segunda-feira, 13 de agosto de 2012

A melhor marca de moto do mundo!

Já briguei feio - e quando digo feio, é feio mesmo, com ameaça de morte, inclusive - por conta de paixões quanto a marcas e modelos de motos. 


Hoje considero isso uma grande bobagem! Coisa de criança até, eu diria...

Lembro que conhecido, há coisa de 10 anos, defendia que as Harleys era a melhor coisa que foi feita desde as pirâmides do Egito e época que meu pai não era nem nascido, enquanto eu, era adorador ferrenho das Suzuki's e suas altas cilindradas e velocidade. 

"Velocidade não é nada!", dizia ele. "Não me adianta velocidade em cima de um monte de plástico que, além de se desmanchar, é coisa de modinha, ano que vem sua "jáspion" já não vale mais nada e a tecnologia dela vai estar ultrapassada... Jáspions que nem vocês ficam correndo alucinados e se perdem na primeira curva. Não chegam ao destino. De que adianta???".

É óbvio que eu não poderia entender o lado dele! É óbvio que ele não tinha nenhuma razão ou fundamento naquele monte de besteira que estava dizendo. E lá vinha eu com montes de pedras na mão, mirando com vigor todas as Harley's existentes no mundo dos vivos ou dos mortos, tentando calar-lhe a boca:

"Ah... Bom é Hargley, né? Ficar juntando as peças que caem no caminho dessa traquitana que vibra mais que liquidificador velho". E dava ênfase à sequência. "O que adianta, além de não ter velocidade, ficar com esse caco velho que vale só como relíquia? Isso é peso morto! Serve bem as peças para peso de papel. Moto de tiozinho, de véio...".

Horas e horas se passavam, argumentos mil, trazia correligionários para um lado (eu tinha bons argumentos, e ou era convincente, ou achavam bom não contrariar doido ou ainda queriam ver mesmo o "circo pegar fogo"...), saudosistas se atiravam pro outro lado, americano. Parecia uma verdadeira guerra fria. E foi aí que então a coisa começou a descambar para as agressões pessoais, ameaças veladas e depois claras. Comecei a andar de moto olhando para os lados, para o retrovisor, à frente e atrás. Tinha por vezes até a impressão de estar sendo seguido (e morando no Rio de Janeiro, me desculpem os cariocas, não duvido estar sendo mesmo, não por ninguém à mando, mas pela bandidagem de olho na minha moto e só) e aconteceu até de eu "deitar o cabelo" quando via piloto e garupa se aproximando de forma "esquisita". Talvez esse o lado bom da paranóia...

Depois mudei de moto, de marcas, me isolei um pouco. Comecei a andar em tudo que é tipo de moto que poderia, cheguei à conclusão que o mundo "custom" não mais me atraía, deixei o lado "jáspion" de lado - por onde tive passagem meteórica vendo que o conhecido tinha lá suas pontas de razão sobretudo quanto ao fator da tecnologia e velocidade que não leva longe sobre uma moto - amadureci, vi que discussões bobas não levam à lugar algum, sobretudo quando se trata de defender marcas, que, muitas vezes, não estão é nem aí pro consumidor, ainda mais brasileiro.

É claro que ainda tenho predileção por certas marcas e sobretudo modelos... Sonhos de consumo? Ainda presentes, é lógico! Neles uma BMW R80G/S.


A diferença é que atualmente eu gosto é de motos.

Mas que Harley Davidson prá mim só serve como peça prá peso de papel, isso é fato. He, he, he!!!

Quando se fala de motos, se fala de paixão. Jamais de razão...


quinta-feira, 9 de agosto de 2012

É você quem faz pequenas manutenções na moto?

Também em homenagem ao dia dos pais que se aproxima, repasso alguns conhecimentos dele,  os quais tem tudo a ver com motos!!!

Já disse sempre meu pai: "Se você não souber fazer, alguém vai saber...". Demorou algum tempo para que eu pudesse entender a "profundidade" das palavras de meu velho e sábio pai. 


Nesse meio tempo, desde cedo, colocou-me ferramentas à mão, e aprendi a usar desde uma chave inglesa à uma furadeira, lixadeira ou serra tico-tico. Quando era bem "piazito", meu passatempo predileto era ficar enfiando pregos em madeira. O "velho" reclamava que eu gastava todos os pregos dele, ao mesmo tempo que, no fundo, no fundo, ficava todo orgulhoso... Agora, é madeira? Deixa comigo! Precisa fixar um quadro, uma prateleira no concreto? Sou eu no DVD (e os manos só na fita...). Elétrica, hidráulica e até parede, se for preciso, eu mesmo levanto. Pode não ficar uma coisa "linda de morrer" (às vezes falta ferramenta específica, a cola apropriada ou a serra "ideal" e a gente faz como dá mesmo), mas resolvo o que é preciso.

Por conta de não ser ignorante e hoje compreender o que meu pai queria dizer, eu quase tenho um treco quando vejo anúncios do tipo "marido de aluguel". Marido de aluguel? Como assim? E o que isso tem a ver com motos???

Chegamos a um ponto de "especializações"  (ou de acomodação mesmo) que tem muito homem por aí  que não sabe trocar sequer uma lâmpada, uma resistência de chuveiro e ainda se defende dizendo que tem medo de levar choque ou que já trabalha o dia inteiro... "Então vou chamar um técnico!", grita de lá a mulher prá esses incompetentes, indignada - com absoluta razão - com a incapacidade do "traste" com o qual casou, que muitas vezes não se restringe apenas a falta de saber manusear as própias ferramentas. Se é que as tem... E quem tem ferramentas, deve saber usar.

"Prá bom entendedor, meia palavra basta!", também diz sempre meu pai. Assim, espero que vocês estejam entendendo toda profundidade do post. 

Pai que é pai de verdade, que ainda é o "macho alfa" dentro de casa e para sua família, sabe de cor e salteado o projeto de um bom carrinho de lomba (ou de rolimã, como conhecem outros o aludido brinquedo). Não é que nem uns que outros que ultimamente pululam por aí e assumem nomes esquisitos como "metrossexual" e do gênero. O bom pai trabalha o dia inteiro de sol à sol, bota o filho na "cacunda" ao final do dia, arruma o chuveiro em casa e ainda tem "pegada" com a esposa. Não precisa "provar sua masculinidade" fora de casa, pois sabe, acima de tudo, o quão importante é o respeito e um caráter descente. Assim, a "retribuição" é certa e o "marido de aluguel" fica completamente sem serviço dentro da sua casa...  Não passa nem perto de sua porta! Coisas como estas foram o que sempre aprendi com meu velho pai, que muito ainda me ensina volta e meia.

E a estas alturas você já está se revirando e quase gritando: MAS QUE RAIOS!!! O QUE ISSO TEM A VER COM MOTO!!!???

Meu caro... Entenda de uma vez por todas!

Se você não souber mexer na sua moto, fazer pequenas manutenções, me desculpe, mas tá na hora de aprender! Caso contrário, sempre vai ter alguém que sabe fazer. E depois não reclame se lhe cobraram os tubos na concessionária para trocar uma simples lâmpada que você compraria na esquina por menos de "dérreau" e trocaria em menos de dez minutos. 

É claro que não estou dizendo que você tem de aprender tudo de mecânica de motos e desmontar a metade dela (como é muito comum fazerem lá pros lados da europa, talvez até porque a mão de obra é produto mais caro ainda) para se considerar útil, mas trocar as pastilhas de freio, o óleo e os filtros, a câmara de ar, poxa, convenhamos!!! Isso é o mínimo que você tem de saber fazer! E não me venha com a desculpa prá lá de furada que você não tem tempo ou não tem espaço no prédio! Se tem moto, é porque tem garagem, prá onde dá prá levar as ferramentas e aprender a tratar bem da "amada". Ou você conhece até "pelada" a sua moto ou vai ter que recorrer a quem conheça...

Sei lá! De minha parte, não entrego a motoca na mão de qualquer mané. Posso até chegar mais tarde no serviço, mas quem trocou as pastilhas de freio da minha moto hoje fui eu, com muito orgulho! Da mesma forma que não contrato "marido de aluguel". A minha esposa, graças à Deus e aos ensinamentos de meu pai, não precisa disso. Nem nunca vai precisar enquanto eu tiver minha "caixa de ferramentas" às ordens dela e for vivo. 

De igual forma minhas motos para os pequenos reparos, me desculpem os mecânicos de profissão e concessionárias.  

Lá em casa, o "macho alfa" sou eu. Meu filho me chama de "pai", minha esposa de "marido" (ou denominação carinhosa impublicável aqui) e a minha moto sabe muito bem quem manda nela!

Afinal, sou eu quem carrega o guri na cacunda, conserta tudo em casa e depois desfruta das curvas...


Feliz dia dos pais à todos, casamento e manutenção - inclusive da moto - sempre a mil!

Até o próximo post!!!

Crédito das fotos:
1ª - site Groupon: http://www.groupon.com.br/ofertas/sao-paulo---premium/marido-service/4626022
2ª - blog da internet: http://joamaral.blogspot.com.br/2010/03/carrinho-de-lomba.html
3ª - site www.advrider.com

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

KTM também - como a Triumph - finalmente livre do Grupo Izzo!

Corre à boca pequena...
Fontes fidedignas nos confirmam que já foi formalizada judicialmente a “separação” KTM x Izzo.
Quem passou por uma das lojas "KTM" do grupo nos últimos dias, pode verificar que a notícia via "rádio peão" tem tudo para ser verdade. Diz-se, inclusive, que já se esgotou o prazo do ex-representante (que não se manifestou) para retirar os letreiros KTM das lojas no Brasil, o que ainda não cumpriu em todas.
As fontes informam ainda que "Nenhuma moto será vendida pela KTM este ano, exceto as off road (trilha) nos modelos que já estão divulgados no próprio site da KTM internacional no link “Brazil”. Em 2013 a KTM já venderá diretamente os seus modelos on road (incluindo Adventure) por aqui, mas ela não comercializará modelos on road em 2012.".
Acredita-se que em pouco tempo haverão novas informações no site da KTM do Brasil sobre credenciados para manutenção e peças. Por hora, o endereço em Vinhedo que consta no site da KTM Internacional referente ao Brasil é do escritório da KTM Áustria e ainda não podem passar maiores informações.
Tudo indica que finalmente mais um pesadelo acabou.
Agora é torcer prá KTM "oficial" vir o quanto antes. Pois mercado é o que não falta em nosso país, onde mais se vende Big Trails graças à nossas excelentes estradas asfaltesburacadas. 

Só falta a Ducati. Que até onde se sabe, também não está na mão do grupo. 

Já vai tarde...

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Os 3 segundos fatais de "bobeira" em uma moto...

Quem me conhece sabe que, como todo bom brasileiro (feliz ou infelizmente) tenho também meus "chavões", sendo um de meus favoritos "Cadum, cadum"...

Pois é... Cada um, cada um, é certo, mas existem certas práticas sobre uma moto com as quais não concordo e nunca vou conseguir engolir. Entre elas está "viajar" (mentalmente falando) quando pilotando, e pior ainda, pilotando e escutando música com fones de ouvido principalmente no trânsito caótico das grandes cidades (se estiver mascando chiclete também, então estará como o diabo gosta...). São justamente sobre estes segundos de desatenção que vamos neste post falar. 



Isto me ocorreu ontem, quando na hora do "rush" de final de dia estava eu no corredor, a 60km/h. Por 3 segundos "viajei no patê", e fui para lá no meio dos andes, sonhando com um "cordero fueguino" e vinho "nacional" com a esposa e o filhote brincando na neve. Um carro à frente deu seta, e nesse instante vi o "motoboy" à frente (que obviamente ia muito mais rápido que eu) desviar de forma brusca. "Chamei" nos freios (ambos) e literalmente chutei a marcha para baixo (coisas de quem não tem ABS na moto), enfiando-me entre um carro e outro na fila à direita.

Logo pensei, aterrisando: "O que estou fazendo???"

Foram meus 3 segundos de bobeira, por sorte não fatais. 

Resolvi por alertar-lhes: bobeira em cima da moto? Podem ser os 3 segundos fatais, ou finais. 

Sua mãe já lhe dizia - ou seu pai - o quanto moto é perigoso. Tanto quanto uma arma, costumo dizer. É óbvio que armas não são perigosas! Perigosas são as pessoas, é você e é eu. Se você tem uma arma em casa, é evidente que não irá deixá-la sobre o criado mudo ou ali mantendo-a, não vai ao menos travá-la à cadeado (com uma corrente e a chave ao pescoço). Igualmente se tem além da arma criança em casa, não vai ficar exibindo seu "berro" ao infante, mostrando-a orgulhoso... Ou você é do tipo que sai mostrando suas partes íntimas na rua? Evidente que não, né? Então, se o faz, é minimamente estúpido ou tarado.  Em qualquer dos casos você deveria estar preso, para não ter contato com a sociedade dita "normal".São por causa destes estúpidos que crianças levam armas para as escolas, mostram o que o pai tem pro amiguinho e as tragédias acontecem. 

Com motos, carros, e outros veículos é a mesma coisa. Filho pequeno? Vai deixar a chave à vista e ao alcance? Prá quê? Para dar sorte ao azar e à oportunida? Está distraído? Vai pilotar? Prá quê? Para dar sorte ao azar e à oportunidade? 

Olhe pros lados... Quantos "animais" dirigindo e falando ao celular, outros até lendo ou completamente no mundo da lua, sem falar aqueles que compraram a carteira, somado aos "motoloucos" que lhe cortam a frente e deixam o trânsito ainda mais caótico aumentando a raiva dos motoristas (com absoluta razão eu diria) contra a espécie que se locomove sobre duas rodas estão lhe cercando por todos os lados? Vendo essa cena você acha que ainda assim tem direito a ter seus 3 minutos de bobeira? Lamento lhe informar que não. 

No trânsito você tem de cuidar de você (você está se sentindo bem? Está atento? Está confortável? Como está seu humor?), da sua moto (ela está se sentindo bem? Está respondendo a todos os comandos? O motor está com "o som correto"? Ela parece estar se sentindo "confortável" ou você sente que tem alguma coisa errada com ela?) e o que é mil vezes pior: dos outros.  E nessa última categoria entra toda espécie de animais, entre eles humanos (ou capivaras ao volante), quadrúpedes (carroças, cachorros perdidos, burros, etc.) e pássaros (gralhas ao celular, urubús, pipas e cerol, etc.).

Desculpe informar, mas você não tem o mínimo direito à bobeira. Os 3 segundos de bobeira em uma moto podem ser fatais e mudar sua vida - ou acabar com ela - para sempre. Então, deixe a bobeira para quando estiver na frente da TV, assistindo um daqueles seus DVD's de moto. No trânsito, na estrada e/ou sempre que você ligar o motor da moto, atenção máxima ao que você está fazendo é mandatório. 

Não limpe a arma carregada e use sempre o tal de filtro solar. 

Longa vida aos motociclistas de plantão!

Amém. 


Até mais!!!


Crédito das fotos:
1a. Fórum "Pequenas Notáveis"
2a. site "Novo Tempo"



sexta-feira, 27 de julho de 2012

Dia do Motociclista? Tá... E daí? E daí que...

E daí que no dia dos pais a gente lembra dos pais... No das mães a gente lembra das mães... No Natal, de Jesus, se for católico, é óbvio. Pois se for budista ou de outra religião, provavelmente nem faça muito sentido a data... No dia das crianças a gente lembra das crianças, especialmente se tem um pimpolho como tenho (e os pais sempre lembram dos filhos "pitoquinhos", ao menos até os 30 e poucos anos dos mesmos, quando geralmente nos dão netos...).  Quando é o dia da nossa profissão - ex.: eu sou advogado - a gente lembra... Que dia é mesmo que se comemora o dia do advogado??? Mas e no dia do motociclista? A gente lembra de quem?

Bom... Aí...

A gente lembra dos nossos amigos que eram motociclistas e já "partiram" para "outro plano".
A gente lembra dos nossos amigos motociclistas que volta e meia encontramos para falar sobre algo super diferente: motos.
A gente lembra de alguns e de todos inúmeros encontros que fomos.
A gente lembra das viagens que fizemos, os lugares que visitamos, os cheiros que sentimos nas estradas.
A gente lembra dos "perrengues" que passou, ri das vezes em que tivemos "pane seca", ou que a moto estragou no meio do nada, aparentemente sem razão alguma (e depois, sem precisar de mecânico ou não entendendo bulhufas de manutenção, a gente sempre descobre sozinho o que era).
A gente lembra daquela estradinha bucólica, daquela trilha teoricamente no meio do nada que dava em lugar nenhum, mas que fez a gente se sentir o "desbravador do desconhecido", ainda que até de CG tivesse gente passando. 
A gente lembra da esposa, agarradinha na gente, durante horas e horas à fio, parceira mesmo embaixo de chuva.
A gente lembra daquela nossa viagem "solo", do frio de rachar, do tombão e do "terreno que comprou".
A gente lembra do sol batendo forte na viseira, da vez que andamos na estrada só de calção e camiseta.
A gente lembra daquela tempestade que atravessamos, vendo os raios caindo no horizonte (e você jurando que caiu ali, na sua frente! E às vezes acontece mesmo!), da neve que atravessamos nos andes, do chocolate quente que sorvemos na sequência (eu e a esposa lembramos é das cervejadas!!! He, he, he!!!).
A gente lembra que fazem "x" anos que andamos de moto.
A gente lembra as motos que já tivemos, com o lembrete que aqueles metidos a "namoradores" são geralmente incapazes de lembrar o nome de todas namoradas que já tiveram, mas quanto as motos, por mais que tenham tido das mais variadas, lembram uma por uma em todos detalhes: a cilindrada, a cor, o ano, com quantos quilômetros compraram, com quantos venderam e, se bobear, até mesmo a placa.
A gente lembra enfim...
A gente lembra que a gente é motociclista, e aí, a gente lembra DA GENTE, de nós mesmos!!!

Hoje se comemora o dia do motociclista! Dia 27 de julho...

Hoje a gente comemora o dia da gente!!!

Então, parabéns para todos nós!!!

E que Deus, Buda, "Aláh", a "Energia do Universo" ou seja lá no que acreditemos, nos permitam que possamos comemorar esse dia pelas próximas décadas, sempre em cima de uma moto!

Porque motos... Ah as motos!!! É um vício, uma loucura ou o que o valha do qual nenhum  verdadeiro motociclista quererá jamais se curar! 

Graças à Deus!!!

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Como alcançar os pés no chão em uma moto alta - problemas e soluções

Dia desses amigo me ligou perguntando o que poderia fazer, haja vista que queria trocar sua F650GS (twin) por uma F800GS, mas que tinha "só" 170cm de altura, o que lhe levaria a não alcançar os pés no chão. Fato: a altura do banco da BMW F800GS dista há 880mm do solo, enquanto da F650GS (twin), há apenas 780mm, um total de 100mm (10cm) que farão TODA diferença para meu amigo. Isso significa firmar os pés ao solo ou ficar "nas tintinhas dus pizinhos" (leia-se: nas pontinhas dos pezinhos) como diz meu filho cantarolando música infantil...

Então, num "lapso de memória" (leia-se: momento "espírito de porco"), pensei em indicar-lhe uma Harley Davidson, já que lhe recomendar nascer de novo estava fora de cogitação (sob pena de perder o amigo), até porque, no mais, seria "o manco falando mal do aleijado"...

Será que meu amigo, você e EU MESMO, porque não somos tão altos estamos fadado a uma custom, que nas estradas brasileiras não é nem um pouco apropriada a enfrentar a buraqueira? 


Custom não! Ninguém merece isso!!!

A grande sorte é que, para medianos, soluções existem para todos os gostos, e podemos nos "adaptar" à grande maioria das motos. Não ficamos como gorilas e motos menores e nas maiores, ficam parecendo imensas!

A Touratech, só a título de exemplo, tem um excelente kit, capaz de baixar a suspensão em 50mm (5 cm) a F800GS.


Já a própria BMW, para a F800GS, tem o banco baixo, que possibilita ainda reduzir a distância deste ao solo em mais 30mm (3cm). Utilizando ambos, já temos, portanto, menos 80mm, muito próximo aos 100mm necessários para meu amigo se sentir confortavelmente seguro. Os 20mm que "faltam", podem ser facilmente obtidos com uma bota de solado um pouco mais grosso. 

Mas... Será que tudo são flores? É simples assim? Você "rebaixa" a suspensão da moto e pronto? Altera as características dela e era isso? 

Obviamente que não!

Quando você "abaixa" a suspensão, se na melhor das hipóteses optar por um conjunto da hyper pro, o mínimo prejuízo que vai ter será aproximar o cárter em 50mm do solo. Não existe solução mágica. Além disso, você acaba de reduzir o curso da suspensão de originais 230mm e 215mm respectivamente (dianteira e traseira), para 180mm e 165mm respectivamente, o que pode ser muito pouco em uma situação off road. Ainda que as molas da hiper pro teoricamente sejam mais rígidas ao final de curso, a probabilidade de você encontrar o final do curso é infinitamente maior. O problema disso? Você forçar, estressar o material precocemente, e arrebentar com a suspensão ou com o próprio chasis da moto, no local onde se encaixa com a suspensão. Solução? Depende... No meio do mato, pode ser muiiiiitoooooo complicada, ou quase impossível.

Mas aí você pode rebater dizendo que não vai fazer muito off road mesmo e que, então, a probabilidade de você ter uma quebra dessas é ínfima. Tá bom... E a buraqueira de nossas estradas? Como fica? Não é quase um off road?

Sem falar que se você está em uma big trail, volta e meia vai querer pegar uma estradinha mais "casca", onde a probabilidade de uma pedra no meio do caminho é bem maior.

Como se não bastasse, existem outras motos em que simplesmente não existe ainda kit (até onde sei...) para rebaixar a suspensão, e, mesmo que venha a existir, fazê-lo é o mesmo que acabar com as características básicas da moto! Veja o exemplo da G650GS Sertão. O banco da mesma fica há absurdos 860mm do solo, altura para baixinho nenhum botar defeito. Rebaixar uma suspensão de uma moto monocilíndrica, com aptidões claras à um bom off road? Loucura. Quase o mesmo que querer transformar um Porsche em um buggy de praia. Sim... Porque a F800GS ainda é uma moto boa para utilizar no asfalto, com motor de sobra para uma velocidade de cruzeiro decente, sem muita dor de cabeça. Mas uma monocilíndrica como a Sertão, se dá muito melhor no off road, motivo pelo qual melhor deixá-la em seu "lugar de origem", onde mais ela mostra à que veio. Retirar suas melhores características é quase o mesmo que querer "capar" um búfalo selvagem, algo que não faz sentido algum.

Enfim, para todo bônus, um ônus. Ou seria o contrário?

Para meu amigo, só uma solução: CORAGEM!!!


segunda-feira, 2 de julho de 2012

Nova F800GS e "F650GS" (leia-se F700GS)

Quando escrevi em maio deste ano sobre a Triumph Tiger, disse que a BMW teria de suar a camisa para manter a liderança da F800GS. Lembram? 


Tudo indica que o grupo bávaro fez o dever de casa. 

E bem, só para variar!


É assim que a BMW gosta de olhar sempre a concorrência. "Por cima do ombro", do tipo, "vai vir ou tá difícil?". 

Tento com todas minhas forças gostar um pouco menos da BMW, achar defeitos para ela (fora o preço, lógico, que faz com que eu odeie de morte a "mazela brasileira" chamada impostos extorsivos), mas confesso que cada dia isso se torna mais difícil, ainda mais quando vem com essas novidades. E olhem que sou o primeiro a idolatrar "velharias", como uma "boa" R80GS.

Mas ESA numa F800GS?

Fala sério!!!!!

Quem já andou numa BMW com ESA, sabe que o sisteminha é "o que há". Alguns dizem ser bobagem, modernidade demais, mais um item para estragar., coisa que serve só para encarecer mais ainda a moto e justificar a diferença de preço que deverá apresentar para o modelo anterior da F800GS... Eu, porém, que já tive uma R1200GS Adventure com ESA, não posso ficar quieto e tenho de relatar que  se andar numa Adventure é como viajar de boeing em céu de brigadeiro, pilotar uma F800GS com um ESA sem dúvida alguma deve ser como estar num jatinho executivo. Particular, é óbvio! Sendo que a aeromoça é você quem escolhe e, se você quiser, vai agarradinha na sua garupa! Eu já tenho a minha, claro, que não troco (esposa, não moto!!! A moto eu troco!!!)...

E a alemoada não pára por aí!

Nunca parece bom o bastante!!! Reclamações quanto a altura da moto? Tá bom! Tome banco baixo e um kit de fábrica, prá quem quiser, para rebaixar a suspensão. Lembrando que o conjunto ESA pode "levantar" mais a moto ou abaixá-la (embora não seja essa a função do sistema e nem deva ser utilizado com tal finalidade).

"Tá bom prá tu, mano?" (fico imaginando um alemão daqueles "batata" falando isso...)

Que nada!

Dá-lhe controle de tração! Tão de brincadeira... Só pode!!!

Acabou? 

Na, na, ni, na, não!!!

Ainda tem a F700GS (ex F650GS), uma "G650GS twin". Que claro, não deve vir prá cá pelas vias normais. Mas se você pedir, a concessionária traz prá você. Mais uma opção. Só prá variar (e bota variar nisso!!!). Provavelmente ainda mais baixa que a F800GS "rebaixada", prá baixinho nenhum botar defeito ou "se sentir diminuído", com o perdão do trocadilho infame. Nos "altos" de meus pouco mais do que 170cm de altura, com muito orgulho, eu que o diga a diferença que essa opção a mais pode significar...
Palmas para a BMW, de novo e de novo. Hei, baixinhos aí do fundo da platéia!!! Vale ficar em pé para aplaudir ou até subir na cadeira, viu? A BMW finalmente nos enxergou! Louros e mais louros...

Vá lá que o desempenho não deve ter mudado praticamente nada (embora um controle de tração e ajuste de suspensão eletrônico mude sensivelmente MUITO mais coisa do que sua vã filosofia imagine!) e que mais se vê "por fora" alterações em plásticos e cores (será que vai vir só no "verde exército" ou isso seria champagne? E a cor azul? Será que vai ser "azul-acho-que-cheguei-no-céu"? Como será que vão chamar tal cor?), aliás estes reduzidos como tem de ser numa boa "big trail", mas que tô sentindo que haverá de um lado choro e ranger de dentes enquanto do outro lado aplausos incontidos, disso eu já não tenho muitas dúvidas...

E daí, Triumph? Sentiu a "pressão"? 


Se tinha, agora não tenho mais dúvidas: tá aí minha próxima(s) moto (s). 

E você? Vai encarar???