua a velocidade e incline a moto o menos possível. Se sua moto não tem sequer termômetro no painel, pense em adquirir um em qualquer loja de "1,99", fixando-o até com fita dupla-face onde você consiga consultá-lo periodicamente.  

Finalmente, ao contrário do que poderia se imaginar antes de ler esta matéria, é preferível encontrar NEVE na pista do que encontrar gelo, esta última talvez a situação que requer mais atenção por parte do motociclista.

Claro que sempre há limite para tudo, e às vezes pedir auxílio a uma caminhonete 4 x 4 pode ser a solução para se continuar uma viagem mais, digamos, gelada. De tudo, o importante é não entrar numa fria, lembrando que para o motociclista que se preze, não há tempo ruim. Ruim mesmo é não andar de moto e arrumar mil e uma desculpas para não levantar do sofá e ir rodar.

E você? Tem medo de quê? De neve ou de programas de auditório na televisão? 
 
Até breve!


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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Valores e Roteiro Tour Inverno 2014 - vamos de moto à Mendoza Agosto de 2014!

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Depois que fizemos o post sobre nosso Tour Inverno 2014, já tivemos várias solicitações de amigos e leitores querendo maiores informações sobre os preços, roteiro completo e discriminado, se dá prá ir com moto própria, etc. 

Assim, hoje publicamos os valores que se aplicarão para o Tour que acontece a partir de 01 de agosto de 2014 agora. Parece longe, mas a data já está bem próxima, pelo que já estamos providenciando pagamento de hotéis, de prestadores de serviço, transportes, passeios, etc.

Desde a idéia inicial, já fizemos diversas alterações até chegar a este roteiro final, tudo visando a segurança e melhores hotéis possíveis aos viajantes, como indicamos, acima sempre de 3 estrelas.


Já recebemos algumas "críticas", mesmo antes deste post, no sentido de que não "deveríamos abrir tanto" o roteiro, pois viajantes autônomos poderia copiar o mesmo... Nossa resposta foi:

- Ok! E daí?

Voltamos a afirmar que a razão primeira de existir da A&K Motorcycle Rentals são os motociclistas. Se vão viajar em Tour conosco ou de forma autônoma, é coisa que de qualquer forma faz com que cumpramos nossa meta! Claro que empreenderem uma viagem conosco é sempre uma satisfação. Afinal o motociclismo e a viagem de motos sempre foi nossa paixão, como sabem nossos leitores que acompanham o blog desde há muito. 

Então, sem maiores delongas, vamos à descrição do roteiro passo-a-passo:


Numa saída rápida, dia 01 de agosto iremos de  Canoas à Uruguaiana, partindo mais tardar às 7h da manhã. Serão 641Km, e devemos chegar por aquela cidade em torno das 15h. Parada de 1h para um almoço ou lanche rápido no trajeto. Como já apontamos em outros textos do blog, não é bom "encher a barriga" quando se está pilotando, pois após almoços pesados o sono é fatal. E nesse dia teremos longas retas para percorrer... Já está agendado hotel ao lado da ponte que nos leva até a fronteira com a Argentina. Faremos os preparativos para a aduana no dia seguinte.

Dia 02 de agosto atravessaremos a fronteira na primeira hora, e iremos até Santa Fe, distante 410 km, uma cidadezinha bastante acolhedora. Devemos chegar lá até as 13h. 2 paradas para abastecimento, água e para os que desejarem um lanche.




No dia 03 de agosto, após 528 km, estaremos aportando em Mina Clavero. Quando você se deparar com a ímpar paisagem da serra que conduz até Mina Clavero, irá notar porque a cidade foi escolhida como nosso ponto de parada. Aliás, o "Camino de Altos Cumbres" por si só já vale a viagem. Mina Clavero é atípica cidade no meio do nada, que é prá lá de hospitaleira. Apesar disso, no verão se torna uma cidade balneária (por conta do Rio Clavero) e conta com excelentes restaurantes. Vale jantarmos num dos melhores do lugar!    


Descansados temos mais uma perna longa de 504 Km no dia 4 de agosto. Estrada excelente, com longas retas, nos permitirá manter uma boa velocidade de cruzeiro. meia dúzia de horas e deveremos estar chegando em Mendoza mais tardar por volta das 13h. Reservamos um hotel ao lado da principal rua "fechada" de Mendoza, onde sugerimos degustar um bom "Lomo de Chourizo" em um dos vários bares da mesma. 

E no dia seguinte uma Van já nos espera para o passeio até duas outr três vinícolas de Mendoza e uma "aceiteria" já está garantido. Vamos ver ao vivo como se faz o melhor vinho tinto e como é extraído o azeite virgem da oliva. Será possível degustar vários tipos de vinho, e teremos uma aula com especialistas de como distinguir um vinho de outro, como armazenar, abrir, servir e melhor apreciar um tinto... Sem dúvida, uma arte! É passeio inesquecível, da qual você lembrará sempre que abrir uma garrafa de vinho.

Dia 6 subiremos novamente nas motos para visitar a Ponte del Inca, tirar fotos do Aconcágua e almocar em Uspalatta. Vamos subir os andes e experimentar o verdadeiro friozinho! Preparem as blusas de lã e as câmeras fotográficas! Com os andes sempre à frente, teremos oportunidade de ver a neve ao longo da estrada e cobrindo as montanhas. Os andes são lugar inesquecível! Vamos nos preparando para em próximo Tour cruzarmos o mesmo? Rodaremos 150 km neste dia, retornando a Mendonza para nossa última noite deste tour na cidade.Dia 07 vamos sair cedinho e percorrer mais 484 km até Rio Cuarto, uma cidade sem maiores atrativos, que será nosso ponto de parada para descansar à próxima perna, esta sim com destino prá lá de esperado: Buenos Aires! Nesta noite, um bom vinho "nacional" depois de termos aprendido um tanto sobre eles, pode ser uma boa pedida.Dia 08, após mais 687 km por retas infindáveis, chegaremos à Buenos Aires, onde diversas atrações nos aguardam! Vamos visitar o Caminito, o Puerto Madero e também teremos uma noite de espetáculo na mais tradicional casa de tango "Señor Tango". Para melhor deleite dos nossos clientes estamos em Buenos Aires providenciando acomodações em Puerto Madero, quiçá um dos lugares mais chiques e valorizados de toda Buenos Aires! Talvez a esta altura você já comece a imaginar que a viagem vai sair um tanto cara... Continue lendo e se surpreenda com os valores de investimento que preparamos para este Tour!E nossa viagem ainda não acabou! Dia 11 partimos de Buenos Aires, pegando o Buque Bus para Colonia del Sacramento, belíssimo vilarejo onde poderemos almoçar ou simplesmente fazer um lanche num de seus vários cafés. Dali, vamos a famosa Punta del Este, ficando em outro ótimo hotel para um par de dias. Uma boa oportunidade para quem gosta de arriscar a sorte em um dos Cassinos do lugar, ou então para quem gosta de fotos diferentes, onde as atrações principais são os monumento/esculturas "La Mano" e a "Casa Pueblo". E finalmente no dia 13 chegaremos na divisa do Brasil, no Chui (ou seria Chuy? Depende de que lado da rua você está!), onde poderemos fazer umas comprinhas rápidas nos free shops, para trazer uns vinhos para casa ou um "mimo" para quem nos aguardam com ansiedade. Logo mais, ao fim da tarde, seguimos para Rio Grande, com suas tradicionais churrascarias. Um javali é a pedida. No dia 14 estaremos de volta ao nosso ponto de partida, com a alma lavada e muita história para contar! No dia seguinte ou no mesmo, para os que vem de fora e voltam às suas cidades de noite, o transfer A&K-aeroporto é novamente por nossa conta. Abaixo, todo o nosso roteiro:      

Data
Dia
Trajeto
Quilometragem
01/ago
1
Canoas - Uruguaiana
641
02/ago
2
Uruguaiana - Santa Fé
410
03/ago
3
Santa Fé - Mina Clavero
528
04/ago
4
Mina Clavero - Mendoza
504
05/ago
5
Mendoza
0
06/ago
6
Mendoza
150
07/ago
7
Mendoza - Rio Cuarto
484
08/ago
8
Rio Cuarto - Buenos Aires
687
09/ago
9
Buenos Aires
0
10/ago
10
Buenos Aires
0
11/ago
11
Buenos Aires - Punta del Este*
308
12/ago
12
Punta del Este*  
0
13/ago
13
Punta del Este - Rio Grande
465
14/ago
14
Rio Grande - Canoas
350

Total

4527
* dias ou tardes livres com moto

E agora a parte surpreendente!

Diárias de todos os hotéis incluídas, taxas incluídas, transfers aeroporto de Porto Alegre-Hotel-A&K (para clientes que vem de fora do RS) incluídos,  incluída locação de BMW F800GS nos termos em que você encontra em nosso site (sem taxas extras, sem limite de quilometragem, equipadas, com gps, etc.), carro de apoio com reboque, Tour Leader em moto, brindes da A&K, passeios e no mínimo 2 jantares inclusos por USD 3700.00, podendo o valor ser parcelado em tantas quantas combinadas com a A&K, com desconto no depósito. 

Para os que querem ir com a BMW G650GS, valor de USD 3400.00, igualmente com desconto (preço menor) no depósito.

É possível ir ainda com moto própria, desde que compatível com as do grupo (big trails) e com manutenções em dia. Neste caso o valor do investimento é de USD 2500.00, igualmente havendo desconto no caso de depósito antecipado.

Para quem vai com garupa, somar USD 1575.00.


Quem quiser ainda mais detalhes para fazer este Tour com a A&K Motorcycle Rentals já pode nos escrever para o e-mail aek@aekmotos.com que repassamos todas informações.

Vamos nessa? 

Até breve! 


Crédito das fotos:
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