quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

A nova BMW R1250GS arrefecida a água está chegando!!!


Bem....

Parece que agora não tem mais volta mesmo! Finalmente a nova R1250GS Adv (que provavelmente venha a chamar-se de R1300GS) já anda circulando pela europa em testes finais ao que tudo indica. Dizem as boas líguas que no Salão de Milão já estará exposta, começando a ser comercializada em 2013.

Apesar de contar com algumas "máscaras" já é possível vislumbrar bem as linhas da mesma.

Não deve ser mudada muita coisa com relação a peso e potência da moto. Se por um lado podem se suprimir alhetas do motor reduzindo o peso, por outro tem de se somar o radiador e provavelmente uma ventilação forçada. Da mesma forma, dizem alguns que a intenção da BMW com a refrigeração líquida não parece ser aumentar a potência do motor da GS, mas sim simplesmente cumprir as cada vez mais rígidas normas de emissões européias, seja de gases, seja de ruído. Aliás, a R1250Gs deve vir por conta disso ainda mais silenciosa. Claro que é difícil acreditar em tal tese, e a maior probabilidade é que a nova GS ultrapasse os 120cv de potência. Coisa que, para quem gosta de um bom motor que empurra forte, nunca é demais!

Ainda no quesito motor, se afirma que absolutamente tudo neste é novo, não havendo nenhum aproveitamento de peças ou partes originárias do motor "antigo" da R1200GS. É segurado no quadro por cima, prometendo maior distância do cárter com o solo. Ponto para o "off road".

Tudo indica que os cilindros do bom e confiável motor "boxer" sobem um pouco, ficando mais próximos do joelho do piloto, ao contrário de próximos à canela, como ocorria antes. Por conta dessa subida, as curvas de alta devem ficar um pouco mais confortável, ganhando o modelo em esportividade. O cano de escape é outro item que deve chegar com alguma mudança, vindo achatado em vez de oval como nas versões anteriores. Ganha-se com isso em espaço. Parece, contudo, muito alto, o que pode trazer prejuízo ao conforto do garupa e reduzir um tanto o espaço interno das malas laterais. Nada que a BMW não tenha pensado, óbvio, e não vá resolver se representar mais um problema do que uma solução e/ou inovação.

O cardã muda de lado, juntamente com o cano de escape. Há uma "troca", indo o cardã que estava na direita para a esquerda e o cano da esquerda para a direita. De quebra, ganha linhas mais "agressivas", adotando a cara bandida das concorrentes. Como sempre, chega-se o ponto que nunca se sabe "quem imita quem".

Suspensões não devem sofrer grandes mudanças, vez que o sistema telelever e paralever vem se mostrando imbatível ao longo dos anos, com nula tendência à mergulho natural na maioria das motos por melhor conjunto de suspensões que usem.

Bonitos faróis de "led" - estilo "anjo" ou coisa assim - devem fazer parte das novas GS, deixando a iluminação diurna mais nítida e segura.

De certo se tem que a nova R1250GS - ou R1300GS - não vai deixar barato à concorrência que vinha querendo colocar as unhinhas de fora. Vem com nova máquina para manter a liderança de mais de 30 anos no setor das "big trails", onde o "top" foi e pelo jeito sempre será da BMW.

A nós, brasileiros, resta esperar e torcer para que a BMW do Brasil traga as R1250GS refrigeradas para o país para desfrutarmos o mais breve possível da top de linha do segmento big trails.

Quem viver, verá! Ou pilotará...

As motos na minha vida

Tenho a impressão de que gosto de moto desde sempre. Minha primeira lembrança de motos foi olhando entre os bancos dianteiros do velho "opalão" azul de meu pai, naquela época que não existia exigência de selinho em capacete, não existia cadeirinha de criança e a gente brincava de carrinho de rolimã em lombas que dariam medo à muita gente grande e - o que seria um crime hoje - se tomava banho de chuva sem se preocupar com o que está na moda: uma tal de "virose", que deve ser prima da mula-sem-cabeça ou é simplesmente coisa da medicina prá definir desde dor de barriga à resfriado. Em tal dia, recordo de ter visto a traseira de uma moto qualquer, e o cara disparando na frente quando o semáforo abriu. Creio que foi nesse dia que decidi teria uma moto...

Depois desse episódio, eram tardes no pátio de casa, ouvindo de longe os intermináveis "nhééééssss" das DT's, os "toc-toc-tocs" das XLX's e os "Pruuuuuuussss" das CB's maiores (raríssimas) que passavam em frente à casa, quando eu sempre parava as brincadeiras prá prestar atenção nas batidas do motor e comentava "É uma DT", "É uma XLX" ou "uma CB!" para mim mesmo em voz baixa, sob os olhares curiosos de minha mãe, que não entendia em quê eu prestava atenção.

Mais guri, o sonho era ter uma Caloi Extra Nylon e colocar tampa de plástico presa junto aos aros das magrelas e achar que estávamos de moto; era o máximo. Os mais abonados, no estilo Harley Davidson iam de "Tigrão". Na adolescência mexer nas CBzinhas (a gente jurava que era mecânico dos bons! E efetivamente conseguíamos sim montar e desmontar meia moto!!!) e nas Garelli's era o "must". Claro que isso era coisa dos "filhinhos" de papai (mas sempre tinha uma amigo da gente que tinha uma...).

Passou a infância e a adolescência. Moto prá mim, infelizmente (ou felizmente, vá saber!), só a dos outros. Meu pai era fortemente contra motos (e é até hoje!). Dizia que um dia que uma moto entrasse na garagem de casa, não durava um dia. O mínimo que faria - ameaçou minha irmã quando essa embestou aos 18 que compraria uma moto - era furar os dois pneus à faca. E ai dela se reclamasse. Moto em casa? Mas nem com banda de música! Melhor era nem falar nisso.

O tempo foi passando, fui galgando os degraus da vida, me formei, empreguei-me, desempreguei-me, empreguei-me, desempreguei-me, empreguei-me, desempreguei-me... ...e finalmente me posicionei na carreira que escolhi. Só então parti para a minha primeira moto. Uma shadow 600, cor champagne. E desde então, vão-se quase dez anos, mais de 150000km e muitas alegrias sobre motos.

Alguma coisa faltava porém.

As minhas motos nunca combinaram com os apartamentos onde morei. Resolvi então pela casa. Está em construção, e a obra vai adiantada. Por hora, estou em uma casa alugada, e por alguma razão 100% mais feliz do que quando morava em apartamento. Modesta, mas é uma casa, com jardim, quintal. Eu precisava voltar às origens. Quem sabe resolver alguma coisa mal resolvida apenas? Não... Não é só isso. No pátio, volta e meia lembro de musiquinha que meu filho ouve em DVDs infantis:

"A gente que mora na fazenda;
Gosta de olhar pro céu.

De dia vê as nuvens, ouve o vento;

Quem mora na fazenda sente mais o tempo..."

Essa foi a razão.

Hoje em dia a maioria de nós está fadado a morar em apartamentos. Poucos são os que conseguem ir residir em casas. Depende, é lógico, do sonho de cada um . O que para mim é bom, prá outros podem não ser.

Assim como acontece com as motos. O que para a gente é bom, para outros pode não ser.

Mas convenhamos! Poderíamos trocar um pouco a música e simplesmente sair cantarolando:

"A gente que anda de motoca;
Gosta de olhar pro infinito.
Tem dias que sente a chuva, dói o vento;
Quem anda de moto sente mais o tempo..."

Sei lá.

Não tive "Tigrão" e nem Extra Nylon, muito menos Garelli. Mas no momento que a vida me brindou com a possibildiade de ser motociclista/motoqueiro, não tenho mais nada do que reclamar.

Morando em casa então...

E hoje, enquanto olho a velha XLX na varanda, volta e meia brado sem nenhuma vergonha à minha esposa e filhote que corre no quintal ao ouvir o cada vez mais raro "nhéééé...":

"É uma DT!"





* o post de hoje vai especialmente dedicado à todos amigos que tem aquela paixão inexplicável pelas suas motocas, sejam elas velhas ou novas e que ainda sentem saudades daquelas DTs, XLXs, CBs e outras que tiveram e ao mesmo tempo ficam ansiosos aguardando pelo próximo momento de andar nas que tem e pelas que ainda terão.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Uma garagem só para a(s) motos(s)

Você já se deu conta que as motos sempre estão relegadas à segundo plano, até mesmo na hora de estacionar? Na rua normalmente a moto tem de ficar enfiada onde couber, "onde der", como entre carros, pronta para ser derrubada; em shoppings e supermercados tem espaço - quando isso acontece! - sempre longe da porta de acesso; em hotéis ou estacionamentos pagos lhe olham de cara feia e se aceitarem moto (você de saída - ou de entrada, melhor dizendo - se sente um verdadeiro criminoso!) você vai prá lá debaixo da rampa, no espacinho entre a entrada e a parede ou... Onde der. A moto vai sempre prá "onde der"!!!

Já cheguei a ter 5 motos na garagem, mas, que garagem era aquela? Não minha, ao certo... Nada tinha a ver comigo ou com minhas motos. Estavam lá, no meio das garagens do condomínio, pois mesmo eu usando a minha vaga, era olhado de "cara feia", como se elas simplesmente não devessem estar lá. Nem um nem dois condôminos questionaram síndico o que o raio das motos estavam fazendo lá... Não dava prá liberar a vaga para um carro e enfiar as motos "onde der"? Então elas pareciam simplesmente estarem "jogadas" por lá, devidamente amaldiçoadas pelos moradores, e, por mais que eu tentasse arrumá-las na vaga, elas não ficavam bem .

Sei lá... Eu sou meio maluco, pois penso que as motos tem um certo sentimento, uma sensibilidade que os carros não tem. Vá lá, é um "ser inanimado", ferro retorcido, borracha, um tanto de fios e... Será? Não consigo vê-las assim! Para mim, as motos são como parte da família, e quando recebo um amigo de moto, recebo não só a ele, mas também a moto.

Em março do ano passado fiz um post neste blogger informando que começaria a construir um de meus sonhos: minha casa. No projeto, com o apoio de minha esposa, já estava planejado uma garagem ou um espaço exclusivo para motos! Eu simplesmente cansei de vê-las num segundo plano...

Em junho daquele ano iniciei a construção de minha casa!

Nesse meio tempo, tive de sair do prédio onde morava, principalmente por conta de barulho de vizinhos, mas também por conta das motos. Por algum tempo, também tive de manter uma delas atrás do carro, espremida, em posição que ela não merecia. Isso sempre me doeu de ver. Atualmente, felizmente, ocupam lugar de destaque em minha garagem da casa alugada (a obra ainda não está pronta... Mas já estamos nos "finalmentes"!).

Então comecei a me perguntar por que raios temos essa cultura quanto as motos. Porque a gente não pensa como o americano ou como o inglês, que sabe dar à moto uma posição de destaque? Por lá não é raro o gringo ter uma garagem inteira para guardar seus sonhos. Nós não! Normalmente temos o espaço direitinho para o carro, mas para a moto.... Ah!!! Essa fica "onde der". Que onde der o quê! Chega disso, pô! Deve ser por isso que resolvi então construir um espaço exclusivo para as mesmas. Por hora, "só" duas. Mas a certeza de que outras já estão à caminho para acompanhar as que tenho na garagem. Dia desses, inclusive, falando com minha esposa, perguntamo-nos quantas motos teríamos na garagem, afinal. "Umas dez, prá começar...", disse ela, ao que rebati com "Então umas trinta no futuro, né!?".

Porque não? Agora já podemos! E sim, nossos planos já caminham para esta direção. É lógico que não vamos usar todas ao mesmo tempo mas... Quem disse que não existem outras opções? O que eu quero é ver as motos alinhadas na garagem! Como, eu ainda não sei bem direito, mas o querer já é meio caminho andado. A vida - e o tempo - se encarregam do resto. Assim ao menos tem sido nossa vida: o bom Deus tem nos ofertado justo aquilo que queremos, desde que dêmos o devido valor para o que nos é alcançado. Daí que hoje tenho como primordial tratar bem minhas motos, da mesma forma que faço com minha esposa, meu filho, o pessoal que trabalha comigo, com meus vizinhos, amigos que me procuram, clientes, etc. Aprendi, nestes últimos meses, coisa que hoje carrego como lição de vida algo muito simpels, mas que por vezes a gente esquece: agradeça por aquilo que tem, e mais daquilo é o que você irá ter!

Elas não vão lhe exigir muito não! Qualquer galpãozinho bem montado de madeira no fundo do quintal, vai satisfazer o desejo delas de serem bem tratadas, e aí, com certeza elas vão se esforçar para trazer as amigas para junto. Quem acha que moto é ciumenta, se engana muito! Claro que, se assim achar, assim será. Mas eu gosto é de muitas! Um harém de motos! Porque não? Tenho amigos que digo serem "moto promíscuos", por estarem sempre mudando de uma moto para outra. Eu, por meu turno, que raios! Como me dói sempre me desfazer de uma delas...

Por fim, falando de gringos e de motos, deixo abaixo aos amigos o link que inspirou a escrever esse post. É de um maluco que construiu com as próprias mãos e suor uma grande "garagem" de motos para receber os amigos.

É disso que estou falando:

http://www.motorcyclistcafe.com/forums/showthread.php?1560-The-Motorcyclist-Cafe-Bunk-House-and-Barn
 
Um dia chego lá! Longe, certo que já não estou mais! Afinal, por hora espaço para as primeiras dez eu já estou construindo. E o mais importante, eu já tenho também: o apoio incondicional de minha esposa amada, a força de vontade para concretizar o sonho e os amigos!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

As motos e a "Teoria do Medo"

Você já pensou como quer viver seu 2012?

Veja bem! Não é porque virou o ano que agora tudo mudou, hein!? Ou sim... Porque as mudanças das coisas não estão nas coisas, mas sim na sua cabeça, na forma de ver o mundo como um todo. Vai de a virada de ano tenha virado algo em sua cachola também.

Tenho uma teoria de que estamos vivendo (viver + andar + ver? = olhar durante o caminhar através da vida? No trajeto da vida?) em uma época em que o medo rende dividendos, sendo o negócio do século, capaz de alavancar todos outros negócios da atualidade! O quente, ao contrário do que se pode inicialmente imaginar, não é a tecnologia! Isso vem só na esteira do melhor produto.

Medo é o que mais vende/rende.

Pelo medo se vendem imóveis afastados da cidade, ou se empilha gente como galinha em puleiro porque o prédio promete vigilância 24 horas, câmeras de segurança noturna e grades de última geração prá você ficar confortavelmente enclausurado (tá... E daí? Qual a vantagem quando se vêem agora "arrastões" em condomínio de luxo? Qual a vantagem quando se tem um vizinho barulhento em cima e outro embaixo, sem falar no do lado?). Dá lucro à empresas de segurança, à sistemas de alarme, câmeras de vigilância, cães treinados, cerca elétrica e fotocélula. Por conta do medo você vende carros mais potentes e até Harley Davidson (já que bandido conhece muito bem a diferença entre moto e Harley Davidson...). O que vende SUVs então, não está no mapa! Mas... Prá quê SUV para quem roda 99,9% em asfalto ou dentro da cidade, pô? Ah... Prá passar por cima de bandido, claro!

O medo vende geladeira, frigobar, televisão, liquidificador, ar condicionado, banheira, fogão, tapete e até grama. Tudo prá vc ficar no conforto - e segurança - do seu lar 10x10. Medo ajuda locadoras e telentregas. Bomba as vendas nos shoppings. Lota resorts. Faz o e-commerce ir ao espaço.

A política corrupta - que dá medo! - faz vc votar no nobre desconhecido ou no palhaço, e continuar depois de décadas a acreditar no salvador - no caso, salvadora - da pátria. Você sabe que tá ruim e acaba achando que pior não fica.

Protege o grande empresário (que medo dá empreender nesse país onde a tributação gera calafrios!), dá emprego para centenas de assalariados medrosos, eleva sindicalista à cargo de confiança, engorda os quadros do funcionalismo público (tambem gera mais aumento impostos ainda, mas, fazer o quê? O importante é a segurança...). Esse ótimo produto ainda ajuda a vender plano de saúde, seguros de todas espécies e remédios aos borbotões, educação particular, água engarrafada (óh, que risco tomar água da torneira!), ionizada, comida enlatada, repelente e inseticida.

E, para fechar a banca com chave de ouro, até moto o medo vende!

Pois vá que da próxima vez o engarrafamento esteja maior e você se atrase...

Que medo!!!

Porém há um setor onde o medo tem falhado de modo infame: ele não venderá jamais sua liberdade. Porque isso é uma coisa que depende exclusivamente de você e de sua maneira de ver o mundo.

O contrário do medo, embora muitos tenham esquecido, não é a segurança.

O contrário do medo é a CORAGEM!

*Gostaria de homenagear por esta os amigos Eduardo Wermelinger e Marcelo Resende (vide http://www.rotaway.com.br ). Mesmo abaixo de mil e uma recomendações para evitarem, sairam da segurança de seus lares e foram se enfiar em meio ao desconhecido, no "berço do mundo", lá no Continente Africano, superando seus maiores medos. Parabéns aos amigos!

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

"Nova lei" dos radares? Como assim?

Muito tem se falado da "nova lei" dos radares, depois da "balbúrdia" por conta da malfadada intenção de outra ainda mais esdrúxula, que pretendia a proibição de garupas em motos, no estado de São Paulo.

Sem entrar no mérito da discussão anterior - que feliz e corretamente deu em nada, garantindo os mais básicos direitos do ser humano, entre os quais de não ser julgado por tribunal de excessão e ter respeitado seu direito de ir e vir - não vejo esta atual com os olhos que vira a precedente. Não cheguei a ler minúcias da resolução nova, mas, em síntese, pretende acabar de vez com a "injustificada" prática de "avisar" onde estão os radares.

Agora, o Poder Público não precisará mais dizer o cidadão: "Hei! Aqui tem um radar! Diminua a velocidade para a autorizada na pista!". Ele simplesmente tem de dizer a velocidade que deve ser mantida na pista ou em determinado trecho, se menor.

Mas só um pouco! Porque não há então uma placa em cada esquina me dizendo que eu não posso matar, que não posso roubar, etc.? Onde elas não estão, então eu posso? É isso? Posso me fazer de sonso e dizer: "Ah, seu guarda! Mas a placa indicando velocidade de 80km/h está há 1 km atrás! Aqui não tem... Por isso estou a 130...".

Brasileiro tem o péssimo hábito de se achar injustiçado. Sempre! E tal hábito normalmente vem da dura realidade: normalmente ele É SIM injustiçado! É injustiçado pela carga tributária, é injustiçado pela educação que não tem (e estou falando de ensino básico, acadêmico!), pelo Sistema Único de Saúde - SUS (que de único não tem é nada, pois por conta de sua notória deficiência abre as portas para infinidades de planos de saúde, assistências médicas particulares e todo um mar de "oportunidade" de negócios com a vida), pela corrupção e pela política, por vezes que não merece outro qualificativo do que NOJENTA!

Porém todas essas injustiças não podem servir para lhe dar carta branca ao desrespeito a lei.

O mundo precisa mudar! Não é uma questão de querer ou não. Ele simplesmente precisa. Com ele, nós devemos mudar, devemos nos adaptar. Qual o mal de se andar respeitando o limite de velocidade então?

Eu, particularmente, prefiro isso aos radares maliciosamente escondidos; às "pistolas" medidoras de velocidade das autoridades policiais - normalmente onde sabem que o pessoal passa dos limites; às multas por falta de uso de cinto de segurança (certa feita amigo meu foi multado por não usá-lo... O detalhe que seria cômico se não fosse triste é que estava de moto!); de excesso do uso da buzina quando se usou para advertir motorista que comprou carteira e se atravessou na frente; da falta de coerência de alguns fiscais de trânsito, e, enfim, prefiro tudo isso a que ver algum irmão motociclista perder a vida por excesso de velocidade sua - achando que as estradas são pistas de corrida de um autódromo qualquer onde pode "abusar da sorte" e provar sabe-se lá para quem que sabe pilotar ou pela do que vinha em sentido contrário.

Convenhamos! A lei está aí para ser cumprida! Se a pista diz que você deve manter 110km/h, por que raios você acha que o certo é 130, 150 e que não pode ser "condenado" por isso?

Eu não estou dizendo que sou um santo das estradas! Nunca fui e quiçá, nunca serei... Mas eu tento me manter no razoável. Não quero ser o inquisitor quando sou o que também peca. Porém, quero deixar claro que sei sempre os riscos que estou correndo e os estou sempre assumindo, entre os quais de ser multado. Se acontecer, não vou me achar "injustiçado" e espernear, esbravejando contra a vida, a lei e a ordem.

Sempre acreditamos que a mudança deve vir primeiro dos outros. Nunca de nós mesmos. Se a carga tributária é dura, melhor tentar escapar de todas as formas possíveis, ná é assim? Afinal, 27,5% de imposto de renda é demais!!!

Também acho! Concordo em gênero, número - 27,5% - e grau!

Porém eu sempre digo que preferiria poder pagar no mínimo uns R$ 500.000,00 de imposto de renda por mês... Nem todo mundo entende, ao primeiro "choque", a profundidade "maliciosa" de tal intenção. Um dia chego lá! Estou trabalhando para cada vez pagar mais e mais imposto de renda! E Deus tem me brindado ano a ano com essa possibilidade, por mais descontos que eu consiga fazer na declaração de ajuste anual! Que continue assim! Amém!!!

E vamos vivendo a vida na "Terra Brasilis da República das Bananas". Ainda bem que tem muita! Porque o que há de macaco por aqui, não está no mapa! Está na hora de evoluirmos, ora bolas! De deixarmos de lado nossos insintos primatas para nos tornarmos um pouco mais homens. Pararmos de reclamar de tudo e apreciar a vida, a estrada e quem sabe até os gafanhotos da vida que a atravessam*...


Afinal, no fim das contas, não somos muito mais do que isso.

Respeite primeiro. Depois exija a contrapartida.

*Certa feita critiquei duramente, por meses, anos, foto que o amigo Mazzo tinha tirado na estrada, de gafanhotos que a atravessavam. Achei a foto ridícula, e o critiquei dizendo que não tinha sentido pararem para fotografar tudo! Hoje compreendo que ele tem seu estilo de andar, de pilotar, seu jeito de ver a vida. Se andava mais tranquilo ou mais devagar do que eu, talvez fosse porque simplesmente era menos "macaco" do que eu! Sua "lente" era só diferente da minha, como ainda hoje deve ser. As fotos que tirará, certamente em nada se compararão as que farei. Nem seu modo de pilotar ou ver o mundo...
Mazzo!!! Por favor, me perdoe!!! Hoje, definitivamente, não consigo ver que não com admiração aquela foto que fizeste. Parabéns super atrasado, meu caro!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Motos, capacetes e a "obrigatoriedade" do selo do INMETRO

Motos, capacetes e a “obrigatoriedade” do selos do INMETRO

Precisa mesmo ter selo?

É duro, mas é queijo!


Fiz uma importação direta de um capacete System 6, com sobreviseira, anti-embaçante, etc. e talz, para meu uso. Com impostos, ficou caro... Daria certamente para comprar um Shark novinho e alguns lero-leros de moto à mais.


Vale tanto assim um System 6? Em minha opinião nada humilde, sim. Cada centavo...


Adquiri o direito de me presentear com um após 10 anos usando o mesmo Shark S500, que já estava quase indo pro escritório sozinho ou fugindo pro Chile, de tão rodado. Não me perguntem se teria funcionalidade quando “precisasse” dele, pois tenho minhas dúvidas. Lembrar que um capacete tem “recheio” de isopor, nada além disso.

Nesse meu Shark velinho, nem o selo do maldito INMETRO (aquele órgão, que, segundo um amigo pega criancinhas no parque e manda pro Conselho Tutelar quando não usam o selinho INMETROzístico em seus brinquedinho) no Shark resistiu. Já desmanchou, literalmente, de tanto sol e chuva. Mas, levando em consideração que já tem quase 10 anos de fabricado (é de 2002), tá "legalizado", já que capacete pro órgão fiscalizador – graças à Deus! – não tem validade. Ainda, pois já houve tentativa de lei nesse sentido... Os fabricantes iriam gostar. Mas acho que aí só venderia EBF, Taurus e cascas de ovo do gênero, pois quem iria comprar um capacete bom tendo de trocá-lo dali à um par de anos?

Por isso não deve ter colado: “lobby”.


O System 6, por sua vez, apesar de um excelente capacete, não tem o selo do INMETRO. E nem o selo “DOT” (Departaent Of Transportation), porque ele só segue a ECE (norma de certificação européia), onde testam inclusive a proteção do queixo, coisa que a DOT não faz e nem, por óbvio, o INMETRO, pois capacetes abertos são aprovados pelo INMETRO.


Nem vai ter.


Como comprei prá meu uso, então, teoricamente, o problema é meu! Certo?


Errado.


Se a "fiscalização" me parar, sei que posso ter problemas. “Fiscal” pode até ficar temporariamente com minha moto retida, porque eu não estou com um capacete "homologado" e, portanto, estou conduzindo irregularmente, como se sem cinto de segurança estivesse. Por outro lado, se eu comprar um EBF 7 por 1/40 do valor do meu System 6 (e na minha opinião 1/100 da qualidade), estarei andando em conformidade com o INMETRO e o ignorante se dá por feliz.


Quer saber?


Estou pagando prá ver!


Se amanhã ou depois a fiscalização me parar, pretendo estar com um lixo de aberto (menor), comprado usado por uns R$ 10,00 como "carta na manga". Pode até me multar, mas com minha moto não fica. Coloco o Peels ou Tork e ando as próximas quadras (morrendo de medo) com ele, até sumir dos olhos de abestalhados de plantão.


Óbvio que sei que isso depende do naipe do “autoridade de trânsito”, pois quero crer que a maioria deles tem um mínimo de tutano para saber o que presta e o que não, o que é seguro e o que não é, o que é efetivamente "de lei" e o que não tem normatização, e se não for pedir demais, o que é norma DOT, ECE e SNELL. Ops... Acho que é pedir demais...


Ato seguinte, entraria com uma Ação Declaratória provavelmente em âmbito federal, pois seria a oportunidade para finalmente ouvir do Estado o que é certo e o que é errado, uma vez que eu já não sei como pode um Peels aberto - onde você pode dar literalmente de cara no chão (bate na madeira) – ser aceito e um System 6 não, simplesmente porque falta o selo no meu importado direto, que é idêntico ao System 6 que está na loja (lembrando que os vendidos nas lojas aqui tem o selo!). Já ouvi rumores que existiriam entendimentos jurisprudencias de que importar para uso próprio poderia, ainda mais se o mesmo modelo já está homologado no Brasil, pois quem teria de ter o “selo do INMETRO” seria o vendedor/importador que aufere lucro. O que tenho por mais do que certo é que a obrigatoriedade do selo do INMETRO só é exigível para capacetes fabricados a partir de 01/08/2007, de acordo com a Resolução 270 do CONTRAN.


Então, como a autoridade vai poder afirmar que meu capacete é novo ou antigo – eu posso ter guardado ele por 5 anos sem usar já que não tinha BMW! Porque não??? - , isso eu quero só ver, já que não tem etiqueta interna ou onde o valha com data de fabricação. Ou, quem sabe, me dá a “louca” e entro de uma vez com uma declaratória mesmo, contra DETRAN e INMETRO, só prá saber a verdade, e depois conto aqui. Vamos ver... Vou estudar melhor o caso. Afinal, eu sou um verdadeiro “Adv” e na minha casa, não tem essa de “casa de ferreiro, espeto de pau”. O espeto é de aço mesmo.


A discussão é velha, chata, mas dá muito pano prá manga. Tenho minha posição nada humilde e teimosamente imutável sobre a questão. Assim, de minha parte – embora não esteja recomendando a ninguém agir como eu e longe de estar dizendo que é o mais correto – vou usar meu System 6. Eu estou pagando prá ver, é diferente. Sei dos “riscos” que corro, legalmente falando. Mas eu tenho meu conceito de quanto vale a minha cabeça e onde devo colocá-la. Certo, certo mesmo, legalmente falando, seria, como já disse, usar um homologado, do tipo aberto, Peels, Taurus, Pró Tork, etc. Tá bom...


Por isso que, pelo sim pelo não, passo a levar um saco de lixo amarrado na moto, com uma casca de ovo que tenha o selo do INMETRO qualquer. Se o fiscal de trânsito me parar e eu estiver com paciência, uso de todos meus melhores argumentos. Se ainda assim me multar e na seqüência ingenuamente quiser reter minha moto, se todo o mais falhar, saco minha infalível arma de dentro do lixo e visto um maldito seladinho. Vai ficar querendo. Multa eu até aceito. Estupidez não.


Que meu System é bom, disso não tenham dúvida.


Peels, Taurus, Pro Tork e congêneres que é duro!


“É duro...”, assim como sabão – no âmago da velhinha ingênua que o comia – “...mas é queijo, meu filho!”.


Tanto o sabão quanto o queijo são feitos de gordura. Então deve ser a mesma coisa. Sei lá. nunca comi sabão e não tenho nenhuma vontade de fazê-lo.


E viva o kit de primeiros socorros nos automóveis... Só não sei onde foi parar o meu. O meu automóvel, claro! Sorte que minha moto e a minha cabeça, sei onde está.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O Motoqueiro e a Ambulância



O Motoqueiro e a Ambulância


O que raios tem um a ver com o outro, você deve estar se perguntando, não é mesmo?


Ultimamente tem “me caído os butiás do bolso”, na melhor expressão gaudéria. Fico cada vez mais impressionado com o que tenho visto no trânsito dessa nossa capital sulista, que não varia muito do que ocorre em outras cidades “desenvolvidas”, ainda que eu pense que tal “desenvolvimento” não é bem como se deveria qualificar esse caos urbano (mas isso é outra discussão).


Já é a segunda vez que vejo isso só esta semana. E olha que ela nem acabou ainda...


Embaraçado com a “big trail” no meio dos carros, parado num dos semáforos, vi lá adiante tentando “furar” legalmente o outro semáforo uma ambulância com seus “giroflex” a mil, fazendo a sirene gritar alto. Nitidamente desesperado, o motorista da van tentava enfiá-la onde não cabia. Sim. Aquilo era realmente uma emergência, e das grandes!



Agora o motivo do meu estarrecimento: você acha que alguém deu passagem?


Quando eu andava de carro e não tinha contraído o vírus das duas rodas – e isso já vão lá dez anos, tendo o trânsito mudado muito (para pior, claro) desde então – a gente (os motoristas de carro) costumava à primeira sirene dar passagem de um jeito ou de outro, furando o semáforo, subindo na calçada, buzinando ao da frente que roncava ao volante, xingando os de roda para sair. Era um desespero coletivo, lindo de se ver. Afinal, o que estava em jogo era uma vida...


Ultimamente – e repito, é a segunda vez que vejo essa prática só nesta semana – parece que ninguém mais se importa. A única coisa que parece estar em jogo é a individualidade, o egoísmo, egocentrismo: “O quê? Sair da frente eu e perder meu lugar prá outro que virá atrás da ambulância? Não mesmo!”, “Hein? Passar o sinal fechado e ser multado por um “azulzinho” fdp? Mas nem pensar!!!”, “Lá, lá, lá, lá, lá... Báh! Show essa música de estourar os tímpanos!!! Legal também que eu tenho ar-condicionado e posso ficar tranks com minha música e meus vidros lacrados...”, “Alô? Quem? Mãe? Não... To no trânsito mãe... Agora não posso falar... Hein? Sim... É verdade! A fulana? Foi, foi... Pois é, tu vê! Falando nisso, sabes que...”, “Caceta... Outra ambulância! Vá si...”.


Mas dessa vez o desenrolar foi diferente...


Saiu do meu lado um motoqueiro (motociclista, pros que insistem em achar que há diferença) com sua pequena CG velha, daquelas caindo aos pedaços e sem cor definida, passou o sinal que eu estava parado e foi lá se embretar no meio dos carros. Passou à frente da ambulância e começou a buzinar, acelerar, dar “estourinhos” e só faltou chutar alguns que insistiam em não se mover. Resultado? Saíram do lugar, com medo pela integridade de seus retrovisores - afinal era um motoqueiro que estava “mandando” dar passagem à ambulância, e esses caras, você sabe, né meu amigo motorista? (nesse momento o que estava falando ao telefone percebe o mundo em volta), é tudo louco – e a ambulância pode finalmente seguir seu caminho.


Ele, ao contrário do que alguns poderiam imaginar (claro, que estes não estão lendo esse “blog”), assim que a ambulância se foi, ficou ali, parado, esperando o sinal abrir, a sua vez. Por um momento ele e sua moto me pareceram maiores. Aquela CG era agora maior que a minha big trail. Passei por ele quando o trânsito andou. É... Realmente ele e a moto estavam maiores agora.


Eu não sei quem estava dentro da ambulância. Ele também não sabia. Eu não sei se o paciente “chegou à tempo” ao hospital. Ele, com certeza também não sabe. Mas uma coisa eu e ele sabemos: minutos, segundos - e às vezes até frações desses - fazem grande diferença quando estamos em cima de uma moto. Uma vida estava em jogo... Então ele jogou, deu as cartas, porque ele estava em cima de uma moto. Aqueles segundos que ele alcançou de maneira desinteressada àquela ambulância, àquela vida, pode até não ter sido decisiva, mas, sem dúvida, deve ter feito grande diferença...


Quando sobre a moto - ou não - faça que nem aquele motoqueiro e respeite não só a sua, mas todas as vidas! Você não está só nesse mundo.