segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Harley Davidson Sportster 883 Iron. Uma moto para todos os dias!

Quando se fala em Harley Davidson, duas coisas vem logo à cabeça: um GRANDE motor em "V" com som característico e uma moto cheia de cromados, de ferro, extremamente pesada, geralmente para mais de 300kg.

Já quando o assunto é uma Harley menor como a 883, não são poucos os que torcem o nariz...

Sem conhecimento de causa, claro, na maioria das vezes.

Não dá para se dizer que a Sportster 883 é uma moto confortável. Longe disso. Aliás, se você tem mais de 1,80 de altura, melhor é correr dela, pois em geral é uma moto pequena. Não que não seja possível adaptá-la a sua estatura, mas observar um cara grande pilotando-a passa a mesma impressão do que ver um alterofilista de 2 metros de altura e mais de 150kg em um Fiat Cinquecento: um tanto ridículo. 

Quanto a ciclística não se pode ser cínico e negar. É fato que de plano, sua suspensão de curto curso faz o piloto desacostumado com customs sofrer bastante. O banco original do tipo sela, embora tenha excelente encaixe para o piloto e boa espuma, também não alivia muito a situação do mesmo. Não raro, em buracos - normais de nossas estradas - se encontra o fim de curso da suspensão, com um baque seco que é inclementemente transmitido ao piloto.  

Sua ergometria, quando original, também não ajuda muito. O guidom parece muito avançado à frente, lhe obrigando a ficar ou com braços muito estendidos ou curvado. A primeira providência ao se adquirir essa moto é a instalação de um guidom do tipo "mini ape hanger", o que minimiza bastante o sofrimento e ainda traz um ótimo estilo à moto, contribuindo ainda para que se passe com o mesmo por cima dos espelhos de carros, o que no trânsito caótico é providencial ao se pegar o "corredor". Claro, o lado ruim é que ficará exatamente da altura dos retrovisores das caminhonetes, pelo que se deve abrir o olho e, logicamente, nunca abusar da velocidade. Afinal, se você está numa Sportster 883, não tem razão nenhuma para correr como um tresloucado que tem de fazer uma tele-entrega rapidamente a fim de garantir a grana.

E falando em "customização" e alterações na moto, sejam estéticas, sejam de conforto, logo se observa que a 883 é talvez uma das motos mais customizáveis. Quiçá por ser das mais em conta, não se tem tanta dó de fazer alterações, que podem ir desde banco para um com molas, piscas menores, rodas raiadas, amortecedores à gás, escapamento esportivo, comandos avançados, pintura, enfim! Deixá-la mais clássica, mais confortável ou correr para o lado oposto, tirando "excessos" e chopperizando-a ou deixando-a com ar de bandida, rat-bike, low rider ou o que bem convier. O piloto pode trabalhar ele mesmo como verdadeiro artista sobre a moto, já que, em geral, com um pouco de paciência, atenção e o mínimo conhecimento de mecânica consegue se mexer em quase toda moto, pelo que ouso considerá-la o "fusca" das Harley Davidson. Legítimo "pau para toda obra", como diz o bom ditado popular.   

No mais, apesar de se ter "apenas" 883 cilindradas na motinho, não faz feio, tendo um torque bem interessante capaz de empurrar a máquina com vontade. 

Como toda Harley Davidson, não é moto dada a correr. Em verdade pelos 110km horários a vibração e o vento lhe jogando para trás já começa a incomodar bastante, fazendo com que longas viagens não sejam tão interessantes. Muito menos com garupa, para a qual ela não é indicada, até mesmo porque, sendo monoposto, lhe obriga a instalar no mínimo banco e pedaleiras. Um sissy bar também seria o mínimo para trazer algo descente ao posto da garupa. Mas... Nem assim ela vai gostar de ocupar o lugar, muito por conta da suspensão que ficará comprimida e lhe dará bons sustos e porradas indesejadas na coluna. Assim, se sua idéia é andar com garupa, o melhor é fugir desta moto e partir para uma Sport Custom, que, ao fim e ao cabo, vai ficar no mesmo valor da 883 depois que você colocar os acessórios obrigatórios para levar a garupa.

Mas...

Uma coisa é inegável. A 883 é uma moto deliciosa!

Por ser pequena e de baixo peso (comparando com as demais Harley's), você acaba usando-a no dia a dia, para ir para tudo que é lado. Fácil de manobrar, econômica e com desenvoltura no trânsito, é a moto ideal para quem roda bastante na cidade. Uma maneira divertida de ir e vir. Tanto que você acaba não vendo a hora de pegá-la novamente.

E você? O que acha da 883? 

Até breve!



Crédito das fotos: 
Google images

Aluguel de motos BMW e Harley Davidson 
Tour pela Route 66, Daytona Bike Week, Portugal, África e outros 
Consulte-nos no e-mail aek@aekmotos.com 


sexta-feira, 9 de outubro de 2015

INDIAN desembarca no Brasil - Conheça os preços

Como já adiantamos em nosso blog em fevereiro (CLIQUE AQUI PARA VER), está chegando o final do ano e, com ele, conforme prometido, as motocicletas Indian, eternas rivais da Harley Davidson. 


Antes de falarmos em preços, é importante mais uma vez lembrar que as Indian's desde SEMPRE foram mais caras do que as Harley's, embora estejam e disputem o mesmo nicho de mercado, com motocicletas apresentando características muito semelhantes. Há quem compare modelos inclusive, mencionando que a Scout seria a concorrente direta da Sportster 1200 ou da Custom; a Chief Classic concorrente da Fat Boy e a Chief Vintage uma concorrente da Street Glide.

No brasileiro, talvez o que não falte (ou faltasse) é esperança. Mas não dá para embarcar em um mundo de Peter Pan, deixando a realidade distanciada da fantasia. Ou vice-versa. 

É preciso encarar o fato de que a Harley Davidson está com preços no Brasil extremamente defasados com relação ao exterior (melhor nem falar muito alto!), pois lá fora a Ultra Glide, por exemplo, já custa USD 23,220.00 (equivalente a R$ 92.800,00 aqui), enquanto pagamos R$ 5.000,00 a menos. E todas seguem neste mesmo caminho. Comenta-se, inclusive, que para os modelos de 2016 a Harley Davidson já prepara um pacote com reajustes na faixa dos 20% (vinte por cento!), o que vai deixar suas motos um tanto salgadas. Nada que assuste muito o consumidor brazuca, eternamente acostumado a pagar altíssimos preços por tudo o que é tipo de produto. 

Vamos aos valores? 

- Indian Scout: R$ 49.990,00

- Indian Chief Classic: R$ 79.990,00

- Indian Chief Vintage: R$ 89.990,00

Confesso que fiquei um tanto triste... Triste por ainda ter esperança nessa terra chamada Brasil? A&K Motorcycle Rentals as motos Indian's. Mas... A esse preço não dá. Não agora. Teria de obviamente repassar estes valores ao cliente e com isso teríamos diárias muito caras. E essa não é a idéia da nossa loja, ainda que seja esta a realidade do país, com comerciantes cobrando o que não deixa de ser justo diante de nossa absurda carga tributária, burocracias escorchantes, produtos/insumos caríssimos na origem e outras mazelas. 


Bom... ERA minha idéia colocar à locação na empresa

Valem o que se pede? 

Aí é de cada um e de cada bolso. De cada gosto. 

Vamos ver como a Indian se posiciona no mercado. Esperamos que tenha fôlego suficiente para a briga titânica que vem pela frente!

Pois concorrência é sempre bom. E a Indian concorre com classe. 

Inegável: belíssima motos! Incomparáveis!


Crédito das fotos: 
Site oficial da Indian - www.indianmotorcycle.com/pt-br



A&K Motorcycle Rentals é uma empresa especializada em locações de motos Premium, como BMW's GS e Harley Davidson.
Tour pelos Estados Unidos e Europa, com grupos exclusivos. Programe a viagem dos sonhos de seu grupo! Contate-nos pelo e-mail aek@aekmotos.com


quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Mais motos BMW nacionalizadas e mais em conta! R1200GS, F800R e S1000RR (?)

Quem pensa que a BMW Motorrad vai parar de surpreender ou brigar com forças de campeã por sua fatia no mercado, está redondamente enganado!

Agora a pouco a BMW Motorrad anunciou o "lançamento" (ou o retorno...) de suas versões básicas, tanto da imbatível bigtrail R1200GS como da naked F800R. Para baixar o preço das mesmas, basicamente se tira um tanto de tecnologia embarcada destes modelos básicos, que contam somente  com sistema de freios ABS. Moto ideal para quem não gosta de firulas ou para os que acreditam que quanto mais tecnologia, mais coisa há para estragar e deixar o piloto na mão...


 Bom mesmo, para falar a verdade nua e crua, é que agora a BMW R1200GS Sport ainda traz as  manoplas aquecidas, o controle de pressão dos pneus (RDC) e freios ABS mas perde o providencial controle de tração e os diversos modos de pilotagem. Também as suspensões ajustadas eletronicamente - ESA - do pacote Premium desaparecem na versão básica. Além de, claro, as rodas raiadas, que voltam para a versão de liga no modelo básico. Motor, torque, potência, etc., continua tudo igual: boxer de 2 cilindros com potência de 126 cv e torque de 12,74 kgfm.

Nada que afete a performance da moto, ao menos não na mão de um bom piloto. Claro, particularmente eu até abriria mão do RDC e das manoplas aquecidas (que pouco se usam neste país tropical) em troca do controle de tração, que "salva" muito a vida do piloto. Só quem já sentiu o controle de tração trabalhando de verdade sabe do que estamos falando.
O preço de tabela cai em R$ 9.000,00, ou seja, agora é de R$ 60.900,00 para a versão "Sport" contra  R$ 69.900,00 da versão Premium. 


Já a naked F800R, moto que tem agradado muito o público feminino e os pilotos de estatura mais baixa e/ou que usam a moto em seu dia-a-dia, apresenta-se com um novo pacote básico, agora chamado de “Ride”. A motinho mantém suas características principais, como o motor bicilíndrico em linha e 91 cv, com torque em 8,76 kgfm, seis marchas, rodas em alumínio 17 polegadas, freios ABS e piscas em LED. Nesta versão básica também perde o controle de tração. 

O preço da versão básica fica R$ 4.000,00 mais em conta: R$ 33.900,00 ao invés dos R$ 37.900,00 da versão Premium.

Por fim, especula-se ainda na nacionalização da S1000RR, que teria seu preço abaixado em aproximadamente 4 a 5 mil reais. Até o momento mero boato; não tivemos nenhuma informação oficial da BMW Motorrad. Para a S1000RR é uma matemática da qual duvidamos muito. A um porque não tem suficiente volume de vendas no Brasil a justificar sua montagem aqui, ao contrário da R1200Gs e F800R. E a dois porque não se tem o que tirar de tecnologia da S1000RR para reduzir o preço da mesma. Qualquer coisa que se tire da moto, simplesmente "estraga" a mesma, colocando-a no lugar comum de outras superesportivas, posto que a S1000RR não pretende jamais ocupar. Ela sempre foi muito além do lugar comum, deixando as outras reles mortais em sua maioria nipônicas para trás.

E você? Já escolheu sua BMW? 

Até breve!


Crédito das fotos: 
Google images


Aluguel de motos BMW's e Harley Davidsons
Tours pela Route 66, Daytona e outros destinos internacionais
Simule sua locação ou Tour no site ou escrevendo-nos por e-mail para aek@aekmotos.com



quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Capacete importado e Selo do INMETRO - Desnecessidade parcial

Esses dias tive a "felicidade" de vencer leilão da Inglaterra e após os devidos trâmites de pagamento, estava a caminho meu exclusivo capacete modelo Buell, assinado por ninguém menos do que Erick Buell! O item iria ficar na estante da empresa, já que foi com uma Buell que comecei a traçar os primeiros planos para a A&K Motorcycle Rentals, hoje uma realidade. 

Manda para o Brasil, e aí começa a tortura... Mal chega ao país e o fiscal da aduana acha que o item tem de ter "selinho" e dá conta de que a mercadoria "não possuía INMETRO". 

Vira, mexe, um ajuda daqui, outro dali, procuração prá lá, outros documentos que comprovassem tudo que paguei (para não faltar um centavo de imposto), outros 4 meses e mais R$ 1.800,00 reais de taxas e impostos variados, levando o capacete à cifra astronômica do triplo que paguei pelo mesmo, chega tanto o capacete quanto uma certeza: capacete importado no Brasil? Nunca mais!

Não enquanto este não for um país sério, que saiba distinguir um item de coleção de um item de uso  (usar um capacete desses seria o mesmo que um "jáspion" andar com um assinado pelo "Doctor" em vez de expô-lo em uma vitrine...). Não enquanto um item de coleção precisar de "INMETRO". Ao menos não enquanto o que se quer é apenas arrecadar mais e mais e mais, custe o que custar.

A verdade, a quem quer sabê-la, é que "selo do INMETRO" tornar-se-á sempre fator secundário, até mesmo porque todos sabem que um capacete de última qualidade que se abre ao meio e que não se entende como pode carregar selo do INMETRO (não vou sequer listar nomes, pois meu leitor sabe muito bem de quais me refiro), não vale NADA em termos de proteção perto de um que carregue o selo DOT, cujas regras são infinitamente mais rígidas que do INMETRO, respeitando o órgão.

No fim e ao cabo, necessidade maior é mudar o país e a mentalidade de todos. 

Agora, quando me perguntam se no Brasil há a necessidade de uso de selo do INMETRO em capacete importado, respondo de bate pronto: quer usar um capacete importado? Use fora do Brasil. Não vale a pena pagar - e penar - mais imposto ainda. E o de importação, é uma fortuna.

Afinal, ninguém se importa em quanto vale a sua cabeça. 

Sem imagens no post de hoje. Pois não merece.


segunda-feira, 27 de julho de 2015

Daytona Bike Week


Em 2016 vamos a um dos maiores eventos motociclísticos do mundo! O Daytona Bike Week!

Serão 7 dias de Tour, incluindo dois dias em Miami para compras e um final de semana inteiro (3 dias) em Daytona. Não perca esta oportunidade!

Mais detalhes contate-nos pelo email   aek@aekmotos.com





segunda-feira, 6 de julho de 2015

Uma droga? Uma moto? Não... É uma Harley Davidson!

Minha vida com motos "de verdade" começou com uma custom... "Fuleira", digamos, pois se tratava de uma Shadow VTX 600 1999, usada, com sedizentes 4.000km e gravíssimos problemas de motor que só bem mais tarde fui descobrir. Com isso e mais alguns incidentes como pedaleiras avançadas "paralelas" e posicionadas de forma totalmente inapropriada a raspar no chão em curvas mais fechadas, e sem sequer saber  como levar (e o que!) bagagem em uma moto, em menos de 6 meses e mais de 12.000km peguei certa aversão às customs, achando que não andavam como deveriam, tinham suspensão muito curta e mais um monte de motivos que inventei para me afastar dessas "drogas pesadas" por longos 12 anos...



Nesse meio tempo passei a "usuário" de outras coisas, e fui de naked's, trail's, big trail's, sport touring, superesportivas, desde as mais baixas às mais altas cilindradas. Umas boas, outras que ficavam devendo algo, umas melhores que as outras para certos casos - como as big trail's, imbatíveis para longas viagens com bons trechos de "off road" - enquanto outras melhores que as umas para outros (subir a serra numa BMW S1000RR ou "esticar" numa longa reta, é sentimento que não tem definição)!

Em 2013 criamos a A&K Motorcycle Rentals, contando apenas com motos BMW's da linha GS, que tenho como as melhores para longas viagens, sobretudo, como falei acima, onde houver grandes trechos de off road a percorrer. Fizemos excelentes viagens com elas, e nossos clientes, somando quilometragens ultrapassaram centenas de milhares de quilômetros à bordo das diversas GS's.

Enquanto isso as customs e em especial as Harley Davidson's...

Bem! Já havia falado delas em outra oportunidade neste blog, mais precisamente a quase 3 anos atrás (clique aqui para ler).

Contrariando meus gostos particulares, nossos clientes começaram a clamar insistentemente pelas Harley Davidson's. Afinal, porque nós só tínhamos BMW's? Porque não colocávamos algumas Harley's no portfólio? E como estamos sempre trabalhando para agradar a nossos clientes...

Entraram já de saída no catálogo de aluguéis as Harley's Sportster IRON 883 e a Fat Boy Special. Confesso que já fui até a loja "contrariado", me "forçando" a subir nas motos mais vendidas que eram justo as que nossos clientes pediam. E aí tudo começou a mudar... Comecei a perceber que teria de "morder a língua". Mas ainda resisti e saí de lá na base do "veja bem...", com os poucos argumentos que me restavam contra as customs. E à noite sonhei... O óbvio, claro: que estava andando numa custom, ou, mais precisamente, uma Fat Boy.

Mais um par de dias e eu estava indo buscar a Iron 883, e dois mais, a Fat Boy Special. 

Mais um par de dias, e eu ficava olhando o relógio, para ver quantos minutos faltavam para acabar o expediente e ir rodar em uma das Harley's. 

Mais um par de minutos após desligar a moto na garagem, e eu já estava planejando um novo passeio, por mais curto que fosse, para... ... rodar de Harley!!!

Mas em uma coisa prometo que serei inflexível até o fim! Vou continuar dizendo que nem a 883, nem a Fat Boy e nem qualquer uma da marca é uma moto de verdade! E também vou continuar dizendo que são uma grande DROGA!!!

Droga essa que você não vê a hora de pegar para mais uma dose...

E não, não é uma moto de verdade, porque é muito mais do que isso:

É UMA HARLEY DAVIDSON!!!

E você? Vai continuar falando mal das Harley's ou vai arriscar dar uma volta e morder a língua? 

Até breve!


Crédito das Fotos:
1 e 3 - A&K Motorcycle Rentals
2 - Beto "Attive"


Para cotação de sua viagem ou passeio com uma Harley Davidson ou BMW GS, escreva-nos diretamente para o e-mail aek@aekmotos.com